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Paço do Lumiar é destaque na votação para Flávio Dino, com 61,69% dos votos válidos…

Paço do Lumiar foi o município maranhense onde o governador Flávio Dino obteve proporcionalmente uma das maiores votações nas eleições do dia 7 de outubro, quando foi eleito logo no primeiro turno. No Maranhão, o governador teve 59,29% dos votos válidos, com 1,867 milhão de votos. Em Paço, esse índice foi de 61,69%, com 29.593 votos.

“Esta votação foi superior à ocorrida no Maranhão e foi o resultado mais expressivo entre os municípios da Grande Ilha”, comemora o prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), um dos grandes articuladores da militância a favor do governador no município.

O resultado das eleições em Paço do Lumiar de fato foi amplamente favorável ao candidato Flávio Dino, pois o percentual de votos válidos ficou acima da média do estado, sendo o município da Ilha com o maior percentual de votação para o governador. Em São Luís, o candidato Flávio Dino teve 291.227 votos, o que corresponde a 55,81%. Em São José de Ribamar, Flávio Dino teve 57,62% dos votos válidos, com 42.207 votos. Na Raposa, ele teve 55,36%, com 7.540 votos.

O resultado, na avaliação do prefeito Domingos Dutra, se deve principalmente ao nível de consciência dos eleitores, ao trabalho da militância e também ao reconhecimento da população à parceria entre a Prefeitura de Paço do Lumiar e o Governo do Estado.

“Foram muitas ações por meio desta parceria, sendo uma das principais o asfaltamento de centenas de ruas. Pelo menos um terço de todas as ruas asfaltadas no município foi em parceria com o Governo do Estado. Também graças a essa ação conjunta o município passou a ter um Batalhão da Polícia Militar, uma unidade do Corpo de Bombeiros, moradores receberam seus títulos de posse da terra, a Avenida 10 do Maiobão foi urbanizada e passou a ser um local de lazer para a população”, enumerou o prefeito Dutra, lembrando que a campanha de Flávio Dino terminou no Viva Maiobão com fogos de artifício que coloriram o céu de Paço do Lumiar.

Para o secretário municipal de Infraestrutura e entusiasta da parceria entre Governo e Prefeitura em Paço, Pádua Nazareno, o resultado nas urnas é uma demonstração clara de que a população de Paço do Lumiar aprovou o trabalho em conjunto feito entre a Prefeitura e o Governo do Estado para garantir melhorias ao município.

“Quando Governo e Município seguem juntos realizando obras e serviços em prol da população, o reconhecimento é natural. A população de Paço do Lumiar demonstrou isso nas urnas. E a partir de agora muito mais será feito. É esta a determinação e também o foco do prefeito Dutra. E só quem ganha é a população”, ressaltou Pádua Nazareno.

Da assessoria

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A acirrada disputa na OAB-MA…

Fracasso da atual gestão, rachas e campanha midiática abrem a temporada de guerra pelo comando da entidade no Maranhão, que ocorrerá em novembro

 

Cinco candidatos devem disputar a eleição para o comando da seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA). São eles: Thiago Diaz, Pedro Alencar, Sâmara Braúna, Mozart Baldez e Carlos Brissac.

A disputa é marcada em boa medida pelo fracasso da atual gestão, comandada por Thiago Diaz.

Apoiado na última eleições por um grupo que pregava a renovação na Ordem, Diaz venceu o grupo do advogado Mário Macieira, ligado ao governo Flávio Dino (PCdoB).

Mas Diaz perdeu a maior parte de seu apoio já no primeiro ano de sua gestão; agora, tenta juntar os cacos, mas enfrenta a resistência do seu próprio vice, Pedro Alencar, que também pretende concorrer.

Por enquanto, a campanha se resume às redes sociais, com uma forte movimentação do advogado Mozart Baldez, que mobiliza advogados em todo o Maranhão.

A eleição na OAB está marcada para o dia 23 de novembro…

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Em artigo, Sarney prega eleições limpas, fala de fraudes e abuso do poder político…

Ex-presidente analisou como atípica a eleição do último domingo, defendeu os princípios da democracia e disse perceber um país dividido, “marcado pelo ódio e pela pregação da divisão de classes”

 

Sarney analisa em artigo resultado das eleições

O ex-presidente José Sarney classificou de “atípica” a eleição do último domingo, 7, em todo o país. Em seu artigo semanal no jornal O EstadoMaranhão, ele lamentou o clima de ódio existente hoje no Brasil, mas disse acreditar que o país possa ressurgir, mesmo contorcido.

– O país vive um caos institucional – como no universo de Einstein, sempre em expansão – os poderes ocupando espaços veloz e autoritariamente, um querendo engolir o outro. Por outro lado, tornou-se um país dividido, marcado pelo ódio e pela pregação da divisão de classes, pela insegurança jurídica – desapareceram a coisa julgada e o direito adquirido -, por leis circunstanciais e casuísticas desintegrando o estado de direito. Nesse clima, com trinta e nove partidos, uma Câmara de Deputados atomizada e o Senado também, sem falar na qualidade da representação, é impossível governar – afirmou.

Sarney lembrou que as eleições são a essência da democracia, mas ressaltou que ela precisa ser limpa, sem interferências que possam manchar seu resultado.

– É por meio dela [da eleição] que o governo democrático se constitui. Por isso tem que ser limpa, sem deformação da interferência do poder político, econômico, militar e da fraude. Até hoje não conseguimos afastar essas ameaças, embora contra elas lute-se sempre – frisou o ex-presidente, sem citar exemplos locais ou nacionais.

Para o ex-presidente, o clima de hoje não se compara ao vivido poor ele próprio, quando assumiu o comando do Brasil pós-ditadura, em meio à morte do presidente eleito e num clima de insegurança pelo risco de votla dos militares ao poder.

– Muito pior vivi eu, em 1985, quando Tancredo morreu e assumi a presidência da República. Mas comandei a transição, deixei a Democracia restaurada e o país andando. Infelizmente, a Constituição de 1988, feita com os olhos no retrovisor, sem ver a sociedade do futuro, tornou o país ingovernável, e um anarcopopulismo levou-nos ao caos que atravessamos – analisou José Sarney.

Abaixo, a íntegra do seu artigo:

De Péricles às batatas

Ao discursar nas Nações Unidas, em 1989, tive a oportunidade de afirmar que “o caminho do desenvolvimento passa pela democracia”. A definição mais simples e mais antiga dela é a grega, cujos princípios básicos estão no discurso de Péricles, grande general e orador, aos mortos na guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta.

Ali ele define democracia pela junção de duas palavras gregas: governo do povo. E define a obediência às leis (estado de direito, que James Harrington, citando Aristóteles, sintetizou, milênios depois, como governo das leis e não dos homens); igualdade de todos; democracia representativa, isto é, não ser o governo de um só homem, mas de muitos, sempre escolhidos pelo povo etc. Lincoln, na beleza com que escrevia, aprimorou sua definição para: Governo do povo, pelo povo e para o povo; já Churchill, com cruel realismo, disse: É a pior forma de governo, exceto todas as outras.

Esta introdução é para dizer que as eleições são a essência da democracia. É por meio dela que o governo democrático se constitui. Por isso tem que ser limpa, sem deformação da interferência do poder político, econômico, militar e da fraude. Até hoje não conseguimos afastar essas ameaças, embora contra elas lute-se sempre.

Tivemos uma eleição atípica no último dia 7. E o resultado também foi assim. O país vive um caos institucional – como no universo de Einstein, sempre em expansão, os poderes ocupando espaços veloz e autoritariamente, um querendo engolir o outro. Por outro lado, tornou-se um país dividido, marcado pelo ódio e pela pregação da divisão de classes, pela insegurança jurídica – desapareceram a coisa julgada e o direito adquirido -, por leis circunstanciais e casuísticas desintegrando o estado de direito. Nesse clima, com trinta e nove partidos, uma Câmara de Deputados atomizada e o Senado também, sem falar na qualidade da representação, é impossível governar.

Mas fico feliz, pois, esquecendo tudo isso, sei que o país vai superar suas septicemias e vamos viver um Brasil que se contorce, mas que vai ressurgir.

Muito pior vivi eu, em 1985, quando Tancredo morreu e assumi a presidência da República. Mas comandei a transição, deixei a Democracia restaurada e o país andando. Infelizmente, a Constituição de 1988, feita com os olhos no retrovisor, sem ver a sociedade do futuro, tornou o país ingovernável, e um anarcopopulismo levou-nos ao caos que atravessamos.

Como dizia Machado de Assis: aos vencedores as batatas. Mas que tenham sorte. São meus votos.

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Em nota, Roberto Rocha agradece aliados…

Senador que disputou o governo disse que continuará com o mandato à disposição do estado; e ressalta os dois eixos de sua campanha: “preparar o Maranhão e os maranhenses”

 

EM NOME DO MARANHÃO. Senador continuará mais quatro anos no Congresso Nacional

O senador Roberto Rocha (PSDB) emitiu nesta terça-feira, 9, “Nota ao Povo do Maranhão” em que agradece pelo apoio recebido na campanha, sobretudo de aliados e correligionários.

O parlamentar reforçou seu projeto de “preparar o Maranhão e os maranhenses” e reafirmou que continuar com o mandato no Senado à disposição do Maranhão.

– Como senador da República pelo Maranhão, o nosso mandato continuará a serviço do povo maranhense, lutando sempre para melhorar cada vez mais a vida das pessoas e do nosso País – afirmou.

Leia a íntegra da nota:

Nota ao povo do Maranhão

Em primeiro lugar agradeço à minha família que sempre esteve ao meu lado. Estendo os meus agradecimentos aos candidatos a deputados estaduais, federais e senadores da nossa Coligação “União e Coragem para Fazer um Maranhão Melhor”.

Agradeço também aos amigos, lideranças, apoiadores, a nossa militância e ao povo maranhense pela enorme acolhida e carinho que recebi nas ruas por onde passei.

Construí essa campanha eleitoral com base em dois eixos fundamentais: preparar o Maranhão e os maranhenses.

No meu Caderno de Ideias, apresentei propostas em todas às áreas, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, agricultura, turismo, programas sociais e, principalmente, para o desenvolvimento socioeconômico – por meio da dinamização da atividade econômica, geração de empregos e melhoria nas condições de vida das famílias maranhenses.

Como senador da República pelo Maranhão, o nosso mandato continuará a serviço do povo maranhense, lutando sempre para melhorar cada vez mais a vida das pessoas e do nosso País.

Roberto Rocha

Senador da República (PSDB-MA)

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Hildo Rocha agradece reeleição…

Hildo Rocha agradeceu aos eleitores pela votação que garantiu a reeleição à Câmara Federal

O deputado federal Hildo Rocha (MDB) agradeceu publicamente, nesta segunda-feira, 7, pela reeleição à Câmara Federal.

Em mensagem de agradecimento, o parlamentar reafirmou honrar seus compromissos de campanha e trabalhar mais quatro anos pelos municípios maranhenses.

Abaixo, a íntegra da nota:

Mensagem de agradecimento do deputado federal Hildo Rocha

Amigos e amigas. Manifesto a minha gratidão a todos os eleitores e eleitoras que novamente me confiaram a honrosa missão de ser um dos representantes do Maranhão, na Câmara Federal. Faço um agradecimento especial a todas as lideranças que se empenharam, que trabalharam por nossa vitória nas urnas.

Eleição é o momento sublime da democracia. É, portanto, a ocasião apropriada para que a população reflita, compare e decida. Terminada a campanha eleitoral, período no qual os postulantes aos cargos se apresentam, mostram propostas, defendem ideias, pregam valores, e exibem sua história, os eleitores tem o dever cívico de decidirem o presente e o futuro da sociedade em que vivemos.

Para satisfação dos maranhenses, e do povo brasileiro, assim ocorreu. A população foi às urnas, a vontade da maioria está consolidada e deve ser respeitada, não pode ser diferente. Aos que conseguiram êxito, parabenizo e desejo que consigam honrar a cada voto recebido.

Durante todo o período de campanha, em todas as reuniões que participei, sempre disse que se eleito fosse iria continuar exercendo o mandato com extrema dedicação. Assim falei, assim farei. Caminho para o término do primeiro mandato carregando a certeza de que engrandeci o nome do Maranhão e, a depender da minha vontade, continuarei a dar a minha parcela de contribuição para o desenvolvimento do nosso Estado. Tudo farei para que a voz dos maranhenses seja ouvida no Congresso Nacional.

Muito obrigado, queridos conterrâneos e conterrâneas.

Conte comigo, Maranhão.

Hildo Rocha

Deputado federal (reeleito)

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Candidatos sujam sessões e Justiça Eleitoral faz de conta que não vê…

Panfletos, santinhos e “colas” foram espalhadas desde cedo nos locais de votação, deixando a cidade toda imunda com material de propaganda, aos olhos de juízes e promotores, que, afinal, estão nem aí para o processo

 

SUJÕES. Candidatos espalharam santinhos e panfletos em local de votação, aos olhos fechados da Justiça Eleitoral

São Luís amanheceu imunda com material de propaganda espalhado em vários locais de votação.

Cabos eleitorais de candidatos – e bocas-de-urna disfarçados – descartaram milhares de santinhos e panfletos logo nas primeiras horas da manhã, diante dos olhos fechados da Justiça Eleitoral.

Enquanto juízes e promotores ameaçam blogs, censuram a cobertura jornalística das eleições, candidatos vão cometendo um crime atrás do outros, e ainda recebem tapinha nas costas dos representantes da Justiça.

Aliás, se quisessem mesmo fazer o papel para o qual são pagos, bastaria que juízes e promotores fossem ontem aos comitês eleitorais ou às casas de candidatos para flagrar a compra desenfreada de votos disfarçada de “pagamento de pessoal de campanha”.

A simplicidade é a mesma para punir os sujões.

É só pegar o santinhos espalhados nas ruas e fazer a punição em massa dos candidatos identificados no material espalhado nas ruas.

Isso se a Justiça Eleitoral realmente fizesse o que precisa ser feito…

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Multidão aclama Neto Evangelista em São Luís…

A três dias da eleição, uma multidão lotou nessa quarta-feira (3), a casa de eventos Batuque Brasil, em São Luís, para o comício do candidato à reeleição deputado estadual Neto Evangelista (DEM) que reuniu autoridades, correligionários políticos e amigos de toda capital maranhense. Pela manhã, o parlamentar cumpriu agenda de campanha em São João dos Patos e Paraibano.

O governador Flávio Dino (PCdoB), a candidata ao Senado, Eliziane Gama (PPS), o candidato à reeleição deputado federal, Juscelino Filho (DEM) e milhares de populares e simpatizantes demonstraram a força do deputado estadual Neto Evangelista em São Luís.

Primeira a se pronunciar, Eliziane destacou a coragem e a determinação de Neto Evangelista e a alegria das pessoas em apoiá-lo.

“Vejo o brilho nos olhos de cada um de vocês. Hoje ficou claro que Neto será um dos deputados estaduais mais bem votados do Maranhão e vai estourar na ilha de São Luís. Não é todo político que tem coragem de fazer evento na Batuque, faltou foi espaço para tanta gente”, ressaltou.

A candidata ao Senado falou que tudo isso é fruto do trabalho de Neto, que ao lado de Flávio Dino realizou vários programas de alcance social, a exemplo dos restaurantes populares, do Mais Renda, do Bolsa Escola, do Água para Todos, entre outros.

O governador Flávio Dino falou da sua admiração por Neto Evangelista e destacou que ele foi essencial na sua equipe de governo.

“Eu já conhecia o Neto, e o admirava por ver nele o político do futuro, mas quando o convidei para a Secretaria de Desenvolvimento Social, por tudo que ele fez, digo a vocês, que ele é o político do presente também”, disse.

Dona Maria Costa disse que sempre está presente nos eventos do Neto porque ele é um político humano.

“Neto merece o nosso apoio. Ele é de verdade, quem o conhece sabe o quanto ele fica feliz em ajudar as pessoas. Sou beneficiária do Bolsa Escola, e só quem tem filho sabe a alegria de ver um filho ir feliz para escola com um material escolar bom”, destacou.

Juscelino Filho falou da força política de Neto em São Luís e no Maranhão, e enfatizou a parceria entre eles.

“Ele tem grande trabalho e começou jovem na política, já vai para o terceiro mandato e tem um futuro brilhante. Aqui é um time, e uma chapa só. Peço o voto de confiança para mim e para Neto”, pontuou.

Por fim, o parlamentar disse que sente honrado de fazer parte deste projeto político, e que a mudança vai continuar.

“Fizemos muito pelo Maranhão nesses três anos e 10 meses e nosso propósito é fazer mais. Para mim, receber o carinho de dona Suely, do município de Raposa, que disse que através do Mais Renda, conseguiu reformar a sua casa, e que não tem mais vergonha de receber as pessoas é muito gratificante. Esse é o verdadeiro sentido da política: mudar a vida das pessoas”, finalizou.

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Meu posicionamento nas eleições de 2018…

Por Ricardo Gondim

Todo líder religioso tem o dever de se antecipar à história antes que algum desastre aconteça. No jargão da teologia, isso se chama “ser profético” – já que profecia é um diagnóstico dos rumos que os eventos podem, ou não, tomar.

Portanto, se um pastor falha em avisar sobre o futuro, ele fracassa em sua vocação.

Por outro lado, por lidar com diversidade de pensamentos e com pessoas de diferentes perfis, o líder religioso deve proibir a si mesmo de querer influenciar os votos de sua comunidade. Ele, ou ela, não pode usar de suas prerrogativas para tentar gerar em seu auditório “comportamento de manada”. É sua obrigação jamais manipular com medo, falsos inimigos; e nunca identificar os que pensam diferente como aliados do Diabo.

Dito isso, a partir desses dois parágrafos, sinto pesar sobre os ombros o imperativo de prever: o que vem por aí se mostra tenebroso caso Bolsonaro prevaleça. Se não me compete afirmar em quem votar, aceito como mandamento aconselhar em quem não votar: #elenão.

Embora ainda esteja muito distante comparar Bolsonaro a Hitler, preciso esclarecer que nos primórdios do fascismo alemão, algumas atitudes serviram para suavizar a ascensão do partido nazista. O radicalismo da direita não chegou de forma abrupta.

Poucos judeus ricos consideraram os alarmes de antissemitismo exagerados – eles repetiam que o ódio aos judeus era secular e não devia criar pânico maior; jornais acalmaram os leitores com textos do tipo: “esses discursos de violência não passam de bravatas”; segmentos da academia, com filósofos de primeira linha como Heidegger, engenheiros, físicos e arquitetos, afirmaram total confiança no nazismo. Por último, não menos importante, inúmeros pastores e padres carimbaram os anseios do nacionalismo.

Todavia, muita gente falou, protestou, foi torturada e assassinada por prever o desastre.

Os protestantes Paul Tillich, Dietrich Bonhoeffer, Karl Barth não se calaram – Barth chegou a pegar em armas, Bonhoeffer participou de uma conspiração para assassinar Hitler e por isso foi enforcado em um campo de concentração. Entre os católicos romanos não se pode esquecer do jesuíta Rupert Mayer, cujo sofrimento terminou em um campo de concentração em Sachsenhausen – sua grandeza mereceu o reconhecimento da igreja e ele foi beatificado pelo Papa João Paulo II. Outro católico, feroz opositor do regime e membro da resistência, foi o jesuíta Alfred Delp, também executado em 1945.

As razões pelas quais denuncio a candidatura, bem como as pretensões políticas de Bolsonaro não são partidárias. Sim, já fui filiado ao PT. Porém, no dia em que Delúbio Soares compareceu à CPI que investigava desvios e compra de voto, o famoso mensalão, entendi como dever ético não mais associar meu nome ao partido. Portanto, não tenho qualquer interesse em defender ninguém ou qualquer bandeira partidária.

Entendo apenas que Bolsonaro representa uma ameaça à democracia e ao estado de direito. Ele põe em risco grupo minoritários como indígenas, homossexuais e imigrantes. Sua ideologia é confessadamente machista, já que tem as mulheres em um patamar inferior. O discurso de ódio que o ex-capitão repete, guarda o potencial de alavancar a agenda fascista.

Bolsonaro apela a grupos radicais e eles alimentam a intolerância. Suas ideias se baseiam na propaganda falsa de que armar o povo estanca a violência. Um argumento tão grotesco como dizer que gasolina apaga fogo.

Bolsonaro tem ambição totalitária; seu discurso contém as sementes do fascismo clássico. A viabilidade de um possível governo seu dependeria da suspensão dos direitos fundamentais dos cidadãos. A democracia falha e trôpega do Brasil corre sérios riscos.

Ele, entretanto, não é protagonista das próprias aspirações. Eu o percebo fantoche de grupos de extrema-direita, interessados em suspender a ordem em nome da segurança, e de meter o Brasil num perigoso fundamentalismo religioso.

Como cristão não posso me calar. Como pastor sinto que me omitir seria negar tudo o que já falei e escrevi. Também sei que tanto a história como Deus são implacáveis com os covardes, e não quero ser contado entre eles.

Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim é teólogo e presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos