Sistema político liderado pela família do ex-presidente Jair Bolsonaro continua se alimentando da bagunça política para criar o clima de golpe que não deu certo com ele no governo e nem no 8 de janeiro

SOB A ÉGIDE DO ‘TERRIVELMENTE EVANGÉLICO” ANDRÉ MENDONÇA, os Bolsonaro vão festejando o clima de caos que favorece seu proejto no Brasil
Análise da Notícia
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou os quatro anos de seu governo – gestado pela bagunça política e pelo caos institucional instalado a partir de 2016 – flertando com um golpe de estado que o mantivesse ad eternun no poder.
- é assim que a extrema direita se alimenta: da bagunça política e do caos institucional;
- a crise no Supremo Tribunal Federal é um desses climas de bagunça que a fortalece.
“Se a gente pensar bem, desde 2018, o bolsonarismo trabalha para manter essa bolha, para criar essa coesão o tempo todo. E eles têm sido muito bem-sucedidos nisso”, diz a cientista política Carolina Botelho, pesquisadora do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade Mackenzie.
O golpe de estado não deu certo durante o governo Bolsonaro por covardia do próprio Bolsonaro; e não deu certo no 8 de janeiro de 2023 por causa do STF. (Relembre aqui, aqui, aqui e aqui)
E é bem aí que a história se completa.
Criada artificialmente pelos próprios agentes da extrema direita, a crise no STF favorece diretamente o bolsonarismo e cria o clima de golpe esperado como plano B pelo filho ZeroHum de Bolsonaro, hoje candidato em seu lugar.
Os bolsonaristas têm vencido esta batalha na opinião pública.
- eles conseguiram vincular a Lula qualquer ministro que tome decisões contra seus agentes políticos
- dessa forma, vendem como “coisa do PT e de Lula”, as decisões judiciais, sem precisar explicá-las;
- por outro lado, ministros como André Mendonça e Nunes Marques posam como “heróis da pátria”.
“A leitura é de que Flávio, embora também enlameado pelo caso Master, é quem tem mais condições de capturar o sentimento de indignação contra o STF. A estratégia, como já noticiamos, passa por colar a imagem de Alexandre de Moraes (e de Flávio Dino) à do governo Lula e transformar a crise da corte em mais um capítulo da disputa entre bolsonarismo e petismo”, aponta o colunista Diego Amorim, do site PlatôBrasil. (Leia aqui)
O problema é que a esquerda, o lulismo, o PT e seus agentes morderam a isca do bolsonarismo e deram ao movimento de extrema direta o discurso que ele precisava para contrapor Lula e empurrar a eleição para o segundo turno.
Neste aspecto, segundo definiu a jornalista Natuza Nery, da Globonews, a sessão do Supremo, na terça-feira, 15, “será a mais sangrenta da história”
E é de sangue que se alimenta o bolsonarismo…











