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É o governo quem precisa se explicar, Márcio Jerry…

Ao atacar os próprios colegas jornalistas – por informação falsa publicada no próprio site governista – deputado federal levanta mais suspeitas de que tudo não passou de mais uma armação palaciana

 

MÁRCIO JERRY “MORTO-VIVO”: MORTE ANUNCIADA NO SITE DO SEU PRÓPRIO GOVERNO e agressão verborrágica aos colegas de jornalismo

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) vocifera desde ontem contra a imprensa e contra os próprios colegas jornalistas, após notícia falsa – publicada no site do seu próprio governo – dando conta de sua morte, na última quarta-feira, 5.

O caso: o site ma.gov.br publicou “Nota de Pesar” pelo falecimento do deputado federal comunista em acidente de avião.

O site chegou a dar prefixo da aeronave e dados da viagem.

Horas depois, o portal governista retirou a informação, mas até agora não emitiu nenhum comunicado sobre o infeliz equívoco.

Ao usar sua verborragia ácida contra os colegas de profissão – alguns tratados até de “canalhas” – Jerry tenta esconder o fato de que foi o próprio governo Flávio Dino (PCdoB), em suas páginas oficiais, quem anunciou sua morte.

Pior: até agora, o Palácio dos Leões não emitiu qualquer nota desculpando-se com o deputado e com o público leitor, submetidos à fake news oficial.

Detalhe: a fake news palaciana foi plantada exatamente no período em que Jerry era bombardeado em todo país por posicionamentos atabalhoados nas redes sociais – o que amplia a suspeita de “cortina de fumaça”.

Mas Jerry prefere agredir jornalistas que chegaram a comentar o fato após publicação no site do governo.

Comportamento típico dos “mortos-vivos” que perambulam na política…

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O despreparo da Justiça Eleitoral nas eleições de 2018…

No primeiro e no segundo turnos, juízes eleitorais e a própria cúpula do TSE mostraram-se completamente desinformados e sem saber o que fazer com os novos tempos de campanha eleitoral digitalizada; o fracasso pode se repetir em anos vindouros

 

FAKE E SEGURANÇA. A qualidade da urna eletrônica impediu a alteração de dados, mas as fake news manipularam votos até chegar ao equipamento

Editorial

A campanha eleitoral que se encerra domingo, com o segundo turno entre os candidatos a presidente evidenciou uma completa falta de sintonia da Justiça Eleitoral com a atualidade política brasileira.

Fora de contexto histórico, ministros do Superior Tribunal Eleitoral e juízes do Tribunal Regional Eleitoral maranhense bateram cabeça contra fake news, tentaram impor o autoritarismo à imprensa, mas se perderam diante das novas tecnologias, que se desenvolvem longe do alcance da mão controladora do estado.

A própria presidente do TSE, ministra Rosa Weber, quase suplica ajuda de quem entende de tecnologia para frear a movimentação da Internet, que pôs a TV no bolso.

– Se tiverem a solução para que se evitem ou se coíbam ‘fake news’, por favor, nos apresentem. Nós ainda não descobrimos o milagre – desabafou a ministra, no domingo, 21, após adiar entrevista em que falaria sobre denúncias de fake news nas campanhas. (Veja a íntegra aqui)

SÍMBOLO DO FRACASSO. Ministra Rosa Weber encarnou todo o despreparo da Justiça Eleitoral diante da modernidade líquida

O desespero de Rosa Weber simboliza o fracasso do TSE diante da campanha eletrônica, que se transferiu da TV para a internet, num processo anunciado de pelo menos 10 anos, sem que o próprio TSE tenha se preparado para a transição.

Parte destas mudanças sociais poderiam ser observadas no pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, e seus conceitos de “modernidade líquida”. (Entenda aqui)

– A internet torna possíveis coisas que antes eram impossíveis. Potencialmente, dá a todos acesso cômodo a uma quantidade indeterminada de informações: hoje, temos o mundo na ponta de um dedo. Além disso, a rede permite a qualquer um publicar seu pensamento sem pedir permissão a ninguém: cada um é editor de si mesmo, algo impensável há poucos anos – explicou Bauman, em entrevista ao jornal francês L’espresso. (Leia aqui)

MODERNIDADE LÍQUIDA. Bauman definiu a internet como o lugar de todos e de ninguém; onde todos estão sem que precisem estar

E o despreparo da Justiça Eleitoral se replicou nos tribunais regionais.

No Maranhão, juízes que cuidaram do processo eleitoral pouco sabiam diferenciar redes sociais de aplicativos; e demonstraram – assim como seus superiores em Brasília – estarem nas mãos das grandes empresas do Vale do Silício, que dominam a internet no mundo.

O balanço destas eleições cibernéticas aponta para uma necessidade absoluta de profissionalizar a Justiça Eleitoral, especializando o setor, como já ocorre em vários setores judiciais.

Juízes eleitorais precisam ser treinados especificamente para a judicância das eleições; caso contrário, vão continuar batendo cabeça.

Em 2020, 2022, 2024…

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TSE já tem três ações por cassação de Bolsonaro…

Denúncias do PT, do PDT e do Avante querem a declaração de inelegibilidade do candidato do PSL e a anulação do primeiro turno das eleições; presidenciável tem cinco dias para se defender das acusações

 

O Tribunal Superior Eleitoral já abriu três frentes de investigação contra o candidato do PSL a presidente, Jair Bolsonaro, acusado de receber doações ilegais de empresa, via impulsionamento de fake news no WhatsApp.

As denúncias foram feitas pelo PDT, pela coligação “Brasil Soberano”, que reúne Avente e PDT, e pela coligação “O Povo Feliz de Novo”, do candidato Fernando Haddad (PT).

Em todas as ações, o argumento é o mesmo: ao pagar pelo menos R$ 12 milhões para impulsionar notícias falsas contra os adversários de Bolsonaro, as empresas desequilibraram a disputa em favor do capitão, o que é ilegal.

Caso seja condenado após a eleição – e tenha sido eleito – Bolsonaro perderá a condição de candidato e a eleição será anulada.

Ele também ficará inelegível por oito anos…

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TSE já iniciou investigação contra Bolsonaro…

Candidato do PSL tem cinco dias para se defender da acusação de que fora bancado por empresas que dispararam fake news contra o adversário do PT, Fernando Haddad; Procuradoria já pediu investigação da Polícia Federal

 

Se eleito, Bolsonaro pode perder o mandato e ser declarado inelegível, por abuso de poder

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Jorge Mussi, que também é corregedor-geral eleitoral, deu prazo de cinco dias para a defesa do presidenciável Jair Bolsonaro rebater as denúncias de que teve a campanha bancada por empresas, o que é proibido pela Lei Eleitoral.

A denúncia contra Bolsonaro foi feita pelo jornal Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, empresas privadas pagaram pelo menos R$ 12 milhões para impulsionar propaganda de Bolsonaro contra o PT nas redes sociais e no WhatsApp.

O crime, se comprovado, caracteriza abuso de poder, e pode gerar, inclusive, a cassação de Bolsonaro.

A Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também já encaminhou à Polícia Federal pedido de investigação contra Bolsonaro e as empresas que teriam bancado as fake news.

Além de Bolsonaro, serão investigados o seu vice, Hamilton Mourão, e 11 empresários denunciados na reportagem da Folha de S. Paulo.

Eles têm até a sexta-feira, 26, para apresentar a defesa…

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Justiça eleitoral confirma o blog: Flávio Dino mentiu sobre Iema e hospitais…

Ao determinar que comunista retire do ar propaganda em que se declara autor de obras que foram feitas, na verdade, por Roseana Sarney, TRE confirma as informações já divulgadas nesta página

 

OBRA DE ROSEANA. Imagem já publicada neste blog confirma obra do Iema por parte de Roseana

A Justiça Eleitoral determinou ao comunista Flávio Dino (PCdoB) que retire duas propagandas do seu horário eleitoral.

A primeira trata dos Institutos de Educação, os chamados Iemas, que o comunista diz ser obra sua, mas vinha sendo questionado, inclusive por este blog. (Relembre aqui)

O TRE-MA entendeu que a informação de Flávio Dino era uma fake news; e mandou retirá-la da propagada.

– Quando o representado [Flávio Dino] afirma que a candidata representante durante toda sua gestão não fez nenhum IEMA (Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão–IEMA), quer levar a crer que não foi construído por ela nenhum centro estadual de capacitação tecnológica. O que se constata que é uma inverdade, uma vez que funcionavam 13 (treze) Centros de Capacitação Tecnológica do Maranhão (CETECMAs) e 6 estavam prestes a funcionar – disse o juiz Alexandre Lopes de Abreu, em seu despacho.

A Justiça Eleitoral entendeu também ser uma notícia falsa de Flávio Dino a informação de sua propaganda, que diz que ele construiu oito hospitais macrorregionais.

Esta fake news também já havia sido desmascarada por este blog. (Releia aqui)

OBRA DE ROSEANA. O Hospital de Imperatriz também oi construído por Roseana; Flávio pintou e entregou, apenas

Em sua decisão, o juiz Alexandre Lopes de Abreu confirmou o que disse o blog e cancelou também esta propaganda comunista.

– É de conhecimento geral que os hospitais mencionados na propaganda contestada tiveram sua edificação iniciada ainda no governo anterior[por Roseana Sarney], alguns dos quais foram entregues à nova gestão em fase avançada de construção e próximos à conclusão, sendo despicienda a análise de quaisquer documentos para se alcançar esse entendimento – afirmou Alexandre Abreu.

Na propaganda de ontem, Flávio Dino continuou a usar as duas informações em sua propaganda eleitoral, descumprindo decisão judicial.

Mas deverá ser punido também por esta subversão…

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Eliziane denuncia esquema de fake news contra ela…

Deputada foi à Polícia Federal para apresentar queixa-crime contra a proliferação de notícias falsas, inclusive contra sua família; parlamentar atribui a proliferação dos ataques ao seu crescimento nas pesquisas de  intenção de votos para o Senado

 

Eliziane em frente à Polícia Federal para denunciar criminosos de fake news

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) foi nesta quarta-feira, 19, à sede da Polícia Federal, para denunciar “verdadeira onda de perseguição e de mentiras” contra sua candidatura e sua família.

– Isso é crime. Isso dá prisão. E nós não vamos aceitar que isso se prolifere pelo Maranhão. Protocolamos esta e vamos protocolar quantas forem necessárias contra qualquer outra informação mentirosa que esteja sendo propagada no Maranhão. Isto é intolerável – declarou a candidata. (Veja o vídeo)

Para Eliziane Gama, os ataques começaram há três dias, exatamente após pesquisas a apontarem em primeiro lugar na disputa pelo Senado.

– Não vou aceitar que mentirosos e criminosos manchem a minha vida pessoal e a da minha família – afirmou a deputada.

Eliziane Gama concorre ao Senado pelo PPS…

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Hélio Soares desmonta mais uma fake news contra Eliziane…

Crescimento da candidata ao Senado nas pesquisas gera série de tentativas de gerar desgaste, mas as informações falsas são desmentidas pelos próprios citados, caso do ex-deputado, que se declara “amigo há quase 20 anos”

 

Hélio Soares desmentiu fake news contra Eliziane

 

O ex-deputado estadual Hélio Soares (PR) desmontou nesta terça-feira, 11, mais um fake news contra a candidata ao Senado Eliziane Gama (PPS).

Na manhã de hoje, foram espalhadas nas redes sociais e em aplicativos de troca de mensagens montagens apontando supostas desavenças entre Soares e e Elziane, o que foi prontamente desmentido.

– Sou amigo, aliado e apoiador de Eliziane Gama. Não é uma fake news que irá abalar essa relação. Isso não existe e nunca existiu – afirmou o ex-parlamentar, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa.

As fake news contra Eliziane Gama começaram a surgir à medida  que seu nome começou a crescer nas pesquisas de intenção de votos para o Senado.

Para Hélio Soares, a covardia contra a candidata e contra ele próprio é que são casos de polícia.

– Já conversei com ela sobre o assunto. E vamos levar essas questões à Justiça Eleitoral – afirmou.

O blog se recusa a publicar a fake news em respeito aos dois políticos…

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Flávio Dino cria fake news com apoio até do próprio TRE…

Ao conceder Direito de Resposta ao governador, Justiça Eleitoral maranhense chancela uma inverdade: a de que o comunista não tem problemas com sua candidatura; tanto tem que já até recorreu para evitar ficar fora da eleição por inelegibilidade

 

Advogado de Flávio Dino, em Coroatá, contra decisão de inelegibilidade; mas não é fake news?!?

Editorial

O TRE maranhense acabou chancelando no fim de semana uma fake news do governador Flávio Dino (PCdoB).

Declarado inelegível pela juíza eleitoral Anelise Nogueira, da 8ª Zona Eleitoral, Flávio Dino os juízes da Corte Eleitoral para confundir a opinião publica e esconder sua condição de candidato sub judice.;

E para atender aos interesses de Dino, os juízes do TRE cometeram uma espécie de estupro editorial, obrigando o jornal O EstadoMaranhão a publicar uma notícia sabidamente inverídica.

A inelegibilidade do comunista maranhense é tão verdadeira que ele até já recorreu, para tentar revertê-la nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

O fato é que Dino vai ter que responder ao processo de inelegibilidade tanto no TRE quanto no TSE.

E se isso fosse uma mentira, ele sequer deveria ter recorrido.

É simples assim…

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Hildo Rocha defende a criação de leis para inibir a divulgação de “fake news”…

Durante entrevista ao Programa Câmara Debate, da TV Câmara, o deputado federal Hildo Rocha voltou a defender a criação de leis específicas para disciplinar a divulgação e compartilhamento de notícias falsas, as famosas fake news.

“Desde que o mundo é mundo existe notícia falsa.  Só que antigamente para uma notícia chegar ao conhecimento de todas as pessoas demorava anos e hoje chega em fração de segundos.

Efeitos devastadores de fake news na saúde pública

O deputado citou um caso recente em que a divulgação de notícias falsas induziu pais e mães e não fazerem a vacinação dos filhos contra sarampo e outras doenças. Como aconteceu? Em 1998, o médico Andrew Wakefield publicou estudo que relacionou a vacina contra sarampo-papeira-rubéola (MMR) ao autismo.  A divulgação, feita pela revista científica The Lancet, gerou controvérsias. Depois que ficou comprovado o equívoco a editora publicou retratação.

“No Brasil, divulgaram nas redes sociais como se fosse verdade. Muitos pais e mães ficaram assustados, não se informaram melhor e deixaram de fazer a imunização dos seus filhos. Agora corremos um grande risco porque, embora doenças como paralisia infantil e sarampo já tenham sido praticamente extintas, poderão voltar associadas a outras enfermidades como rubéola. Isso é grave, é um crime”, comentou Hildo Rocha.

Por que as pessoas compartilham notícias falsas?

Hildo Rocha sustentou que nem sempre o compartilhamento de notícias falsas acontece por má fé.

“Às vezes a pessoa replica notícias falsas como forma de afirmar o seu ponto de vista ou para provar que é uma pessoa bem informada. Entretanto, existem os casos em que o compartilhamento é feito de forma consciente, ou seja, quem compartilha sabe que a notícia é falsa e compartilha com o intuito de atingir a honra de alguém ou  prejudicar uma instituição”, destacou o parlamentar.

Destruição de reputações

O advento da internet, segundo o parlamentar, criou facilidades para que reputações, construídas ao longo de décadas, possam ser destruídas. Hildo Rocha enfatizou que a sagrada liberdade de expressão, assegurada na Constituição brasileira, não pode servir de esconderijo para quem pratica crimes por meio da internet.

“Quem divulga notícias falsas valendo-se desse princípio tão valioso, que é a liberdade de expressão, deve ser responsabilizado pois a liberdade de expressão não pode servir de refúgio para quem, de forma consciente, distorce fatos e divulga notícias falsas com a finalidade de destruir reputações ou atingir organizações de qualquer natureza”, argumentou Hildo Rocha.

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Câmara dos Deputados debate impactos das Fake News na política

Encontro reuniu deputados, pesquisadores, jornalistas, doutores em direito digital, professores e promotores de justiça

 

A Câmara dos Deputados realizou, na manhã desta terça-feira (19/6), no Plenário Ulysses Guimarães, uma Comissão Geral que debateu o tratamento dado a notícias reconhecidamente falsas ou Fake News. A comissão foi requerida pelo Procurador Parlamentar da Câmara, deputado federal Hildo Rocha (MDB).

O evento reuniu o presidente do Instituto Brasileiro de Direito Digital e Promotor de Justiça do DF, Frederico Meinberg Ceroy, professores, pesquisadores, jornalistas e nomes do setor de comunicação, justiça e democracia.

Impacto na saúde pública

O deputado Hildo Rocha disse que muitas vezes as notícias falsas (Fake News) tornam-se uma arma destruidora de reputações.  O parlamentar citou vários casos entre eles uma notícia falsa sobre a vacina tríplice viral.

“Espalharam nas redes sociais que a vacina causaria autismo. Isso levou país de crianças a evitarem a vacinação de seus filhos. Isso é muito grave”, destacou.

De acordo com o deputado, por causa dessa Fake News, doenças já erradicadas no Brasil, como o sarampo, correm o risco de retornar de forma mais violenta.

“O objetivo da comissão geral é ouvir sugestões de especialistas e estudiosos da área para que possamos pensar em leis que possam, se não resolver, atenuar os efeitos causados pelas notícias falsas. Uma mentira tem um impacto muito grande e nós temos que legislar a respeito disso. A Câmara dos Deputados deve ajudar a propor soluções para o combate das Fake News. É competência da Câmara dos Deputados, Senado Federal e Congresso”, argumentou Hildo Rocha. 

Reputações destruídas

Hildo Rocha lembrou que o problema das notícias falsas reside não só no caráter inverídico das informações, mas também na velocidade com que é propagada e na falta de controle.

“O intervalo de tempo em que uma postagem se alastra nas redes sociais é cada vez menor e, desse modo, cada vez mais incontrolável. É quase impossível prever o tamanho da repercussão de uma notícia falsa, mas é certo que supere, em qualquer circunstância, o posterior esforço de denunciá-la”, destacou o parlamentar.

Segurança cibernética

Frederico Meinberg Ceroy, Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Digital e Promotor de Justiça do DF, disse que é preciso ampliar as discussões para além das Fake News, citando o impulsionamento de notícias que, para ele, é um problema até maior do que as notícias falsas.

“Essa discussão precisa estar calcada em Fake News, obviamente, mas também em impulsionamento de conteúdo, segurança cibernética, em marketing e Microtargeting, porque foi isso que efetivamente modificou as eleições americanas e o referendo inglês da saída da União Europeia e que começou a balançar o plebiscito na Irlanda sobre o aborto”, comentou. 

O Promotor comentou, ainda, que as notícias falsas têm um fator psicológico.

“Temos estudo que mostram que uma notícia falsa é compartilhada duas vezes mais que uma verdadeira. Isso é explicado pela predileção que as pessoas têm pelo absurdo ou pelo que choca. Além disso, tem o fator viciante dos aparelhos tecnológicos, que colabora com as Fake News”, disse.

Monitoramento

Frederico disse também que para combater as notícias falsas é preciso fazer uma regulamentação que considere as particularidades de cada plataforma. Finalizou afirmando que o WhatsApp deverá ser o grande vilão dessas eleições.

“O México conseguiu, com muito sucesso, combater Fake News no WhatsApp com checagens específicas para essa plataforma. Precisamos nos inspirar nisso”, finalizou.

A contribuição do Facebook

A gerente de Políticas Públicas do Facebook, Mônica Rosina, disse que a plataforma tem tomado várias medidas para combater a propagação de notícias falsas. Segundo ela, a rede social tem mais de 15 mil funcionários hoje no mundo inteiro dedicados apenas a retirar do ar contas falsas.

“Apenas no último trimestre, segundo nosso relatório de transparência, retiramos do ar seis milhões de contas falsas por dia”, declarou. 

A gerente falou ainda que a rede social tem trabalhado para reduzir conteúdos de baixa qualidade na plataforma e investido em parcerias com agências de checagem de notícias para combater as notícias falsas. Finalizou afirmando a importância da alfabetização midiática para combater as Fake News.

“A educação é um pilar importante. Estamos investindo em projetos educacionais. Lançamos uma campanha de 10 dicas para evitar notícias falsas, amplamente divulgada. Nosso objetivo é dar ferramentas para um compartilhamento consciente de informações pelos usuários”, explicou Rosina.

Projetos em tramitação

O Congresso Nacional conta atualmente com mais de 10 projetos que tratam de Fake News. O Vice-Líder do MDB, deputado Hildo Rocha (MA), por exemplo, é autor do Projeto de Lei 215/2015, que propõe o aumento das penas para crimes contra a honra e a imagem de cidadãos, quando cometido por meio de redes sociais. 

A matéria já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania e agora aguarda ser votada em plenário em turno único. Se aprovada, segue para o Senado.