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Campanha agressiva…

Flávio Dino usa suas baterias para atacar a ex-governadora Roseana Sarney, que ele vê como principal oponente, embora tente passar a ideia de eleição tranquila

 

Flávio Dino vê Roseana como sua principal oponente, usando sua mídia para desgastá-la

Por mais que tente afirmar que a eleição “será tranquila” e que não se importa com os adversários, o governador Flávio Dino (PCdoB) dá mostras a cada dia que se incomoda, de fato, com a candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) a quem vê – embora negue e os demais adversários se irritem – como principal oponente no processo que ora se inicia.

A mídia alinhada ao Palácio dos Leões, blogs, jornais, emissoras de rádios, fazem uma espécie de campanha antecipada contra Roseana, com ataques diários e ações de desconstrução da imagem, sobretudo no interior, onde a fiscalização eleitoral é menos efetiva – embora ela pareça invisível também na capital maranhense.

Em 2014, Flávio Dino aparelhou sindicatos, associações e partidos com militantes comunistas de todo o país. Este grupo, que veio bancado com recursos garantidos pelo PCdoB nacional – cuja Operação Lava Jato revelou que estava sendo financiado pelas quadrilhas que comandavam os principais postos no governo petista –está sendo recrutado novamente agora, com a mesma missão de quatro anos atrás.

O curioso é que muitos desses “dinistas” importados e remunerados ainda estão no Maranhão, muitos empregados na máquina comunista ou com empresas que prestam serviços ao governo e aos seus satélites.

E são eles que focam exatamente em Roseana. Sinal de que a campanha será tão agressiva quanto a de 2014.

Da coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão

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Sarneysistas e dinistas se unem contra Eduardo Braide na Assembleia…

Na tentativa de salvar o prefeito Edivaldo Júnior – e a própria política tradicional, a qual o candidato do PMN dá de ombros – parlamentares trazem à tona toda sorte de histórias envolvendo o colega

 

Adriano Sarney e seu PV estiveram com Eliziane e o PSDB no primeiro turno, não com Braide

Adriano Sarney e seu PV estiveram com Eliziane e o PSDB no primeiro turno, não com Braide

Quem viu a sessão desta terça-feira, 18, na Assembleia Legislativa, pôde ter um exemplo de como a classe política saiu do eixo com a inesperada chegada do deputado Eduardo Braide (PMN) ao segundo turno das eleições em São Luís.

De uma hora para outra, sarneysistas e dinistas se uniram num mesmo discurso anti-Braide, uma espécie de tentativa de salvar a campanha do prefeito Edivaldo Júnior (PDT).

O discurso do deputado Adriano Sarney (PV) revelando que Braide teria tentado o apoio do grupo Sarney, no primeiro turno,  foi a senha para que lideranças do governo Flavio Dino (PCdoB) – como o vice-presidente da Casa, Othelino Neto (PCdoB), e o secretário Bira do Pindaré (PSB) – também partissem para tentativas de desqualificar o candidato do PMN, que tem surpreendido a classe política e a imprensa com a postura de anti-candidato que conquistou corações e mentes em São Luís.

O próprio Eduardo Braide nunca negou que tivesse procurado as lideranças e o apoio de partidos do grupo Sarney, assim como também tentou buscar o apoio de legendas do grupo de Flávio Dino. 

Ocorre que nenhum deles deu apoio ao deputado.

Ocorre que o deputado saiu sozinho, apenas com seu pequeno PMN.

Apesar de seu PSB ter estado com Wellington, Bira esteve com Edivaldo desde o primeiro turno, ao lado de sarneysistas e dinistas

Apesar de seu PSB ter estado com Wellington, Bira esteve com Edivaldo desde o primeiro turno, ao lado de sarneysistas e dinistas

O PV, de Adriano Sarney, preferiu fazer coligação com a candidata do PPS, Eliziane Gama, juntamente com o PSDB de João Castelo e o Solidariedade, ligado a Flavio Dino.

Eliziane não foi ao segundo turno; quem foi, foi Braide.

O PSB, de Bira do Pindaré,  também não foi com Braide; preferiu o PP, de Waldir Maranhão, na campanha de Wellington do Curso (PP).

E Wellington também não foi ao segundo turno; quem foi, foi Braide.

O comunista Othelino Neto também está, com outros sarneysistas na campanha de Edivaldo

O comunista Othelino Neto também está, com outros sarneysistas na campanha de Edivaldo

E o PCdoB, de Othelino Neto e Flavio Dino, estavam na campanha de Edivaldo Júnior, juntamente com outros seis partidos saneysistas, e o PT, de Lula e Dilma.

Edivaldo não venceu em primeiro turno e teve que disputar um segundo turno com quem?!? Com Eduardo Braide.

Por isso,  agora, Eduardo Braide prefere não querer nenhuma liderança tradicional em seu palanque. Nem sarneysista, nem dinista.

E talvez por isso, sarneysistas e dinistas estejam se unindo para derrotá-lo e tentar salvar a campanha de Edivaldo.

Em nome exatamente da política tradicional.

Simples assim…

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A falta de adversário consistente para Castelo e Sarney…

 

Candidatos de Flávio Dino: inconsistentes

Do blog Ed Wilson (Com edição)

Já sabida por muitos, a eleição de 2012 em São Luís é um farol para 2014, quando estará em jogo o governo estadual.

Pensando nisso, Flávio Dino (PCdoB) montou um grupo de candidaturas para levar a disputa ao segundo turno e derrotar o prefeito João Castelo (PSDB). São elas: Eliziane Gama (PPS), Tadeu Palácio (PP), Roberto Rocha (PSB) e Edivaldo Holanda Junior (PTC).

A estratégia de Dino tem inspiração no ex-governador José Reinaldo (PSB), quando articulou três candidaturas para ganhar Roseana Sarney em 2006. E deu certo.

Diferente de Jackson Lago (PDT), que primeiro reelegeu-se em São Luís e preparou o terreno para chegar ao governo, Flavio Dino prefere ir direto ao Palácio dos Leões.

Para isso, pretende fazer o prefeito da capital.

Por enquanto, está combinado assim: o prefeito eleito em 2012 apoia Flavio Dino para governador em 2014. Porém, o histórico do quarteto dinista não é de fidelidade à causa da oposição.

Tadeu Palácio, que em 2008 apoiou Flávio Dino à Prefeitura no segundo turno, virou secretário de Turismo de Roseana Sarney (PMDB) em 2010 e alimentava o sonho de ser o candidato da oligarquia em 2012.

O tucano Roberto Rocha, agora no PSB, bamburrava de votos na era FHC e até outro dia era o inimigo público número um de Lula e do PT. Agora diz estar na base de Dilma.

Catelso e Washginton podem acabar polarizando a disputa

(…)

Espera-se que o deputado federal Edivaldo Holanda Junior (PTC) não seja feito à imagem e semelhança do pai Edivaldo, que se elegeu na chapa de Roseana Sarney em 2006 e logo depois virou líder do governo Jackson Lago (PDT) e até recentemente integrava a gestão de João Castelo (PSDB).

A deputada estadual Eliziane Gama (PPS) parece ser a mais afinada com o projeto de Flavio Dino, mas tem dificuldades em garantir a candidatura no seu partido, onde Paulo Matos manda e desmanda.

A questão da fidelidade é fogo. Flavio Dino montou um jogo e fez um atalho para chegar mais rápido ao Palácio dos Leões.

Mas qual garantia tem Dino?

Eleito Tadeu Palácio ou Edivaldo Holanda Junior, por exemplo, será mantido o pacto de unidade das oposições em 2014? Vão apoiar Flavio Dino ou vestir a pele de cordeiro sobre o Lobo(ao) de Sarney?

(…)

Um candidato consistente deve diferenciar-se na construção de uma proposta de cidade sustentável, baseada no reordenamento jurídico e administrativo de São Luís, com intervenções urbanas concretas, capazes de dar um novo direcionamento à política.

(…)

Sem um candidato consistente, preparado, afinado ideologicamente com o campo democrático-popular e com uma vontade real de mudar a cidade, Castelo ganha de novo.

E Sarney ganha de velho…
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Os dinistas da Assembléia Legislativa…

Dino com parte de sua bancada na Assembléia

A posse do novo presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), hoje, em Brasília, exibe mais uma vez a pequena bancada dinista na Assembléia Legislativa.

São cinco parlamentares, do PSB, PCdoB, PT e PPS, que se mostram claramente favoráveis ao projeto político-eleitoral do ex-deputado comunista.

Seja nas eleições de 2012, seja para o pleito de 2014.

E nesta com Eliziane Gama...

Todos eles estão em Brasília nesta quarta-feira, para a posse de Dino na Embratur.

São eles: Marcelo Tavares (PSB), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Cleide Coutinho (PSB), Bira do Pindatré (PT) e Eliziane Gama (PPS).

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Oportunismo ou jogo de cena? Marcelo Tavares e Bira do Pindaré na defesa de João Castelo…

Marcelo Tavares defende "o atraso"

Fala o líder da oposição na Assembléia Legislativa, Marcelo Tavares (PSB), no debate sobre o caos em São Luís:

 –  O Prefeito Castelo tem tido dificuldades em administrar São Luís, isso é notório pela falta de recursos que nós já conhecemos há muito tempo. Mas eu só queria dizer uma coisa, o grupo da governadora também tem igual ou maior responsabilidade do que o Prefeito Castelo de ajudar a fechar os buracos das ruas de São Luís. (?)

Bira segue caminho de Dutra e flerta com PSDB

Agora fala Bira do Pindaré (PT):

 – Eu concordo no reclame, que é muito bem vindo [o discurso crítico de Roberto Costa contra a administração municipal], mas que a gente também estendesse isso à Secretaria de Obras do Estado, porque é preciso ter uma atenção emergencial.

Marcelo Tavares é um dos principais aliados do comunista Flávio Dino e tem outro projeto de gestão para São Luís, que não contempla, na essência, o PSDB, tido por Dino como “exemplo do atraso”. 

A questão de Bira é dupla: além de ser aliado de Dino, pertence ao PT, principal adversário do PSDB – em Sao Luís, no Maranhão e no país.

Para os líderes governistas na Assembléia, Marcelo Tavares faz a média com o prefeito para tentar se reaproximar do PSDB – que deixou seu bloco e seguiu para um dos blocos governistas.

Já a postura de Bira do Pindaré é considerada por eles ingenuidade mesmo.

Coisa de inocente útil…