0

Flávio Dino obriga aliados de Brandão na imprensa a blindá-lo de críticas

Emissoras de TV, rádios, jornais, portais de notícias, jornalistas e blogueiros alinhados ao Palácio dos Leões são proibidos de tratar assuntos críticos ao ex-governador, como a pobreza do Maranhão, aumento de impostos e autoritarismo comunista

 

Flávio Dino apontou o dedo e decidiu: quem quiser trabalhar pra Brandão na imprensa tem que fazer graça também para ele

Acuado pelo crescimento da Frente Ampla em torno do senador Roberto Rocha (PSB), o ex-governador Flávio Dino (PSB) decidiu exigir do seu sucessor, Carlos Brandão (PSB), blindagem contra críticas ao seu governo.

Assuntos como o aumento da pobreza nos sete anos de mandato comunista, o aumento de impostos e o autoritarismo que rachou a base governista são proibidos nas emissoras de TV, jornais, rádios, e por jornalistas e blogueiros em suas páginas pessoais.

Quem acompanha o noticiário pôde perceber uma mudança editorial em blogs antes críticos ao governo Flávio Dino; foi uma exigência dele a quem quisesse estar alinhado – politica e financeiramente – à campanha de Brandão.

A princípio, não haveria problema algum na exigência de Dino, afinal, a maior parte da mídia já tinha alinhamento natural ao seu governo; o problema é que, neste controle, entraram também a parte da chamada imprensa sarneysista e alguns ditos independentes, muitos deles hostilizados, atacados e processados pelo comunista nos sete anos de mandato.

Para patrulhar a imprensa controlada pelo Palácio – a dinista, a sarneysista e os independentes – foi escalado o secretário de Comunicação Ricardo Capelli, espécie de cão-de-guarda de Dino no governo Brandão.

Capelli exige sem piedade daqueles que recebem do Palácio dos Leões. 

Algumas das pautas são construídas na própria campanha de Brandão, com textos prontos encaminhados aos veículos de imprensa.

O problema é que o clima de patrulhamento e exigências têm gerado insatisfações e corpo mole de jornalistas de linha mais crítica.

E o governo Brandão não avança, mesmo com a maior parte da mídia a seu favor…

1

Após pressão, governo Brandão cancela licitação milionária de bonés e camisetas

Claramente suspeita de estar direcionada para fins eleitoreiros, concorrência de quase R$ 12 milhões chegou a ser defendida em nota da Secretaria de Comunicação

 

Claramente suspeita de estar direcionada à campanha de Brandão, licitação da Secom para compra de bonés e camisetas, foi cancelada após pressão da imprensa livre

A Secretaria de Comunicação do governo Carlos Brandão (PSB) anunciou nesta sexta-feira, 20, cancelamento de licitação no valor de quase R$ 12 milhões para compra de bonés e camisetas.

A compra foi denunciada desde o início da semana, por clara suspeita de que poderia ser usada para beneficiar a campanha do governador-tampão.

Realizada pela Secom, a compra de camisetas e bonés em ano eleitoral – além de materiais gráficos – chamou a atenção da imprensa não-alinhada ao Palácio dos Leões, que começou a levantar suspeitas de uso eleitoreiro – e descarado – do dinheiro público em campanha eleitoral.

O chefe da Secom, Ricardo Capelli – homem de confiança do ex-governador Flávio Dino (PSB) – chegou a justificar, em nota, que a compra atendia a necessidades dos programas e eventos do governo.

Hoje, no entanto, Capelli não aguentou a pressão – e os riscos de levar a uma eventual cassação da candidatura de Brandão – e recuou, anunciando o cancelamento da licitação.

Uma bela vitória da parte da imprensa ainda livre no Maranhão…

1

Dr. Yglésio culpa Capelli por rompimento de Weverton e perda do apoio de Josimar a Brandão

Deputado estadual do PSB chama o chefe da Comunicação do governo-tampão – homem de confiança do próprio ex-governador – de “oligofrênico que faz política de DCE”; e pede o afastamento do desafeto

 

Homem de confiança de Flávio Dino, Ricardo Capelli é visto por dez entre dez políticos como um problema a atrapalhar o governador-tampão Carlos Brandão

As reações à declaração do senador Weverton Rocha (PDT) – de que seu grupo não votará mais no ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado – ainda repercute intensamente nas redes sociais, em blogs e entre a classe política.

Pancada em cheio no Palácio dos Leões, o reposicionamento do senador é visto como consequência da postura beligerante e agressiva encarnada pelo secretário de Comunicação Ricardo Capelli, homem de confiança do ex-governador Flávio Dino e espécie de cão-de-guarda do governador-tampão Carlos Brandão (PSB).

– Tem algo estranho; queremos alianças, mas quem era para comunicar e ser uma ponte boa de diálogo “tem mais o que fazer”. tem mesmo: passar o dia todo sendo chato, brigando no Twitter, chamando os outros para marchar – acusou o deputado estadual Dr. Yglésio (PSB), aliado de Brandão e ele próprio um dos alvos de Capelli.

Para Yglésio, o “pitbull albino das laranjeiras” é responsável pelo rompimento de Weverton e atrapalha, também, as negociações de aliança entre Brandão e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL).

As manifestações de Dr. Yglésio na internet; deputado não é o único político a ter essas impressões negativas do chefe da comunicação de Carlos Brandão

Yglésio não é o único membro da classe política a comentar e repercutir a decisão de Weverton de não mais votar em Dino.

E todas posições são, no mínimo, de culpa ao próprio Palácio dos Leões; não há, nem mesmo entre os aliados do Palácio dos Leões, quem veja pontos negativos na decisão do senador pedetista.

Para a classe política, a nova postura de Weverton vai encorpar sua campanha e garanti-lo no segundo turno.

E esse foi apenas o primeiro de uma série de fatos políticos envolvendo o senador nas próximas semanas.

Mas esta é uma outra história…

9

Declaração de Weverton contra Flávio Dino repercute – positivamente – em todo o MA

Catarse coletiva, que parecia refreada pela circunstâncias políticas, explodiu em São Luís e no interior na tarde desta sexta-feira, 29, após o senador do PDT afirmar, finalmente, que o seu grupo não votará no ex-governador comunista para o Senado

 

Um decidiu largar a mão do outro: após sucessivos ataques, Weverton decidiu que não vai mais pedir votos para Flávio Dino ao Senado

Análise da notícia

Uma explosão de comentários nas redes sociais, em blogs e na imprensa de modo geral, ganhou a internet nesta sexta-feira, 29, após o senador Weverton Rocha (PDT) declarar que ele e o seu grupo não mais votarão no ex-governador Flávio Dino (PSB) para senador da República.

A decisão de Weverton se deu após sucessivos ataques do próprio Flávio Dino a ele – com pressões contra aliados, cooptação de apoios e tentativas de tirá-lo da disputa pelo governo.

– Nós não vamos votar no Flávio Dino, depois e tudo o que ele fez, até de forma agressiva – disse Weverton, em entrevista ao podcast “Sai da Lama”, de Caixas.

Os comentários nas redes sociais foram os mais positivos em favor de Weverton, muitos ressaltando que há tempos ele já deveria ter-se afastado do governador comunista.

A relação de Dino e Weverton vem azedando desde quando o governador decidiu quebrar os princípios de sua aliança com o senador em favor do seu projeto pessoal de poder.

Mesmo depois de impor critérios aos pré-candidatos de sua base – atendidos apenas pelo próprio Weverton – Flávio Dino decidiu, em novembro de 2021, anunciar o seu então vice, Carlos Brandão (PSB), como sua “escolha pessoal” para disputar o governo.

Em janeiro, Dino reafirmou sua escolha, após tentar convencer Weverton, que não desistiu de sua candidatura.

Mesmo diante da posição pessoal de  Flávio Dino, Weverton, por lealdade à aliança formada em 2014 com a nova política, decidiu manter Dino como seu candidato – e do seu grupo – ao Senado; e trabalhou com esta possibilidade desde então, mesmo sofrendo intensa pressão de aliados para tomar outra atitude.

Mas Dino não respeitou sequer a posição diplomática de Weverton e empreendeu verdadeira perseguição ao aliado, com uso da máquina do governo para comprar aliados, manipulação de pesquisas e uso aberto de setores da imprensa, muitos dos quais ele próprio condenava até o ano passado.

Nos últimos dias, o ex-governador repassou ao secretário de Comunicação do governo-tampão de Carlos Brandão (PSB), Ricardo Capelli – seu homem de confiança – a tarefa de atacar Weverton nas redes sociais.

Foi a gota d’água.

Diante da pressão de aliados políticos e lideranças de todo o estado, Weverton decidiu abrir mão de sua opção por Flávio Dino para o Senado; e vai escolher até as convenções um novo candidato a senador para o seu grupo.

A pancada abalou as estruturas do Palácio dos Leões, que ainda tenta reagir.

Mas a decisão já está tomada…

2

Roberto Rocha pode ter palanques múltiplos no Maranhão

Senador deve anunciar candidatura à reeleição na próxima semana, apoiado por todos os candidatos de oposição ao Palácio dos Leões, o que pode dificultar o projeto senatorial do ex-governador Flávio Dino

 

Há oito anos atrás, Flávio Dino e Roberto Rocha eram eleitos na mesma chapa; agora, devem disputar a mesma vaga de senador

O senador Roberto Rocha (PTB) vem engatando há duas semanas conversas com os pré-candidatos a governador Josimar Maranhãozinho (PL), Dr. Lahésio Bonfim (PSC), Edivaldo Júnior (PSD) e Weverton Rocha (PDT); a ideia é ser o candidato a senador de todos eles, assim como sonhou o ex-governador Flávio Dino (PSB).

A possibilidade de palanques múltiplos para Roberto Rocha já assustou o Palácio dos Leões, que acusou o golpe em postagens nas redes sociais do secretário de Comunicação Ricardo Capelli, homem de confiança de Flávio Dino.

A candidatura de Roberto Rocha ao Senado confirma postagem de 2014 com análise de tendências do blog Marco Aurélio D’Eça, intitulada “Roberto Rocha e Flávio Dino oito anos depois…”.

A articulação de Roberto Rocha incomodou fortemente o Palácio dos Leões; Capelli não se controlou e acusou o golpe nas redes sociais

No post, este blog apontava cenários para as eleições de 2016, 2018, 2020 e esta, de 2022, falando de personagens e possibilidades de poder.

– E o que fazer de Roberto Rocha oito anos depois de eleito senador? É uma questão que os mortais comuns pouco se importam em responder agora, por que ainda muito distante no cenário. Mas para os que vivem a política e constroem a história, oito anos depois é logo ali… – afirmava o blog, à época.

Os oito anos finalmente se passaram e Rocha e Dino estão agora frente a frente para uma nova batalha.

E o senador do PTB parece ter conseguido exatamente os múltiplos palanques com que o ex-governador sonhou.

Façam suas apostas…

3

Sem pulso, Brandão enfrenta crises sucessivas entre sua base e secretários

Em menos de 30 dias no posto, governador-tampão viu estourar confusões com secretários e ex-secretários e com os deputados Duarte Junior, Márcio Jerry, Rubens Pereira Junior, Zé Inácio e Dr Yglesio; em todas, um personagem se destaca: o chefe da Comunicação Ricardo Capelli, homem de confiança de Flávio Dino que controla aliados, imprensa e o próprio inquilino do Palácio dos Leões

 

Homem de confiança de Dino, Capelli controla a imprensa alinhada – dinista e sarneysista – enquadra deputados e secretários e tenta se impor sobre o próprio Brandão, gerando crise atrás de crise

Análise da notícia

Em apenas 25 dias de mandato, o governador-tampão Carlos Brandao (PSB) já experimentou crises em sua base envolvendo os deputados Duarte Junior (PSB), Zé Inácio (PT), Rubens Pereira Junior (PT) e Dr. Yglésio (PSB), além da polêmica de supostas demissões em Imperatriz, envolvendo o chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, e aliados do deputado Márcio Jerry (PCdoB).

Duarte encarnou duas crises: a primeira quando chegou a procurar dirigentes partidários para trocar de partido, insatisfeito por não ter sido atendido em seus pleitos; depois, criticou duramente a bancada federal, sendo respondido por Márcio Jerry e obrigado a se retratar publicamente.

Pouco tempo depois surge o petista Zé Inácio anunciando-se pré-candidato a vice pelo PT, desafiando a autoridade do ex-governador Flávio Dino (PSB) – que impôs o nome de Felipe Camarão (PT) – e e abrindo mais um racha na já rachada base petista.

Rubens Júnior foi alvo de desgaste após ter curtido uma ironia contra o governo Dino/Brandão feita pelo oposicionista Edilázio Júnior (PSD) nas redes sociais.

Por último, veio o Dr. Yglésio, que partiu pra cima do governo cobrando recursos do futebol e acusando diretamente secretários por perseguição.

E a lista e tretas governistas no já enfraquecido governo-tampão nem precisa incluir a indireta pública do ex-secretário Rodrigo Lago, que mostrou insatisfação após não ter conseguido emplacar prepostos na Secretária de Agricultura Familiar. 

No meio ou por trás de praticamente todas essas crises uma figura se destaca: o secretário de Comunicação Ricardo Capelli, ele próprio já envolvido em disputa interna com o chefe da comunicação de campanha de tampão, o sarneysista Sérgio Macedo.

Mantido no cargo por imposição do ex-governador Flávio Dino, o carioca Capelli praticamente comanda o governo: mantém com mão de ferro a relação com a imprensa alinhada ao Palácio dos Leões – dinista e sarneysista – enquadra deputados e outros secretários e tenta influenciar na própria comunicação de campanha.

Homem de confiança de Dino, Capelli tenta se impor sobre o próprio governador-tampão, que se sustenta na resistência dos aliados do palácio, gerando mais crises internas.

O resultado de todo esse imbróglio é um governador fraco, sem pulso e sem comando do próprio governo.

E ele só tem mais 65 dias de governo efetivo, até se tornar candidato.

Se é fraco como governador, como será na pele de candidato?!?

2

O plano do Palácio dos Leões para inviabilizar a gestão de Braide

Atuando em frentes políticas, administrativas, midiáticas e eleitorais, Governo do Estado quer tornar a vida do prefeito de São Luís cada vez mais difícil, para minimizar sua influência no processo eleitoral de outubro e deixá-lo sem perspectiva de reeleição; discurso do vereador Francisco Chaguinhas revelou parte deste esquema

 

Isolado politicamente, sem base na Câmara e sem força na mídia, Braide torna-se presa fácil para o Palácio dos Leões

O Palácio dos Leões está tentando por em prática um plano que visa desgastar até o limite da inviabilização a gestão do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Sem partido).

O objetivo é tornar o prefeito um pária político, a ponto de não ter sequer influência no processo eleitoral de outubro.

Uma parte deste esquema foi revelada na segunda-feira, 18, pelo vereador Francisco Chaguinhas (Podemos), que anunciou sua volta à base do prefeito “após descobrir a intenção extremista de alguns colegas”.

– Já falam até em cassação do prefeito – revelou Chaguinhas ao blog Marco Aurélio D’Eça.

O Palácio dos Leões trabalha em duas frentes.

Duarte quer Braide fraco a partir de agora, para garantir suas chances em 2024; Brandão quer a mesma coisa, mas para impedir o prefeito de atuar em outubro

A primeira, comandada pelo próprio governador-tampão Carlos Brandão (PSB), visa tirar qualquer influência de Braide nas eleições de outubro; para isso, além de vereadores alinhados, usa também lideranças dos servidores públicos e a parte da mídia que hoje é controlada pelo Palácio dos Leões.

Para desgastar o prefeito ao máximo, Brandão vale-se do controle que o secretário de Comunicação Ricardo Capelli tem hoje nos principais veículos de comunicação; e da falta de acesso de Braide a esses veículos. 

A outra frente é comandada pelo deputado estadual Duarte Júnior (PSB), derrotado por Braide nas eleições de 2020 e que sonha ser o próximo prefeito, já em 2024.

A atuação de Duarte Júnior se dá entre servidores públicos municipais – estimulando movimentos e manifestações – e nas redes sociais e nos blogs, valendo-se da fragilidade do prefeito também nestes dois campos da mídia.

As duas frentes entendem que Eduardo Braide está sem base na Câmara Municipal e terá dificuldades para aprovar projetos de importância para a cidade.

Desgastado política e midiaticamente, entendem os brandonistas, Braide torna-se presa fácil para o projeto de poder do Palácio dos Leões.

3

Dividida entre sarneysistas e dinistas, comunicação do governo Brandão ainda bate cabeça

Parte da mídia é controlada e orientada pelo secretário de Comunicação Ricardo Capelli, homem de confiança do ex-governador Flávio Dino; a outra parte segue alinhada ao jornalista Sérgio Macedo, ex-secretário do governo Roseana Sarney e ex-superintendente do Grupo Mirante

 

Capelli é o homem d e confiança de Flávio Dino no governo Brandão; patrulhador, gera insatisfação em jornalistas alinhados ao projeto do governador-tampão

Passados quase 20 dias da posse do governador-tampão Carlos Brandão (PSB), a comunicação construída em torno dele parece não estar funcionando como esperava os comandantes de sua campanha pela reeleição.

Há uma clara divisão entre dinistas e sarneysistas no setor de marketing e mídia do governo, que traz reflexos na divulgação das ações do governador e do candidato nos setores da imprensa.

De um lado está o secretário de Comunicação Ricardo Capelli, homem de confiança do ex-governador Flávio Dino (PSB); de postura beligerante, Capelli patrulha abertamente veículos de comunicação e jornalistas que se alinham ao projeto dinobrandonista.

Sérgio Macedo é ligado ao grupo Sarney e atua basicamente nos bastidores da imprensa, com construção de pautas para a mídia alinhada

Do outro lado fica o chefe da comunicação de campanha do governador-tampão, o ex-secretário Sérgio Macedo; ligado ao antigo grupo Sarney, Macedo é mais afável que Capelli, porém duro no jogo da discórdia e da criação de pauta negativas contra adversários.

O problema é que os setores da mídia que seguem cada um dos dois comunicadores mostram-se sem rumo, tentando encontrar um discurso único que possa embalar o governador e o candidato ao mesmo tempo.

Enquanto não se alinham os discursos, Brandão vai vendo passar os dias dos 90 que separam sua gestão da pré-campanha, quando já não poderá agir como governador e candidato ao mesmo tempo.

E quanto mais tempo passa, pior para o tampão…

1

Interesse de Roberto Rocha por reeleição ao Senado destrói previsão de auxiliar de Flávio Dino

Palácio dos Leões torce pela candidatura do senador ao governo para evitar dois confrontos diretos: o do vice Carlos Brandão contra o também senador Weverton e o de Flávio Dino contra o próprio Roberto Rocha

 

Roberto Rocha postou foto com a família em São Paulo e iro9nizou as previsões do Capelli sobre seu projeto eleitoral

As previsões do secretário de Comunicação Ricardo Capelli – atual principal articulador do governo Flávio Dino (PSB) – caíram por terra neste fim de semana, quando o senador Roberto Rocha (ainda PSDB) confirmou que seu interesse maior é disputar a reeleição ao Senado. 

Essa postura de Rocha já havia sido revelada pelo próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), durante visita a Imperatriz, na sexta-feira, 25.

Capelli manifestou o interesse do Palácio dos Leões em ter Roberto Rocha como candidato a governador por dois motivos que interessam diretamente ao grupo de Flávio Dino:

1 – O governo teme um confronto direto do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) com o senador Weverton Rocha (PDT) e tenta insuflar uma candidatura bolsonarista para ajudar a “escolha pessoal” de Flávio Dino;

2 – A candidatura de Roberto Rocha ao governo tiraria do páreo um adversário de peso para o projeto do próprio Flávio Dino, de chegar ao Senado com votação histórica.

Em suas postagens de fim de semana, Roberto Rocha deixou bem claro que sua preferência é concorrer à reeleição ao Senado, embora não descarte uma candidatura ao governo “dependendo das circunstâncias”.

Com Weverton Rocha como principal candidato a governador e Roberto Rocha como principal adversário de Dino ao Senado, o Palácio dos Leões terá que dividir a atenção nas eleições de outubro, para evitar uma derrota retumbante.

Por isso as previsões do Capelli foram tratadas como “análise” pela mídia palaciana.

Embora fossem meras expressões de desejo…

2

Flávio Dino não fecha a conta por apoio a Brandão e pode adiar decisão do dia 31

Governador tenta cooptar lideranças partidárias e presidentes de partidos, mas as ações dos seus principais articuladores, incluindo o próprio vice Carlos Brandão, geram cada vez mais um clima de racha na base e afastam aliados

 

Flávio Dino até tenta construir uma base sólida em torno de Carlos Brandão, mas a postura do vice e de seus aliados só afasta as lideranças políticas e partidárias

É preciso reconhecer o esforço do governador  Flávio Dino (PSB) na tentativa de construir uma base sólida de apoios à sua “escolha pessoal” pela candidatura do vice-governador Carlos Brandão ao Governo do Estado.

Mas as ações dos aliados de Dino – incluindo o próprio Brandão – só tem afastado, cada vez mais, as principais lideranças e partidos da base.

Com ataques quase diários aos aliados, o secretário de Comunicação Ricardo Capelli cria um clima de antipatia entre lideranças partidárias e políticas, a exemplo do que ocorre com a senadora Eliziane Gama (Cidadania) e o com o deputado federal André Fufuca (PP).

Mas Brandão também gera beligerância na base.

Sua ansiedade para tomar apoios do senador Weverton Rocha (PDT) – que lidera todas as pesquisas de intenção de votos – leva o vice-governador a ações desastradas, como a atual interferência na eleição para a mesa diretora da Câmara.

Principal candidato a governador, Weverton tem hoje o apoio de DEM, PDT, PP, PRB, PSL, Rede e da presidente do Cidadania, Eliziane Gama; além disso, conta com a força dos presidentes da Assembleia Legislativa Othelino Neto(PCdoB), do presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), e do presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho (PDT), além de prefeitos dos principais colégios eleitorais.

Flávio Dino tentou convencer todo este pessoal a apoiar Brandão, mas diante da postura do vice e de Capelli, nenhum deles aceitou romper com Weverton.

Para tentar amenizar o clima de racha que prejudica sua imagem nacional como candidato a senador, o governador terá que repensar as estratégias até a reunião do dia 31, quando pretende bater o martelo pelo apoio a Brandão.

Diante do esvaziamento da candidatura do vice, ele pode, inclusive, adiar a decisão.

Ou optar pela solução José  Roberto Arruda…