Sertanejos são campeões de shows com dinheiro público no Brasil…

Gênero musical e suas vertentes – todas ligadas ao agronegócio e à direita política no Brasil – vivem de shows em pequenas cidades, arrancando cachês milionários de prefeituras

 

SHOWS MILIONÁRIOS. Maiara & Maraisa vão receber R$ 654 mil para show em Governador Nunes Freire

Editorial

O show da dupla sertaneja Maiara e Maraisa em Governador Nunes Freire – com cachê de R$ 654 mil liberado prelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Froz Sobrinho – é só mais um dentre os inúmeros eventos milionários protagonizados pelo gênero sertanejo e suas variantes, desde 2018.

  • a direita política brasileira se acostumou a pilhar artistas da MPB, acusando-os de beneficiários de dinheiro público, Via leis Rouanet e Paulo Gustavo;
  • mas a verdade é que os verdadeiros bilionários do dinheiro público são os sertanejos e suas variantes, todos vinculados diretamente ao agronegócio;
  • o próprio agronegócio vive de dinheiro público, com subsídios federais da ordem de quase R$ 500 bilhões em 2024 para suas várias atividades.

De acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais,  entre 2021 e 2024, as cidades mineiras gastaram quase R$ 1 bilhão com sertanejos, forrozeiros, astros do piseiro e do arrocha – que, no fim das contas, são tudo a mesma coisa. (Veja aqui)

Com música de qualidade duvidosa, letras sofríveis e melodia pobre, esses gêneros proliferam sobretudo nas periferias, atraindo o público menos instruído, exatamente o grosso da população das cidades que gastam milhões com esse tipo de show.

“A Lei Rouanet tem limites, que fazem com que, muitas vezes, o valor que se tem de renúncia fiscal não seja suficiente para cobrir o custo total da exposição, da peça de teatro, etc. É uma ajuda, mas não é tudo. No caso da contratação de um artista para a realização de um evento pela prefeitura, que está montando aquilo, ela está disposta a bancar tudo”, compara Carlos Ari Sudfeld, professor de Direito Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público (SBPD)

No Maranhão, como em Minas Gerais, os gastos com este tipo de shows – no carnaval, no São João, na virada do ano e nas datas festivas de prefeituras, também já deve ter ultrapassado a cada do bilhão nos últimos anos, mas não há um cálculo específico de nenhum órgão de controle.

Alheia à polêmica, a massa consumidora deste tipo de produto estará neste sábado 8 a plenos pulmões em Governador Nunes Freire, sem ligar se vai ou não faltar dinheiro na cidade.

Maiara e Maraisa voltam pra casa com quase R$ 700 mil a mais no bolso.

Pouco importa de onde o recurso foi tirado…

Othelino vê “chances reais de Dr. Lahésio no segundo turno”

Em entrevista ao podcast Café Quente, do ex-deputado Rogério Cafeteira, deptuado estadual surpreende ao analisar a influência da questão nacional na sucessão maranhense

 

VAGA GARANTIDA. Othelino entende que a disputa em segundo turno será com Dr. Lahésio Bonfim em 2026

O deputado estadual Othelino Neto (Solidariedade) analisou os rumos da sucessão maranhense de 2026 e apontou chances reais de o segundo turno ter a presença do médico e ex-prefeito Dr. Lahésio Bonfim (Novo) como representante do bolsonarismo.

Em entrevista ao podcast Café Quente, do ex-deputado Rogério Cafeteira, Othelino disse que haverá forte influência da disputa nacional no pleito maranhense, o que levará o bolsonarista raiz a seguir com Lahésio.

“Eu acho que a questão nacional vai influenciar aqui sim. E hoje o único candidato que tá posicionado neste aspecto ideológico é o Lahésio. Eu acho que o Lahésio tem uma chance real de estar no segundo turno”, avaliou o ex-presidente da Assembleia.

  • na opinião de Othelino, a segunda vaga seria disputada entre vice-govenrador Felipe Camarão (PT) e o secretário Orleans Brandão (MDB);
  • para o parlamentar, Felipe Camarão é o favorito à vaga; o recorte da entrevista não inclui opinião sobre o prefeito Eduardo Braide (PSD).

Para Rogério Cafeteira, Lahésio já foi uma surpresa – ao vencer em São Luís, em 2022,  e ficar em segundo lugar na disputa geral – quando ninguém via chances nele; este blog Marco Aurélio d’Eça já havia ponderado sobre os benefícios que a guerra fratricida entre dinistas e brandonistas garantem ao candidato do Novo, o que foi exposto no post “Adivinha quem ri de tudo isso?!?”

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes parece consciente de sua posição. Tanto que tem demarcado posição para ocupar a faixa da direita e da extrema direita, sem temer rejeição de outros segmentos do eleitorado, o que ficou claro em sua posição sobre a anistia e blindagem, analisada neste blog Marco Aurélio d’Eça no post “Lahésio assume apoio à PEC da Blindagem e à anistia…”.

Quando uma das lideranças de esquerda percebe esse movimento e aponta chances reais para o adversário, é por que esse sentimento já existe nos bastidores.

E tende a a ganhar volume ao longo da campanha…

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O melancólico fim do bolsonarismo…

Enquanto o pai, ex-presidente, definha a caminho da prisão, o filho brinca de líder internacional e acha que tem votos para ser candidato a presidente em 2026

 

TÃO RÁPIDO COMO SURGIRAM. Os Bolsonaro reunidos sem Eduardo, que brinca de “exilado” nos EUA: o pai definha e os seus não têm o que fazer…

Editorial

Com câncer de pele, sofrendo as sequelas da facada de 2018 e esperando a hora de ir para a cadeia, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acompanha em prisão domiciliar o filho, Eduardo, tentar se impor como herdeiro de pai ainda vivo.

É assim que o bolsonarismo vai encerrando seu ciclo no Brasil.

Este blog Marco Aurélio d’Eça já disse e repetiu que Bolsonaro é um arroto da história do Brasil, um espécime que surgiu no vácuo de poder criado a partir do golpe de 2016, contra a então presidente Dilma Rousseff (PT).

Um dos piores ciclos, que caminha para o seu final em 2026, qualquer que seja o resultado das eleições.

  • se o presidente Lula se reeleger, abre as portas para um novo ciclo, mais saudável, a partir de 2030;
  • ainda que surja alguém mais à direita, o debate em caso de vitória será menos radical que o de hoje.

Era esperado que alguém surgido do nada voltasse ao nada com a mesma velocidade.

Mas o ocaso do bolsonarismo mostra-se tão violento quanto suas práticas…

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Editorial!!! O começo do fim do bolsonarismo…

Decisão do STF para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro é a etapa inicial para varrer um dos períodos mais nefastos da história do Brasil; o ato final precisa ser sua derrota nas urnas

 

É SÓ O COMEÇO. Bolsonaro na cadeia não representa o fim do bolsonarismo; é preciso derrotá-lo nas urdas de 2026

Editorial

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por golpe de estado – pouco importa o tamanho de sua pena – é só a primeira etapa de um movimento necessário para varrer do país um dos períodos mais nefastos de sua história.

  • o bolsonarismo foi o pior mal surgido no país desde a sua descoberta;
  • uma desgraça causada pela ambição das elites econômicas e intelectuais;
  • e o preço que o Brasil paga ainda está sendo cobrado pela história mundial.

É fundamental que Bolsonaro vá para a cadeia.

Mas é ainda mais fundamental que o bolsonarismo seja varrido da política nas urnas de 2026; é preciso derrotar seus filhos, sua família e, sobretudo, aqueles que ainda insistem em envergar seus postulados autoritários da extrema direita reacionária.

  • ninguém que represente bolsonarismo deve ser levado em conta eleitoralmente no país em 2026;
  • só com esta postura, o eleitor consciente e saudável pode reabrir o Brasil, de fato, à democracia.

Bolsonarismo representa radicalismo, violência, agressividade, morte, medo, terror.

Derrotá-lo em 2026 reabre no Brasil a chance de uma eleição verdadeiramente política, em que as doutrinas ideológicas digladiam dentro do respeito mútuo.

Sempre foi assim no Brasil nos períodos de democracia.

É assim que precisa ser…

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Editorial!!! Divergências só reforçam caráter isento do julgamento de Bolsonaro…

Entendimento dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux diferente da visão de Alexandre de Moraes derrubam por terra discurso de complô e de “ditadura da toga” usados até agora pela turba bolsonarista

 

DEMOCRACIA PLENA. Luiz Fux divergiu de Alexandre de Moraes e votou a favor de Bolsonaro, que, mesmo assim, vai pra cadeia…

Editorial

Os bolsonaristas estão em êxtase quase orgásmico desde o voto do ministro Luiz Fux no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus sete cúmplices de golpe de estado.

  • Luiz Fux votou pela absolvição e questionou praticamente todos os pontos do relatório do ministro Alexandre de Moraes;
  • mas ele não foi o único a divergir: o ministro Flávio Dino também teve entendimento diferente do de Moraes quanto às penas. 
  • os outros dois ministros – Carmem Lúcia e Cristiano Zanin – também devem expor visões distintas em um ponto ou outro da acusação.

Mas ao contrário de como raciocina a turba bolsonarista, a posição de Flávio Dino – e, sobretudo, a de Luiz Fux – estão longe de salvar Bolsonaro e seus cúmplices.

Pelo contrário: derrubam por terra o discurso de perseguição, complô judicial e “ditadura da toga” contra o ex-presidente, argumento que vem sendo pregado por bolsonaristas desde o início do julgamento.

As divergências na análise do cabedal de crimes praticados por Bolsonaro desde 2021 – quando percebeu a incapacidade de reeleger-se presidente – mostram e reforçam que o Supremo Tribunal Federal é um espaço de pensamento plural, com várias visões de mundo formando o conjunto dos julgadores.

  • é esse espaço plural que dá a garantia de um julgamento isento e justo para os golpistas;
  • dentro desta pluralidade de pensamento, Bolsonaro não pode falar de “ditadura da toga'”.

Em que pese todas as contradições do seu voto, Fux teve liberdade democrática para divergir de Moraes; e deverá ser voto vencido na Primeira Turma do STF, que vai condenar Bolsonaro a vários anos de prisão por golpe de estado.

No fim das contas, o que importa é o julgamento justo, plural, divergente mas, acima de tudo, democrático, absolutamente democrático.

E é esse julgamento que, no fim das contas, levará Bolsonaro pra cadeia.

É simples assim…

Advogado vê equívoco de Flávio Dino em sustentar-se “comunista”…

Para Abdon Marinho, o uso da flâmula do PCdoB pelo agora ministro do STF – que nunca foi comunista de fato – só serviu, e ainda serve, apenas para atiçar ainda mais o radicalismo ideológico em um país dividido

 

HISTÓRIA DESCONEXA. A cartola, símbolo maior da aristocracia, se deturpa ao expor símbolo comunista, como as grifes famosas

Ensaio

O advogado Abdon Marinho publicou neste fim de semana artigo em que ressalta a crítica política ao ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, desde a sua entrada na vida partidária, ainda em 2006, quando fora eleito deputado federal pelo PCdoB.

  • Marinho usa como pano de fundo de sua crítica o voo para Brasília, semana passada, em que Dino fora “acusado” de “comunista” por uma passageira;
  • o advogado relaciona este fato à oração do bispo de Formosa-GO, dias antes, pedindo a Nossa Senhora, dentre outras coisas, “livrar o Brasil do comunismo”.

“Não há registro de que o ministro, em algum momento da vida, praticou ou viveu o comunismo. Mesmo no poder estadual, nenhum do seus atos teve influência ou viés da doutrina comunista. Acredito que o mais próximo que sua excelência tenha chegado da Internacional Socialista, o hino mundial do comunista, tenha sido o clássico “Oração Latina”, música de César Teixeira, que nos anos 80 embalava nossos movimentos de rua”, pontua Abdon, para ressaltar o erro de Dino em sustentar-se como comunista e tentar justificar sua postura quando questionado, o que ocorreu até mesmo quando de sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal.

  • para Abdon Marinho, essa insistência sem lastro tem levado á radicalização contra o próprio ex-governador;
  • insistência ressaltada pelo próprio presidente Lula, ao orgulhar-se de indicar o primeiro comunista para o STF.

Está neste ponto, segundo Abdon Marinho, o equívoco de Flávio Dino;

O ex-deputado, ex-governador, ex-senador e hoje ministro estimulou, ele próprio, o radicalismo, diz o advogado, mesmo sem ter qualquer vínculo com o conceito ideológico  clássico.

“Se a ‘adoção’ desse suposto comunismo foi diminuir ou acabar com o estigma que essa doutrina causa nas pessoas, lamento dizer que o efeito foi o contrário do esperado; a guerra de narrativas foi perdida e não bastando os oportunistas galgarem espaços num suposto combate ao comunismo, agora temos até o bispo pedindo auxílio a Nossa Senhora contra a doutrina inexistente no Brasil”, concluiu o advogado.

Leia aqui a íntegra do artigo de Abdon Marinho…

Tarcísio de Freitas denunciado por “Coação no Curso do Processo”

Governador de São Paulo iniciou ofensiva em favor da anistia para os condenados pelo 8 de janeiro em pleno julgamento do STF, o que é visto pelo PT como obstrução da Justiça

 

USANDO BOLSONARO. O interesse de Tarcísio não é o ex-presidente, mas os votos do bolsonarismo

Alçado pelo mercado financeiro e pelos barões da Avenida Faria Lima ao posto de sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (PRB) iniciou esta semana uma forte ofensiva contra a condenação dos responsáveis pelo golpe do 8 de janeiro de 2023.

  • Tarcísio usa o Bolsonaro para tentar angariar os votos bolsonaristas;
  • ele sabe da inconstitucionalidade da anistia, mas insiste mesmo assim.

O governador foi denunciado pelo PT, tanto na justiça paulista quanto no Supremo Tribunal Federal.

A denúncia no Supremo, por Coação no Curso do Processo, pode levar, inclusive, à prisão do governador de São Paulo.

  • a pressão sobre partidos e parlamentares é vista como obstrução de justiça;
  • na opinião pública, a ação do governador é vista até como novo golpe.

As denúncias do PT serão analisadas pelo Ministério Público antes de uma decisão judicial…

Celular revela quem são os mais próximos de Bolsonaro no Maranhão

Apreendido pela Polícia Federal, aparelho do ex-presidente registra apenas os maranhenses Roberto Rocha, Dr. Yglésio, Felipe Arnon e um blogueiro de Barra do Corda

 

AMIGOS DO PEITO. No Maranhão, Bolsonaro tem Roberto Rocha, Dr, Yglésio e Felipe Arnon em sua agenda telefônica; e só…

A divulgação das listas de transmissão de mensagens de Jair Bolsonaro (PL) – encontradas em seu celular, após operação da Polícia Federal – revelaram ao país quem são os bolsonaristas que podem receber o título de queridinho do ex-presidente.

Do Maranhão, aparecem na agenda do ex-presidente apenas o ex-senador Roberto Rocha (Sem partido), o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) e o suplente de vereador Felipe Arnon (PL).

  • Rocha está inscrito nos grupos de troca de mensagem como “senador MA Roberto Rocha”;
  • Dr. Yglesio surge como “Yglesio-pref.(São Luís) MA”, referência à sua candidatura a prefeito em 24;
  • Felipe Arnon é registrado na agenda do ex-presidente pela empresa da família a “Tchê Churrascaria”.

“Entre os destinatários do ex-presidente, 396 contatos foram salvos em quatro listas de transmissão e receberam mensagens, que foram detalhadas pelos investigadores no relatório final do inquérito. As listas foram nomeadas por Bolsonaro como ‘Deputados’, ‘Senadores’, ‘Outros’ e ‘Outros 2′”, diz reportagem do portal Terra, sobre o assunto. (Leia aqui)

Além dos políticos maranhenses, aparece também um blogueiro de Barra do Corda, de nome Francisco Mello.

Chamou a atenção que a agenda de Bolsonaro não inclui nomes conhecidos da direita maranhense, como o médico Allan Garcês (PP), que está no exercício do mandato de deputado federal, a deputada estadual Mical Damasceno (PSD), a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PP), a vereadora Flávia Berthier (PL) e nem o candidato a governador Dr. Lahésio Bonfim (Novo).

Também não aparecem na lista o deputado federal Aluisio mendes e sua ex-aliada, hoje adversária Mariana Caralho 9ambos do PRB), tidos como bolsonaristas de quatro costados.

À exceção de Lahésio, que sempre manteve distanciamento do presidente, todas essas lideranças são ativas na defesa do bolsonarismo.

O celular de Bolsonaro foi apreendido durante operação da Polícia Federal por afronta às decisões judiciais.

O aparelho ainda está sendo periciado para instruir o inquérito…

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O conceito “Deus, pátria e família” na versão de Bolsonaro, Eduardo e Malafaia…

Falas descobertas pela Polícia Federal mostram como o ex-presidente, seu filho deputado, e o pastor evangélico veem termos com os quais manipulam a massa ignorante da extrema-direita bolsonarista

 

PARECEM ATÉ TRÊS SANTINHOS… Mas deixa este povo abrir a boca para falar na vida privada e verá o satanás encarnado

Editorial

É assim que o filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), espécie de deputado federal EAD, trata o pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ):

“Vai tomar no cu, caralho!!! Me fudendo aqui [nos EUA]! Você ainda te ajuda se fuder daí!”, disse o filho ao pai, no dia 15 de julho, segundo mensagens colhidas pela Polícia Federal no celular do ex-presidente.

  • Bolsonaro e o filho, Eduardo, passam o tempo a pregar o conceito “Deus, pátria e família” aos fieis bolsonaristas;
  • ao lado de pastores e padres da extrema-direita, manipulam a massa de ignorantes a segui-los como exemplo.

Pior ainda é o pastor Silas Malafaia, um dos mais manipuladores líderes evangélicos do país, que enriqueceu pregando Deus às massas crentes e tratando de comportamentos contritos.

Mas, na vida, privada, é assim que Malafaia se comporta: 

“A faca e o queijo estão na tua mão, cacete, e nós não podemos perder isso, pô. E vem o teu filho babaca falar merda, dando discurso nacionalista, que eu sei que você não é a favor isso. Dei um esporro, cara, mandei um áudio para ele de arrombar. E disse para ele: ‘a próxima que você fizer, eu gravo um vídeo e te arrebento”, detonou o pastor, falando mal do filho ao próprio pai.

  • Bolsonaro, Eduardo e Malafaia são personagens que emergiram na política a partir do golpe de 2016, que arrancou a presidente Dilma Rousseff (PT) do poder; (Relembre aqui)
  • foi este golpe, perpetrado por uma aliança da elite econômica com setores do Judiciário e da imprensa, que deu ao país um dos seus períodos históricos mais obscuros. (Releia aqui)

Como eles, há muitos – em todos os níveis sociais, de cultura, de educação e religiosidade – espalhados pelo país desde que começaram a achar que estavam vivendo a plenitude de suas crenças “Deus-pátria-e-família”.

Esse conceito tem sido repetido como mantra desde 2018, mas nenhum dos seus pregadores o vive plenamente. Na prática, se resume a machismo, autoritarismo, homofobia, xenofobia, racismo e dezenas de outros ismos expressados em seu dia-dia.

Felizmente, este período obscuro da política brasileira está prestes a se fechar, como já previu este blog Marco Aurélio d’Eça, no post “O mal que os Bolsonaro fazem ao país…”.

A prisão de Bolsonaro e a derrota da extrema-direita nas eleições de 2026 tendem a enterrar de vez o bolsonarismo e seus congêneres, reabrindo o país para disputas políticas mais saudáveis, ainda que com viés ideológico arraigado.

E que nunca mais, a pretexto de se derrotar um lado, se crie um monstro como foi a criação de Bolsonaro.

Simples assim… 

Bolsonaro tem prisão domiciliar decretada…

Ministro Alexandre de Moraes entendeu que o ex-presidente descumpriu normas determinadas pela Justiça ao mandar mensagem para manifestantes no Rio de Janeiro

 

PRISÃO EM CASA. Bolsonaro terá que ficar só em casa, sem se comunicar com ninguém, e sem receber visitas

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decretou nesta segunda-feira, 4, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o ministro entendeu que Bolsonaro desrespeitou as medidas cautelares determinadas por ele próprio, há duas semanas.

  • além da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro tinha várias restrições;
  • o ex-presidente vinha descumprindo várias delas sistematicamente  

“O réu Jair Bolsonaro descumpriu dolosamente as medidas restritivas ao produzir mensagens aos manifestantes”, disse o minsitro, em seu despacho.

no domingo, 3, mesmo proibido de usar as redes sociais, o ex-presidente publicou mensagens aos manifestantes no Rio de Janeiro.

  • além da prisão domiciliar, o presidente está proibido de receber visitas;
  • o endereço em que ele ficará preso é a residência dele em Brasília.

O ex-presidente deverá ser julgado pelo crime de golpe de estado nos próximos 4o dias, quando pode ser condenado a até 40 anos de cadeia.

A prisão domiciliar é por tempo indeterminado…