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Edivaldo Júnior aposta em ampliação de espaço com guerra entre Weverton e Brandão

Ex-prefeito de São Luís optou por não conversar sobre política e nem dar entrevistas, evitando entrar na polarização já formada entre os candidatos da chamada base de Flávio Dino, acreditando que, desta forma, crescerá em via própria

 

Edivaldo pretende manter-se distante das polêmicas, não dando entrevistas e falando diretamente com o eleitor no interior

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PSD), é o único dos pré-candidatos a governador que ainda não participou de nenhum canal de entrevistas ou rodas de conversas sobre as eleições de outubro.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, esta postura de Edivaldo tem explicação em sua própria estratégia de campanha.

Ele espera que a guerra já formada entre o senador Weverton Rocha (PDT), que lidera as pesquisas, e o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) – ambos candidatos da base do ex-governo Flávio Dino (PSB) – provoque desgastes nas duas candidaturas, o que, em sua análise, o favorecerá naturalmente.

Edivaldo evita dar entrevistas por que não pretende se meter na guerra fratricida da base dinista.

Sua estratégia é seguir reunindo lideranças no interior e falando diretamente para a população, sem polemizar na imprensa.

Até quando ele sustentará esta postura, só tempo dirá…

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Quem cala consente…

O secretário Aluísio Mendes não quis comentar as acusações do deputado Raimundo Cutrim (PSD) feitas hoje da tribuna da Assembleia Legislativa.

O Governo do Estado também não se pronunciou sobre as declarações do parlamentar, membro de sua base e ex-secretário de Segurança deste mesmo governo.

Sobre Aluísio, Cutrim disse tratar-se de um “moleque travestido de secretário”.

A acusação ao governo se dá quando o parlamentar diz que o depoimento de Jhonatan de Souza – acusando-o de ser o mandante do assassinato do jornalista Décio Sá – fora manipulado na secretaria.

É uma acusação a um dos auxiliares do governo, portanto, uma acusação ao próprio governo.

Na verdade, as acusações de Cutrim mereceriam, no mínimo, um contraponto de algum membro do governo na Assembleia. Mas a bancada governista ficou inerte, como que se concordasse com o colega deputado.

À exceção da deputada Graça Paz (PDT) – a única que, corretamente, ponderou com Cutrim, defendendo o trabalho da imprensa e pedindo cautela em relação às acusações à polícia – nenhum parlamentar disse absolutamnte nada que se contrapusesse ao deputado do PSD.

O mesmo silêncio que se vê em Aluísio Mendes e no governo. E ficar calado não adiantará nada.

Aliás, Aluísio tem sido acusado em várias frentes.

Suspeita-se, por exemplo, que a polícia agiu açodadamente ao prender o capitão Fábio Aurélio Capita com base apenas em um depoimento – e poderá soltá-lo, num mico que custará caríssimo ao cofres públicos. Também suspeita-se de proteção a setores da polícia em relação a desvio de armas e envolvimento de policiais com os criminosos do caso Décio.

Sobre Aluísio pesa também a acusação de que ele patrocine vazamentos dirigidos de depoimentos.

E o próprio Cutrim chama de armação do “moleque travestido de secretário” a acusação feita pelo assassino Jhonatan de Souza.

Mas Aluísio Mendes permanece em silêncio.

E quem cala, consente…

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Asembleia silencia sobre declaração de Hemetério…

Nenhum parlamentar ousou falar, hoje, das afirmações feitas, ontem, na tribuna da Casa pelo deputado Hemetério Weba (PV).

Referindo-se aos próprios colegas, Weba afirmou que “muita gente não aguentaria uma investigação nesta Casa”.

E dirgindo-se especificamente ao deputado Hélio Soares (PP), que presidia a sessão, foi ainda mais incisivo: “O senhor,deputado Hélio, agunetaria uma investigação da Polícia Federal?”.

Por muito menos, alguns deputados já foram denunciados à Comissão de Ética da Casa.

Mas a sessão acabou, o silêncio foi total e ninguém mais falou no assunto.

Governistas e oposicionistas preferiram calar-se diante das provocações.

E quem cala, consente…

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O silêncio passional da OAB…

Há uma luta renhida nos bastidores da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil motivada pela execução covarde do jornalista Décio Sá.

Advogados de postura mais pluralista e democrática tentam convencer a direção da entidade a divulgar nota oficial sobre o crime – aliás, como sempre foi praxe na OAB.

Mas enfrentam resistências de alguns diretores.

O único a já se manifestar foi o presidente Mário Macieira, mesmo assim, de forma pessoal, sem a chancela institucional, engessada pelos demais diretores.

A vice-presidente Valéria Lauande faz caras-e-bocas na frente da TV, mas não esconde, nos bastidores, a antipatia que nutria por Décio, autor de várias denúncias contra a Ordem.

Nas conversas com os colegas, os diretores chegam a lembrar a relação tumultuada com o jornalista, como se quisessem justificar o silêncio da OAB.

Um silêncio passional, covarde e cúmplice, diga-se de passagem…

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O estranho silêncio de Edivaldo Júnior…

Edivaldo Jr: absolutamente mudo sobre eleição

De todos os nomes já postos para a disputa eleitoral em São Luís, o deputado Edivaldo Holanda Júnior (PTC) é a figura mai enigmática.

Parlamentar de excelente oratória, boa articulação de bastidores e, sobretudo, bom de voto, ele se escondeu atrás do mandato desde que assumiu na Câmara Federal.

Apesar de discutido como opção em todos os grupos – de João Castelo (PSDB) a Roseana Sarney (PMDB); de Flávio Dino (PCdoB) a Roberto Rocha (PSB) – Edivaldo Júnior jamais deu qualquer entrevista sobre sucessão municipal aos jornalistas maranhenses.

Inclusive neste blog, as matérias relacionadas ao parlamentar eram sempre extraídas da agenda da Câmara ou copiadas de outros blogs – e nunca sobre o tema eleição.

É estranho que um pré-candidato com tanta força político-eleitoral continue escondido mesmo diante de tanta polêmica em torno do seu nome.

Mas é o estilo Edivaldo Holanda Júnior.

Que vai fugindo do debate, em absoluto silêncio público.

Deixando que outros falem por ele…