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Em vídeo-homenagem, Dr. Yglésio lembra trajetória de Dr. Jackson…

Médico cirurgião – como o ex-prefeito – deputado estadual fez referência ao aniversário do líder pedetista, comemorado sexta-feira; e ignorado até por membros históricos do PDT

 

O deputado estadual Dr. Yglésio (PDT) divulgou em suas redes sociais um vídeo-homenagem ao ex-prefeito, ex-governador e líder eterno do PDT maranhense, Jackson Lago.

Aniversariante do dia 1º de novembro, Jackson – falecido em 2011 – é uma espécie de referência para o pedetista, cirurgião como ele e que segue sua trajetória política.

Pré-candidato a prefeito, Dr. Yglésio, assim como o Dr. Jackson, atua fortemente em sua profissão de médico, mesmo atuando como deputado estadual.

E foi um dos poucos a lembrar o aniversário do líder máximo do PDT, coisa que até alguns pedetistas históricos ignoraram.

No vídeo, Jackson aparece em ação como médico, cirurgião, pontuado pelas suas ações como político.

A homenagem repercutiu nas redes socais…

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Advogado compara Dino à prostituta, “aquela que transa sem beijar”

Abdon Marinho analisa histórico do governador e mostra que ele é capaz de qualquer coisa pelo poder, inclusive fazer com o ex-presidente José Sarney “acordos que não podem dizer o nome”

 

FLÁVIO DINO E JOSÉ SARNEY PROTAGONIZARAM O ENCONTRO DO ANO NO MARANHÃO, visto por Abdon Marinho como “um acordo que não pode dizer o nome”

O advogado Abdon Marinho analisou nesta quinta-feira, 11, em seu perfil nas redes sociais, o encontro entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney, antecipado com exclusividade no blog Marco Aurélio D’Eça.

E diante do que os dois protagonistas disseram para justificar a reunião –  ou minimizar seu conteúdo –  o advogado apontou que Flávio Dino acabou por reeditar postura clássica do filme”Uma linda mulher”.

– Se assim o foi [um encontro etéreo, sem efeito], sua excelência acabou por reeditar um clássico do cinema mundial: “Uma Linda Mulher”, no qual a atriz Júlia Roberts interpretou uma garota de programa que, a despeito de transar com o clientes, não os beijava – criticou Marinho.

No longo texto, intitulado “Sarney & Dino e o acordo que não ousa dizer o nome”, Abdon destacou ainda que, a despeito do que negaram os dois protagonistas, o próprio neto de Sarney, o deputado estadual Adriano Sarney (PV), acabou por confirmar que houve, sim, um acordo.

Para Abdon Marinho, a postura de Flávio Dino não é surpresa. O advogado lembra que conviveu com o comunista no movimento estudantil e sabe o que ele é capaz de fazer quando quer algo.

E lembrou ainda de dois episódios políticos em que Dino deixou claro não ter limites para se aliar a Sarney se isso lhe trouxer benefícios políticos.

Abdon Marinho lembrou os episódios envolvendo a cassação do ex-governador Jackson Lago (PDT). segundo ele, naquela época, quando chamado a defender Jackson em uma audiência, o comunista o fez, mas cobrou diretamente, dizendo que a defesa o queimou com o outro lado.

– O segundo episódio é um pouco menos edificante e só acreditei porque quem me disse testemunhou com os próprios olhos. Disse ele que no dia em que o TSE, em abril de 2009, sacramentou a cassação de Jackson Lago, o seu advogado, o deputado federal e ex-juiz, ao invés de ir “consolar” o cliente que acabara de ser derrotado, foi a casa de Sarney felicitar a vencedora pela vitória. O amigo, testemunha ocular de tal fato, confidenciou-me: “Abdon, nunca tinha visto algo semelhante até então” – lembrou o advogado.

Em seu artigo, Abdon Marinho compara o gesto de Flávio Dino ao do próprio Sarney, quando tentou fazer de Roseana candidata a presidente, em 2002, buscando na esquerda maranhense a aliança que pudesse melhorar a imagem da filha nacionalmente.

– O que custaria a Dino repetir a estratégia, agora com o sinal trocado? Uma candidatura de “esquerda” e “comunista” precisaria de um “tempero” mais à direita do espectro político. Quem melhor representaria isso que José Sarney, o último dos coronéis do Brasil? Se trataram de algum acordo político ou não, por enquanto, não saberemos. Mas a intenção do senhor Dino, parece-me bastante clara: na hora dos candidatos “esquerdistas” mostrarem suas cartas para se viabilizarem, ele apresentaria o Sarney como seu principal trunfo, seu ás na manga, o melhor amigo do Lula – analisa.

O artigo termina com a lembrança do advogado sobre a relação de Flávio Dino com o ex-governador José Reinaldo, lembrando que Dino o traiu para garantir a eleição de Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) ao Senado.

– É assim mesmo; na nova política não há espaço para amizades sinceras, respeito ou gratidão, mas, sim, para os “acordos” que não ousam dizer o nome – concluiu.

Abaixo, a íntegra do artigo de Abdon Marinho:

SARNEY & DINO E O ACORDO QUE NÃO OUSA DIZER O NOME.

CONTINUA repercutindo – até mais do que devido –, a tertúlia do ex-presidente Sarney com o governador Flávio Dino.

Após alardear o “feito” em suas redes sociais, o governador, talvez, diante da “baixa audiência” do fato e das cobranças por coerência, já no final de semana que se seguiu tratou de dizer que não ocorreu qualquer acordo relacionado à política local.

Disse que só tratou da política nacional, do “risco” que corre a democracia brasileira e, no mais, trataram de assuntos relacionados à cultura, autores maranhenses e outras coisas triviais.

Benedito Buzar, respeitado intelectual do nosso estado e que priva da amizade do ex-presidente, em sua coluna semanal em “O Estado Maranhão”, datada de 07 de julho, disse ter confirmado, em linhas gerais, o teor da conversa entre o governador e o ex-presidente, sendo que este último ao iniciar a conversa teria deixado claro à visita que não trataria de qualquer assunto relacionado à política local, alegando para isso a idade avançada e o fato de ter passado tal “missão” aos filhos Roseana e José Sarney Filho e ao neto Adriano.

Da coluna de Buzar extrai-se, também, a informação que a conversa entre os líderes ocorreu em ambiente reservado, sem a presença de mais ninguém: nem do filho Zequinha Sarney, que o ajudou na recepção da visita, nem do deputado Orlando Silva, que acompanhava o governador.
O que, para a patuleia, será sempre a palavra de um contra o outro (em caso de discordância) ou a palavra de ambos no mesmo sentido (o que revelaria a comunhão de vontades).
Se assim o foi, sua excelência acabou por reeditar um clássico do cinema mundial: “Uma Linda Mulher”, no qual a atriz Júlia Roberts interpretou uma garota de programa que, a despeito de transar com o clientes, não os beijava.

Ou, também dos anos noventa, reeditou a famosa frase de Bill Clinton que indagado se já fumara maconha saiu-se com essa: — fumei mais não traguei.

Quem somos nós para questionar a palavra de sua excelência ou a informação prestada por Buzar, após ouvir Sarney?

Quem duvidou mesmo foi o neto do morubixaba, deputado Adriano, que, em discurso na assembleia legislativa, disse que teria ocorrido, sim, um “acordo” entre os dois políticos.
Mas se sua excelência e o escritor e político Sarney dizem que trataram de assuntos literários e não políticos. Pela verve da literatura, se algum “acordo” ocorreu naquela tertúlia solitária entre ambos, na tarde brasiliense, talvez o tenha sido nos moldes do que dissera o autor irlandês Oscar Wilder (1854 – 1900), que do cárcere para onde foi mandado, escreveu sobre um “certo amor que não ousa dizer o nome”.

Festejado por muitos dos aliados do governador, porém, causando constrangimentos em alguns – chamados a dizerem sobre os “cinquenta anos de atraso” –, o suposto “acordo” tem esse quê de vergonha, de “amor que não ousa dizer o nome”. Mas, registre-se, menos por pudor e mais pelo pragmatismo do “perde-ganha” político.

O governador do Maranhão, que bem recentemente, deixou em aberto três opções para o seu futuro político em 2022, tem consciência da fragilidade do seu projeto político presidencial.

O estado que dirige não é modelo para nada, faz uma administração acanhada – não apenas pela falta de recursos, mas pela falta de aptidão administrativa –, com piora de todos os índices econômicos e sociais, sem uma obra de infraestrutura para chamar de sua, sem nada para mostrar ao Brasil além de dizer que se opõe ao governo Bolsonaro e ao ministro Sérgio Moro – sua segunda obsessão.

Não bastasse tudo isso, sabe da imensa dificuldade de se “vender” como um candidato de “esquerda” filiado a um partido “comunista”. Tudo entre aspas mesmo.

Assim, nada mais óbvio para o governador que “sonha” em ser o novo Sarney, copiar o Sarney com o próprio Sarney.

Ficou confuso? Eu tentarei explicar.

Quando Sarney tentou fazer de Roseana a presidente da República para suceder FHC uma das estratégias foi tentar unir o estado em torno do projeto acenando para a oposição: Jackson Lago seria apoiado para prefeito em 2000, na chapa com Tadeu Palácio, e depois seria o candidato a governador da “união” em 2002.

Este era o plano de Sarney – se combinado ou não com Jackson Lago, não sei –, que não deu certo por conta da chamada “Operação Lunus”, que levou ao naufrágio os planos presidenciais de Sarney, através da filha, e o conduziu aos braços do petismo, a ponto de virar o “melhor” amigo de Lula, como este mesmo fez questão de dizer mais de uma vez.

O que custaria a Dino repetir a estratégia, agora com o sinal trocado? Uma candidatura de “esquerda” e “comunista” precisaria de um “tempero” mais à direita do espectro político.

Quem melhor representaria isso que José Sarney, o último dos coronéis do Brasil?

Se trataram de algum acordo político ou não, por enquanto, não saberemos. Mas a intenção do senhor Dino, parece-me bastante clara: na hora dos candidatos “esquerdistas” mostrarem suas cartas para se viabilizarem, ele apresentaria o Sarney como seu principal trunfo, seu ás na manga, o melhor amigo do Lula.

E ainda faria isso “pacificando” toda a província do Maranhão. Todos unidos em torno de sua excelência rumo ao Planalto.

Devolveriam o estado aos Sarney depois dizer que eles foram a maior desgraça do estado, do atraso, e de todos os males? Não tenham dúvidas.

Não representaria qualquer dificuldade para ele ou para o seu partido.

Lembro que uma vez, lá pelos idos de 1986/87, fui convidado para uma reunião da juventude do Partido dos Trabalhadores – PT. Eu era do movimento estudantil, envolvido com a criação de grêmios, etc. Naquela reunião, ocorrida no sitio Pirapora, sua excelência, já na universidade, era um dos palestrantes/organizador e, já naquele momento, com todas as críticas que se fazia a Sarney por sua ligação com a ditadura e tudo mais, ele defendia que para chegar/conquistar o poder não tinha nada demais em fazer uma aliança com o então presidente. Aliás, para nos impressionar – até porque pela idade dele (14/15 anos) não sabemos ser possível –, disse que estivera com Sarney por conta das Diretas.

Quanto ao seu partido, o PCdoB, já em 1994, entendia não haver nada demais em se “juntar” ao Sarney. Naquele ano, quando tivemos, pela primeira vez a chance de derrotar o grupo Sarney na política estadual, PCdoB, já no primeiro turno, recebia apoio de Roseana para suas campanhas. No segundo turno, fechou de vez o apoio e só saiu do grupo quando este não os quis mais.
Logo, não há qualquer dificuldade em se costurar uma aliança “pragmática” em torno de interesses comuns, ainda que seja para negar tudo que se disse até aqui e passarem a dizer que o melhor para o Maranhão é o retorno de um Sarney ao comando do estado.

Quando sua excelência, recusou ou não quis o apoio dos Sarney para os seus projetos políticos?
Sobre isso existem dois episódios, que se confundem em um só.

O primeiro, em meados de 2007, o processo de cassação de Jackson Lago, caminhava acelerado e, por alguma razão de cunho pessoal, seu advogado originário não poderia comparecer a uma determinada audiência. Eis que alguém sugeriu o nome do então deputado federal, para fazer às vezes de advogado do governador. Com o prestígio do cargo de deputado e de ex-juiz, seria de grande valia.

Concluído o ato processual, acho que foram em palácio “prestar contas” ao cliente.
Um amigo me disse que ainda hoje lembra quando sua excelência bateu em suas costas e disse: — agora quero saber o que vocês vão fazer por mim, pois me “queimei” com o outro lado.
O segundo episódio é um pouco menos edificante e só acreditei porque quem me disse testemunhou com os próprios olhos.

Disse ele que no dia em que o TSE, em abril de 2009, sacramentou a cassação de Jackson Lago, o seu advogado, o deputado federal e ex-juiz, ao invés de ir “consolar” o cliente que acabara de ser derrotado, foi a casa de Sarney felicitar a vencedora pela vitória.

O amigo, testemunha ocular de tal fato, confidenciou-me: — Abdon, nunca tinha visto algo semelhante até então.

Tudo bem, talvez tenha sido só um gesto de solidariedade pelo apoio “informal” que recebera do grupo na eleição para prefeito da capital em 2008.

Mas me parece que tenha sido apenas o velho pragmatismo que tenha se feito presente mais uma vez, como o foi antes e depois, quem não lembra do episódio Waldir Maranhão?

Quem ainda se surpreende com tal pragmatismo, talvez devesse olhar para o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Quem poderia imaginar que depois de tudo que fez pelo projeto político de sua excelência, o ex-governador seria simplesmente “rifado”, como foi, do seu sonho de ser senador da República?

Todos tinham por certo que seria o seu primeiro candidato, que não tivera mais força no governo por visões distintas de governo, mas seria o senador garantido. Não foi. Sua excelência preferiu como primeiro senador, o senhor Weverton Rocha e para segundo, a senhora Eliziane Gama. Apesar de José Reinaldo, ter dito que só sairia do grupo se não o quisessem, foi simplesmente ignorado e lançado ao ostracismo político apesar de tudo que fez – e do quando, ainda, poderia contribuir com o Maranhão e o Brasil.

É assim mesmo, na nova política não há espaço para amizades sinceras, respeito ou gratidão, mas, sim, para os “acordos” que não ousam dizer o nome.

Abdon Marinho é advogado.

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Sobre macas e procissão de ambulâncias…

Situação desesperadora da mãe que levou o pai, empurrando a maca de um hospital para outro, expõe a falência do sistema de Saúde não apenas em São Luís, mas em todo Maranhão

 

Editorial

Houve um tempo, recente, em que o sistema de Saúde do Maranhão operava em situação de excelência em todo o estado, não apenas na capital. (Relembre aqui, aqui, aqui e aqui)

Hoje, o sucateamento é evidente não apenas na capital, mas em todos os municípios.

E a imagem que ganhou o mundo nesta quinta-feira, 24 – de uma mulher desesperada carregando seu pai agonizante pelas ruas do Centro, em uma maca, em busca de socorro – expõe essa falência em todos os níveis.

Não é de hoje que a Santa Casa pede clemência para sobreviver.

E o sucateamento de suas instalações se dá pela má gestão de seus condutores, mas também pelo desprezo dos gestores estaduais com a Saúde.

E o que dizer do fato de a mulher ter vindo de Urbano Santos, onde deveria haver, pelo menos, atendimento básico que evitasse a morte do seu pai por falta de atendimento em São Luís?!?

O fechamento dos hospitais macrorregionais e as unidades de 20 leitos em vários municípios contribuiu para isso. (Saiba mais aqui e aqui)

Mas contribui também o desinteresse dos prefeitos coma  coisa pública, gerando situações como esta.

Familiares acompanham a maca em verdadeira procissão no Centro de São Luís

Quando prefeito de São Luís, o ex-governador Jackson Lago (PDT) pregava seu sonho de, um dia, ver as procissões de ambulâncias no Estreito dos Mosquitos terem fim no Maranhão. (Entenda aqui)

Oito anos após sua morte, a procissão de ambulâncias voltaram a se intensificar em São Luís.

Espera-se não precisar ver também procissões de macas no Centro da capital…

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Zeluis Lago é herdeiro político de Jackson lago nas eleições 2018…

Único irmão do ex-governador no processo eleitoral, médico concorre a deputado federal pelo PSDB e fortalece o discurso coma as ações que implementou ao lado do pedetista por mais de 40 anos

 

Zeluis em plena atuação eleitoral: legado de Jackson defendido com propriedade

O médico Zeluis Lago busca uma vaga de deputado federal pelo PSDB nestas eleições.

Irmão do ex-governador e ex-prefeito Jackson Lago (PDT), falecido em 2011, ele é o único representante da família neste processo eleitoral.

E usa como mote o legado que ajudou a construir ao lado do irmão.

– Milito na política desde o movimento estudantil e acompanhei meu irmão Jackson Lago desde a sua primeira eleição, em 1974.Sempre estive próximo da história de Jackson – diz Zeluis, o herdeiro político do ex-governador nestas eleições.

Na sua militância política, Zeluis Lago diz que foi o responsável pela implantação das cinco unidades mistas de Saúde, na primeira gestão de Jackson como prefeito de São Luís.

– Foi eu quem viabilizei os terrenos das unidades mistas do Coroadinho, Itaqui-Bacanga, Bequimão, Vinhais e na Zona Rural. Escolhi as áreas e ajudei no projeto de implantação – contou o candidato tucano.

Além das unidades mistas, Zeluis ajudou também na implantação dos raios X no sistema de saúde de São Luís e na implantação do Socorrão II, com a missão de desafogar o Socorrão do Centro da cidade.

– Ajudei também na consolidação do projeto do Hospital de Presidente Dutra, ao lado do ex-secretário Edmundo – contou, lembrando que o objetivo era dotar o interior de cinco socorrões.

Zeluis Lago tem base eleitoral nos municípios de Imperatriz – onde o legado de Jackson Lago é incontestável – Bacabal e em São Luís.

– Na capital eu atuo sobretudo no Eixo Itaqui-Bacanga, que também urbanizou-se graças às ações de Jackson Lago, além do Bairro de Fátima, Liberdade, Caratatiua – lembra ele.

Ao lado do candidato a governador Roberto Rocha, Zeluis Lago vai percorrer também vários municípios, em busca da eleição à Câmara Federal.

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Flávio Dino prova, hoje, veneno usado contra Jackson Lago em 2010…

Lideranças e eleitores no interior começam a por dúvidas na candidatura do comunista, por causa da inelegibilidade do seu vice, Carlos Brandão; há oito anos, atual governador espalhava história parecida contra o falecido pedetista

 

Flávio Dino em uma das raras fotos com Jackson Lago: traição e covardia na campanha de 2010

Em 2010, quando disputou pela primeira vez as eleições de governador, a campanha do comunista Flávio Dino utilizou uma estratégia cretina contra o ex-governador Jackson Lago (PDT): em busca da hegemonia na oposição, espalhou no interior que o pedetista teria os votos anulados pela Justiça Eleitoral. (Relembre aqui e aqui)

A tática covarde da campanha dinista atingiu em cheio o ex-governador, que acabou amargando um terceiro lugar naquela disputa, vencida em primeiro turno por Roseana Sarney (MDB).

Hoje, Flávio Dino prova o mesmo veneno que fez Jackson experimentar há oito anos.

Lideranças e eleitores no interior questionam sobre a validade da campanha do comunista, uma vez que seu vice, Carlos Brandão, deverá ser declarado inelegível pela Justiça Eleitoral.

Há quem acuse o próprio Flávio Dino de provocar a inelegibilidade de Carlos Brandão

O drama de Flávio Dino é o mesmo de Jackson Lago, com uma diferença: o do ex-governador era uma mentira inventada pela campanha comunista. O de hoje, é um risco real, a ser decidido na Justiça Eleitoral.

Já existem, inclusive, especulações de que Brandão será substituído pelo ex-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB). (Veja aqui)

Outros, apontam que seria a oportunidade para que o PT assumisse a vaga.

Mas enquanto Flávio Dino insiste em manter Brandão como companheiro de chapa, o desgaste de sua candidatura ganha corpo no interior maranhense.

E pode causar sérios danos na candiatura do próprio comunista…

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Igor Lago: “Carnaval não é e nunca foi prioridade”…

Filho do ex-governador Jackson Lago alerta que a crise econômica deveria ser vista por gestores públicos como motivo para evitar “solicitar, gastar ou destinar verbas públicas” para as festas de Momo

 

Igor Lago, como seu pai, nunca foi afeito ao Carnaval…

O médico Igor Lago pregou neste domingo, em comentário no Facebook, que os gestores públicos evitem destinar verbas para festas de Carnaval.

– Que as verbas públicas sejam exclusivas às áreas básicas de saúde e educação tão aviltadas e destruídas pela corrupção e a má gestão – pregou Lago.

Filho do ex-prefeito e ex-governador Jackson Lago (PDT) – para quem o carnaval, de fato, nunca foi prioridade – Igor diz que a festa momesca deveria ser bancada, exclusivamente, por quem faz questão de curti-la.

– Carnaval, quem faz questão do mesmo, que gaste o seu dinheiro, arrume patrocinadores privados e banque a folia de forma correta e responsável. Não é e nunca foi prioridade – declarou.

…Mas a festa tem sido bancada ao longos dos anos por políticos como Flávio Dino; e com dinheiro público

Em seu comentário, o médico alerta a classe política para evitar o uso de dinheiro público na festa.

– Em tempos difíceis, os piores que o país já passou, imagino que os nossos prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e governadores; e, até mesmo, o presidente Temer não estejam pensando em solicitar, gastar ou destinar verbas públicas para as festas de carnaval – ponderou.

Mas ele está enganado neste aspecto…

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Igor Lago critica desrespeito de Holandinha à memória de Jackson Lago…

Filho do ex-governador diz que o prefeito mentiu durante ao debate ao tentar justificar a manutenção de auxiliares do ex-prefeito João Castelo em sua gestão alegando terem sido indicações de Jackson Lago, que morreu dois anos antes

 

Igor com a viúva de Jackson, dona Clay; em defesa da memória do ex-governador

Igor com a viúva de Jackson, dona Clay; em defesa da memória do ex-governador

A verborragia desenfreada do prefeito Edivaldo Júnior (PDT) durante o debate da TV Mirante, na noite desta sexta-feira, 28, já causou-lhe ao menos uma reprimenda pública neste sábado, 29.

Filho do ex-governador Jackson Lago, principal líder do PDT na história do partido, o médico Igor Lago não apenas desmentiu a história contada pelo prefeito no debate como pediu respeito de Holandinha à memória do pai.

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Durante o debate, quando tentou enquadrar Eduardo Braide sobre sua participação na gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB), Edivaldo disse terem sido indicações do ex-governador Jackson Lago os auxiliares de Castelo, mantidos por ele nas áreas de Educação, Saúde e Transporte.

Pela incapacidade de raciocínio do prefeito nas respostas, não ficou claro para o telespectador se ele se referia à indicação dos auxiliares ao próprio Castelo ou se à manutenção deles em sua gestão.

Jackson Lago morreu dois anos antes de Edivaldo assumir a prefeitura, e praticamente não teve contato político ou pessoal com o atual prefeito do PDT.

A reprimenda pública de Igor Lago está em seu perfil no Facebook…

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Despreparado, Holandinha desrespeita até a memória de Jackson Lago em debate…

Num dos do pontos mais absurdos de sua participação robotizada n programa da TV Mirante, prefeito pedetista chegou a afirmar que os secretários do ex-prefeito João Castelo mantidos em sua gestão foram indicações do líder pedetista; ora, o ex-governador morreu em 2011 e Edivaldo só assumiu em 2013

 

Tesno na maior parte do tempo, Holandinha desrespeitou até Jackson Lago

Tesno na maior parte do tempo, Holandinha desrespeitou até Jackson Lago

Evidentemente treinado à exaustão para repetir frases feitas durante o debate da TV Mirante, nesta sexta-feira, 28, o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) saiu do script robotizado ao tentar enquadrar o adversário Eduardo Braide (PMN), sobre sua participação na gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB).

Braide respondeu na mesma moeda e lembrou que o pedetista mantém nas principais áreas de gestão – Educação, Saúde e Transporte – os mesmos auxiliares que eram de João Castelo.

Foi então que o despreparado Holandinha saiu-se com esta:

– Os secretários foram indicação do ex-governador  Jackson Lago.

Respeite Jackson Lago, Holandinha!

O governador e principal líder do PDT na história do partido morreu em 2011; Edivaldo só assumiu em 2013. Como Jackson poderia ter indicado alguém dois anos depois de sua morte?

O despreparo do prefeito e o desrespeito à memória de Jackson Lago causou reações imediatas nas redes sociais ainda durante o debate. o que só tem aumentado ao longo desta sábado, 29.

Não há como saber se a resposta do prefeito foi fruto de má-fé ou do seu evidente despreparo. Ou os dois.

O fato é que a história teve a maior repercussão entre os temas do debate…

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Relatório da PF: dinheiro da Saúde enriqueceu jackistas e reinaldistas…

De acordo com o documentos da investigação que resultou na operação “Sermão ao Peixes”, Instituto Cidadania e Natureza beneficiou o ex-chefe da Casa Civil Aderson Lago e foi usado até na campanha de João Capiberibe, no Amapá

 

Alexandra e José Reinaldo comandaram o esquema

Alexandra e José Reinaldo comandaram o esquema

A cada dia o relatório da Polícia Federal que resultou na operação “Sermão aos Peixes”, deflagrada no início de novembro contra ex-dirigentes do sistema de Saúde do Maranhão e empresários do setor, traz mais revelações de como a coisa funcionava desde os governos José Reinaldo Tavares (PSB) e Jackson Lago (PDT).

Segundo o documento, foi diretamente beneficiado com “as falcatruas na Saúde”, o ex-chefe da Casa Civil do governo Jackson Lago, Aderson Lago, pai do atual secretário de Transparência, Rodrigo Lago.

E até os chamados “balaios” – militantes pagos para fazer campanha contra a família Sarney, no Maranhão e fora dele – ganharam dinheiro do esquema.

– Com a administração da Maternidade Marly Sarney foram repassados R$ 16 milhões e outros R$ 34 milhões referentes à administração do Hospital Carlos Macieira: R$ 600 mil para o bolso do ex-chefe do gabinete civil Aderson Lago, R$ 980 mil para movimentação e sustentação e apoio aos balaios – diz o relatório da Polícia Federal.

É preciso ressaltar que os delegados da “Sermão ao Peixes” ignoraram essas informações do relatório, optando por fazer operação referente apenas ao período de 2010 a 2013.

Trecho do relatório mostra como era distribuído o dinheiro desviado

Trecho do relatório mostra como era distribuído o dinheiro desviado

Capiberibe levou R$ 500 mil

Na época investigada pela Polícia Federal, o então governador José Reinaldo Tavares tinha uma obsessão: ajudar o então senador  João Capiberibe a derrotar o senador José Sarney no Amapá.

E para tanto, Tavares não poupou dinheiro público, desviado via Instituto Cidadania e Natureza.

Para a campanha de Capiberibe foram encaminhados nada menos que R$ 500 mil reais, segundo revela o relatório da Polícia Federal ignorado na “Sermão aos Peixes”.

O documento fala ainda de uma “ex-secretária de Saúde”, cujo nome não é revelado, que “percebe mensalmente R$ 30 mil para dar continuidade às falcatruas da organização criminosa”.

Aderson Lago, o guloso

Aderson Lago: dinheiro pro bolso, diz Polícia Federal

Aderson Lago: dinheiro pro bolso, diz Polícia Federal

O relatório da Polícia Federal dedica parte substancial da investigação ao pai do atual secretário de transparência, Rodrigo Lago, o então chefe da Casa Civil, Aderson Lago – isso já no governo Jackson Lago.

O documento chega a relatar, com detalhes, a volúpia com que o ex-secretário avançava no dinheiro público.

– Também cito célebres desvios de recursos de convênios envolvendo o atual chefe da Casa Civil, Aderson Lago. No primeiro, parte do repasse mensal de R$ 120 mil para manutenção de hospital em Mata Roma era sacado por assessores de Aderson. No outro, a denúncia e que pelo menos R$ 100 mil dos R% 550 mil de convênios para compra de remédios em Caxias acabaram na conta da empresa Ópera Prima, do Rio de Janeiro, de propriedade de ninguém menos que Aderson Neto, filho do chefe da Casa Civil. Isso tudo em 2006 – diz o relatório.

Documento relata ações de Aderson sobre o dinheiro público

Documento relata ações de Aderson sobre o dinheiro público

Diante de todas essas informações é que este blog – e outros blogs maranhenses – tem questionado desde o início da operação: Por que a Polícia Federal ignorou estes personagens na Operação “Sermão aos Peixes”?

Em resposta, a assessoria da PF no Maranhão tem dito apenas que não se pronuncia sobre caso em investigação.

Ou seja, pelo menos há uma investigação, é o que se espera…

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Até tu, Aderson Lago?!?

Documento da Polícia Federal publicado por Luis Pablo mostra que o pai do secretário de Transparência do governo Flávio Dino recebeu dinheiro de uma empresa  prestadora de serviços quando era chefe da Casa Civil do governo Jackson Lago

 

Aderson Lago: poupado pela PF?!?

Aderson Lago: poupado pela PF?!?

Ao contrário do que se pensava, a Polícia Federal não investigou os contratos da Secretaria de Saúde do Maranhão apenas no período de 2010 a 2013.

Embora os delegados que comandaram a operação “Sermão aos Peixes” tenham limitado suas ações apenas a este período, eles tinham elementos para ações ostensivas – e até para pedidos de prisão – contra membros do governo Flávio Dino (PCdoB) e até do governo Jackson Lago (PDT), que durou de 2007 a 2009.

Um destes personagens é o ex-deputado e ex-chefe da Casa Civil Aderson Lago, segundo revelou hoje o blog de Luís Pablo.

De acordo com Pablo, quando era chefe da Casa Civil, Aderson Lago recebeu em sua conta dinheiro da empresa Serviços de Diagnostico Médico Por Imagem São Luís Ltda. (Leia aqui)

O documento da PF sobre Aderson Lago (blog do Luis Pablo)

O documento da PF sobre Aderson Lago (blog do Luis Pablo)

Os sócios da empresa foram presos, mas Aderson Lago, que é pai do secretário de Transparência do governo Flávio Dino, o advogado Rodrigo Lago, parece ter sido poupado na operação pela Polícia Federal.

Documentos da PF que vazaram à imprensa já mostraram que o secretário Marcos Pacheco – atual titular da Saúde – também envolveu-se com os sócios do Instituto Cidadania e Natureza. (Releia aqui)

As novas revelações do caso mostram que a Polícia Federal, se quisesse, tinha elementos para ampliar as investigações da operação “Sermãos aos Peixes” também para os governos Jackson Lago e Flávio Dino.

Mas a pergunta insiste em continuar: por que apenas o período 2010/2013 interessa aos delegados?!?