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A estranha estratégia de Roberto Rocha…

Isolado, sem grupo político e sem partidos interessados em alianças com o PSDB, senador tucano aposta suas fichas na imposição dos diretórios nacionais para ter a coligação que espera na disputa pelo governo

 

Roberto Rocha entende que basta ter a legenda para garantir a campanha

De férias do debate político desde dezembro – mesmo diante da frenética articulação dos adversários – o senador Roberto Rocha (PSDB) adota uma estranha estratégia para se viabilizar nas eleições de outubro.

Mas, segundo seus aliados mais próximos, ele tem uma estratégia já montada.

O tucano aposta suas fichas no cenário nacional para fazer valer a imposição dos diretórios centrais nos partidos locais, garantindo uma coligação no estado.

É por esta via que espera ter em seu palanque o PSB e o PPS, por exemplo.

Do ponto de vista do tempo na propaganda eleitoral, Rocha pode até se dar bem, caso o cenário se desenhe do jeito que ele espera – garantindo a eleição do filho para a Câmara Federal, por exemplo.

Mas será um fracasso do ponto de vista eleitoral porque, mesmo garantindo o tempo partidário, o senador dificilmente terá as lideranças e a militância dessas legendas em sua campanha.

Tanto o PSB quanto o PPS maranhenses estão entranhados, de corpo e alma, no governo Flávio Dino; e nenhuma de suas lideranças cogita – ainda que remotamente – coligar-se a outro partido que não o PCdoB.

Se estiver mesmo contando apenas com essas legendas, Rocha manterá seu isolamento político característico.

E dificilmente deixará a casa do dígito único nas pesquisas eleitorais…

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PSB questiona rapidez da tramitação do processo de Lula…

​​Socialistas se manifestam, em Nota, com críticas ao julgamento do ex-presidente, marcado para esta quarta-feira, 24, em Porto Alegre

 

Siqueira, do PSB, defende Lula e critica julgamento do ex-presidente

O Partido Socialista Brasileiro emitiu Nota Pública nesta terça-feira, 23, com críticas ao julgamento do recurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para esta quarta-feira, 24.

– Notamos que a rapidez da Justiça é um direito que assiste a toda a população, mas superar, no caso específico, a morosidade habitual, terminou por criar um fato político – afirma o documento, assinado pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

O julgamento do recurso de Lula – contra decisão do juiz Sérgio Moro, que o condenou a nove anos de prisão – é um dos fatos políticos marcantes da história mundial neste início de 2018.

E deve ter repercussão internacional, qualquer que seja seu resultado…

Abaixo, a nota do PSB:

Nota a Propósito do Julgamento do Ex-Presidente Lula

O Partido Socialista Brasileiro – PSB, como todas as demais forças políticas instituídas do País, vem sendo chamado a se manifestar sobre o julgamento do ex-presidente Lula, que ocorrerá no próximo dia 24/01.

Nesse contexto, há dois elementos que merecem destaque. Em primeiro lugar, verifica-se certa atipicidade na velocidade com que tramitou o processo em segunda instância.

Quanto a esse aspecto, notamos que a rapidez da Justiça é um direito que assiste a toda a população, mas superar, no caso específico, a morosidade habitual, terminou por criar um fato político.

Em segundo lugar, considera-se que o tribunal político mais adequado em uma democracia é o voto popular, em eleições livres — avaliação essa que é comum, no presente caso, à maioria das forças políticas responsáveis, independentemente de seu espectro ideológico.

Cabe observar, ainda, que uma solução política, por meio das urnas, que se viabilize respeitando de modo estrito a legalidade, é condição necessária para que o País supere a crise política que vivencia há pelo menos três anos.

Brasília-DF, 23 de janeiro de 2018.

CARLOS SIQUEIRA
Presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB

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José Reinaldo será candidato a senador, mas não por gratidão de Flávio Dino…

Ex-governador conseguiu a liberação do PSB para se filiar ao DEM, que impôs sua candidatura à Câmara Alta como condição para a aliança com o PCdoB

 

José Reinaldo deve ser o outro candidato a senador na chapa de Flávio Dino, ao lado de Weverton Rocha

O ex-governador José Reinaldo Tavares deve anunciar nos próximos dias sua transferência para o DEM

Seu atual partido, o PSB, autorizou sua transferência.

E o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia, já mandou avisar ao governador Flávio Dino (PCdoB): só coliga com os comunistas na condição de Tavares ser o candidato a senador na chapa.

Ontem, Flávio Dino decidiu antecipar sua decisão e declarou que o deputado Weverton Rocha (PDT) será seu primeiro candidato ao Senado.

Agora, terá que fazer o mesmo com José Reinaldo…

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O projeto de Flávio Dino para tirar Márcio Jerry da disputa de 2018…

Governador estimula entrada do deputado Bira do Pindaré na disputa pelas vagas de senador, com o principal auxiliar de suplente; secretário ainda resiste

 

Márcio Jerry ainda resiste em estar numa chapa com Bira…

Principal auxiliar do governador Flávio Dino (PCdoB), o titular da Comunicação e da Articulação Política, Márcio Jerry, é um dos governistas favoritos na disputa por vagas na Câmara Federal em 2018.

Mas se defender de Flávio Dino – que quer tê-lo como coordenador de sua campanha – ele não disputará as eleições proporcionais.

…Mas até quando resistirá a este abraço?!?

O governador estimula uma candidatura do deputado estadual Bira do Pindaré ao Senado, pelo PSB, com a garantia de que Jerry seja seu primeiro suplente.

A candidatura de Jerry tem criado problema para outros membros da base. Além disso, uma candidatura de Bira – amigo íntimo do governador – criaria uma perspectiva para a sucessão do próprio Flávio.

Com a estratégia, Dino garantiria espaço de poder próprio ao principal aliado – que poderia sonhar com quatro anos no Senado, a partir de 2022 – e ainda manteria o PSB alinhado ao seu projeto.

O problema é que Márcio Jerry tem a ambição pessoal de ser eleito no voto no Maranhão.

Por isso, tem resistido ao projeto do amigo governador.

Até quando? Não há como saber…

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Graça Paz critica ação de aliados de Dino contra Roberto Rocha no PSB…

Parlamentar foi à tribuna da Assembleia para questionar informação do colega Bira do Pindaré, que deu como favas contadas a saída do senador da legenda

 

Graça Paz questionou as ações do PSB contra Roberto Rocha

Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, a deputada estadual Graça Paz (PSL) condenou o anúncio de uma suposta expulsão do senador Roberto Rocha dos quadros do PSB maranhense.

– Será que ele [Roberto Rocha] é um perigo para a candidatura do atual governador em 2018? Será que pensam isso? Eu acho que não tem nenhuma razão de ser. Porque o senador Roberto Rocha, tendo condição de ser candidato a governador, ele será candidato a Governador, nada lhe impede – questionou a parlamentar.

O discurso de Graça Paz foi em resposta a Bira do Pindaré, que anunciou suposta expulsão do senador, tomada em congresso estadual da legenda.

Formado por aliados de Flávio Dino no diretório estadual e municipal de São Luís, o grupo que tenta afastar Rocha tentou gerar um fato no fim de semana. A decisão anunciada por Bira, no entanto, não tem qualquer efeito prático.

Cheio de aliados e auxiliares de Dino, diretórios estadual e de São Luís tentam gerar fatos contra o senador

Em seu discurso, a deputada Graça Paz ressaltou a carreira política de Rocha.

– Ele [Roberto Rocha] não tem o nome sujo. Ele não recebeu duzentos mil, quatrocentos mil de ninguém. Pelo menos até agora nada apareceu contra o senador Roberto Rocha. Então, nada lhe impede. Ele é um eleitor como qualquer um de nós. E temos o direito de nos candidatarmos àquilo que nós quisermos ser. O senador tem um mandato, ainda vários anos de senador, nada ele perde, nada ele vai perder. Agora é um nome respeitado neste Maranhão – completou. 

Mesmo diante da ação de dinistas contra ele, o senador aposta na ascensão do vice-governador de São Paulo, Márcio França, ao comando nacional da legenda.

Neste caso, será Bira e companhia os convidados a se retirar…

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Partidos começam a acelerar definições no Maranhão…

Mudanças podem ocorrer , sobretudo, no PSB, PSDB e PP; e todas elas atingirão diretamente – negativa ou positivamente – o senador Roberto Rocha e o seu projeto de disputar o governo

 

Roberto Rocha entre Bira e Brandão: qualquer movimento deles, beneficia o senador

Três notícias surgiram no feriadão envolvendo diretamente três partidos maranhenses e com ligação direta ao senador Roberto Rocha, pré-candidato do PSB ao Governo do Estado.

Blogs alinhados ao Palácio dos Leões informam que o vice-governador Carlos Brandão está mesmo de saída do PSDB, rumo ao PP, por onde deve disputar vaga de deputado federal.

A notícia beneficia diretamente o senador Roberto Rocha, que pretende ter o PSDB em seu palanque estadual.

Já o PSB anunciou em reunião com a presença do seu presidente nacional Carlos Siqueira, a aprovação da expulsão de Rocha das fileiras do partido, praticamente um dia depois de o senador ser eleito líder da legenda no Senado.

A expulsão, na verdade, é mais uma forçação de barra da ala pernambucana do PSB, que caminha para perder o controle do partido; o vice-governador de São Paulo, Márcio França, deve vencer a disputa pelo controle nacional.

Mais um ponto para Roberto Rocha.

Além disso, a saída de Carlos Brandão fortalece no PSDB o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, principal articulador do apoio à candidatura de Roberto Rocha.

Todos os movimentos, portanto, abrem caminho para uma candidatura tucana contra o atual governo do Maranhão.

E todos beneficiam diretamente o senador do PSB…

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Roberto Rocha com dois caminhos abertos…

Senador, que ainda está no PSB, se fortalece com a consolidação do governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, como candidato do PSDB a presidente; e ainda pode sair vitorioso no PSB, com o paulista Márcio França no comando

 

Rocha com Alckimin: PSDB garantido

A virtual candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB) – anunciada no fim de semana que passou pela grande mídia – fortalece o projeto do senador Roberto Rocha (PSB) em duas frentes no Maranhão.

Alckimin é muito próximo de Rocha, e dará a ele as garantias do PSDB em 2018, além de construir um forte palanque presidencial como contraponto ao projeto de esquerda capitaneado pelo petista Lula.

Além disso, com a eventual saída de Alckimin do governo paulista, assume Márcio França, que disputa o comando do PSB com os socialistas de Pernambuco.

A vitória de França dará a Roberto Rocha também as garantias de ter o PSB em 2018.

É ilusão, portanto, achar que a questão PSB são favas contadas no Maranhão…

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Roberto Rocha quer PSDB fora do governo Flávio Dino, mas ainda aposta em controle do PSB…

Senador confirma conversas com a cúpula nacional dos tucanos, impõe necessidade de um posicionamento político mais claro do partido em relação às eleições de 2018 e revela que a eleição presidencial do PSB pode lhe garantir a legenda no estado

 

Madeira tem sido um dos principais entusiastas do retorno de Roberto Rocha ao PSDB

O senador Roberto Rocha confirmou nesta quinta-feira, 30, conversas com o PSDB nacional para seu eventual retorno à legenda, onde esteve filiado até 2011.

É pelo ninho tucano que ele pretende disputar as eleições de governador, em 2018, mas o parlamentar quer uma posição mais clara em relação ao governo Flávio Dino (PCdoB).

– As conversas estão adiantadas, mas falta uma posição definitiva da direção nacional para o PSDB deixar o governo do Maranhão. Resolvendo a situação no estado, Roberto deverá sim retornar ao PSDB e para ser candidato a governador já que convite ele já recebeu de membros do partido – afirmou o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, principal entusiasta da volta de Rocha.

Em entrevista ao jornal O EstadoMaranhão, o senador também confirmou as conversas, mas impôs uma outra questão: a eleição para presidente nacional do PSB, cujo resultado deverá influenciar diretamente no comando da legenda no estado.

Roberto garantiria sua permanência nos quadros socialistas se o presidente nacional da legenda vier de São Paulo.

Seria o cenário ideal para o senador, ser candidato pelo PSB tendo o PSDB como companheiro de chapa.

Mas o comando da sigla pode ficar também com os Pernambuco.

Aí, a história muda totalmente…

Com reportagem de Carla Lima

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“O lugar dele não é aqui no PSB”, diz Bira sobre Roberto Rocha…

Recém-eleito para o comando do partido, deputado estadual trata o senador por “esse indivíduo”, diz esperar que ele perceba não haver ambiente na legenda e revela que os socialistas devem firmar compromisso com Flávio Dino

 

Aos jornalistas da Difusora, Bira deixou claro que Roberto Rocha não tem futuro no PSB

O deputado estadual Bira do Pindaré declarou nesta terça-feira, 22, em entrevista ao programa “Bom Dia, Maranhão”, da TV Difusora, que já chegou a hora do senador Roberto Rocha deixar o PSB.

– O lugar dele é qualquer outro lugar, menos aqui no PSB. Essa é minha visão em relação a este indivíduo. Espero que ele tenha o bom senso e perceba que não tem ambiente pra ele no PSB – declarou Pindaré, recém-eleito presidente municipal da legenda em São Luís.

Bira foi conduzido ao comando do PSB após destituição do filho de Roberto Rocha, o ex-vereador Roberto Júnior, como retaliação ao posicionamento do senador em defesa do governo Michel Temer (PMDB).

– Ele [Roberto Rocha] contraria a direção do partido. Traiu aqui também seus aliados – afirmou o parlamentar.

Bira do Pindaré deixou claro na entrevista à TV Difusora que o PSB maranhense deve cerrar fileiras em torno do governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2018.

– Trabalhamos pela reeleição do governador Flávio Dino. A tendência é que o PSB fortaleça os laços com o governador Flávio – afirmou o presidente socialista.

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Precipitação do PSB aproxima Roberto Rocha do PSDB…

Senador pode até perder o comando socialista no estado, mas o gesto do partido pode levá-lo de volta ao PSDB, tirando os tucanos da órbita de Flávio Dino

 

Ligados a Dino, Bira e Leitoa podem levar Rocha ao PSDB

Se for concretizada de fato, a chegada do deputado dinista Bira do Pindaré ao comando do PSB de São Luís pode precipitar o afastamento definitivo do PSDB da órbita do governador Flávio Dino (PCdoB).

Rocha é ex-dirigente nacional do PSDB e esperado ansiosamente no ninho. Bastaria pedir a transferência e teria garantido o partido para a disputa das eleições de 2018.

Seria uma espécie de troca para Flávio Dino: perderia o PSDB e atrairia o PSB, que já tem no comando estadual o prefeito de Timon, Luciano Leitoa.

O que isso poderá custar ao comunista no processo eleitoral, só a conjuntura nacional poderá responder.

É aguardar e conferir…