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Flavio Dino por trás da decisão de Waldir Maranhão…

Imprensa nacional e lideranças políticas de Brasília não têm dúvidas de que a anulação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados tem a impressão digital do governador maranhense, que passou o final de semana com o presidente interino da Câmara

 

Flávio Dino: homenagem e coordenação das ações de Waldir Maranhão

Flávio Dino: homenagem e coordenação das ações de Waldir Maranhão

A decisão do presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP) – com forte repercussão em Brasília, nesta segunda-feira, 9 – foi articulada pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Pelo menos e este o entendimento da imprensa nacional e de boa parte das lideranças políticas de Brasília, do governo e da oposição.

E o próprio Flávio Dino deixou suas impressões digitais no episódio.

O governador maranhense esteve reunido com Maranhão, em São Luís, durante todo o final de semana. E seguiu para Brasília, ao lado de Waldir, no jatinho que serve à presidência da Câmara, nesta segunda-feira.

De acordo com a mídia nacional, o comunista passou a manhã reunindo com o presidente da Câmara e com o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

O deputado tomou a decisão de anular as três sessões finais dos procedimentos do impeachment presididos pelo presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), causando forte rebuliço no Planalto Central.

E as marcas de Flávio Dino ficaram expostas…

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Deputados pró-impeachment mostram a cara…

Três dos 10 membros da bancada maranhense que votaram pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff, foram homenageados ontem, na Assembleia, em evento de contraponto ao gesto do governador Flávio Dino

 

Da esquerda para a direita: César Pires, Adré Fuuca, José Moura, coordenador do "Vem Pra Rua", Edilázio Júnior, Hildo Rocha e João castelo ( Imagem: Biaman Prado/O EstadoMaranhão)

César Pires, André Fufuca, José Moura, do “Vem Pra Rua”, Edilázio Júnior, Hildo Rocha e João Castelo, na imagem de Biaman Prado/O EstadoMaranhão

O movimento “Vem pra Rua” homenageou ontem os deputados que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em evento na assembleia coordenado pelo deputado estadual Edilázio Júnior (PV).

– Diferentemente do governador Flávio Dino, que pressionou deputados a votar contra o impeachment e que usou a máquina para intimidar a bancada, esses deputados [homenageados], vestiram as cores do Brasil e de forma corajosa votaram a favor do processo – finalizou.

Participaram os federais  João Castelo (PSDB), Hildo Rocha (PMDB) e André Fufuca (PP), que coordena a bancada maranhense na Câmara.

Além de Edilázio, representou a Assembleia o deputado César Pires (PEN)…

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Michel Temer e o dilema do PSDB…

Tucanos mantêm a característica da eterna dúvida e, depois de ser a favor, ser contra, e depois de novo a favor do impeachment, agora mostram insegurança quanto a participar ou não do futuro governo

 

Tucanos agora se dividem entre estar ou não estar no governo Temer

Tucanos agora se dividem entre estar ou não no governo Temer: FHC  Serra querem; Alckmin e Aécio, não

Um dos estereótipos mais evidentes dos membros do PSDB, desde sua origem, é a eterna dúvida do ser ou não ser.

E o partido exerce esta característica em plenitude nesta fase de transição entre o já moribundo governo Dilma Rousseff (PT) e o futuro governo Michel Temer (PMDB).

Os tucanos se digladiam entre a opinião de participar do futuro governo ou de se manter à distância, sem envolvimento direto até 2018, quando pretendem voltar ao poder pelo voto, e não pelo golpe.

Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os tucanos devem apoiar o governo Michel Temer. Sua opinião é compartilhada pelo senador e ex-candidato a presidente José Serra, que admite, inclusive, ser ministro.

A resistência a essa aliança com o PMDB é exercida pelo governador de São Paulo, e também ex-candidato a presidente Geraldo Alckimin; e pelo senador e outro ex-candidato a presidente, Aécio Neves.

Qualquer decisão do PSDB se dará neste núcleo mineiro-paulista.

E é de lá que se irradiará para todo o país, incluindo o Maranhão, onde o partido compartilha do poder com o governador Flávio Dino (PCdoB), um dos mais ferrenhos defensores de Dilma e, hoje, o principal desafeto tucano.

Mas esta é uma outra história…

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PMDB deve fechar questão pelo impeachment no Senado…

Decisão obrigará os senadores maranhenses João Alberto e Edison Lobão a votar pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff

 

Lobão e João Alberto: votos a favor do impeachment

Lobão e João Alberto: votos a favor do impeachment

Os senadores maranhenses João Alberto de Sousa e Edison Lobão deverão ser obrigados a votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

O partido já estuda fechar questão pelo afastamento da petista, o que forçará os dois maranhenses a tomar posição.

Antes contrário ao impeachment, João Alberto tem mudado o tom das conversas em relação ao assunto.

Edison Lobão, por sua vez, é apontado pela mídia nacional como voto certo pelo afastamento de Dilma.

O fechamento de que4stão no PMDB visa garantir maior unidade do partido num eventual governo Michel Temer…

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Quem paga a conta?!?

Dino foi a Brasília com Márcio Jerry negociar defender interesses seus, do PT e de Dilma

Dino foi a Brasília com Márcio Jerry defender interesses seus, do PT, de Dilma e de deputados

Uma questão começou a ser levantada esta semana, após uma passagem de cinco dias do governador Flávio Dino (PCdoB) por Brasília, em missão estritamente pessoal, acompanhado de um séquito de auxiliares e assessores.

Em Brasília, Dino teve que pagar passagens aéreas – dele e de auxiliares – diárias de hotel, alimentação e transporte. E para fazer o quê? Para atuar na defesa pessoal da presidente Dilma Rousseff (PT), que corre sério risco de perder o mandato.

Na capital federal Dino não tratou de qualquer questão relacionada aos interesses do Maranhão como instituição. Não esteve em ministérios em busca de recursos, não assinou convênio com nenhuma pasta e nem tratou de acompanhar votações que pudessem estar ligadas diretamente ao Maranhão.

A ação do governador e dos seus auxiliares foi atuar na defesa dos interesses de um grupo político, de um partido político e de um projeto de poder. E só.

Por isso a pergunta que não quer calar, feita por políticos e populares: quem pagou a conta?

Não bastasse sua ação na defesa do PT e de Dilma Rousseff, o governador maranhense prepara um ato para homenagear os seus aliados que votaram contra o impeachment de Dilma. Vai usar a Assembleia Legislativa – outro espaço público – para continuar sua cruzada na defesa dos interesses do projeto de poder do PT e de seus aliados.

Mas outra pergunta se faz necessária: porque apenas os que votaram a favor de Dilma merecem ser homenageados? E eles serão homenageados exatamente por quem?

Até por que, se levasse em conta a manifestação popular, Flávio Dino saberia que a maioria da população quer ver o fim do governo do PT. Ou seja, o povo não tem interesse em homenagear quem defende o governo do PT.

Mas ainda assim tem de pagar a conta?!?

Da coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão, com ilustração do blog
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Waldir Maranhão negociou Ministério da Educação para votar contra o impeachment…

Avalizado pelo governador Flávio Dino, vice-presidente da Câmara apresentou fatura alta ao ex-presidente Lula, garantindo que daria mais 12 votos do PP a favor da presidente Dilma

 

Walir, entre Dino, Dilma e Márcio Jerry: negócio avalizado pelo governador maranhense

Waldir, entre Dino, Dilma e Márcio Jerry: negócio avalizado pelo governador maranhense

seloNem a candidatura ao Senado, muito menos  articulações por cargos e proteção no Maranhão.

O vice-presidente da Câmara Federal, Waldir Maranhão (PP), jogou muito mais alto nas negociações com o governador Flávio Dino (PCdoB), com o ex-presidente Lula e com a presidente Dilma Rousseff (PT), para votar contra o impeachment.

Ele pediu , simplesmente, o Ministério da Educação.

E mais: sua demanda – avalizada por Flávio Dino – foi acatada por Lula e pela própria Dilma, com a condição de que ele garantisse os 12 votos do PP prometidos.

Waldir reuniu-se primeiro com Lula, ainda na quinta-feira, em um hotel de Brasília, levado pelo governador Flávio Dino. (Veja o vídeo de sua chegada ao local)

O ex-presidente ouviu a proposta e recebeu as garantias de que o PP daria 12 votos contra o impeachment, apesar de a cúpula do partido ter fechado questão a favor do afastamento de Dilma.

Só na sexta-feira, após reunião com a própria Dilma, da qual participaram também Flávio Dino e seu fiel escudeiro, Márcio Jerry, Waldir confirmou a mudança de voto.

E entregou, pelo menos, parte do que prometeu, tenha ou não participação direta nisso: no total sete deputados do PP, além dele, votaram mesmo contra o impeachment ou se abstiveram na votação da Câmara. (Saiba aqui)

O problema é que a Câmara aprovou o impeachment e Dilma deve cair até meados de maio, com a confirmação do afastamento pelo Senado.

E Waldir ficará sem o ministério  sem o comando do PP…

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Impeachment: Othelino defende Flávio Dino e diz que “o Brasil é quem foi derrotado”…

Em discurso na Assembleia, presidente da Casa em exercício lembrou o tratamento dado pelo PT ao comunista, em 2014, para ressaltar que, mesmo assim, o governador agiu em defesa da presidente Dilma Rousseff

 

Othelino criticou o PT, mas elogiou postura de Dino

Othelino criticou o PT, mas elogiou postura de Dino

Em discurso para criticar a aprovação do impeachment na Câmara dos Deputados, o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB) saiu em defesa do governador Flávio Dino (PCdoB), apontado como principal derrotado no processo.

– Ele [Flávio Dino] não foi derrotado. Quem perdeu foi o Brasil, o Estado Democrático de Direito – afirmou o parlamentar.

Othelino fez questão de relembrar o tratamento dado pelo PT ao governador, durante a campanha de 2014, para mostrar que, mesmo assim, Flávio Dino pôs-se solidário à presidente Dilma Rousseff (PT).

– O governador foi o político que sempre foi. Teve posição e a manifestou publicamente. Teve a coragem de levantar a sua bandeira e de defendê-la até o final. Muito embora tivesse razões, fosse ele apenas olhar para o que o PT fez com ele nas últimas duas eleições de governador, para até ser solidário. Mas ele não estava falando para a ocasião; estava falando para a história. E mesmo tendo tido os constrangimentos que teve, quando o PT do Maranhão foi obrigado a não estar na coligação dele, teve a postura de defender, acima de tudo, aquilo que ele compreende e de defender a democracia – frisou.

Segundo Othelino, Flávio é um homem de posição. Por isso agiu m defesa de Dilma.

– Assim se definem os estadistas e os covardes. Os estadistas seguem na sua linha com coragem, de forma decidida, olhando para a história. Os covardes pulam do barco quando ele ameaça afundar – finalizou.

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Flávio Dino já acena com ação judicial contra impeachment…

Governador maranhense diz por meio de suas contas nas redes sociais que o afastamento da presidente Dilma Rousseff se dará “em longo processo”, indo até o Supremo Tribunal Federal

 

Dino e seu reconhecimento à derrota

Dino e seu reconhecimento à derrota

Os votos favoráveis ao impeachment somavam menos de 300 quando o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) admitiu a derrota em seus perfis de redes sociais, na noite deste domingo, 17.

Dino sai arranhado do processo de afastamento de Dilma por que fracassou como articulador, não conseguindo convencer nem mesmo o seu principal aliado no estado, o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Ex-juiz federal, porém, o comunista indica que Dilma pode levar o caso ao Supremo Tribunal Federal.

– Hoje [ontem] foi a primeira batalha. Há um longo processo no Senado e no STF. E nas ruas – pregou o governador maranhense.

Aprovado na Câmara, o impedimento de Dilma segue agora para o Senado Federal, que reabrirá o processo já nesta segunda-feira, 18.

E se não conseguiu maiores resultados entre os deputados, Dino terá ainda maiores dificuldades com os três senadores maranhenses – João Alberto, Edison Lobão (ambos do PMDB) e Roberto Rocha (PSB).

Caso o Senado aprove a decisão da Câmara – por maioria simples, ou 41 senadores – Dilma será afastada da presidência.

A votação no Senado está prevista para o dia 10 de maio…