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Após reforma de Flávio Dino, PDT mantém controle do Detran e da Sedes

Ligado ao senador Weverton Rocha, o ex-prefeito de Codó, Francisco Nagib, será o novo diretor do órgão de trânsito; Larissa Abdalla vai auxiliar Márcio Honaiser no Desenvolvimento Social, em mais uma derrota do vice-governador Carlos Brandão

 

Nagib vai comandar o Detran-MA, o que mantém o PDT de Weverton Rocha na base do governo Flávio Dino

Apesar da pressão do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e de grupos ligados ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), o PDT manteve-se forte no governo Flávio Dino (PCdoB), preservando suas pastas e ampliando seus espaços.

O partido do senador Weverton Rocha manteve o controle do Detran-MA, agora sob o comando do ex-prefeito de Codó, Francisco Nagib (PDT); a ex-titular do órgão, Larissa Abdalla, será adjunta do secretário de Desenvolvimento Social, Márcio Honaiser, também do PDT.

Além de manter suas posições, os pedetistas ampliaram seus espaços no governo comunista com a indicação do ex-vereador Ivaldo Rodrigues para a secretaria ajunta da Agricultura Familiar, comandada por Rodrigo Lago.

Desde o segundo turno das eleições municipais, quando foi derrotado em São Luís, Carlos Brandão tenta criar um clima de racha na base do governo Flávio Dino, tentando tomar os espaços do senador Weverton Rocha.

Para evitar este racha – que precipitaria o fim do governo – o secretário de Cidades Márcio Jerry (PCdoB) foi chamado de volta ao Palácio dos Leões, como adiantou o blog Marco Aurélio D’Eça ainda em dezembro. (Relembre aqui e aqui)

Homem forte de Flavio Dino, Jerry entendeu ser melhor manter o PDT na base.

E Brandão terá que se contentar em esperar o fim do governo comunista…

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Weverton e Edivaldo: mesmo projeto e mesmo partido…

Movimentação da semana passada mostrou que os dois pedetistas estão se movimentando com vontade no jogo da sucessão do governador Flávio Dino, o que embaralha as cartas do grupo liderado pelo comunista

 

Weverton, que lançou Edivaldo, articula ao lado do ex-prefeito lideranças do porte de Othelino Neto e Osmar Filho

As imagens que correram o fim de semana, em que o senador Weverton Rocha e o ex-prefeito Edivaldo Júnior (ambos do PDT) aparecem em vários encontros com lideranças políticas do estado, rearrumaram as cartas da sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).

Lançado candidato pelo próprio Weverton Rocha, ainda no final do ano passado, Edivaldo mostra-se bastante à vontade no papel , mostrando, inclusive forte unidade no grupo liderado pelo PDT.

Ao lado dos presidentes da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e da Câmara Municipal, Osmar Filho (PDT) – outros importantes atores do processo de 2022 – Edivaldo esteve ainda com o secretário Márcio Jerry; e Weverton também foi ao encontro do governador Flávio Dino.

Toda esta movimentação põe a sucessão de Flávio Dino em um tripé já definido, tendo em uma ponta o vice-governador Carlos Brandão (PRB) e nas outras duas os dois pedetistas, que dão juras de unidade em qualquer circunstância.

E é deste tripé que deve sair o sucessor de Dino, a menos que surjam surpresas de última hora.

Mas esta é uma outra história…

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Brandão insufla e Jerry tenta apaziguar Dino…

Vice-governador tenta mostrar ao titular do Palácio dos Leões a importância de afastar do governo aliados do projeto do senador Weverton Rocha, mas o secretário  de Cidades entende que acirrar os ânimos agora é antecipar o fim do governo

 

A guerra agora é travada nos bastidores do governo Flávio Dino entre o vice-governador Carlos Brandão e o secretário de Cidades, Márcio Jerry

Uma guerra surda vem sendo travada nos bastidores do poder entre o vice-governador Carlos Brandão (PRB) e o secretário de Cidades e principal aliado do governador Flávio Dino, Márcio Jerry (ambos do PCdoB).

Derrotado três vezes em suas tentativas de diminuir a força eleitoral do senador Weverton Rocha (PDT), Brandão tenta convencer Dino de que é preciso diminuir a presença do grupo pedetista no governo.

Mas enfrenta a resistência do secretário de Cidades, Márcio Jerry, para quem, antecipar o racha na base agora é, também, antecipar o fim do próprio governo comunista. 

A cada derrota, Brandão se sente diminuído no embate com Rocha e tenta impor vontades contra ele no governo; Dino até reflete sobre as propostas, mas ouve de Jerry a importância da manutenção da unidade da base.

E nesta guerra de bastidores o vice-governador vai ficando cada vez menor…

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Convênios usados na eleição da Famem desgasta Brandão com Flávio Dino

Ao assumir o governo em plena campanha eleitoral da entidade municipalista – em que lançou candidato de última hora para tentar derrotar o PDT – vice-governador declarou-se de caneta cheia e chegou a promoter até R$ 5 milhões por município, que agora o governador terá que pagar

 

Brandão firmou os convênios, perdeu a eleição na Famem e agora Flávio Dino vai ter que se resolver com os prefeitos

O governador Flávio Dino (PCdoB) vai ter uma dor de cabeça não criada por ele nestes meses que restam de seu mandato no Maranhão.

Comandando o estado exatamente no período em que a Federação dos Municípios reelegeu o presidente Erlânio Xavier (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PRB) usou a “caneta cheia” deixada por Dino, como ele mesmo afirmou, para negociar apoios ao seu candidato Fábio Gentil (PRB) em troca de convênios e liberação de verbas.

Em alguns casos, os acordos eleitorais chegaram a R$ 5 milhões por município.

Agora, é Flávio Dino quem vai ter de tratar com esses prefeitos para liberação desses recursos.

Brandão, como se sabe – mesmo de caneta cheia – perdeu a eleição, a terceira para o senador Weverton Rocha (PDT) em menos de três meses, mas os prefeitos cooptados agora querem os recursos prometidos.

Mais um processo de desgaste para o vice-governador.

Que não consegue se firmar como liderança estadual…

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Brandão é derrotado de novo e perde força para 2022

Mesmo no cargo de governador – “com a caneta cheia”, como ele mesmo disse – vice-governador mostrou que não consegue articular os prefeitos maranhenses e perdeu a eleição da Famem para o grupo do senador Weverton Rocha

 

Erlânio venceu na Famem, fortalecendo ainda mais o grupo liderado pelo senador Weverton Rocha no Maranhão

Sentado no cargo de governador em exercício e com a “caneta cheia” liberada por Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão (PRB) viu seu candidato, Fábio Gentil (PRB), perder a eleição da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) nesta quarta-feira, 14.

O atual presidente, Erlânio Xavier (PDT),  ligado ao grupo do senador Weverton Rocha (PDT) venceu bem.

É a terceira derrota seguida de Brandão para Weverton, que praticamente se consolidou como a principal força eleitoral para a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).

Ele já havia sido derrotado no segundo turno das eleições de São Luís, quando o senador apoiou a candidatura de Eduardo Braide (Podemos) e na Câmara Municipal, na qual sequer conseguiu montar chapa contra o presidente Osmar Filho (PDT).

Brandão sai da cadeira de governador em exercício – Flávio Dino reassume nesta sexta-feira, 15 – enfraquecido como candidato em 2022 e tem somente mais uma chance para tentar provar que pode ser viável, quando assumir definitivamente o governo, em abril de 2022.

Mas até lá, Weverton continuará solto, construindo a sua candidatura com a força de seu mandato senatorial e do seu grupo, cada vez mais empoderado…

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Em eleição histórica, Famem inicia hoje batalha de 2022

Disputa entre o atual presidente Erlânio Xavier e o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, transformou-se em mais uma tentativa do vice-governador Carlos Brandão de fazer contraponto político ao senador Weverton Rocha

 

Erlânio Xavier representa na Famem o poder de articulação do senador Weverton Rocha nos municípios maranhenses

Análise de conjuntura

Desde 1996, com a eleição do então prefeito de Balsas, Luiz Rocha – que havia sido governador do estado – a eleição da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) não ganhava tanta importância como a desta quinta-feira, 14.

A disputa entre o atual presidente da entidade, Erlânio Xavier (PDT), e o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), virou mais uma prévia do que deverá ser a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), em 2022.

Derrotado nas eleições municipais de São Luís, Imperatriz, Pinheiro e Timon – alguns dos principais colégios eleitorais do Maranhão – o vice-governador Carlos Brandão (PRB) tenta, desde então,  suplantar o senador Weverton Rocha (PDT) em uma medição de força pré-eleição estadual.

Tentou a Câmara de São Luís, mas não conseguiu sequer formar chapa; agora tenta tomar a Famem, apoiando a candidatura de Gentil.

Os grupos de Erlânio e Gentil articulam freneticamente e ambos garantem ter maioria para chegar ao comando da entidade.

O mais importante, porém, será a quantidade de votos que cada prefeito terá, o que demonstrará a capacidade de articulação de Brandão – que está no exercício do governo – e de Weverton, cujo PDT elegeu a maioria dos gestores.

Fábio Gentil é a nova tentativa de Carlos Brandão suplantar a força de Weverton Rocha e se consolidar como opção para o governo em 2022

Ganhando a eleição com Gentil, Brandão respira como pré-candidato a governador e pode sonhar com a cadeira de Dino em 22; se der Weverton, com Erlânio, o pedetista praticamente se consolida como principal candidato a governador e passa a ser a referência das eleições estaduais de 2022.

Por isso a quarta-feira, 14, terá uma importância histórica para o Maranhão…

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PDT garante comando da Câmara nos três principais colégios eleitorais

Partido do senador Weverton Rocha tem o controle dos legislativos de São Luís, Imperatriz e Timon, mantendo a força partidária de bastidores que caracterizou a legenda ao longos dos últimos 30 anos

 

Um dos principais aliados do senador Weverton, o vereador Osmar Filho representa a força do PDT no comando dos legislativos no Maranhão

Especialista em articulação de bastidores, o PDT deu mais uma mostra de força política na posse dos vereadores nos principais colégios eleitorais do Maranhão.

E saiu das Câmaras Municipais de São Luís, Imperatriz e Timon com a presidência das casas legislativas.

Em São Luís, o vereador Osmar Filho reelegeu-se por unanimidade, num exemplo de articulação política exibido desde o fim das eleições municipais.

Em Imperatriz, o PDT fez de Alberto Souza o comandante da Câmara, numa articulação com o prefeito Assis Ramos (DEM), já declarado aliado pedetista.

Em Timon, a força do PDT elegeu Uilma Rezende, fechando o círculo dos três principais colégios eleitorais do Maranhão.

Com a maioria dos prefeitos eleitos no Maranhão, a maioria dos vereadores, o PDT centra força também no comando dos legislativos.

E se prepara para ganhar ainda mais capilaridade no estado nos próximos dois anos…

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Brandão mostra força política no comando do governo

Vice-governador assume o exercício do governo no mesmo dia em que o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, anuncia candidatura à presidência da Famem citando o próprio, numa mostra de que o Palácio, sob seu comando, entrará  forte na disputa municipalista

 

Márcio Jerry esteve com Brandão ao lado de Valmira Miranda, prefeita de colinas, terra natal do governador em exercício

O governador em exercício, Carlos Brandão (Republicanos), está em plena atividade política neste início de mandato.

Sua ascensão ao posto – em substituição a Flávio Dino, que tirou férias – se deu exatamente no mesmo dia em que o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), declarou-se candidato a presidente da Famem citando Brandão e Josimar de Maranhãozinho (PL) como padrinhos.

Sinal de que o governador em exercício quer mesmo marcar posição no comando do estado.

E a disputa pela entidade municipalista – que tem o atual presidente, Erlânio Xavier (PDT), como candidato à reeleição – é o primeiro teste de fogo de Brandão após as eleições municipais.

De ontem para hoje, Brandão posou ao lado de pelo menos quatro prefeitos; e em muitas imagens está ao lado de ninguém menos que o agora secretário de Cidades, Márcio Jerry (PCdoB), principal interlocutor de Flávio Dino.

Tendências, portanto, de exibição de forças na eleição da Famem…

 

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Com disputa pelo Senado, Dino mexe com as peças da própria sucessão

Ao anunciar desistência da disputa presidencial, governador volta os olhos para dentro do seu estado e do seu grupo e indica que pretende ter o controle absoluto da montagem da chapa majoritária de 2022, forçando reposicionamento de aliados e adversários

 

Flávio Dino marca a própria posição para 2022 e deixa claro que pretende comandar a própria sucessão em seu estado

Análise de conjuntura

Ao anunciar nesta quarta-feira, 30, que vai mesmo disputar uma vaga no Senado em 2022, o governador Flávio Dino (PCdoB) definiu que estará no comando do seu grupo político nas próximas eleições.

Logo de cara, marca território e estabelece cenários importantes tanto no governo quanto na oposição.

Sua candidatura ao Senado terá impacto direto sobre três outras lideranças interessadas na mesma vaga: o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), o ainda prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT), o senador Roberto Rocha (PSDB) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Othelino deve repensar sua estratégia e buscar novas posições dentro do grupo, o que pode indicar, inclusive, a permanência no controle da AL-MA a partir de 2023; Roseana também deve optar por outras disputas.

Fortalecido como liderança histórica em São Luís, Edivaldo passa a figurar como opção de chapa em 2022, mas já não como opção ao Senado, podendo compor uma chapa de governo ou entrar na disputa da Câmara com cacife para formar a própria bancada.

Caso Roberto Rocha – que tem o apoio declarado do prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) para a reeleição ao Senado – decida enfrentar Dino, estará se confirmando o desenho do blog Marco Aurélio D’Eça, apresentado ainda em 2014 no post “Roberto Rocha e Flávio Dino oito anos depois…”

Ao definir sua candidatura – praticamente 15 meses antes de deixar o mandato – Dino fortalece a própria posição no grupo, em risco de esfacelamento desde as eleições municipais; esta ideia de fortalecimento é reforçada pela volta do deputado Márcio Jerry (PCdoB) ao governo.

Esta posição pode implicar também um acordão pela chapa encabeçada pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), mas não é automático.

Sobretudo pelo fato de que Jerry e Brandão são adversários históricos, e é Jerry quem estará definindo as cartas com aliados até abril de 2022.

Na condição de candidato a senador, Flávio Dino vai tratar diretamente com outra liderança do grupo, o senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato a governador.

Há duas perspectivas para esta conversa:

1 – Dino e Weverton se juntam na mesma chapa, com apoio de Brandão e um vice de peso para o pedetista, tornando o grupo praticamente imbatível em 2022, ou;

2 – Dino e Weverton se enfrentam, cada um em uma chapa de peso, com o comunista apostando todo o cacife para eleger também Brandão governador.

Estes cenários passarão a ficar mais claros a partir de janeiro, quando as primeiras pesquisas sobre 2022 começarão a ser apresentadas, agora já com as principais peças do tabuleiro – no governo e na oposição – definidas quanto às suas posições.

Com poucas chances para novos desenhos até o fim de 2021…

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…E o bombeiro comunista agiu

Mudança de posicionamento do vice-governador Carlos Brandão e do senador Weverton Rocha – principais pré-candidatos à sucessão do governador Flávio Dino – é fruto direto da ação do deputado federal Márcio Jerry, que deve assumir posto no Palácio dos Leões com a missão de unificar a base para 2022

 

Márcio Jerry iniciou ainda fora do governo as ações para impedir o racha na base; ação que continuará com um posto no governo de Dino

 

O blog Marco Aurélio D’Eça publicou em 4 de dezembro o post “Márcio Jerry: a hora do bombeiro comunista…”.

Tratava-se de uma reflexão deste blog sobre os riscos de ruptura na base do governo Flávio Dino (PCdoB) – causada pela disputa aberta entre o vice-governador Carlos Brandão (PRB) e o senador Weverton Rocha (PDT) – e sobre a necessidade de ação do mais próximo aliado de Dino para impedir o esfacelamento da base.

E o bombeiro comunista agiu.

Quem viu as manifestações públicas de Weverton e de Brandão nas últimas semanas observou neles uma mudança de discurso e uma clara busca de unidade da base.

Primeiro, Weverton afirmou não ser candidato de qualquer jeito e citou até outras opções. (Relembre aqui)

Depois, foi a vez de Brandão declarar que a candidatura de Weverton é absolutamente legítima. (Veja aqui)

Brandão e Weverton mudaram o tom da disputa pela unidade da base de Dino, que tem ainda Eliziane Gama como opção

Márcio Jerry deve voltar ao governo – assim como anunciou este blog, em primeira mão, no mesmo post em que falou de sua ação pela unidade. É deste posto que ele deverá conduzir a unidade para evitar o erro cometido nas eleições de 2020.

Erro este admitido pelo próprio Flávio Dino, em entrevista à Mirante em que anunciou que estará na disputa de 2022.

Resta saber se a ação do bombeiro comunista será suficiente para debelar as chamas causadas pela disputa entre os aliados.