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Opinião!!! Reaproximação de Brandão e Camarão pode inibir projeto eleitoral de Braide…

Prefeito de São Luís depende do racha entre governador e vice para renunciar ao mandato, mas a possibilidade de mudança no governo pode levá-lo a repensar a saída

 

MEIO-AMARGO, MAS AINDA PALATÁVEL. A retomada do diálogo entre Camarão e Brandão é um sinal de que tudo pode acontecer até abril

Opinião

A retomada das conversas entre o governador Carlos Brandão (sem partido) e o vice-governador Felipe Camarão (PT) – mesmo que em termos ainda ressentidos – tem forte influência política nesta etapa da campanha eleitoral de outubro; uma reaproximação entre os dois pode, inclusive, forçar mudanças de planos em outros candidatos.

  • um exemplo é o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que depende de um racha no governo para decidir se deixa ou não a prefeitura em abril;
  • a simples perspectiva de Felipe Camarão assumir o governo em abril no lugar de Brandão pode pesar na decisão do prefeito de sair da prefeitura.

As conversas entre Brandão e Camarão foram retomadas na virada de ano, após meses e meses de silêncio entre os dois. 

“Voltamos a ter pelo menos contato institucional, muito sereno”, confirmou Felipe Camarão a este blog Marco Aurélio d’Eça, o que foi noticiado na postagem “Brandão refaz proposta a Camarão, que rejeita…”.

  • líder nas pesquisas de intenção de votos, Braide vem crescendo exatamente no vácuo deixado pelo racha entre brandonistas e dinistas;
  • mas enfrentar um candidato a governador sentado na cadeira principal do Palácio dos Leões é diferente de encarar uma disputa entre iguais.

Este blog Marco Aurélio d’Eça conversou com jornalistas e diversas lideranças políticas brandonistas e dinistas no início da manhã da quarta-feira, 7 – muito antes de vazar a conversa entre governador e vice – quando expôs opinião sobre a disputa de outubro.

“Braide só não vira governador do Maranhão em uma situação: Felipe Camarão assumindo o governo. Mas a narrativa brandonista falha nesse ponto! Era preciso estimular a ideia de que Camarão vai assumir em abril e manter denúncias contra Braide. O desgaste na imagem e a possibilidade de Camarão assumir o governo podem levar Braide a repensar deixar a prefeitura. E não deixando a prefeitura, ele não vira governador, é simples”, foi a tônica da conversa deste blog com dinistas e brandonistas.

Ao longo do dia, alguns contrapontos surgiram a este pensamento, de lado a lado.

Até que veio a revelação da conversa entre Bandão e Camarão…

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Brandão refaz proposta a Camarão, que rejeita!!!

Governador e vice conversaram nesta quarta-feira, 7, sobre as eleições de 2026; foi pedida a renúncia do petista e a conversa não evoluiu a partir daí

 

CONVERSAS REABERTAS. Embora sem avanço, governador e vice, ao menos, voltaram a conversar sobre eleições

Após longo período de silêncio entre os dois, o governador Carlos Brandão (Sem partido) e o vice-governador Felipe Camarão (PT) voltaram a conversar nesta quarta-feira, 7, sobre a sucessão estadual. 

  • Carlos Brandão voltou a propor que Camarão renuncie à vice-governadoria;
  • apesar da negativa peremptória do vice, há portas abertas para novas conversas.

A conversa de governador e vice foi divulgada em primeira mão no blog do Luís Pablo, que informou ter ocorrido no Palácio dos Leões. (Leia aqui)

A este blog Marco Aurélio d’Eça, o chefe da casa Civil Sebastião Madeira confirmou a conversa, mas não soube informar se ocorreu em Palácio; Felipe Camarão, por sua vez, revelou que a conversa se deu “por troca de mensagens”. 

“A gente reabriu diálogo por mensagem. Voltamos a ter pelo menos contato institucional, muito sereno. Hoje recebi um contato mais direto, mais claro, mais incisivo, propondo eu renunciar. Mas não existe a menor hipótese de eu renunciar o mandato de vice-governador”, descartou o petista.

Embora a conversa não tenha evoluído, a reaproximação entre Brandão e Camarão reabre expectativas.

E deve marcar os próximos três meses políticos no Maranhão…

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Camarão faz espécie de contagem regressiva para renúncia de Brandão e Braide…

Petista lembra em suas redes sociais que faltam três meses para o governador e o prefeito de São Luís decidirem se deixam ou não os mandatos; e ressalta que, como vice, não precisa renunciar

 

VICE-GOVERNADOR ESTÁ PRONTO PARA 2026, já que não precisa deixar o mandato para disputar

O vice-governador Felipe Camarão iniciou neste domingo, 4, uma espécie de contagem regressiva para o prazo de desincompatibilização do governador Carlos Brandão (Sem partido) e do prefeito de São luís, Eduardo Braide (PSD).

Isso se ambos quiserem disputar as eleições de outubro.

“Hoje é dia 4/1/2026. Faltam exatos três meses para a data final de desincompatibilização. O que é isso? 4/4/2026: data final para que ocupantes de cargos públicos que pretendem concorrer renunciem ou peçam exoneração”, destacou ele, lembrando que a regra atinge ministros de estado, secretários, dirigentes de estatais, governadores e prefeitos.

  • no Maranhão, a regra vale para Brandão e para Braide;
  • Brandão pode concorrer a senador; Braide ao governo.

A renúncia dos dois gestores influencia diretamente no processo eleitoral maranhense, como este blog Marco Aurélio d’Eça já mostrou, ainda no ano passado, no post “Brandão e Braide têm a mesma data chave em abril de 2026…”.

“Tanto o governador quanto o prefeito de São Luís precisam decidir até a meia-noite do dia 4 de abril do ano que vem se deixam ou não o cargo para disputar as eleições”, lembrou o texto, publicado exatamente há um ano, em 7 de abril de 2025.

  • caso Brandão renuncie, Felipe Camarão assume automaticamente o governo;
  • com a posse de Felipe Camarão, Braide pode até repensar a candidatura.

“Só para lembrar: vice não precisa renunciar para disputar cargo algum”, destacou Felipe Camarão.

Sem precisar se afastar, o vice-governador pode disputar qualquer outro cargo, inclusive o de governador. 

Os próximos três meses serão, portanto, de fortes debates sobre desincompatibilização…

“Braide não renuncia ao cargo de prefeito”, afirma Miltinho Aragão…

Prefeito de São Mateus e ex-deputado estadual aposta que o gestor de São Luís ainda está no campo da incerteza por temer a obrigação de deixar o mandato na capital

 

AUTOR DE LIVROS SOBRE ELEIÇÕES, Miltinho Aragão põe dúvidas sobre a candidatura de Eduardo Braide em 2026

Repercute fortemente nas redes sociais em todo o Maranhão, desde o fim de semana, vídeo em que o prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão (PSB), faz um prognóstico pessimista sobre a possível candidatura do colega de São Luís, Eduardo Braide (PSD), nas eleições de 2026.

“Hoje eu arrisco dizer que Braide não renuncia ao cargo de prefeito de São Luís”, sentencia Aragão, avaliando que o prefeito teme  o período de seis meses fora do cargo, entre a renúncia e a eleição.

  • para ser candidato, Braide precisa deixar o cargo de prefeito até o dia 4 de abril;
  • depois, ele enfrenta as convenções, em julho, até chegar a eleição, em outubro.

Este blog Marco Aurélio d’Eça analisa desde o ano passado as questões envolvendo a candidatura do prefeito de São Luís.

Para ser candidato, por exemplo, ele tem que renunciar na mesma data que o governador Carlos Brandão (sem partido) precisa tomar uma decisão; este tema foi, inclusive, abordado no post “Brandão e Braide têm a mesma data-chave em 2026…”.

“Para ser candidato, ele tem que renunciar ao cargo no final de março, começo de abril. Não é licença, é renúncia”, explica Miltinho Aragão.

  • até agora, o prefeito de São Luís nunca se manifestou sobre as eleições de 2026;
  • o assunto é tratado apenas pelo seu irmão, o deptuado estadual Fernando Braide.

Quando alguém pergunta ao deputado sobre a candidatura do irmão, ele diz apenas que ainda é cedo para falar de eleição.]

mas basta alguém questionar as chances do prefeito que o deptuado começa a reforçar a candidatura…

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Por unidade do grupo, Lula quer desistência de Felipe e de Orleans…

Presidente deve receber o governador Carlos Brandão até outubro, já com a proposta de um terceiro nome que possa unificar a sua base eleitoral no Maranhão em 2026

 

PARALISAÇÃO DA CAMPANHA. Por Lula, Felipe e Orleans deixariam a disputa pelo governo, mas garantiriam eleição a qualquer outro cargo…

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve receber o governador Carlos Brandão (PSB) até outubro, e já tem a proposta a ser apresentada para reunificar sua base eleitoral e seu palanque no Maranhão.

  • Lula quer que Felipe Camarão (PT) e Orleans Brandão (MDB) desistam do governo;
  • o próprio presidente vai apresentar novos nomes que possam unificar sua base no MA.

“Eu acredito que em outubro a gente vai estar com todos os atores na mesa. Os líderes desta situação, para que a gente possa tentar aí começar a construir um entendimento”, revelou o senador Weverton Rocha (PDT), que trouxe o assunto a público, na semana passada. (Relembre aqui)

Segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça, a ideia de Lula, que já foi absorvida pela cúpula do PT nacional, é que Brandão renuncie ao mandato para disputar uma vaga no Senado Federal; o interesse de Lula em Brandão senador já foi revelada com exclusividade por este blog Marco Aurélio d’Eça, ainda em dezembro, no post “Você vai cometer um grande erro, disse Lula a Brandão…”.   

Mas Felipe Camarão teria também que renunciar à posse no governo, com a garantia de que teria apoio a qualquer candidatura na chapa governista.

  • por essa proposta, Orleans seria vice do candidato de consenso;
  • há a hipótese de Camarão vir a ser suplente do próprio Brandão.

A proposta de Lula gera uma questão vista ainda como complicadora para o futuro do grupo.

Com a renúncia conjunta de Brandão e Camarão, caberia à presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB), assumir o governo em abril de 2026, com prazo de 30 dias para convocar eleição indireta.

  • esse pleito indireto garantia a vitória do candidato de consenso de dinistas e brandonistas;
  • ainda segundo apurou este blog, o nome da própria Iracema está na lista de possibilidades.

A reação à informação de Weverton Rocha sobre esta reunião de Lula com Brandão – ou com Brandão e Camarão juntos, segundo a versão inicial – teve forte repercussão entre dinistas e brandonistas, como este blog Marco Aurélio d’Eça mostrou, no sábado, 13, com exclusividade, no post “Fala de Weverton sobre Lula divide opiniões entre dinistas e brandonistas…”.

Esta novas nuances da relação entre governo Brandão e sua ex-base tem sido vista, como “delírio” por muitos, sobretudo os que não estão diretamente envolvidos no embate político-eleitoral.

Mas todos os fatos importantes da política surgem primeiro como delírio de alguém.

E sempre acabam gerando uma realidade concreta…

A ladainha de Brandão e a cantilena de Camarão…

Enquanto o governador repete diariamente que vai ficar no mandato até o final, vice-governador responde que não renunciará em hipótese alguma; mas em quê um depende do outro?!?

 

JOGO DE EMPURRA. Brandão insiste que ficará até o final o mandato; Camarão responde que não renunciará ao seu mandato

Ensaio

Virou um jogo de empurra os recados diários do governador Carlos Brandão (PSB) ao seu vice, Felipe Camarão (PT); e as respostas diretas do petista a ele.

  • Sem necessidade, Brandão diz diariamente que ficará no cargo até dezembro de 2026 e elegerá seu sucessor;
  • em resposta, Camarão deixa claro dia e noite que não renunciará em hipótese alguma durante a campanha.

Ao reafirmar toda hora que não renunciará ao seu mandato, Brandão parece querer convencer Camarão a repensar seu projeto eleitoral de 2026, como já mostrou este blog Marco Aurélio d’Eça no post “‘Vou ficar no governo até o fim’, crava Brandão, definitivamente…”.

Este “definitivamente” é apenas uma licença poética deste blog, por que o governador já havia dito a mesma coisa aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui.

Mas por que tentar convencer Camarão se ele não precisa fazer nenhum movimento para disputar qualquer cargo em 2026, inclusive o de governador?!?

O jogo é de bastidores.

  • Brandão sonha, na verdade, em poder fazer barba, cabelo e bigode elegendo o sucessor e elegendo-se senador;
  • mas esta hipótese só pode ocorrer, aí sim, se o vice for convencido a renunciar no mesmo dia que o governador.

Por isso a pressão diária em dizer que o vice-governador está  fora do jogo, que ele estará “morto” se ficar no cargo e que ele não tem chance alguma de se eleger a nada sem o apoio do Palácio dos Leões. 

A tradução de tudo é básica:

  • Brandão vai continuar a dizer que não renunciará ao mandato e que elegerá seu sucessor;
  • Felipe Camarão responderá que continuará no mandato, mesmo disputando qualquer outro.

Mas o que Brandão quer é ser candidato a senador com o apoio do governo; e Camarão, por sua vez, quer ser candidato a governador sentado na cadeira principal do Palácio dos Leões.

Quem dobrará quem, só em abril para se saber.

É simples assim…

Brandão oferece vaga de deputado federal a Camarão; vice diz que não renunciará…

Convicto de sua eleição garantida ao Senado, governador tentou demover o companheiro de chapa de continuar no mandato, mas recebeu negativa, sob argumento de que não pode confiar em quem não confia nele

 

CADA UM POR SI. Brandão quer se eleger senador; Felipe quer ser governador. A falta de confiança, porém, impede reaproximação

O governador Carlos Brandão (PSB) fez uma última tentativa de convencer o vice-governador Felipe Camarão (PT) a renunciar ao mandato, junto com ele, em abril de 2026; a renúncia de Camarão garantiria a Brandão a condição de disputar o Senado tendo um aliado no comando do estado.

  • sem o vice, quem assumiria o governo seria a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB);
  • no cargo, a deputada teria 30 dias para convocar eleição indireta, na qual ela mesma poderia disputar;
  • nesse caso, Iracema concorreria ao governo, provavelmente com Orleans Brandão (MDB) na chapa.
  • haveria a opção de Iracema ficar no governo e apoiar Orleans, sacrificando o seu futuro político.

“Se eu não sou confiável pra apoiar o governador para o Senado por que confiaria em ele me apoiar comigo fora do governo?!?”, foi a resposta dada por Felipe Camarão, segundo este blog Marco Aurélio d’Eça confirmou com fontes ligadas tanto ao vice-governador quanto ao governador.

NO CARGO, ATÉ O FIM. Felipe Camarão fala sobre as regras da sucessão estadual e diz que fica no cargo

Nesta segunda-feira, 21 – provavelmente após a recusa do vice – o governador voltou a indicar que ficará no mandato até o final e elegerá o sucessor; o vice-governador, por usa vez, postou vídeo em que explica as regras da sucessão e da inelegibilidade, indicando que não renunciará ao mandato.

Os movimentos de Brandão e de Camarão mostram, apesar da guerra dura entre dinistas e brandonistas, ainda há, no horizonte, perspectivas de realinhamento, de lado a lado; Ainda que em condições cada vez mais hostis.

E com perspectivas cada vez mais remotas…

De como Braide caminha para não ser candidato…

Conjunção de fatores externos e internos devem levar o prefeito de São Luís a repensar sua presença na sucessão estadual onde ele entrou mudo e deve sair calado

 

EMPECILHO DOMÉSTICO. Braide lidera nas pesquisas, mas há quem diga que a vice-prefeita seria um entrave à sua candidatura ao governo

Editorial

Os números da Vox Brasil que apresentam queda em seus índices de intenção de votos não são, nem de longe o fator essencial para se cravar, neste momento específico, que o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) dificilmente entrará na disputa pelo Governo do Estado em 2026.

Alguns senões já são conhecidos da classe política e da imprensa: sua dificuldade de relação com a classe política, a falta de uma aliança partidária consistente e inexistência de base aliada no interior.

O prefeito, porém, ressente-se de questões mais consistentes para fazê-lo repensar a candidatura:

  • primeiro, que ele não tem garantia de apoio de sua vice, Esmênia Miranda (PSD), caso decida deixar a prefeitura em abril de 2026;
  • segundo, que o governo Carlos Brandão (PSB) tem mostrado um poderio “bélico” capaz de intimidar qualquer candidato no estado.

Há quem especule uma aliança entre Braide e o chamado grupo dinista, o que levou este blog Marco Aurélio d’Eça à pergunta: “Mas Braide vai querer?!?”.  

O nome de Eduardo Braide tem sido ventilado como pré-candidato a governador desde o resultado das eleições de 2024; e desde essa época, a imprensa – este blog Marco Aurélio d’Eça incluído – tem ouvido falar de uma certa mágoa da família da vice, que não garante o apoio à nova aventura eleitoral do prefeito.

  • Braide nunca disse que é candidato, mas estimulou aliados e até adversários a mantê-lo no jogo da sucessão, o que lhe garantiu mídia e presença nas pesquisas;
  • Mas, se num primeiro momento, o silêncio serviu para estimular eleitores – o que lhe pôs à frente nas pesquisas – também começou a jogar contra, diante da indefinição.

E isso começa a se refletir em queda nas pesquisas.

Faltam ainda nove meses até que Braide precise decidir se renuncia ao mandato de prefeito ou abre mão da disputa pelo Governo do Estado. Pelo andar da carruagem, porém, a tendência é que continue tudo do jeito que está hoje.

Ele entrou mudo no processo; e sairá calado…

Crescem especulações sobre Braide fora da disputa em 2026…

Não apenas adversários, mas os próprios aliados do prefeito de São Luís insistem, em conversas de bastidores, que ele deverá recuar de entrar na disputa pela sucessão do governador Carlos Brandão

 

RISCOS DA RENÚNCIA. Com a perda de aliados, como Aluisio Mendes, e a perspectiva de ficar sem mandato, Braide pode repensar disputa de 2026

Pensata

Duas lideranças políticas maranhenses expuseram nos últimos dias impressões pessoais sobre a possibilidade de o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) não disputar o Governo do Estado em 2026.

“Nada contra o Braide. Ele nem sequer é pré-candidato. Foi eleito para ser prefeito e é isso que a população espera dele. Mas cada um faz sua escolha política”, declarou Iracema Vale. (Veja aqui)

São dois adversários falando de um possível oponente, o que justificaria o posicionamento crítico e contrário a ele; mas o problema é que a impressão de que Braide não pretende disputar o governo tem sido evidenciada pelos seus próprios – e poucos – aliados.

Este blog Marco Aurélio d’Eça publicou em 7 de abril o post “Brandão e Braide têm a mesma data-chave em abril de 2026…”. O texto mostra que, para ser candidato a governador, o prefeito precisa tomar uma decisão tão difícil quanto a de Brandão.

  • o prefeito precisa abrir mão de dois anos de mandato na Prefeitura de São Luís;
  • se perder, ficará ao menos quatro anos sem poder disputar eleições majoritárias.

“Favorito nas pesquisas de intenção de votos, com forte aceitação popular em São Luís e agora controlador do próprio partido, prefeito de São Luís ainda depende da decisão do governador Carlos Brandão para ser candidato”, destaca o post, citando outro, sobre o mesmo tema, intitulado “O paradoxo de Eduardo Braide…”.

O prefeito de São Luís lidera as pesquisas de intenção de votos e já tem capilaridade em todo o Maranhão.

Mas, à medida que se aproxima a hora da decisão, ele mede cada vez mais o tamanho dos desafios.

Talvez por isso, os aliados duvidem de sua entrada na disputa…

Nova decisão do STF torna inútil eventual renúncia de Josimar e Pastor Gil

Mesmo que os deputados maranhenses decidam abrir mão dos mandatos na Câmara Federal, o foro para julgá-los por corrupção na venda de emendas continuará sendo a Corte Suprema

 

NADA MUDA COM RENÚNCIA. Pastor Gil e Josimar Maranhãozinho vão ter que esperar até a decisão final do STF

Análise da notícia

Na noite do sábado, 8, o titular deste blog Marco Aurélio d’Eça recebeu uma ligação do interior maranhense sugerindo apurar a seguinte questão: “os deputados maranhenses Josimar Maranhãozinho e Pastor Gildenemyr (ambos do PL) estariam se preparando para renunciar aos mandatos”.

Dede então, este blog conversou com diversos advogados e lideranças políticas – aliadas e adversárias dos dois parlamentares – por que a eventual renuncia teria dois efeitos imediatos:

  • 1 – Renunciando, tanto Josimar quanto pastor Gil preservariam seus direitos políticos nas eleições de 2026;
  • 2 – ao renunciar, a ação contra eles no Supremo Tribunal Federal seria rebaixada para a primeira instância.

Mas esta situação mudou exatamente nesta terça-feira, 11, com a nova decisão do STF, de manter a prerrogativa de foro mesmo quando deputados, senadores ou outros ocupantes de cargos públicos percam ou renunciem a eles. (Entenda aqui)

“Em qualquer hipótese de foro por prerrogativa de função, não haverá alteração de competência com a investidura em outro cargo público ou sua perda, prevalecendo o foro cabível no momento da instauração da investigação”, defendeu o ministro Flávio Dino ao votar pela nova interpretação do Supremo, em julgamento nesta tarde.

Dino já havia votado, também hoje, para tornar Josimar e Pastor Gil réus no processo que investiga a venda de emendas parlamentares, garantindo a unanimidade da Primeira Turma do STF.

  • Na prática, o que decidiu o STF?!?

Mesmo que Josimar e Pastor Gil decidam renunciar, eles continuarão  a responder ao processo no Supremo Tribunal Federal e não em uma vara da Justiça Federal no Maranhão.

A renúncia dos dois deputados tornou-se, portanto, inútil neste momento…