Imagem do dia: tangendo o gado bolsonarista…

Em ato de provocação política, candidato do PSB a vereador usa um berrante durante o ato de Jair Bolsonaro (PL) em São Luís, simbolizando a condução do rebanho de direita que segue obstinadamente o ex-presidente da República

 

GADO?!? Wesley com eu berrante em plena praça Maria Aragão, onde bolsonaristas se reuniam em toro no ex-presidente

O candidato a vereador de São Luís pelo PSB, Wesley Sousa, partiu para a provocação pura e simples aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira, 23.

Usando camisa da Seleção Brasileira, Sousa disfarçou-se de bolsonarista para chegar até à praça Maria Aragão; de berrante em mãos simulou tocar o instrumento, usado em fazendas para “tanger” o rebanho pelo pasto.

Foi uma alusão clara ao termo “gado” usado por adversários para se referir, pejorativamente, aos bolsonaristas, dispostos a tudo pelo “mito”.

Provocador nato, Wesley Sousa gerou polêmica na Câmara Municipal ao assumir mandato temporário este ano; denunciando que a Casa custa R$ 500 mil por dia aos cofres públicos, ele não ficou sequer um mês no mandato.

Suas fotos tocando berrante foram publicadas em suas redes sociais.

Até agora, nenhum bolsonarista reagiu à provocação…

Braide tem maioria do eleitorado lulista e bolsonarista…

Prefeito de São Luís tem voto de quase 3/4 dos eleitores que se declaram apoiadores do ex-presidente e mais da metade daqueles que apoiam o atual presidente, mesmo com outros candidatos declaradamente apoiados pelos dois líderes nacionais

 

Pouco se importando com a classe política, nem aí para a imprensa, Braide construiu relação direta com o eleitor; e caminha para vencer em 1º turno

O surpreendente resultado da primeira pesquisa Quaest/TV Mirante, que mostrou o prefeito Eduardo Braide (PSD) com estratosféricos 60% de intenção de votos,  não impressionou apenas no aspecto numérico; o perfil do seu eleitorado também chama atenção.

O candidato à reeleição em São Luís consegue mobilizar em torno de si nada menos que 71% dos eleitores que declaram ter votado no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022; e mobiliza também 54% dos eleitores do atual presidente Lula (PT).

  • Bolsonaro já declarou apoio em São Luís ao deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB);
  • Lula, por sua vez, apoia e pede votos para o deputado federal Duarte Júnior (PSB).

O prefeito de São Luís é claramente um outsider em todos os aspectos que se possa analisar, como este blog Marco Aurélio d’Eça já demonstrava ainda em 2017, no post “Lava Jato pode levar outsiders a brilhar novamente em 2018…”.

Mas não deixa de ser um fenômeno sua postura completamente antipolítica, absolutamente anti-imprensa e desdenhosamente antipartidos, que não fala com parte da família, não se relaciona com ninguém e ainda aparece envolvido em diversas questões morais e legais.

E, mesmo assim, consegue blindar-se do risco eleitoral.

No final de 2023, este blog Marco Aurélio d’Eça publicou a série de Ensaios intitulada “A era pós-Dino…”; um dos textos voltava a tratar Braide como outsider e analisava o seu peso na sucessão de 2026, como favorito em 2024. 

A falta de relação mais próxima com a classe política, o desprezo por partidos, parlamentares, lideranças e a difícil relação com a imprensa alimenta o perfil de outsider ainda pretendido pelo prefeito, embora este perfil – de sucesso na virada da década – já tenha se perdido no timming político nacional”, diz o post, publicado em 12 de dezembro.

A eventual vitória de Eduardo Braide é uma vitória do antipolítico, mas é, acima de tudo, um alerta à classe política;

E uma lição de moral à imprensa política…

Criticado, Duarte esconde nova vice do PT em suas redes sociais…

Candidato do PSB a prefeito de São Luís chegou a compartilhar foto postada pelo vice-governador  Felipe Camarão, mas apagou após comentaristas de suas redes sociais ligados ao bolsonarismo reclamarem de sua relação com o partido do presidente Lula

 

A página de Duarte Jr. vista nesta segunda-feira, 12, por volta das 8h30: nenhuma referência à nova vice, Creuzamar de Pinho

Até o fechamento deste post, por volta das 9h00 desta segunda-feira, 12, não havia nas redes sociais do candidato do PSB a prefeito de São Luís, Duarte Jr. (PSB), nenhuma postagem, imagem ou texto que fizesse referência à sua nova candidata a vice, a ativista Creuzamar de Pinho, indicada pelo PT.

Duarte queria como vice sua própria ex-assessora, Isabelle Passinho, mas o nome, imposto por ele e pelo governador Carlos Brandão (PSB), não agradou à base do PT, que forçou sua renúncia; Creuzamar foi indicada pelo PT na sexta-feira, 9, com forte repercussão entre petistas.

Mas desta vez, no entanto, quem parece não ter gostado foi o próprio Duarte Jr.

Felipe Camarão mostra entusiasmo com Creuzamar de Pinho, petistas comentam, mas Duarte Jr. mantém silêncio nas redes

A imagem que ilustra este post é da página do vice-governador Felipe Camarão, que recebeu colaboração do  PT maranhense, da própria Creuzamar e do presidente petista Francimar Melo; mas nenhuma manifestação de Duarte Jr.

O silêncio de Duarte em relação à nova vice foi percebida também por membros do grupo de Whatsapp deste blog Marco Aurélio d’Eça.

Ele fez uma publicação na própria sexta-feira, e depois desmarcou a postagem” – alertou um dos membros.

Mas por que ele não publicou nas redes sociais dele? Já verifiquei em todas as redes” – disse outro membro, acrescentando que “a vice foi indicada pelo próprio vice-governador  Felipe Camarão”.

Manifestações de membros do grupo de Whatsapp deste blog Marco Aurélio d’Eça, notando a falta de divulgação da vice por Duarte

Ainda na sexta-feira, 9, dia em que Isabelle Passinho anunciou sua saída, este blog Marco Aurélio d’Eça abordou a falta de entusiasmo da campanha de Duarte Jr., no post “Mesmo com derrocada de Braide, Duarte não consegue avançar…”.

A vice, mudou, Camarão entrou de cabeça na campanha e o PT mostrou-se entusiasmado.

Mas parece que o desânimo agora é do próprio candidato…

Mical responde e chama de “turma de jabutis” os deputados dinistas…

Deputada estadual diz que os parlamentares ligadas ao governo anterior usam como forma de chantagem a aliança que têm com o Governo Federal, “ameaçando o governador  Carlos Brnadão a fazer o que eles querem”

 

Mical Damasceno respondeu na mesma moeda aos deputados ligados ao ex-governador Flávio Dino

A deputada estadual Mical Damasceno (PSD) partiu nesta sexta-feira, 5, em entrevista exclusiva a este blog Marco Aurélio d’Eça, pra cima dos deputados remanescentes do grupo do agora ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino; na quarta-feira, 3, esses parlamentares acusaram a base bolsonarista de ser inimiga da aliança entre o governador Carlos Brandão e o grupo de Dino.

  • Os discursos de quarta-feira foram feitos pelos deputados Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago e Júlio Mendonça (ambos do PSC);
  • os dinistas citaram nominalmente Mical Damasceno e os deputados Yglésio Moyses (PRTB) e Neto Evangelista (União Brasil).

A resposta de Mical teve a mesma contundência:

São parlamentares que usam a aliança com o Governo Federal quase como uma forma de chantagem contra o governador, insinuando que, se Brandão não fizer o que eles querem, essa aliança será colocada em risco. Tendem a suavizar condições que não são nada normais, mas não é possível perpetuar certas práticas, disse ela.

Na entrevista a este blog Marco Aurélio d’Eça, Mical Damasceno voltou a chamar de “jabutis” os deputados do grupo dinista eleitos em 2022; para ela, sem o uso da máquina, nenhum deles terá condição de voltar em 2026, por isso o termo jabuti.

Eles ainda agem como se estivessem no governo Flávio Dino, onde possuíam grande poder e influência. No entanto, a realidade agora é diferente. Hoje, o Governo do Maranhão tem uma nova composição política. Quem está no comando é o Governador Carlos Brandão, e não eles. Essa é a verdadeira turma contra o governo de Brandão. Só tenho a dizer que a mamata acabou”, afirmou a parlamentar.

Também citados pelos colegas Carlos Lula, Rodrigo Lago e Júlio Mendonça, Dr. Yglésio e Neto ainda não se manifestaram…

Dinistas contra-atacam base bolsonarista de Brandão na Alema…

Em resposta ao deputado Yglésio Moyses, que definiu os membros da esquerda dinista, petista, comunista e socialista como “inimigos íntimos” do governador – mas também citando outros parlamentares da direita – Calos Lula, Rodrigo Lago e Júlio Mendonça reafirmaram que os aliados de Bolsonaro tentam minar a relação do Palácio dos Leões com o grupo ligado ao ministro Flávio Dino

 

Os dinistas Carlos Lula, Rodrigo Lago e Júlio Mendonça acusam a base bolsonarista de tentar afastá-los de Brandão

Os deputados Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago e Júlio Mendonça (ambos do PCdoB) fizeram nesta quarta-feira, 3, forte discurso de contraponto, principalmente, ao colega Dr. Yglésio Moyses (PRTB), mas também direcionados a outros parlamentares ligados ideologicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo na base do governo Carlos Brandão (PSB).

Yglésio havia declarado no dia anterior que os membros da esquerda dinista, petista, socialista e comunista são “inimigos íntimos” do governador, mesmo estando na base do Governo.

Inimigo oculto do Governo do Estado é essa cambada de gente bolsonarista ou falso bolsonarista, que tenta, o tempo todo, intrigar o Governo do Maranhão com Governo Federal. Inimigo oculto do Governo do Estado é quem tenta o tempo todo criar cizânia e criar divisão, porque sabe que é irrelevante. Sabe que a parcela da população que defende as suas paranoias é irrelevante, é pequena. É circunstancial”, bateu forte, Carlos Lula, para completar:

Minha política eu faço às claras. E eu tenho um lado e, mais do que lado, eu tenho posição. Minha posição é transparente. Eu não estou num dia de um lado e, no outro, do nada, eu viro, dou um cavalo de pau e não gosto mais do Lula, agora eu gosto é do Bolsonaro; não é, deputado Yglésio?”.

Presente no início da sessão, quando voltou a discursar contra os aliados do ministro Flávio Dino, Yglésio não permaneceu em plenário para acompanhar os discursos da esquerda.

Mais contundente ainda que Carlos Lula, o deputado Rodrigo Lago fez um histórico da aliança que venceu as eleições de 2014, lamentou que vem sendo atropelado como vice-presidente da Assembleia Legislativa, defendeu Márcio Jerry e também apontou Yglésio como o verdadeiro “inimigo oculto” do governo Brandão.

Inimigo é quem trabalha todos os dias para arrancar o governador de um governo de esquerda que nós elegemos e colocá-lo no colo do Bolsonaro. Todos os dias minam, atacam e tentam destruir a base sólida, construída lá atrás pelo então presidente da Embratur, depois candidato, governador eleito, reeleito, senador da República e, hoje, ministro do Supremo, Flávio Dino. É isso que nós não podemos deixar”, apontou Rodrigo Lago.

  • Além de Dr. Ygléiso Moyses, há outros bolsonaristas na base do governo Carlos Brandão, alguns ocultos;
  • os deputados de esquerda citaram também Mical Damasceno (PSD), Jota Pinto e Neto Evangelista (União Brasi).

O foco do discurso dos esquerdistas foi a sistemática mudança ideológica de Yglésio desde sua chegada à política, o que, inclusive, já foi tema deste blog Marco Aurélio d’Eça, em janeiro de 2023, o post “A confusão ideológica de Dr. Yglésio…”.

Eleito pela esquerda maranhense, defendendo o lulismo, chamando o Bolsonaro dos piores nomes possíveis em artigos, em vídeos, aqui da tribuna, três meses antes de assumir, ele diz: ‘olha, na verdade, eu sou Bolsonarista’; tira a capa vermelha e veste a capa azul. E agora quer levar o governo junto”, ponderou Rodrigo Lago.

Foi filiado ao PT, foi filiado ao PDT, foi filiado ao PROS, no PSB e, de repente, não mais que de repente, se descobriu aliado do Bolsonaro, o maior admirador. Deve ter até um cartaz lá no seu quarto de noite para ele ficar olhando e beijando”, provocou Carlos Lula.

Último a discursar, Júlio Mendonça seguiu a mesma sistemática de Carlos Lula e Rodrigo Lago, apontando Yglésio – mas também citando Mical Damasceno – como os verdadeiros inimigos do governo Brandão.

Querem nos colocar contra o governo Carlos Brandão. E isso custa caro para o governo. Custa muita coisa que está de forma obscura. Por que essa obsessão de nos atacar? Por que essa obsessão de atacar o deputado Márcio [Jerry]? Todos os dias vêm os deputados bolsonaristas nos colocar contra, todos os dias vão nos intrigar”, disse Mendonça.

Após o discurso do deputado comunista, o presidente em exercício Antonio Pereira (PSB) encerrou a sessão..

Candidatos da direita se dividem; Fábio Câmara segue com Lula pela esquerda

Único candidato em São Luís com campanha exclusivamente na base do presidente petista, ex-vereador do PDT segue discutindo com os segmentos sociais mais progressistas, debatendo pautas de peso político significativo, como a valorização da mulher, do trabalhador, a preservação do meio ambiente, a afirmação do negro, dos povos originários; e prepara convenção com o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi

 

Lahésio chamou de gados e burros os eleitores que votam na direita representada por Josimar Maranhãozinho e Detinha, o que ofendeu também Felipe Arnon

Analise da Notícia 

A mídia de São Luís trouxe nesta terça-feira, 23, mais uma briga pública entre lideranças da direita maranhense, que se engalfinham pelo legado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e tentam se apoderar do voto conservador em São Luís, estimado em 25% do eleitorado.

A troca de “gentilezas” se deu agora entre o ex-candidato a governador Lahésio Bonfim (Novo) e o casal de deputados federais Josimar Maranhãozinho e Detinha (ambos do PL), mas envolveu também o “Pátria Livre” Felipe Arnon; e tudo ainda por conta da passagem meteórica – e sem maior repercussão política – da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro pela capital maranhense, no último sábado, 20. (Leia aqui e aqui)

Este blog Marco Aurélio d’Eça já mostrou que pelo menos quatro candidatos em São Luís são vinculados ao bolsonarismo, de uma forma ou de outra, embora o ex-presidente dê de ombros a todos eles:

Fábio Câmara segue agenda de contatos nas comunidades e prepara convenção do PDT, como único candidato exclusivamente na base do presidente Lula (PT)

A guerra fratricida entre os bolsonaristas é vista à distância pelo pedetista Fábio Câmara, único entre os candidatos em São Luís com campanha exclusivamente na base do governo Lula (PT); desde o surgimento do seu nome, ainda em setembro de 2023, Câmara se move pela esquerda, com ênfase nas bandeiras de Lula.

Com apoio do PDT, Fábio Câmara vem discutindo pautas progressistas como a valorização da mulher, do negro, a inclusão de grupos LGBTQIA+, questões ambientais, juventude e, sobretudo, a pauta do trabalhador. (Releia aqui, aqui, aqui, aqui e aqui)

A ênfase na valorização do trabalhador será a pauta de Fábio Câmara no dia 10 de maio, na convenção estadual do PDT, quando ele será apresentado como candidato a prefeito ao lado do senador Weverton Rocha e do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, este representando o presidente Lula.

E assim deve ser a rotina ao longo da campanha, com os bolsonaristas se engalfinhando pelo naco dos 25% de eleitores conservadores e de direita.

E Fábio Câmara, no seu ritmo, desde sempre, pela esquerda, com o PDT e com Lula.

Em busca dos 35% de eleitores lulistas na capital maranhense…

Sem liga, candidatos a prefeito têm aproveitamento zero com passagem de Michele Bolsonaro…

Repercussão da visita da ex-primeira-dama a São Luís no sábado, 20, ficou restrita às redes sociais de grupos de direita, evangélicos e conservadores, sem nenhum efeito prático na campanha dos adversários do prefeito Eduardo Braide que tentam se apresentam como opção deste campo político

 

Michele Bolsonaro evitou posar ao lado de candidatos a prefeito em sua passagem por São Luís

Ensaio

São Luís tem quatro pré-candidatos a prefeito vinculados de uma forma ou de outra ao bolsonarismo:

  • o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) busca claramente vincular-se ao ex-presidente e à sua família;
  • também deputado estadual, Wellington do Curso (Novo) mudou seus enunciados nas redes sociais para vincular-se à direita;
  • o prefeito Eduardo Braide (PSD) é historicamente de direita, embora não apresente nenhum traço ideológico em sua trajetória política;
  • o deputado federal Duarte Júnior (PSB) tem em seu palanque o PL, partido do próprio Bolsonaro, de quem se declarou aliado ainda em 2020.

Mas nenhum destes postulantes à prefeitura conseguiu ter aproveitamento político com a passagem da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro (PL) pela capital maranhense no sábado, 20; os registros e a repercussão da passagem da mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficaram restritas às redes sociais de grupos evangélicos e conservadores.

Dos quatro “bolsonaristas” que disputam a prefeitura, apenas Yglésio manteve em sua página no instagram, ainda nesta segunda-feira, 22, posts do evento com Michele Bolsonaro e as mulheres do PL.

Pesquisas qualitativas feitas ainda no final de 2023 – quando o registro eleitoral não era obrigatório – mostram que entre 20% e 25% do eleitorado de São Luís tende a votar em um candidato apontado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mas a falta de liga dos pré-candidatos que disputam este campo ideológico pode levar a uma pulverização destes eleitores; a própria Michele evitou imagens ao lado de candidatos.

Enquanto os bolsonaristas tentam, sem sucesso, vincular-se a Bolsonaro e sua família, o candidato do PDT, Fábio Câmara, corre em faixa própria, como único candidato exclusivamente  do campo do presidente Lula (PT) em São Luís.

Representado pretos, pobres e trabalhadores, a candidatura de Câmara no campo lulista será consolidada na convenção pedetista de 10 de maio, com a presneça do ministro da Previdência Carlos Lupi, representando o presidente petista.

Mas esta é uma outra história…

Direita e bolsonaristas ainda divididos em São Luís…

Mesmo com duas candidaturas neste campo político – as dos deputados estaduais Dr. Yglésio e Wellington do Curso – eleitores do ex-presidente e o eleitorado mais conservador ainda se alinham também ao prefeito Eduardo Bride e até ao deputado federal Duarte Jr., que tem o PL em sua coligação

 

Vazio ideológica e doutrinariamente, Braide ainda tem conservadores e bolsonaristas em sua base, eleitorado que Duarte não quer dispensar e que Yglésio busca aproximação

Com cerca de 25% do eleitorado de São Luís fidelizado – segundo pesquisas do ano passado, quando ainda não era necessário o registro na Justiça Eleitoral – o espectro político formado pela chamada direita conservadora e pelo bolsonarismo – que reúne os mais radicais  – não conseguiu ainda se identificar com nenhum dos candidatos a prefeito na capital maranhense. 

Enquanto a chamada esquerda e o campo lulista têm como candidatos o ex-vereador Fábio Câmara (PDT) e do deputado federal Duarte Jr. (PSB) – que também flerta com bolsonaristas – a direita conservadora e extremista se divide entre o prefeito Eduardo Braide (PSB) e os deputados estaduais Dr. Yglésio (PRTB) e Wellington do Curso (Novo).

Yglésio já assumiu-se bolsonaristas e tenta atrair para o seu palanque a família do ex-presidente, na tentativa de tornar-se a opção deste eleitorado e desbancar Duarte Jr. da vaga no segundo turno; Duarte, por sua vez, apesar de se apresentar como candidato lulista, tem em sua coligação o PL, partido do próprio Bolsonaro, a quem se declarou aliado nas eleições de 2020.

O eleitor da direita também está na base do prefeito Eduardo Braide (PSD), único candidato que não se identifica com nenhum campo político, nenhum partido, nenhum grupo político, nenhuma ideologia, nenhum conceito doutrinário ou programático.

Apesar de filiado ao Novo, o deputado Wellington do Curso ainda não concebeu em sua campanha a ideia de esquerda e direita; e pretende passar ao largo deste debate na campanha.

Mas o fato é que, queiram ou não candidatos e eleitores, a polarização política nacional entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Bolsonaro (PL) ainda terá forte influência nestas eleições municipais.

Até por que o resultado deste pleito tem relação direta com as eleições de 2026…

Yglésio faz tour em Brasília com família Bolsonaro…

Além de se reunir com o ex-presidente e sua mulher Michele, deputado estadual maranhense tem agenda nesta quarta-feira, 20, com o senador Flávio Bolsonaro, com outros bolsonaristas e com dirigentes nacionais de partidos da direita conservadora, em articulação de sua campanha a prefeito de São Luís

O senador Sérgio Moro foi um dos anfitriões de Yglésio no Congresso Nacional

O deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (ainda no PSB), está em Brasília desde esta terça-feira, 19, numa espécie de tour com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); ontem, o parlamentar reuniu-se com o próprio Bolsonaro e com sua mulher, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, a quem ofereceu o Título de Cidadã Maranhense, em discussão na Assembleia Legislativa.

Nesta quarta-feira, 20, Yglésio tem agenda com o senador  Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e tenta conciliar horário com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (Republicanos-SP), além de contatos com os senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RG) e Damares Alves (Republicanos-DF).

– Tenho convicção da minha candidatura pelo campo da direita em São Luís, que tem um forte potencial eleitoral e vai surpreender; fico feliz em ser recebido pela família do ex-presidente Bolsonaro – avaliou o parlamentar.

Yglésio foi recebido com carinho pela ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, que deve vir ao maranhão para receber título de cidadã maranhense

Além de Bolsonaro e Michele, Yglésio se reuniu nesta terça-feira, 19, com o senador  Sérgio Moro (PR) e com os deputados bolsonaristas Nikolas Ferreira e Jorge Seif.

O deputado está próximo de anunciar o partido pelo qual vai concorrer à Prefeitura de São Luís…

Marquetólogo desaconselha aliança de Duarte Jr. com o PL bolsonarista…

Reunido com a cúpula da campanha do candidato governista a prefeito de São Luís, Manoel Canabarro mostrou que o eleitor de São Luís não compreenderá muito bem a relação de um aliado do presidente Lula – e do agora ministro do STF Flávio Dino – com ou partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro; o próprio PL, por outro lado, já havia vetado, em todo o país, aliança com partidos da base lulista

A lista oficial da reunião com o marqueteiro de Duarte Júnior na cada de Rubens Pereira, obtida com exclusividade por este blog Marco Aurélio d’Eça

Um dos pontos principais da reunião do marquetólogo Manoel Canabarro com a cúpula da campanha do candidato do PSB a prefeito de São Luís, Duarte Júnior, revelada com exclusividade neste blog Marco Aurélio d’Eça, foi a análise qualitativa do desempenho do candidato até agora.

E um dos pontos de risco é a articulação de aliança com o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, comandado no Maranhão pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho.

Aas negociações entre Maranhãozinho e o governo Carlos Brandão (PSB) vinham avançando – apesar do veto da cúpula liberal a alianças com a base do presidente Lula (PT) – mas deverão ser freadas definitivamente após a explanação de Canabarro.

O marquetólogo mostrou que o eleitorado de São Luís não compreende bem a relação entre um candidato da base de Lula e um partido bolsonarista e pode fazer Duarte perder votos durante a campanha; além disso, o eleitor sabe que Duarte tem como principal padrinho político o agora ministro Flávio Dino.

Essa confusão ideológica foi um dos principais fatores que fizeram o senador Weverton Rocha (PDT) cair nas intenções de votos e amargar o terceiro lugar na disputa pelo Governo do Estado, em 2022; além de ter um vice do PL bolsonarista, Weverton se declarava lulista, apesar de filiado ao partido do também presidenciável Ciro Gomes.

O marqueteiro Canabarro quer evitar este ano imagens como esta, de 2020, que confunde o eleitor e pode tirar votos de Duarte Jr.

Manoel Canabarro foi o marqueteiro da campanha de Brandão em 2022, e um dos principais responsáveis por expor essa confusão ideológica de Weverton, que o levou a perder votos da esquerda lulista, sem, no entanto, conquistar votos bolsonaristas. Resultado: perdeu para Lahésio Bonfim (PSC) o segundo lugar na disputa.

É exatamente este risco que Canabarro quer evitar com Duarte Jr. Tanto que já orientou os líderes da campanha a encontrar uma forma de despachar Josimar Maranhãozinho.

Uma boa desculpa é a dificuldade do governo em entregar a pasta da Cultura, almejada pelo deputado federal.

Mas esta é uma outra história…