3

Eduardo Braide navegando em céu-de-brigadeiro…

Diante da violenta guerra entre os candidatos da base do governo Flávio Dino, favorito nas eleições de São Luís ganha tranquilidade para conduzir sua campanha, se dando ao luxo de resistir à pressão por alianças

 

Enquanto os adversários se matam em uma guerra autofágica, Eduardo Braide segue ocupando espaços nos movimentos sociais e religiosos; primeiro turno à vista

Se tinha o objetivo, com seu consórcio de candidatos, de tirar votos do deputado federal Eduardo Braide (Podemos), o governador Flávio Dino (PCdoB) pode ter dado um tiro no pé e facilitado a vitória do oposicionista em primeiro turno.

Os diversos candidatos dinistas resolveram entrar em uma violenta guerra autofágica, que acaba tirando votos deles próprios.

O deputado Duarte Júnior (PRB), por exemplo, que é o principal nome da base nas pesquisas, sofre um violento ataque dos próprios aliados, com o objetivo de tirar suas chances na disputa.

Outro com chances de chegar ao segundo turno, o também deputado Neto Evangelista (DEM), vem tendo a candidatura esvaziada para alimentar o projeto pessoal de Rubens Júnior (PCdoB), que não consegue decolar.

O mesmo ocorre com o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), cuja candidatura segue esquecida pelo Palácio.

E ainda tem o deputado estadual Dr. Yglésio (PROS) que resolveu nomear Duarte Júnior como seu adversário na disputa – com uma ou outra tentativa de bombardear Braide.

Enquanto eles se matam em bombardeios diários, o candidato do Podemos segue seu rumo.

E sem importunação, consegue, inclusive, adiar discussões sobre alianças com o senador Roberto Rocha (PSDB) e com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que pressionam pela indicação do vice.

O mata-mata entre os candidatos de Flávio Dino se completará com a eventual saída de Wellington do Curso da disputa, curiosamente também estimulada pelos dinistas.

Se isso se confirmar, Eduardo Braide só precisa encomendar o terno da posse.

É simples assim…

4

No fim das contas, Adriano é o único sem apoio de sarneysistas…

Remanescentes do grupo liderado por José Sarney se espalharam em candidaturas que vão do favorito Eduardo Braide até o comunista Rubens Pereira Júnior, mas nenhum, até agora, fechou com o neto do ex-presidente

 

Adriano é o primeiro sarneysista da história a entrar numa disputa em São Luís sem aliança com nenhum membro dos eu próprio grupo político

Tema obsoleto e já ultrapassado e sem sentido no Maranhão da era Flávio Dino (PCdoB), o debate sobre a presença de sarneysistas como candidatos – ou em apoio a candidatos – voltou à tona nesta campanha pela Prefeitura de São Luís.

E um fato curioso surgiu neste início de formação de alianças: legítimo representante do clã Sarney, o deputado estadual Adriano Sarney (PV) é o único dos nomes já postos à disputa que não tem – pelo menos até agora – apoio de nenhum representante do sarneysismo ou mesmo de ex-sarneysistas.

Sarneysista de quatro costados, Carioca do Povo é o principal destaque do DC no apoio ao comunista Rubens Júnior, afilhado de Flávio Dino

O apoio declarado do ex-vereador Carioca do Povo – aliado de primeira hora dos Sarney – ao comunista Rubens Pereira Júnior, afilhado de Flávio Dino, coloca sarneysistas também na candidatura do Palácio dos Leões.

Sem falar que Rubens – ele próprio um ex-sarneysista – já recebeu apoio também do deputado federal André Fufuca (PP), cujo pai, Fufuca Dantas, começou na política ao lado da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Há sarneysistas também, como Edilázio Júnior (PSD), na candidatura de Eduardo Braide (Podemos),  e outros, como Roberto Costa (MDB), a caminho da candidatura de Neto Evangelista (DEM).

Dr. Yglésio, por exemplo, está no Pros, comandando por ninguém menos que Gastão Vieira, um dos próceres do roseanismo.

Eduardo Braide recebeu o apoio de Edilázio Júnior, que tem laços não só políticos, mas familiares com o sarneysismo

Mas o próprio Adriano Sarney provoca o distanciamento do grupo que, mesmo esfacelado, ainda detém de 20% a 30% dos votos na capital maranhense.

Sua dificuldade de relacionamento o isolou na oposição desde que assumiu mandato na Assembleia Legislativa.

Além disso, decidiu, por vontade própria, suprimir o sobrenome Sarney do próprio nome parlamentar. (Entenda aqui e aqui)

É claro  que ainda há mais de cinco meses até o fim das convenções partidárias de agosto, quando Adriano pode ainda,m conseguir novas alianças para sua candidatura.

Se isso não ocorrer, porém, será a primeira vez que um candidato sarneysista irá para a disputa sem nenhum sarneysista em sua coligação.

Mas precisava ser exatamente o neto de Sarney?!?

3

“Vamos disputar poder, não marcar posição”, diz Weverton…

Em longa conversa com o titular do blog Marco Aurélio D’Eça, ainda antes do carnaval, senador maranhense estabeleceu que o seu partido, o PDT, vai para  sucessão do prefeito Edivaldo Júnior para chegar à vitória em São Luís

 

Weverton quer vencer as eleições de São Luís, não necessariamente apenas com um candidato do PDT; e a aposta é em Neto Evangelista

Em longa conversa telefônica com o titular do blog Marco Aurélio D’Eça, na quinta-feira, 20, antes do carnaval, o senador Weverton Rocha estabeleceu, pela primeira vez, as diretrizes do projeto do PDT para São Luís.

– Não temos porque marcar posição. É preciso disputar poder; e o PDT está pronto para a disputa – revelou Rocha, ao admitir, ainda que apenas nas entrelinhas, a aliança em torno do deputado estadual Neto Evangelista (DEM).

Dentro desta estratégia, o senador revelou que foi pela necessidade de disputar poder e ocupar espaços, que chegou a conversar com o presidente da Câmara Municipal, vereador Osmar Filho (PDT), ainda em dezembro, sobre a viabilidade de sua candidatura a prefeito.

Na avaliação de Weverton Rocha, Osmar teria condições de chegar à casa de 15%, 20% das intenções de votos. Mas para ele, isso seria marcar posição, o que não faz sentido na atual conjuntura política do estado.

Neste aspecto, ele entende que a candidatura de Evangelista é competitiva para chegar ao segundo turno e vencer, com a força e militância do PDT e dos aliados, o favoritismo de Eduardo Braide (Podemos).

Ao conversar com o titular deste blog, Weverton Rocha estava na estrada, a caminho do interior, onde o projeto do PDT para 2020 complementa o de São Luís.

– Nós vamos disputar poder em diversos outros municípios; em alguns, podemos não ganhar, mas,. aí sim, estaremos marcando posição, porque construiremos grupo para o pós-eleição – disse ele.

A estratégia pedetista inclui também gestos aos partidos aliados, como PCdoB.

Em Imperatriz, cita o senador, desde a primeira hora o PDT já anunciou apoio ao projeto do PCdoB, conversando com o secretário Clayton Noleto e com o deputado Marco Aurélio.

E assim se repetirá em vários municípios.

– Fizemos o gesto porque entendemos que assim se faz política. Estas alianças se repetirão em todo o estado – disse o senador.

Durante toda a conversa, mesmo sem citar claramente o projeto de 2022, Weverton Rocha deixou claro que as eleições estão vinculadas, com forte repercussão entre os dois pleitos.

E  mostrou claramente, também, que continua ativo na ação política…

3

Neto Evangelista prepara “rolo compressor” para depois do carnaval

Pré-candidato do DEM a prefeito de São Luís prepara articulação para botar seu bloco na rua e começar, de fato, a apresentar-se à população, juntamente com os aliados de outros partidos que comporão sua coligação

 

No momento, a agenda de Neto Evangelista ´voltada para as articulações de alianças, sobretudo com PDT e PTB; após o carnaval, virá o “rolo compressor”

O deputado Neto Evangelista (DEM) garantiu ao blog Marco Aurélio D’Eça, nesta quarta-feria, 19, que está se movimentando nos bastidores da pré-campanha eleitoral de São Luís.

E garante que vai intensificar o contato com o eleitor após o carnaval.

– Após o carnaval, vais ver o rolo compressor – garantiu o candidato do DEM 

Primeiro candidato a viabilizar-se partidariamente, ainda em 2019, Evangelista tem estado fora dois debates sobre a situação de São Luís. A decisão pode ser estratégica, uma vez que articula apoio do PDT, que tem a principal estrutura partidária na capital maranhense.

Embora não declarem oficialmente, as próprias lideranças do PDT já falam como fato consolidado da aliança com o DEM, o que deve ser confirmado no dai 28 de março.

Além do PDT, Evangelista trabalha também o apoio do PTB.

Com apoio do PDT, ele pretende intensificar as visitas aos bairros, levando, além do legado do partido ao longo das gestões como seu próprio projeto para a capital maranhense.

E assim, garantir presença em um eventual segundo turno…

1

“O momento é de costura”, diz Weverton, sobre eleições de São Luís…

Senador e presidente do PDT anuncia para o dia 28 de março a convenção estadual do partido, que deve definir os rumos eleitorais em 2020; e ele garante: “a partir daí começará o jogo de verdade”

 

Weverton Rocha quer mobilizar a militância para a convenção do PDT; e só a partir daí botar o bloco eleitoral nas ruas de São Luís

O senador Weverton Rocha, presidente regional do PDT anunciou para o dia 28 de março a convenção estadual que deverá definir os rumos do partido nas eleições de São Luís.

Rocha nega que tenha se afastado do debate na pré-campanha e diz que trabalha de acorco com o momento exigido pelo processo.

– O momento é de costura. Dia 28 de março faremos nossa convenção estadual do PDT- revelou o parlamentar.

O PDT vinha atuando em duas frentes até o final de 2019: uma com a possibilidade de lançar a candidatura própria do vereador Osmar Filho e a outra numa aliança com o deputado estadual Neto Evangelista (DEM).

Embora o senador não tenha confirmado oficialmente,m o mais provável é que prevaleça a segunda opção, com apoio pedetista ao candidato do DEM, o que deverá ser oficializado em março.

– E a partir daí, começará o jogo de verdade – afirmou Weverton Rocha…

2

Eduardo Braide pode reunir maior coligação em São Luís

Já fechado com o PSD e com o PMN, candidato do Podemos articula ainda o apoio de PL, Avante, PSL e PSDB, o que pode dar a ele aliança capaz de garantir a vitória ainda em primeiro turno

 

Eduardo Braide segue com forte apoio popular; e monta forte coligação que pode garantir a vitória em primeiro turno

Favorito nas eleições de outubro em São Luís, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) pode ter também uma das principais coligações, reunindo nada menos que sete partidos – e garantindo um dos maiores tempos na propaganda eleitoral.

Nesta segunda-feira, 17, o candidato fechou apoio do PSD; mas trabalha ainda aliança com PL, PSL, Avante e com o PSDB, o que garantiria uma das maiores coligações.

Para efeito de comparação, o secretário Rubens Pereira (PCdoB) tenta, até agora, conquistar o apoio do PP e do PT; Neto Evangelista (DEM), conversa com PDT e com o PTB, e Duarte Júnior (Republicanos) busca apoio do Cidadania.

Ao contrário de 2016 – quando entrou desacreditado na disputa e chegou, sozinho, ao segundo turno – Braide entra em 2020 como favorito e a bordo de uma forte coligação.

O que pode ser fundamental para uma eventual vitória em primeiro turno…

0

PT deve decidir em março candidato da legenda em São Luís..

As principais forças políticas do partido já decidiram que irão para a disputa com candidatura própria; concorrem à indicação o deputado estadual Zé Inácio, o vereador Honorato Fernandes e o secretário Lawrence Melo

 

Honorato, Zé Inácio e Lawrence vão disputar a indicação do PT em São Luís; candidatura própria tem o apoio de todas as correntes

As principais forças políticas do PT no Maranhão já decidiram que a legenda terá candidatura própria a prefeito de São Luís.

Falta apenas definir quem representará o partido.

A decisão está marcada para o mês de março.

Disputam a indicação do partido o deputado estadual Zé Inácio, o vereador Honorato Fernandes e o secretário Lawrence Melo.  

O vencedor envergará uma estrutura com um dos maiores tempos na propaganda de TV e um forte Fundo Eleitoral.

0

Braide quer vice do meio evangélico…

Candidato que lidera todas a pesquisas de intenção de votos quer consolidar sua aliança com o segmento religioso buscando um companheiro de chapa ligado às igrejas em São Luís

 

Ao lado de Pastor Gildenemyr, Braide já esteve com o presidente da Assembleia de Deus, pastor José Guimarães Coutinho

Favorito para vencer as eleições de São Luís ainda em primeiro turno, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) se movimenta para se consolidar, reforçando sua aliança com o segmento evangélico.

Braide é hoje o principal candidato no segmento das igrejas – sobretudo entre os líderes da Assembleia de Deus, a maior do estado – e entende que ter um vice indicado pelos pastores praticamente selaria sua eleição.

Para isso, ele trabalha articulado com o também deputado federal Pastor Gyldenemir, influente na Assembleia de Deus, embora ainda haja pressões do PSDB e do PL pela composição de chapa.

Representante do conselho político da AD, o pastor Fábio Leite declarou que Braide está hoje consolidado no segmento evangélico, e tem a simpatia de todas as lideranças da Assembleia de Deus. (Relembre aqui)

Ao lado de Gildenemyr, o candidato do Podemos já esteve com o pastor José Guimarães Coutinho, que lidera a Assembleia de Deus em São Luís. 

A articulação com os evangélicos irrita potenciais aliados interessados na vice.

Mas Braide, bem ao seu estilo, vai dando de ombros para as pressões…

0

A divergente performance de Evangelista no Data Ilha…

Instituto de pesquisa destoa da maioria dos outros ao apresentar – sempre, e não apenas agora – o candidato do DEM com índices bem abaixo dos registrados em levantamentos de Escutec e Econométrica, por exemplo

 

Neto Evangelista em campanha: forte engajamento popular que o Data Ilha não consegue achar em seus levantamentos

A situação do deputado Neto Evangelista (DEM) nas pesquisas do Instituto Data Ilha tem se transformado em um case para a análise eleitoral.

Pontuando sempre com índices entre 9% e 11% na maioria dos demais levantamentos – incluindo Escutec e Econométrica, por exemplo –  Evangelista nunca figurou acima de 5% nos números do Data Ilha.

E na última, divulgada quarta-feira, 5, aparece com apenas 3,8%, sem que tenha havido qualquer fato que justificasse uma queda tão substancial.

O blog Marco Aurélio D’Eça mostrou-se intrigado com os números do Data Ilha desde o ano passado; tanto que conversou com diretores de outros institutos sobre o assunto.

Embora tenham apontado questões de metodologia, esses pesquisadores também consideraram inusitado o percentual do candidato do DEM, sobretudo por nunca terem achado percentuais abaixo de 7%, dependendo do cenário.

O blog analisou os três últimos levantamentos realizados em São Luís, no período em que ainda não havia necessidade de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral.

Apenas um bateu com os do Data Ilha sobre Neto Evangelista.

Em Agosto de 2019, o instituto Prever – Pesquisas e Consultoria, apresentou Evangelista com 3,5% das intenções de votos, bem próximo dos 3,8% achados agora pelo Data Ilha. 

Já em outubro, o Instituto Escutec mostrou seus primeiros números e trouxe o candidato do DEM com 8,8%, praticamente o mesmo índice encontrado pela Econométrica dois meses depois. (Relembre aqui)

O curioso é que a divergência de números só ocorre exatamente com Neto Evangelista; todos os demais candidatos mantêm índices similares em todos os institutos. 

Sem dúvidas um caso para ser estudado por analistas e especialistas…

7

A difícil missão de Adriano Sarney…

A menos de 10 meses das eleições, deputado estadual não consegue agregar ao seu projeto de candidatura a prefeito nem mesmo partidos aliados ao seu grupo político; e pode deixar a disputa com cacife menor do que entrou

 

Lançado pelo PV desde novembro, Adriano Sarney não conseguiu até agora sinalização de apoio sequer dos partidos que compõem a base do seu grupo político

Faltando apenas 10 meses para as eleições de outubro, o pré-candidato do PV a prefeito de São Luís, deputado Adriano Sarney, vive um drama. 

Mesmo sem levar em consideração os números das pesquisas – e analisando apenas sob o aspecto das articulações político-partidárias – o parlamentar está em um patamar que pode diminuir seu cacife ao longo da campanha.

Adriano Sarney não conseguiu agregar nenhum dos partidos históricos da base do sarneysimo – como MDB e PSD –  e ainda teve que aturar o surgimento da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) nas pequisas, o que ofuscou seu próprio nome, forçando-o a uma declaração de que será candidato com ou sem a presença da tia.

Em alguns momentos, declarações como a sua – a exemplo do que ocorre também com outro oposicionista, Wellington do Curso, em relação ao PSDB – são acusações de golpes e sintomas de desespero político.

Além, do aspecto eleitoral, o neto do ex-presidente José Sarney isolou-se na Assembleia; e nem na tribuna consegue abrir debate sobre São Luís, o que, a essas alturas, seria fundamental para sua candidatura. 

Adriano Sarney tem até agosto para consolidar seu nome; mas precisa ter a consciência de que, se decidir concorrer de qualquer jeito, pode sair do pleito bem menor do que entrou. 

Mas pode desistir e levar o seu PV a uma aliança que aponte para futuro crescimento partidário sem personalismo.

O candidato tem seis meses para esta reflexão…