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A desimportância do PT para as eleições de 2020…

Sem quadros eleitorais consistentes e sem lideranças capazes de bater na mesa, partido de Lula sequer entra no debate sobre a sucessão em São Luís, mesmo com tempo de propaganda e fundo partidário

 

PT E SEUS QUADROS MAIS RELEVANTES DO ESTADO: pouca expressão política e contentamento com sobras de poder

O PT saiu das eleições de 2018 mantendo-se entre os principais partidos brasileiros, mesmo com todo o desgaste sofrido com os anos de bombardeio da operação Lava Jato.

Mantém-se como uma das maiores bancadas na Câmara, garantindo tempo na propaganda eleitoral e, sobretudo, fatia gorda dos fundos partidário e eleitoral.

Mesmo assim, no Maranhão, e sobretudo em São Luís, o partido do ex-presidente Lula segue sem a menor importância no contexto dos debates eleitorais majoritários.

Os petistas maranhenses são incapazes de gerar fatos relacionados às eleições municipais e sobre a sucessão do prefeito Edivaldo Júnior (PDT).

Sobretudo por não ter quadros qualificados para a disputa e muito menos lideranças capazes de bater na mesa de negociações.

O PT tem hoje um deputado federal, um deputado estadual e um vereador em São Luís.

Mesmo assim, sequer é lembrado como opção de poder ou até para mera composição de chapa.

Enquanto PDT, MDB, PSDB, PCdoB, PSB e DEM se movimentam fortemente com nomes prontos para a sucessão em São Luís, os petistas se acomodam com cargos de menor relevância no primeiro e segundo escalões da prefeitura e do governo.

E segue sendo uma sublegenda no estado, sem qualquer influência no processo eleitoral.

O que não deixa de ser lamentável…

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Allan Garcês descarta “guerra” com lideranças do PSL e diz que é vítima da esquerda no MA

Médico usou suas redes sociais nas últimas horas para diminuir o ímpeto dos críticos que  tentam colocá-lo contra a liderança de seu partido. Ele corre por fora para ser indicado como candidato em 2020.

Médico que compõe o governo Bolsonaro desmentiu qualquer desentendimento com a cúpula do seu partido

O médico e integrante do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Allan Garcês (PSL) usou as redes sociais para rechaçar qualquer tentativa de crise entre ele e as lideranças locais de seu partido. Em mensagem no Twitter, Garcês afirmou que “não existe guerra” com Chico Carvalho, líder do PSL e que respeitará o posicionamento do grupo sobre a corrida municipal em 2020. 

Segundo Allan, a tentativa de instaurar uma crise com o seu partido é fruto da esquerda maranhense. “Não existe “guerra”, existe uma necessidade ao diálogo e a unidade partidária. A Direita Política no Maranhão avança e tem tudo para ser forte, desde que haja UNIÃO e HUMILDADE para reconhecer que o velho modelo político precisa mudar…”, afirmou.

Há alguns dias, circula nos bastidores políticos a informação de que Allan Garcês – que não esconde de ninguém sua vontade de ser prefeito de São Luís a partir de 2021 – teria perdido terreno no partido para nomes como o de Samuel de Itapecuru (PSL) na corrida. De acordo com as lideranças do PSL, o caso vem sendo analisado internamente e, nos próximos meses, uma decisão será tomada.

A ver os próximos capítulos…

Allan Garcês descartou crise entre ele e seu partido

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Weverton Rocha dialoga com Edivaldo Jr e estreita relações entre Município e Governo Federal

Em pauta, demandas futuras para São Luís que podem ser articuladas por Weverton no Congresso a partir de fevereiro. Senador demonstra protagonismo nos bastidores, especialmente após as eleições de 2018.

Weverton, Ivaldo e Edivaldo Jr em encontro. Em pauta, avanços para São Luís e outros temas.

O senador eleito da República, Weverton Rocha (PDT), aproveitou o mês de recesso para, além de outras agendas, cumprir compromissos de trabalho. Ele esteve nesta sexta-feira (4) conversando com o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, aliado de partido, e com o secretário de Articulação do Município, Ivaldo Rodrigues. Em pauta, demandas futuras para São Luís que podem ser articuladas por Weverton no Congresso a partir de fevereiro. 

Além de manifestar apoio à atual gestão ludovicense, Weverton pontuou que o encontro também serviu para mostrar a coesão do partido. O senador, após as eleições do ano passado, ganhou ainda mais força política nos bastidores e começa a, dentre outros movimentos, liderar as discussões acerca da sucessão de Holandinha no Governo Municipal.

Outro que ganhou protagonismo nestes últimos atos foi Ivaldo Rodrigues. Ele não esconde sua vontade de se colocar à disposição do partido para a Prefeitura em 2020. 

Mas esta é uma outra história…

 

 

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“Tratar de sucessão da Prefeitura seria uma descortesia”, afirma Osmar Filho

Nome que desponta com um dos principais favoritos à sucessão de Holandinha desconversa sobre o assunto, mas deixa nas entrelinhas que o tema o seduz.

Como uma das principais lideranças pró-governo na Câmara dos Vereadores, Osmar tem o seu nome ventilado para a sucessão de Edivaldo

Um dos nomes de maior potencial que despontam para a sucessão municipal na capital em 2020, o vereador e presidente da Mesa Diretora da Câmara de São Luís, Osmar Filho (PDT), ainda desconversa ao tratar da eleição ao cargo no Executivo. Em entrevista na semana passada na Rádio Mirante AM, o pedetista pregou respeito ao atual prefeito, Edivaldo Holanda Júnior, e disse que está apenas “focado” em fazer uma boa gestão no Legislativo. 

Para Osmar, falar de sucessão seria uma descortesia. “Eu tenho evitado esse debate por uma simples razão: nós temos um prefeito que está  na metade do mandato e seria uma descortesia minha falar sobre a eleição. A minha prioridade agora é fazer um bom mandato”, disse.

Apesar da desconversa, o vereador escorregou no próprio discurso e admitiu que pensa no assunto. “E a eleição de 2020, acho que devemos tratar no momento oportuno, juntamente com o prefeito Edivaldo, com o governador Flávio Dino, pois essa discussão não pode ser feita de forma isolada. Eu me sinto feliz por ter o meu nome lembrado, mas vamos tratar deste assunto no momento oportuno dentro do nosso grupo, pois eu tenho um grupo político e devemos discutir o assunto no momento oportuno”, declarou.

Nos bastidores, as articulações fervem, conforme o blog publicou há alguns dias (leia aqui). Nomes começam a ser ventilados e a expectativa é para saber quem o atual gestor apoiará. 

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Qual o futuro político deles?!?

Com 30,07% dos votos, Roseana preserva o espólio eleitoral que o grupo Sarney mantém historicamente no Maranhão – e com os 28% em São Luís, crava nome na capital maranhense; o tucano Roberto Rocha terá que se reinventar para 2020 ou 2022

 

CAMINHOS DIVERSOS. Roseana mantém espólio do grupo Sarney; Roberto Rocha tem futuro político incerto

Enquanto a ex-prefeita Maura Jorge (PSL) já anunciou sua permanência no embate político – inclusive no segundo turno – o ex-candidatos Roseana Sarney (MDB) e Roberto Rocha (PSDB) ainda mantêm silêncio sobre o resultado das eleições.

Mas o resultado das urnas para eles pode acenar com novos projetos.

A princípio, o índice de 30,07% dos votos em Roseana podem parecer pouco para quem já foi quatro vezes governadora; ela, no entanto, preservou o patamar de votos do grupo Sarney, mesmo em uma campanha adversa.

Roseana teve nada menos que 28,03% dos votos em São Luís, preservando o mesmo patamar estadual sarneysista.

A situação de Roberto Rocha é mais complicada.

O senador tucano registrou apenas 64.446 votos, ou 2,05%, uma votação catastrófica para quem havia sido consagrado quatro anos antes.

Pior para Roberto: sua vaga no Senado em 2022 tende a ser disputada pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB), que estará concluindo o segundo mandato; ou por Roseana, que pode fazer essa opção tática.

De uma forma ou de outra, Roberto Rocha tem quatro anos para se consolidar como senador e buscar, ao menos, garantir uma eleição de deputado federal após concluir seu mandato.

A menos que queira concorrer com dois nomes bem mais robustos…

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Eles já estão de olho em 2020

Os candidatos Eliziane Gama, Eduardo Braide, Wellington do Curso e Fábio Câmara trabalham com o objetivo de garantir mandato, mas também com a perspectiva de manter a força eleitoral em São Luís como caminho para as eleições municipais

 

Eduardo Braide é candidato a deputado para fortalecer seu projeto de ser prefeito

A candidata a senadora Eliziane Gama (PPS), o candidato a deputado federal Eduardo Braide (PMN) e o candidatos a deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) e Fábio Câmara (PSL) têm um objetivo comum, apesar de concorrerem a cargos distintos.

Eliziane Gama pode ressurgir como opção em São Luís a partir do seu desempenho como candidata a senadora

Todos eles querem usar o desempenho em São Luís como recall nas eleições de 2020; por isso, precisam mostrar força eleitoral na capital que pretendem governar.

Wellington é um dos favoritos na disputa pela Assembleia Legislativa em São Luís

Para Eliziane Gama, independentemente de vencer a eleição de senadora, ficar em primeiro lugar em São Luís é fundamental para o projeto de voltar a concorrer à prefeitura.

O mesmo se dá em relação a Braide, que precisa liderar a corrida pela Câmara Federal para consolidar o recall de 2016 e fortalecer sua base para a disputa de 2020.

Fábio Câmara que reforçar a popularidade que tem em São Luís agora como candidato a deputado estadual

Candidatos a deputado estadual, Wellington e Fábio Câmara têm a eleição na capital como reforço para o projeto maior, o de 2020, quando pretendem voltar a disputar a sucessão do prefeito Edivaldo Júnior (PDT).

Por isso os olhos de todos estarão voltados para São Luís nestas eleições.

Independentemente do resultado geral no estado…

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Edivaldo Júnior não quer ser um novo Tadeu Palácio…

Prefeito sabe que, se não imprimir um ritmo de gestão com a sua cara, mostrando pulso para gerenciar e atitude de líder político, pode amargar o ostracismo a partir de 2020, quando deixar o posto no vazio entre dois pleitos

 

A imagem de insegurança perseguiu o prefeito no primeiro mandato

A imagem de insegurança perseguiu o prefeito no primeiro mandato

Pelo menos no discurso – não dele, mas dos aliados – o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) deve adotar nova postura político-administrativa em sua gestão a partir de janeiro.

Mais ágil, mais firme, mais presente, mais duro.

Fortemente desgastado nos primeiros quatro anos de gestão – a ponto de ser dado como morto político até antes de começar a campanha, que só venceu pelo uso ostensivo e exagerado da máquina administrativa – Holandinha quer mostrar a população uma mudança de perfil pessoal e profissional que lhe garanta estofo suficiente para seguir na vida pública a partir de 2020, quando encerra o segundo mandato.

O prefeito não disputará as eleições de 2018.

Ele próprio prometeu isso ao eleitor de São Luís durante a campanha, e mudar os planos no meio do mandato soaria como traição ao eleitor já desconfiado com sua insegurança. Além disso, nenhum posto em disputa daqui a dois anos tem tanta força para Edivaldo quanto o de prefeito da capital maranhense.

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Holandinha tutelado…

Edivaldo Júnior é assim mesmo…

Uma imagem com perfil mais firme, mostrando mais segurança, começou a ser exibida na sabatina O Estado, no segundo turno

Uma imagem mais firme, mostrando mais segurança, começou a ser exibida na sabatina O Estado, no segundo turno

Se não conseguir construir uma imagem sólida  de liderança política – o que não foi feito nos quatro anos sob a tutela do governador Flávio Dino (PCdoB), Edivaldo corre o risco de ser um novo Tadeu Palácio, o ex-prefeito que chegou a se reeleger, mas amargou o ostracismo após o fim do segundo mandato.

E é por isso que cada vez mais aliados pregam uma mudança de perfil no Edivaldo do segundo mandato em relação ao do primeiro.

Mais forte, mais ágil, mais firme, mais presente.

Ele próprio, no entanto, e não apenas seus aliados, precisa dar mostras de que está neste caminho.

E o primeiro passo é tomar o controle absoluto de sua gestão.

Afinal, 2020 é logo ali…