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Damares Alves receberá medalha do Mérito na Assembleia Legislativa…

Iniciativa é da deputada estadual Mical Damasceno (PTB), como reconhecimento ás ações da ministra de Direitos Humanos e Família do governo Jair Bolsonaro; solenidade marcada para o dia 24 de setembro

 

MICAL DAMASCENO ESTEVE COM DAMARES EM BRASÍLIA e decidiu homenageá-la com medalha da Assembleia Legislativa

Uma das mais polêmicas ministras do governo Jair Bolsonaro (PSL), a titular dos Direitos Humanos e Família, Damares Alves, estará em São Luís no dia 24 de setembro.

Ela vai receber a Medalha do Mérito Manuel Beckman, maior honraria da Assembleia Legislativa, concedida aos que atuaram de forma representativa pelo bem do Maranhão.

A medalha a Damares foi dada pela deputada Mical Damasceno (PTB), aliada do governo comunista de Flávio Dino e, ao mesmo tempo, aliada também do presidente Jair Bolsonaro.

A ministra, que é pastora evangélica, ficou conhecida por suas ações polêmicas na pasta dos Direitos Humanos, como a troca de membros do Conselho Nacional dos Direitos Humanos e pela frase “menina veste rosa e menino veste azul”. (Entenda aqui e aqui)

Para a solenidade foram convidados líderes religiosos, aliados de Jair Bolsonaro e representantes do governo Flávio Dino…

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Advogados denunciarão aluno da Ufma que ofendeu gays após vitória de Bolsonaro

Representantes do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero e o Coletivo de Assessoria Jurídica Popular e Feminista entregam representação contra Marcos Silveira nesta terça-feira, 30, ao Ministério Público

 

Um dos posts de Marcos Silveira: agressão a esquerdistas, gays e vítimas da tortura

Um grupo de advogados que atua em defesa da diversidade sexual  de gênero (Gadvs), e o coletivo de apoio jurídico feminista, vão denunciar nesta terça-feira, 30, o estudante de Química Marcos Silveira, da Universidade Federal do Maranhão (Ufma).

Logo após a vitória de Jair Bolsonaro para presidente da República, Silveira publicou postagens homofóbicas, sexistas e xenófobas nas redes sociais.

– Atenção, geral! Tá liberada a caça legal aos viadinhos – provocou o estudante, oferecendo uma caixa de cerveja por cada homossexual que visse “no chão”.

Em outra postagem, Marcos Silveira fez elogios ao coronel Brilhante Ustra, considerado um dos maiores torturadores da ditadura militar brasileira.

As publicações provocaram repulsa na comunidade acadêmica, e repercutiram fortemente em todo o país, gerando reações de protesto contra o estudante.

Ele chegou a apagar as agressões de seus perfis – e publicou um pedido formal de desculpas – mas só depois que seus ataques haviam se espalhado país a fora.

Marcos Silveira será denunciado criminalmente, e poderá responder por crimes de ódio, apologia à tortura e homofobia.

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O drama familiar de Cabo Campos…

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, parlamentar evangélico se vê às voltas com um debate envolvendo questões de gênero, orientação sexual e religião que perpassa a questão policial e deve ser visto também com um olhar do ponto de vista social

Cabo Campos, um mundo caído em três atos: o dele, o da mulher e o da filha…

Editorial

O deputado estadual evangélico Cabo Campos (PSC) viu, de uma hora para outra, seu mundo particular ruir como uma montanha de cartas.

Sua mulher, com quem vive há 26 anos, o denunciou por agressão continuada e teve o caso elevado à enésima potência na mídia e na Assembleia Legislativa.

Sua filha, tentando remediar a situação, expôs ainda mais a família, revelando a própria homossexualidade em um contexto impregnado de religião por todos os lados.

A casa caiu para o deputado, literalmente.

E, para completar, tudo isso ocorre às vésperas do Dia Internacional da Mulher.

A agressão à esposa – registrada na delegacia e já investigada em vários níveis – é um crime imperdoável, qualquer que seja a justificativa usada pelo deputado ou sua defesa.

Mas independentemente das questões policiais e de Justiça, é preciso entender que Cabo Campos e sua família vivem um drama sem precedentes nos meios políticos e midiáticos do Maranhão.

É preciso acompanhar tudo isso com os olhos que possam ver além do sensacionalismo, para além do linchamento social ou moral; e para além das questões de religião ou de gênero.

Cabo Campos cometeu um crime que precisa ser punido com exemplar medida, até pela posição social que ele ocupa.

Mas qualquer que seja o final da novela, nada vai reparar o desastre familiar que se viu após repercussão do escândalo.

E isso também precisa ser levado em conta…

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Sobre opressão e reação…

Incrível que até aparentes defensores da igualdade e da equidade critiquem a “forma agressiva” com que se tenta punir racistas e machistas de toda sorte; esquecem esses “coerentes e serenos” que ações de afirmação de gênero, de raça e de condição sexual – por mais duras que sejam – refletem apenas reação a um processo histórico opressor

 

O assédio é fruto do machismo arraigado na cultura brasileira; e o feminismo é só uma reação a isso

Editorial

Nos últimos dias, intensos debates sobre racismo, machismo, feminismo e homofobia surgiram nas redes sociais por fatos envolvendo pessoas famosas ou nem tanto assim.

E houve casos, inclusive, em São Luís.

Muita gente boa, aparentemente com boa formação, tem metido a colher nesta questão.

E é incrível que até aparentes defensores da equidade de gênero, da igualdade de raças e de condição sexual tentem pichar uma reação ao racismo e ao machismo com  as cores da “agressividade”.

Tudo o que se vê hoje contra o machismo, contra o racismo, contra a homofobia é uma reação, não uma ação.

As feministas que gritam nas ruas contra a opressão do “macho” estão em desabafo, espécie de catarse de um longo período de ações de tipos como estes ora em xeque – que assediam mulheres, humilham e oprimem as que não aceitam suas cantadas e manipulam para prejudicar quem resiste a eles.

Natural que a reação a estes tipos provoque uma histeria coletiva.

Mas ainda assim, essa aparente histeria é apenas reação a tudo o que estes tipos já fizeram em um longo processo histórico-cultural de um país ainda com viés primitivo.

Não são os negros que escolhem a segregação; e a reação deles a isso deve ser encarada apenas como reação

Qualquer violência do negro em relação à elite branca deve ser encarada como reação ao processo histórico de opressão.

Não se pode condenar um negro por odiar um branco. Este ódio não nasceu com ele, mas é fruto da reação a um processo histórico.

Da mesma forma, uma feminista que grita e agride um brucutu machista está apenas reagindo a ele.

Assim vale também para todos os exageros dos GLBT.

Qualquer exagero do movimento LGBT deve ser visto como efeito colateral de uma necessidade de afirmação

Gays, lésbicas, transexuais, transgêneros e todos os inúmeros tipos que definem a condição sexual – condição não é opção, deixe-se claro – podem até ser agressivos, violentos, grosseiros, provocadores… mas, ainda assim, estão apenas reagindo, não agindo.

O feminismo pode ser tão agressivo quanto o machismo. Mas é o machismo que está errado  precisa ser combatido, não o feminismo.

E é isso que intelectuais e pensadores precisam compreender.

Ou pelo menos deveriam ensinar…

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Levy Fidélix é condenado por homofobia…

Ao responder a questionamento sobre leis para o segmento LGBT, na campanha de 2014, candidato a presidente falou em “combater homossexuais” e disse que eles precisam ser atendidos “no plano psicológico”

Levy Fidélix: apenas um estúpido

A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo manteve a condenação do presidente do PRTB, Levy Fidelix, foi multado por ‘prática de discriminação homofóbica’. Fidelix deverá pagar R$ 25.070 por ter feito declarações homofóbicas durante debate das eleições de 2014.

A denúncia de discriminação homofóbica foi formulada pela Coordenação de Política para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, contra Levy Fidelix.

Durante o debate de 2014, a candidata Luciana Genro (PSOL) fez uma pergunta a Fidelix sobre suas políticas para a defesa dos direitos da chamada comunidade LGBT, de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, no caso de ser eleito.

Na resposta, o candidato do PRTB associou a homossexualidade à pedofilia e a doenças mentais e fez uma espécie de conclamação da maioria para o “enfrentamento” da minoria sexual.

– Aparelho excretor não reproduz. Como é que pode um pai de família, um avô, ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar – fez muito bem – do Vaticano um pedófilo – afirmou Fidélix

Ainda no debate, o candidato dom PRTB continuou com o discurso:

– Então, gente, vamos ter coragem. Nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer ‘sou pai, uma mãe, vovô’, e o mais importante é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá.

Fidélix responde a outros processos por agressões a LGBTs…

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O que é homofobia?!?

portopor Luiz Carlos Porto*, com ilustração do blog

Homofobia é um assunto polêmico, altamente delicado e que desperta muitas paixões. Quando colocado em pauta de discussão, normalmente são realçados dois extremos: paixões incendiadas ou silencio total. A pergunta que cabe aqui, é: por que não procuramos um equilíbrio civilizado que inclua direitos, deveres, liberdade de pensamento, liberdade religiosa e tolerância?

Antes de ir direto ao assunto quero esclarecer algumas questões que, certamente, vão nos ajudar nessa reflexão. Primeiro, veremos a origem e significado da palavra FOBIA. Esta palavra tem origem na palavra grega FOBOS, que significa medo, aversão, repulsa por alguma coisa ou lugar. Para ilustrar: CLAUSTROFOBIA é o medo extremo de lugares fechados e onde tem muitas pessoas; AGIROFOBIA é o medo de ruas ou cruzamentos de ruas; NICTOFOBIA é o medo de lugares escuros.

Na verdade, existem fobias para todos os gostos e situações.

Ninguém é imune a tudo. Sempre existirão circunstâncias que denunciarão alguma atitude de repulsa, de medo, de insegurança e até de preconceito. Então, diante de tantas fobias, encontramos a mais popular, discutida e uma das mais praticadas, que é a HOMOFOBIA. Certamente a fobia mais dificil de ser tratada, pelo fato de ser uma fobia social. Esta nada mais é do que a aversão e repulsa que algumas pessoas tem contra os homossexuais, lésbicas, travestis, transexuais.

Essa atitude preconceituosa é percebida quando a pessoa de orientação homossexual é vítima de chacota na escola, ou tem portas fechadas no mercado de trabalho, ou até mesmo violentadas fisicamente em nossas cidades – fato não muito incomum.

Os homossexuais são cidadãos do mesmo nível que os heterossexuais; eles são trabalhadores, são empresários, estudantes, estão no campo e na cidade, pagam impostos, tem família, etc. Ou seja: perante a lei devem ter os mesmos direitos e deveres. À eles, é assegurado por lei um convívio social cidadão.

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Mas a mesma lei que garante igualdade civil também garante a liberdade de pensamento e a liberdade religiosa.

Isso significa que todo cidadão pode expressar livremente suas idéias, seus pontos de vista, suas pressuposições sobre qualquer coisa, fatos, eventos desde que não gere problemas de segurança nacional ou fira a honra de alguém. Em nosso país todo pensamento e ideologia política tem guarida garantida por lei. Podemos concordar e podemos discordar. Podemos concordar com a política do governo, mas podemos discordar. Podemos concordar com a justiça, mas podemos também discordar. Sempre mantendo o respeito às leis e a honra das pessoas, somos livres para expressar nossos pensamentos.

Assim também acontece do ponto de vista religioso. Considerando que o Estado é laico, não religioso, sem religião oficial, o governo não pode legislar assuntos religiosos. Cada religião é soberana na sua doutrina, governo e liturgia. Mas a pratica religiosa não pode afrontar a segurança nacional nem a honra das pessoas estranhas àquela religião.

Ora, em toda religião existem coisas permitidas e coisas proibidas. Princípios de fé e princípios refutáveis. Um exemplo: o cristianismo bíblico crê na ressurreição, o espiritismo crê na reencarnação. Ambas doutrinas são excludentes. Ressurreição e reencarnação não andam juntas. O Estado vai se meter nesse negocio? Não! Cristãos e espíritas andam em pé de guerra? Absolutamente, não!

Por que? Porque é um principio de fé pessoal. Acredita e pratica quem quiser.

Sexuality

Quando o livre pensamento e a livre prática da fé religiosa entende e crê que sua doutrina de gênero não inclue o homossexualismo, isto é, compreende que isso não é uma pratica natural, daí vamos dizer que tais pessoas são homofóbicas? Em hipótese alguma! A Constituição Federal garante o livre pensamento e a livre expressão de fé.

A liberdade de expressão e a liberdade religiosa são coberturas para a homofobia? De jeito nenhum! HOMOFOBIA É CRIME. Nesse país todos são livres para expressarem sua sexualidade. A expressão de gênero não leva ninguém para a cadeia. E deve ser assim mesmo em qualquer sociedade democrática.

Lembrar nunca faz mal: o livre pensamento e a prática religiosa não devem atacar o caráter das pessoas, não devem fechar as portas de emprego e nem devem deixar de convidar o amigo homossexual para o aniversario do filho ou para a festa de natal.

A justiça tem que punir os preconceituosos, os agressores, os intolerantes. Mas não pode punir quem pensa diferente, quem crê diferente.

Nesse país é fácil encontrar atitudes homofóbicas. Mas também tem sido fácil lançar o rótulo de homofóbico em pessoas que pensam diferente e crêem diferente. Tudo tem o seu lugar. Com tolerância, mas sem negociar princípios, homossexuais e heterossexuais podem conviver pacificamente na sociedade.

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Afinal de contas, a instância julgadora é outra. O tribunal é outro. E todas as pessoas serão julgadas na eternidade pelo que fizeram ou deixaram de fazer.

Enquanto isso, na instância daqui, mesmo não concordando, respeitemos as decisões do nosso próximo, pois cada um é responsável pelos seus atos. Mas se alguém encontrar ouvidos para ouvir seu pensamento e a sua fé, aproveite a oportunidade.

Mas faça isso com amor e respeito pelo seu ouvinte.

*pastor presbiteriano; ex-vice-governador, atual vice-prefeito de imperatriz