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Após alerta deste blog, Câmara anuncia vistoria em barragem da Alumar…

Vereadores vão analisar as condições das lagoas de bauxita da empresa de alumínios, instaladas na zona rural de São Luís; post nesta segunda-feira questionou sobre os riscos do local

 

Vereadores decidiram voltar a fiscalizar a lagoa de rejeitos da Alumar

Vereadores de São Luís, coordenados pelo presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho (PDT), realizarão, na quinta-feira (31), uma visita de inspeção na Barragem de Minério do Consórcio Alumar, localizada na BR – 135.

A caravana parlamentar chegará ao local por volta das 14h e será recebida por membros da diretoria da empresa.

Em post publicado nesta segunda-feira, 28, o blog Marco Aurélio D’Eça questionou sobre os riscos da Lagoa de Bauxita do consórcio internacional, instalada na Zona Rural de São Luís. (Relembre aqui)

Um dia depois, os vereadores decidiram checar, in loco, o funcionamento dos chamados lagos vermelhos, locais onde são despejados rejeitos de bauxita, substância prejudicial aos seres humanos, a fauna e a flora.

O presidente Osmar Filho vai coordenar a comissão da Câmara em visita à empresa de alumínio

– A Câmara Municipal tem o dever de fiscalizar o funcionamento deste tipo de equipamento. Além disso, manteremos dialogo permanente com entidades  e órgãos responsáveis pela segurança e fiscalização da empresa – disse o presidente da Casa, vereador Osmar Filho (PDT).

O presidente afirmou ainda que o tema será debatido com a sociedade maranhense através de audiências públicas que serão promovidas na sede do Legislativo Municipal.

Em nota divulgada recentemente, o Consórcio de Alumínio do Maranhão – formado pelas empresas Alcoa, Rio Tinto e South32 – garantiu que opera dentro dos mais altos padrões internacionais e que este trabalho está alinhado as ações de várias agências ambientais e regulatórias, incluindo as Secretarias do Meio Ambiente, no sentido de garantir excelência dos serviços e evitar riscos.

– A Alumar possui sete áreas de Disposição de Resíduos de Bauxita. E destas, três já foram fechadas e reabilitadas. Aplicando os melhores recursos tecnológicos e as mais rigorosas normas de engenharia do mundo, a Alumar, em parceria com a UFMA, tem desenvolvido pesquisas para a transformação sustentável do resíduo – afirmou o Consórcio.

É aguardar a vistoria da Câmara Municipal…

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Barragens de lama: há riscos em São Luís?!?

Embora pouca gente discuta o assunto abertamente, há em São Luís uma barragem de rejeitos com os mesmos riscos das que romperam em nas regiões de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais

 

As lagoas de bauxita da Alumar são sempre motivos de preocupação

Em meio à comoção nacional pelo rompimento da barragem de resíduos de ferro da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), as redes sociais inundaram com questões envolvendo este tipo de depósito.

Uma das imagens, que ilustra este post, chama a atenção para os riscos que existem em São Luís, com a barragem de bauxita da Alumar, em plena capital maranhense.

Vez por outra, a barragem de lama da Alumar é motivo de preocupação de deputados e vereadores.

A localização das lagoas da Alumar, em pleno Distrito Industrial

Em 2015, por proposta do então vereador Fábio Câmara, os parlamentares de São Luís chegaram a visitar o local onde está armazenada a lama de bauxita, na região do Distrito Industrial.

O assunto chegou a ser debatido também na Assembleia Legislativa. (Relembre aqui)

No mapa acima, é possível identificar o local exato das barragens de resíduos de alumínio da Alumar, numa área próxima a indústrias e residências.

E o desastre da Brumadinho deve levar a reflexões sobre o assunto…

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Lagoas de resíduos da Alumar voltam a ser foco de preocupação…

Depois de o vereador Fábio Câmara cobrar formação de comissão para vistoriar a área onde é armazenada a lama de bauxita da Alumar, o deputado Wellington do Curso também quer vistoria da Assembleia

 

wellington2O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) propôs hoje à Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa uma visita à área onde é armazenada a lama de bauxita usada na fabricação de alumínio pela Alumar.

É a segunda medida relacionada a Alumar desde que as barragens de minério da empresa Samarco romperam em Minas Gerais, matando pessoas e causando dano ambiental de proporções colossais.

na semana passada, o vereador Fábio Câmara (PMDB) conseguiu aprovar na Câmara de São Luís a formação de uma comissão para fazer a mesma vistoria. (Releia aqui)

Precisamos destinar especial atenção ao local em que a Alumar tem os seus depósitos, isto é, à zona rural de São Luís. Fato é que os reservatórios ocupam uma área de aproximadamente 50 hectares e foram instalados desde setembro de 2005, sendo desde então reservatórios com resíduos de bauxita. Não estamos aqui questionando o caráter sustentável ou não de tais reservatórios. O que queremos é apurar as denúncias e, assim, evitar que problemáticas ambientais assolem nosso estado”, ressaltou.

Ainda não há previsão de quando as visitas serão feitas – e a empresa costuma oferecer resistência a este tipo de controle – mas é importante a preocupação da classe política.

Que deveria ter ressonância em toda a sociedade…

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Câmara vai vistoriar lagoa de resíduos da Alumar…

Plenário aprovou ontem proposta do vereador Fábio Câmara, e criou comissão externa para visitar as barragens construídas pela empresa de alumínio

 

Câmara quer esclarecer riscos de inundações

Câmara quer esclarecer riscos de inundações30

O Plenário da Câmara Municipal de São Luís (CMSL) aprovou, na manhã de terça-feira, 17, a designação de uma comissão externa formadas por vereadores e técnicos com objetivo de realizar visitas às lagoas de contenção de resíduos da bauxita geradas pela fábrica de alumina, a matéria-prima do alumínio, que eram produzidas pelo Consórcio de Alumínio do Maranhão S/A (Alumar).

No texto do documento, o parlamentar peemedebista propõe a verificação in loco da situação dos reservatórios que ocupam área de 50 hectares em comunidades da zona rural da cidade.

Temos conhecimentos que já foram emitidas nove autorizações de supressão vegetal das terras que haviam ficado de fora da gleba Tibiri/Pedrinhas para que a Alumar construísse seus lagos artificiais depositários de resíduos industriais tóxicos e altamente tóxicos. Essa é uma situação preocupante, pois diante do rompimento das barragens de uma mineradora que causou grande destruição, na cidade de Mariana, em Minas Gerais, a criação de comissão externa para conhecer esses reservatórios de resíduos de bauxita tornou-se ainda mais necessária”, explicou Câmara, ressaltando que a intenção é discutir essa situação juntamente com todos os órgãos envolvidos.

Diante dos fatos que deram origem a tragédia na cidade mineira, a proposta do parlamentar peemedebista, recebeu emendas de outros vereadores.

Área para lagos de resíduos

Um dos reservatórios que ocupa área de 50 hectares na zona rural de São Luís foi instalado em setembro de 2005, com recursos da ordem de R$ 45 milhões e vida útil de seis anos.

Na época, esse tinha sido o quarto reservatório de resíduo de bauxita, gerado pela fábrica de alumina, a matéria-prima do alumínio que era produzido pelo Consórcio de Alumínio do Maranhão S/A (Alumar), formado pela Alcoa, Alcan, BHP Billiton e Abalco.

A Alumar tem uma área de 150 hectares para lagos de resíduos de bauxita.

Dois dos quatro lagos tiveram as áreas reflorestadas. Na área do primeiro reservatório, que começou a ser reabilitado em 1996, existem árvores com até 10 metros de altura.

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Fábio Câmara alerta para risco de inundação com lama também em SL…

Vereador revela que a Alumar já recebeu mais nove autorizações para construção de lagos artificiais de lama de minério, a mesma que inundou dois municípios de Minas Gerais

 

Um dos mares de lama da Alumar na região do Tibiri: risco ambiental

Um dos mares de lama da Alumar na região do Tibiri: risco ambiental

O vereador Fábio Câmara (PMDB) fez importante alerta sobre o risco de São Luís sofrer inundação por lama de minério nos moldes da que ocorreu em Bento Rodrigues e Mariana, em Minas Gerais.

FabioCamaraDe acordo com informações de ativistas ambientais, já foram emitidas nove autorizações de supressão vegetal das terras que haviam ficado de fora da gleba Tibiri-Pedrinhas – no caso da área industrial de São Luís – para que a Alumar construísse seus lagos artificiais depositários de resíduos industriais altamente tóxicos, alertou o parlamentar.

De acordo com Câmara, além de danos nos lençóis freáticos, a poluição pode prejudicar o Cinturão Hidrológico existente.

– O caso é tão grave que as fábricas de bebidas ao longo do Km-18/19 da BR-135 na região de Pedrinhas, que antes se orgulhavam da qualidade da água utilizada, já começaram a tratar previamente a água que utilizam – revelou.

Os rompimentos de barragens como o que ocorreu nos municípios mineiros não são novidade no Maranhão.

Em 2008, uma barragem rompeu-se em Gonçalves Dias, gerando inundação e destruição no município, fato, inclusive, recentemente tratado neste blog. (Releia aqui)

No caso das barragens de lama da Alumar, a Frente Comunitária da Gleba Tibiri-Pedrinhas e movimentos sociais, ainda ensaiaram uma visita a áreas destes lagos depositários dos resíduos produzidos pelo beneficiamento da bauxita, como mostra a foto acima.

Para debater o assunto, Fábio Câmara pretende realizar audiência pública e propor projeto de lei tornando obrigatória a contratação de seguro contra rompimento das barragens.

– O seguro deverá oferecer cobertura de danos físicos, inclusive morte, e prejuízos materiais às pessoas físicas e jurídicas domiciliadas em áreas afetadas por inundações (urbanas ou rurais habitadas ou utilizadas para quaisquer fins de natureza econômica, inclusive de subsistência) – concluiu Câmara.

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Alumar confirma demissões a deputados…

Os membros da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa estiveram hoje na sede da Alumar, e ouviram da diretoria explicações para as cerca de 650 demissões na empresa, em 2015.

– Fomos até a Alumar para ouvir os motivos que levaram a empresa a demitir os funcionários e saímos com as explicações das demissões que são inevitáveis, segundo a empresa. Mas também tivemos alguns encaminhamentos importantes para que possamos dentro do prazo de até dois anos mudar essa situação. Esperaremos uma reunião da diretoria para que eles possam trazer algumas iniciativas que possam reverter esse cenário – destacou Adriano Sarney (PV), presidente da comissão.

– Apesar da Alumar se mostrar irredutível na questão da demissão dos funcionários, a empresa sinaliza em retomar a produção da área desativada num curto espaço de tempo. E nosso foco é de intermediar junto ao Governo Federal e Estadual essa retomada e assim a recontratação dos trabalhadores – enfatizou o deputado petista Zé Inácio.

O Deputado Júnior Verde destacou o diálogo e o papel da Assembleia Legislativa em intermediar esse processo de demissões.

– A Assembleia sensível a problemática do desemprego, realmente se propôs a vim a Alumar, mas infelizmente essa decisão da empresa é uma situação de mercado e afeta os funcionários. Na nossa avaliação, enquanto parlamentares, cumprimos o nosso papel de lutar pelo interesse público. Fizemos alguns encaminhamentos como a criação de alternativas para que a Alumar possa desenvolver em parceria com o Sebrae não só a capacitação, mas também conseguir com que os funcionários demitidos possam ter alternativas de trabalho como a viabilização de pequenos negócios.

De acordo com o Diretor da Alumar, Ferraz, “essa situação da demissão foi condicionada pela questão do mercado global e os elevados custos operacionais tornaram a produção do metal inviável, mas estamos empenhados em manter o diálogo com nossos funcionários, o sindicato e a comunidade para minimizar o impacto dessa decisão. Essa atitude dos senhores deputados é algo louvável e merece nosso reconhecimento”.

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Em Washington, Roseana vai tratar da crise Alcoa/Alumar…

Roseana, ao lado de Dilma, no encontro com Obama

A govenadora Roseana Sarney (PMDB) chegou neste domingo à capital dos Estados Unidos, Washington.

Amanhã, ela participa da comitiva da presidente Dilma Rousseff (PT) que tem audiência com o presidente americano Barack Obama.

A comitiva brasileira fica em terras americanas até terça-feira, período em que Dilma tentará estreitar os laços políticos e econômicos com Tio Sam.

Pela postura mais à esquerda, embora de cunho democrática, o Brasil mantém relações diplomáticas contubardas com os EUA, que apenas se acentuaram com a chegada de Obama e de Dilma ao poder.

Na América, Roseana vai tentar, também, tratar da crise por que passa a Alcoa, controladora da Alumar, que produz alumínio no Maranhão.

A governadora tem encontros agendados com diplomatas e representantes comerciais americanos.

Ela volta ao Maranhão na quarta-feira…