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Esquema de emendas: vereadores falam de prisão, não confirmadas pelo MP

Mesmo entre os próprios membros da Câmara Municipal já é dado como certo que o Ministério Público pediu mandados de prisão contra quatro parlamentares, que estaria ainda sob análise da Justiça

 

AGENTES DO GAECO EM FRENTE AO ESCRITÓRIO QUE SERIA CENTRO DE OPERAÇÕES DO ESQUEMA DE DESVIO DE EMENDAS na Câmara Municipal de São Luís

Pelo menos quatro vereadores de São Luís já tiveram pedido de prisão apresentado à Justiça, por envolvimento no suposto esquema de desvio de emendas parlamentares investigado pelo Ministério Público.

O titular do blog Marco Aurélio D’Eça conversou com pelo menos três vereadores desde o início da “Operação Faz de Conta”, que expôs a investigação do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), revelado com exclusividade no próprio blog.

Dois deles garantiram: “há pedido de prisão para quatro vereadores.”

Deram, inclusive, os nomes, que o blog preserva porque não teve a confirmação da polícia ou do Ministério Público.

O blog Marco Aurélio D’Eça também ouviu dois promotores; um deles diretamente ligado à investigação.

– Não sei! – foi a resposta, seca, para a pergunta da prisão.

O outro membro do Ministério Público disse que iria apurar a existência do pedido de prisão, mas não deu resposta até o fechamento deste post.

O CLIMA É TENSO ENTRE OS VEREADORES E MUITOS JÁ FALAM ABERTAMENTE EM NOMES DE COLEGAS QUE TERIAM PEDIDO DE PRISÃO NA JUSTIÇA; todos temem novas operações policiais

Na tarde de terça-feira, 5, em novo contato com vereadores, este blog ouviu o nome de um quinto parlamentar também com pedido de prisão na Justiça.

O clima é extremamente tenso na Câmara Municipal desde que o Gaeco deflagrou a “Operação Faz de Conta”.

Sobretudo pelo fato de que ainda haverá novas etapas desta investigação.

É aguardar e conferir…

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Mulher de oficial denúncia “manobra pra levar para Pedrinhas” PMs envolvidos em contrabando…

Raquel Rangel, esposa do major Rangel, acusou Ministério Público Federal e o sistema de Segurança por uma trama que ela suspeita ter indícios de tentativa de queima-de-arquivo

 

Jefferson Portela ao falar da operação contra o contrabando: acusação de manipulação de depoimentos

A mulher de um dos policiais militares presos no caso envolvendo contrabando de cigarros e uísques, acusou ontem o sistema de Segurança Pública do Maranhão e o próprio Ministério Público Federal, “de tramarem levar todos para Pedrinhas”.

Segundo Raquel Rangel, esposa do major Rangel, a trama seria uma represália também ao fato de o soldado Fernando Paiva Moraes Júnior ter denunciado que fora coagido pelo secretário Jefferson Portela a acusar o deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB) de envolvimento com o caso.

– A gente teme a ida deles para Pedrinhas por que já ouvimos que lá, podem ocorrer rebeliões para dar fim aos acusados. Já acionamos nossos advogados, que também já falaram com o juiz – desabafou Raquel.

Além do major Rangel e do soldado Paiva, também seriam transferidos o coronel Frankalance e o soldado Joaquim.

As garantias legais aos militares – de aguardem em presídio militar o julgamento de seus crimes – são previstas nos artigos 295 e 296 da Constituição.

Este blog encaminhou ontem mesmo à assessoria do MPF no Maranhão os seguintes questionamentos:

 1 – Há algum pedido de prisão do MPF sobre o tema contrabando?

2 – Se houver, com base em que argumentos legais?!?

A assessoria respondeu  que encaminharia “a demanda aos procuradores”. Em seguida, a assessoria respondeu: “processo sigiloso e sob apreciação judicial, o MPF não vai se manifestar”.

As perguntas, portanto, continuam sem respostas…

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Acusados do caso Décio podem usar caso Bruno para buscar liberdade…

Além de Gláucio Alencar, o empresário Júnior Bolinha também está preso sem nunca ter sido julgado, argumento que foi usado a favor do goleiro, mesmo já tendo até condenação em primeira instância

 

Júnior Bolinha ainda está preso. Gláucio conseguiu liberdade na semana passada; julgamento sem previsão

A demora no julgamento do caso  Décio Sá pela justiça maranhense pode levar à soltura de todos os acusados ainda não julgados no caso.

O princípio é o mesmo usado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que mandou soltar o goleiro Bruno – mesmo já condenado em primeira instância – por causa da demora no julgamento do seu recurso.

Pela lei, ninguém pode ficar preso ad eternum, sem julgamento formal.

Décio Sá foi morto em abril de 2012, e os acusados estão presos desde junho daquele ano.

Apenas o assassino confesso Jhonatan de Sousa –  e seus comparsas na execução – tiveram julgamento e já estão condenados.

Dos demais acusados,  Fábio Capita, Fábio Bucheca e José Alencar Miranda aguardavam julgamento em liberdade. 

Apenas Gláucio Alencar e Júnior Bolinha permaneciam presos – há quase cinco anos – mesmo sem julgamento algum.

Nestes cinco anos, Alencar estava recebendo o mesmo tratamento de condenado – como regime diferenciado, segregação… – mesmo sem ter sido julgado em nenhuma instância.

Gláucio foi solto semana passada pelo Superior Tribunal de Justiça; agora, apenas Júnior Bolinha permanece preso.

Também sem qualquer pena a privar-lhe a liberdade…

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Vazamento pode ter atingido operação da PF contra vazamento…

Governo Flávio Dino está obrigado a dar os motivos da exoneração do ex-adjunto da Sejap, Danilo Santos, sob pena de botar em xeque investigação que levou blogueiros e funcionários públicos para a cadeia

 

Delegados falam da Operação Turing: vazamento?

A investigação Turing, da Polícia Federal, que levou à prisão blogueiros e servidores da própria Polícia Federal, nesta terça-feira, 21, foi deflagrada para coibir vazamentos de investigações da PF.

Mas a demissão de Danilo Santos Silva do cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Administração Penitenciária do governo Flávio Dino (PCdoB) levanta suspeitas de que possa ter havido vazamento na própria operação contra vazamento.

Danilo é apontado como o cabeça da organização criminosa desbaratada nesta quarta-feira,  foi exonerado da Sejap no dia 9 de março, segundo revelou o blog de Daniel Matos.

O mesmo blog de Daniel Matos destaca que a demissão do auxiliar de Flávio Dino se deu no mesmo período em que a PF montava a operação, com os encaminhamentos dos pedidos de prisão, de condução coercitiva e de busca e apreensão. (Leia aqui)

A decisão do juiz Magno Linhares, da 2ª Vara Federal atingiu 19 pessoas em São Luís.

Mas o cabeça da organização já estava devidamente exonerado do governo comunista… 

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Governo Flávio Dino demite adjunto 12 dias antes de ele ser preso pela PF…

Danilo dos Santos Silva era subsecretário da Secretaria de Administração Penitenciária e foi preso em operação que levou para a cadeia também blogueiros e servidores da própria Polícia Federal

 

O ato de demissão de Danilo: 12 dias antes da prisão

Um dos presos na operação Turing, da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira, 21 – Danilo dos Santos Silva – era adjunto da Secretaria de Administração Penitenciária até semana passada.

A informação foi dada em primeira mão no blog de Daniel Matos.

Ele foi preso junto com membros da própria Polícia Federal e blogueiros, acusado de compor uma organização criminosa formada para atrapalhar as investigações da PF.

As investigações começaram em 2015 e o governo Flávio Dino (PCdoB) exonerou Danilo no dia 9 de março, provavelmente por já ter informações sobre seu envolvimento na quadrilha.

Além dele, foram presos blogueiros conhecidos da cidade, acusados de usar as informações repassadas por Danilo e outros funcionários da Polícia Federal para extorquir empresários.

Abaixo, a lista dos envolvidos:

DANILO DOS SANTOS SILVA

LUIS ASSIS CARDOSO DA SILVA DE ALMEIDA

ANTONIO MARCELO RODRIGUES DA SILVA

LUIS PABLO CONCEIÇÃO ALMEIDA

HILTON FERREINR NETO

YURI DOS SANTOS ALMEIDA

MARCELO AUGUSTO GOMES VIEIRA

ANTONIO MARTINS FILHO

EZEQUIEL MARTINS DA CONCEIÇÃO

FABIANO LEITE CAMPOS

HERBETE LOPES DINIZ

CESÁRIO FERREIRA BRANDÃO JUNIOR

WILLIAN KAREY DE CASTRO

AJEJE JORGE SABBAKA

IRAN SOUSA VIDAL

IRAN SOUSA VIDAL FILHO

BRUNO ALFREDO RABELO MENDONÇA

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Folha de S. Paulo: conversas de peemedebistas não constituem “nenhuma prática criminal”…

Em editorial, jornalão paulista diz que as gravações obtidas – covardemente – pelo ex-senador Sérgio Machado –  são meros pontos de vista, que podem até merecer repúdio, mas que não oferecem fundamentação alguma para pedido de prisão

 

 

Os peemedebistas constrangidos por Rodrigo Janot: onde está o crime?

Os peemedebistas constrangidos por Rodrigo Janot: onde está o crime?

Em editorial publicado nesta quarta-feira, 8, o jornal Folha de S. Paulo desmonta a tentativa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot de constranger lideranças do PMDB e do Congresso Nacional com pedidos de prisão ao Supremo Tribunal Federal.

Para a Folha, Janot poderia até ter elementos para prisão do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – desde 2015, não só de agora –  mas falta substância argumentativa ao procurador para a prisão de Renan Calheiros (PMDB), José Sarney (PMDB-AP) e Romero Jucá (PMDB-RR).

– Bem menos clara, pelos dados de que se dispõe, é a fundamentação aparente para a prisão de Renan, Sarney e Jucá. As conhecidas gravações de suas conversas com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado não mostram, da parte de nenhum desses personagens, especial fervor no sentido de esclarecer o escândalo – afirma a Foilha, para completar:

– Caberá aos ministros do Supremo Tribunal Federal julgar se seu pedido tem fundamento real, ou se de fato se confirma a impressão de exagero que a iniciativa produz à primeira vista.

Leia aqui a íntegra do editorial da Folha…

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Novas prisões no caso Décio…

Gláucio e Miranda devem ganhar companhia

Não está descartada que, juntamente com pedido de prorrogação da prisão temporária dos envolvidos no assassinato do jornalista Décio Sá, a polícia também peça a prisão de novos personagens.

No que se viu dos depoimentos que acabaram vazando – alguns por interesse dos próprios acusados, para confundir a opinião pública – há vários outros envolvidos na história.

Alguns destes personagens participaram ativamente das tramas para a morte de Fábio Brasil e também de Décio Sá.

Outros, são parte integrante das quadrilhas de agiotas que assolam o Maranhão…

 

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Os cabeças do movimento…

Ivbaldo: comanda os grevistas em SL

Sete homens da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros estão com pedido de prisão preventiva sendo analisado pelo juiz audior militar Vicente de Paula Gomes.

A Força Nacional e o Exército já estão de prontidão para levá-los ao xadrez, caso a prisão seja decretada.

Melo é o braço do movimento em Imperatriz

Eles são apontados como cabeças do movimento grevista da PM e dos Bombeiros.

Melo está em Imperatriz, onde comanda o movimento. Os demais estariam todos em São Luís.

Veja a lista:

Ivaldo Alves Barbosa – Coronel PM

Francisco Melo da Silva – Coronel PM

Antonio Ferreira Brandão – Major PM

Raimundo Constâncio Castro – Sargento PM

Antonio Nascimento Santos Filho – Cabo bombeiro

Antonio Henrique Rios Leite – Soldado PM

Jean Marry Serejo Santana – Sargento bombeiro.

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Três ações em sequência…

Desembargador José Joaquim: três vezes acionado em recursos

No dia 12 de maio, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça condenou o prefeito de Apicun Açu, Cecé Monteiro, (PDT), a  5 anos de reclusão, em regime semi-aberto, mais 3 anos de detenção, além do afastamento do cargo.

Motivo: entre outras irregularidades, teria desviado R$ 157 mil dos cofres públicos municipais.

Na madrugada do dia 13, o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos cassou a decisão de afastamento de Monteiro. Não analisou se ele é culpado ou não. Decidiu revogar a decisão de uma Câmara simplesmente por que o processo não transitou em julgado.

O prefeito de Cururupu, José Francisco Pestana, foi afastado semana passada pela juiza da cidade, Lúcia Quadros.  Ele é acusado de atrasar o salário dos funcionários – useiro e vezeiro que é neste tipo de ação.

Na mesma sexta-feira de madrugada o mesmo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos determinou a suspensão da decisão da juíza.

Neste caso, o próprio Ministério Público já havia se posicionado contrário à decisão de 1º Grau, argumento usado pelo desembargador para derrubar a sentença.

Terça-feira, dia 10 de maio. O vice-presidente da Câmara Municipal de Tuntum, vereador Orleans Moreira Cruz, foi preso, acusado de participar de quadrilha de assaltantes que age na região.

O vereador é conhecido na prática de crimes, segundo denúncias da polícia, do Ministério Público e do próprio judiciário local.

Mais uma vez o caso acaba nas mãos do desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos – agora como plantonista do TJ de domingo. Ele alegou inconsistência no Mandado de Prisão Preventiva e decidiu revogá-lo, mandando soltar o vereador.

Desta vez, no entanto, os argumentos do desembargador não prosperaram: sua decisão foi revogada no dia seguinte pelo colega Raimundo Melo, que deixou claro:

 – A condução do processo deve ser deixada ao prudente arbítrio do magistrado, pois, a proximidade dos fatos e das provas lhe confere efetivamente a faculdade de ser quem melhor pode aferir a ocorrência de circunstâncias ensejadoras de determinadas medidas.

Simples assim…