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Ausência de Brandão choca-se com a atual realidade do Maranhão

Governador que definiu a sensação de tomar posse no governo como “mais importante que a própria família” é o mesmo que, agora, põe uma cirurgia adiável à frente de problemas como o caos no serviço de ferry boat

 

Falta de capacidade de enfrentamento dos problemas do Maranhão transforma Carlos Brandão em um metro retrato do governo Flávio Dino

Por Fábio Câmara

Não bate!

Na verdade o ausentar-se voluntariamente do locus decisório administrativo pelo qual o governador Carlos Brandão (PSB) fez opção, “se choca” com o momento e com a realidade de crise no serviço de ferry boat, que afeta a capital, a baixada e até o transporte de cargas nacionais.

E logo Brandão, que na sua declaração após a posse afirmou que “nem casamento ou o nascimento dos filhos” superava “a sensação de ser investido como governador!”

O certo é que, passadas umas poucas semanas, decorridos só alguns dias de crise e alguns giros do relógio em horas, governar, para o Brandão, já não é mais tão sensacional e prioritário assim; e uma cirurgia adiável passa à frente na sua fila de prioridades.

E “ferry-se” quem quiser!

Causador do problema, o ex-governador Flávio Dino (PSB) – interventor – já não tá nem aí, restando ao presidente da Assembleia Othelino Neto (PCdoB), ao ex-governador Zé Reinaldo e ao secretariado remarem o “boat” pra frente.

É isso ou aguardar que, bem “maistardemente”, o já “operado” Brandão finalmente opere.

*Fábio Câmara é ex-vereador e ex-candidato a prefeito de São Luís

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Roberto Rocha denuncia risco do uso de ferry boat de rio na baía de São Marcos

Segundo o senador maranhense, empresa de Belém contratada no governo Flávio Dino para fazer a travessia São Luís/Cujupe está adaptando uma embarcação inadequada para uso em mar, o que pode levar a uma tragédia anunciada

O senador Roberto Rocha (PTB) voltou a pedir ajuda de órgãos federais para intervir no problema causado pelo governo Flávio Dino/Carlos Brandão (PSB) na travessia do ferry boat entre São Luís e Cujupe.

O serviço entrou em colapso depois que o então governador Flávio Dino decidiu intervir para afastar as empresas que operavam e entregar a travessia a uma empresa de Belém, que não tem know-how para este tipo de transporte.

– A empresa de Belém está adaptando uma embarcação que trafega em rio. Mas as características da baía de São Marcos são únicas; os ferry boat usados no Maranhão são específicos, para uso naquele tipo de baía – alertou Rocha, que tem uma tragédia caso a empresa de Belém decida mesmo usar a embarcação de rio.

Em colapso, serviço de ferry boat vem causando transtornos a milhares de maranhenses diante da inércia do governo Brandão

O senador maranhense entende que o governo Carlos Brandão – que é a continuação do governo Flávio Dino – não tem capacidade para solucionar o problema do ferry boat, deixando a Baixada, região mais pobre do estado, sem acesso à capital maranhense.

– O problema lá não tem solução. E a Constituição é clara quanto ao direito de ir e vir do cidadão. e o governo do Maranhão está negando este direito àquele povo.Por isso peço à Procuradoria-Geral da República, aos órgãos de controle, ao Congresso e à presidência da República que possam dar a solução que atenda às aspirações daquele povo da baixada – apelou Roberto Rocha.

Na última reunião do governo-tampão foi anunciado que a solução só se daria em uma semana.

E o colapso é diário, o dia todo…

 

 

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Fracasso no combate à miséria, Flávio Dino quer evitar o tema na campanha

Ex-governador conta, inclusive, com a mídia ligada ao grupo Sarney para enterrar o debate sobre o combate à fome e o desenvolvimento do Maranhão, que ele prometeu melhorar e não conseguiu nos quase oito anos de mandato

Poste de Flávio Dino no governo, o tampão Carlos Brandão exibe a miséria como troféu no interior maranhense, herança dos quase oito anos de mandato comuno-socialista

Dono da campanha do governador-tampão Carlos Brandão (PSB) e candidato a senador, o ex-governador Flávio Dino (PSB) que jogar para debaixo do tapete o debate sobre a miséria do Maranhão.

Fracassado no combate à pobreza, Dino tenta nacionalizar a campanha para evitar que o assunto fome seja tratado na campanha; para isso, conta com a ajuda do poderoso Grupo Mirante, a quem tem feito gestos desde que deixou.

Foi exatamente na Mirante que Flávio Dino desmentiu a si8 mesmo, negando, em 2018, que havia prometido, no palanque de posse, varrer a miséria do Maranhão.

Foi exatamente na Mirante – a mesma que ele quer ajuda agora para abafar a história – que Dino negou ter prometido acabar coma pobreza

Os índices sociais do estado, porém, são os priores da história, após quase oito anos de mandato do comuno-socialista.

Por isso, ele prefere evitar o assunto; e acha que se a Mirante não falar disto, o maranhense não saberá.

Ocorre que na era das redes sociais, a população tem informação para além das redes de TVs e rádio; a internet, por mais precária que seja, chega a todos os lugares.

E um fato Flávio Dino não pode negar: a miséria no maranhão piorou em seu governo.

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Fora do governo, Flávio Dino não consegue construir agenda popular…

Trinta dias depois de deixar o mandato de govenador – sem apoio de sindicatos, entidades sociais e sem penetração acadêmica – comunosocialista se restringe a reuniões fechadas, numa clara mostra de que não consegue se movimentar sem a máquina do estado

 

Flávio Dino sempre olhou o povo assim, a partir do Palácio dos Leões – que frequentava desde criança; sem a estrutura de poder, não consegue construir agenda popular

Análise de conjuntura

Passados trinta dias da renúncia do mandato de governador, o comunosocialista Flávio Dino dá mostras claras de que não consegue se movimentar sem a estrutura da máquina do estado; nesse primeiro mês fora do poder, sua agenda restringiu-se a reuniões fechadas, sem participação popular e sem a presença de entidades da sociedade civil organizada.

Construído politicamente pelas estruturas de poder a partir do governo José Reinaldo Tavares, em 2006, Flávio Dino se movimentou, desde então, com a ajuda da máquina pública; sem relação direta com entidades sindicais e com a classe trabalhadora, ele construiu em torno de si uma rede de poder que o movimentava.

Mas foi só deixar o Palácio dos Leões para que essa rede deixasse de funcionar.

Nestes trinta dias fora do cargo, a agenda política de Dino se restringiu a duas reuniões fechadas, em seu escritório, tentando construir uma pauta pro-Lula, mas sem a presença de militância e de gente das bases progressistas.

Flávio Dino não tem hoje nenhum tipo de relação, por exemplo, com a Fetaema, que é crítica dura de sua política de governo, acusada de aumentar as mortes no campo – como a que ocorreu no último sábado.

O ex-governador também não se relaciona com entidades como a CUT, Sindsep e Simpol, tem pouca participação em movimentos católicos de base e nenhuma penetração nas universidades para além de suas aulas no Curso de Direito da Ufma.

A falta da máquina pública ao seu redor tem deixado o ex-governador envolvido apenas em brigas viscerais por espaços de poder no governo do seu sucessor, Carlos Brandão (PSB).

Enquanto Brandão se embrenha no interior com agenda populista, de exaltação da miséria com distribuição de cestas básicas, Dino permanece em São Luís, de onde vai vendo a perda de apoios importantes para seu projeto senatorial, como o afastamento do senador Weverton Rocha – líder nas pesquisas para o governo – e de partidos como o PDT, o PROS, o Republicanos e o União Brasil.

Filho da elite, Dino chegou ao poder pela elite e agora mostra-se claramente elitista, sem o elã popular das ruas e do campo.

E sem esse vínculo com o povo é impossível ser líder…

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A traição de Flávio Dino ao povo do Maranhão…

Eleito em 2014 para fazer as mudanças necessárias e estruturais no Maranhão, ex-governador passou oito anos no poder e, ao deixar o cargo para seu sucessor, acaba por entregar o estado nas mãos exatamente de quem já deveria estar fora do processo político

 

Foto de Brandão com Luís Fernando Silva, Sebastião Madeira e José Reinaldo incomodou profundamente o ex-governador Flávio Dino

Ensaio

A foto acima é extremamente incômoda para o Palácio dos Leões e para o ex-governador Flávio Dino (PSB).

Já abordada pelo blog Marco Aurélio D’Eça numa “Imagem do Dia” com o título “A ultrapassada cara do governo Brandão”, ela é também o simbolismo maior da traição de Flávio Dino ao povo do Maranhão.

Eleito em 2014 por um conjunto de forças da renovada política maranhense e ao lado de um grupo de jovens lideranças que  hoje disputam os principais espaços de poder no estado, Dino prometeu efetivar as mudanças necessárias ao estado e encerrar, de uma vez por todas, o ciclo da velha política, representada pelas ultrapassadas elites tradicionais.

Mas a própria escolha pessoal do ex-governador para sucedê-lo – o seu então vice Carlos Brandão (PSB) – já é, por si só, a essência do coronelismo que reinou por anos no Maranhão; e ao chegar ao poder, com a chancela de Dino, Brandão “ressuscitou” exatamente as velhas raposas carcomidas das elites tradicionais maranhenses.

Se Flávio Dino permitiu, estimulou e trabalhou pela chegada de Brandão ao poder, não há dúvidas de que traiu o povo do Maranhão.

Primeiro por que fracassou em sua principal promessa de campanha: tirar os municípios maranhenses da lista dos mais miseráveis do país.

Também fracassou ao não estimular o estado para o desenvolvimento econômico.

Segundo que, para se manter como nome na política e com status de intelectual, Flávio Dino recorreu exatamente àqueles que ele culpava pelo empobrecimento do Maranhão.

Flávio Dino é, portanto, o traidor do povo do Maranhão.

E como disse o seu próprio secretário de Comunicação, Ricardo Capelli, citando o ícone Leonel Brizola (PDT), “a política ama a traição, mas execra os traidores”.

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Após 7 anos e meio de Flávio Dino, governo só agora lança plano de desenvolvimento para o MA

Evento comandando pelo governador-tampão Carlos Brandão confirmou o fracasso do governo comunista no combate à miséria, na melhoria da infraestrutura e na implantação de projetos socio-econômicos no estado; a mea culpa do atual chefe do Executivo foi chancelada por capitães da indústria

 

Após sete anos e meio como consorte de Flávio Dino, Brandão agora lança plano de desenvolvimento do Maranhão para os próximos 50 anos

A solenidade de lançamento do Plano de Desenvolvimento do Maranhão, comandada esta semana pelo governador-tampão Carlos Brandão (PSB), foi uma espécie de mea culpa do fracasso no combate aos índices ruins do estado em todos os setores. (Saiba mais aqui, aqui, aqui e aqui)

Ao apresentar este plano somente após sete anos e meio de mandato do sociocomunista Flávio Dino (PSB), Brandão reforça a constatação de que Dino fracassou no desenvolvimento do Maranhão.

– O Maranhão vive um momento de retomada econômica, em razão dos programas que o governador Carlos Brandão está apresentando à sociedade. São passos importantes em relação à atividade econômica, promovendo ações que vão garantir o crescimento econômico com sustentabilidade, garantindo mais empregos, mais renda à população e, consequentemente, melhor qualidade de vida – disse o secretário de Planejamento Luís Fernando, Silva.

A declaração de Luís Fernando reforça ainda mais a ideia de que Dino passou sete anos e meio sem pensar no assunto, o que fica ainda mais nítido quando o diretor executivo da Federação das Indústrias, Celso Gonçalo, revela tratar-se de “um documento que foi discutido já algum tempo com vários segmentos do empresariado maranhense”.

O plano anunciado por Brandão abrange desde o agronegócio, passando pela construção civil, a indústria e o setor de serviços.

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Pressionado por acordos de campanha, Brandão cobra da equipe pressa na liberação de emendas

Governador-tampão quer acelerar a liberação de recursos a deputados e prefeitos como forma de dar agilidade ao seu projeto de reeleição, prejudicando obras e serviços que foram paralisados a partir da troca de governo

 

Brandão quer encerrar as obras no interior e manter apenas distribuição de cestas básicas para poder garantir pagamento de emendas a deputados e prefeitos

Pressionado por deputados que aderiram ao seu projeto de poder, o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) decidiu cobrar pressa de sua equipe de governo na liberação de recursos de emendas parlamentares.

A ordem do tampão é priorizar esses recursos até julho, quando encerra o prazo que ele tem para firmar convênios e contratar para o governo.

A liberação das emendas é uma promessa do governador em troca da adesão de deputados estaduais e prefeitos ao projeto de reeleição.

A negociação com os deputados está sendo feita pelo chefe da Articulação Política, Rubens Pereira, mas enfrenta questões burocráticas e técnicas, que Brandão agora decidiu atropelar.

Para pagar as emendas, o governo deve paralisar obras e serviços que vêm sendo feitos no interior maranhense, mantendo apenas a entrega de cestas básicas e a programação de festas, o chamado pão e circo ao eleitor mais necessitado.

Brandão força o pagamento das emendas aos deputados por que tenta garantir antes das convenções uma liderança consolidada nas pesquisas, após o fracasso da ação que Flávio Dino, que forçou essa liderança, mas não conseguiu, antes mesmo do fim do seu mandato.

O problema é que o governador-tampão tem pouco mais de 60 dias para honrar todos os compromissos de governo para 2022.

Mas quer priorizar os compromissos de campanha…

 

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Brandão exalta fracasso de Flávio Dino contra a miséria e carrega cesta básica como troféu no interior

Ao transformar uma ação justa – e que deveria ser temporária – em uma política permanente de governo, governador-tampão mostra sua gestão terá mesmo a marca das velhas políticas do pão e circo e da exploração da pobreza

 

Imagem que envergonha: Carlos Brandão exibe como troféu cesta básica no interior maranhense, numa exploração da miséria típica dos antigos coronéis do interior

Análise da notícia

Os números não mentem e mostram que o ex-governador Flávio Dino (PSB) fracassou em sua principal promessa de campanha: tirar o Maranhão da miséria.

Agora, o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) agora mostra claramente que exalta este fracasso e pretende continuar com a exaltação da miséria iniciada pelo seu antecessor, substituindo políticas públicas de inclusão por distribuição em massa de cestas básicas.

A imagens que ganharam as redes sociais neste fim de semana, em que Brandão aparece levantando uma pequena cesta básica como se fosse troféu, é o simbolismo mais claro de um governo que optou mesmo por explorar a miséria em proveito político.

O vídeo em que tampão se mostra orgulhoso de entregar cestas básicas é a imagem típica do coronelismo que reinou no Maranhão por séculos; imagem que envergonha todos aqueles que sonham com um estado livre e próspero, sem dependência de gestos vergonhosos como este .

Às vésperas de completar o primeiro mês do seu curto mandato como governador-tampão, Brandão não apresentou ainda nenhum projeto estruturante  que possa apontar para a dignidade da população; pelo contrário, sua proposta mais festejada foi a realização “do maior São João da história”.

Adversário de Brandão e principal ameaça à sua ida ao segundo turno das eleições, o ex-prefeito Lahésio Bonfim (PSC) classificou o atual mandato de “governo de pão e circo”.

Já o senador Weverton Rocha (PDT), líder em todas pesquisas,  foi ainda mais duro com a grande promessa de São João feita por Brandão.

– O São João é importante, mas um governador que assume em meio à miséria, à pobreza e à fome acha que política do pão e circo  ainda vai funcionar? – questionou o senador, em encontro com trabalhadores e lideranças políticas de esquerda.

Mas Brandão vai continuar entregando pão e circo em troca de votos, por que é da sua própria natureza.

Representante das antigas elites políticas e coronelistas do interior maranhense – muitos dos quais de volta ao poder em seu governo – ele sempre atuou explorando a miséria como poder político.

E se ajudou Flávio Dino a piorar esta miséria, é por que só sabe agir assim…

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Há um mundo diferente! Entendam isso…

Enquanto muitos estão preparando barracas de camping, triciclos e outros equipamentos para passar o feriado de Semana Santa na praia ou na montanha – seja lá o que isso signifique no Maranhão – outros esperam apenas uma oportunidade de comer uma torta de sururu com arroz de cuxá na companhia de filhos e netos

 

Enquanto ricos e novos ricos passeiam felizes pelos deques de barreirinhas – esquecendo as divergências políticas entre si…

Ensaio

Se vê dezenas, centenas, se arrumando para passar o fim de semana de feriado em Barreirinhas; ou quem sabe Rio de Janeiro ou Cancun, para os mais abastados.

Outros só querem uma torta de sururu para dividir com os seus.

No dia que o Maranhão entender que o cara que está na SW4 de quase R$ 500 mil pode viver tão dignamente – se não roubar – quanto o outro que está vivendo do seu salário mínimo, tendo auxílio público se precisar de Saúde ou Educação, aí esse Maranhão será bem melhor.

Há uma multidão lá em baixo esperando para viver.

Esperando para poder preparar sua caminhonete neste feriadão de Semana Santa – quem sabe no próximo, de Tiradentes? – para levar a família a um lugar que tenha sol.

Nunca vai haver esse lugar para todos se o mais importante for o tamanho da caminhonete do cara que divide a bancada lá na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa. 

…ainda haverá miséria na mesma Barreirinhas que abriga artistas, políticos e poderosos do mundo inteiro sob o mesmo sol

E se a opinião pública perceber – aquela que não se envolve em política – que neste final de semana não tem campanha, não tem ninguém agredindo ninguém ou falando mal de ninguém, por que todos estão no mesmo lugar ao sol?

É um feriadão, todos estão juntos; menos aqueles que não se movem de lugar. 

Mas lá na frente, depois do Tiradentes, estão todos eles atrás dos que não se movem.

Depois de passarem pelos feriadões ao sol do Caribe –  ou, para os novos ricos, o de Barreirinhas – aí a parte de baixo terá valor.

E quem sabe uma nova sardinha congelada no feriado de Corpus Cristhi?

Já imaginou, arraia miúda?!?

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Fracasso de Flávio Dino atinge Brandão e irrita familiares do governador-tampão

Aumento da miséria no Maranhão, desprezo por servidores públicos, estradas intrafegáveis, aumento de impostos e calote de R$ 280 milhões no Bank of América tem prejudicado a pré-campanha do sucessor, que tenta usar sua própria rede de mídia para se decolar da imagem ruim deixada pelo governo comunista

 

Brandão tenta se descolar de Flávio Dino, mas o ex-governador insiste em carregar consigo a ideia de que o seu governo continua com o tampão

O fim da gestão de Flávio Dino (PSB) no Maranhão expôs em luz neon a farsa que foi o governo comunista.

Mas esta farsa – que vem ganhando cores cada vez mais fortes nas últimas semanas – atinge também o sucessor de Dino, o governador-tampão Carlos Brandão, que tenta viabilizar sua reeleição em meio à greve de servidores públicos, aumento da miséria em todos os níveis e agora um calote de R$ 280 milhões deixado pelo comunista.

Mais próximo do antigo Grupo Sarney que do próprio Flávio Dino, Brandão usa a mídia poderosa do grupo para se descolar da imagem ruim deixada por Dino, mas enfrenta dificuldades pelo envelhecimento precoce do próprio governo, formado por ex-políticos que já estavam com as chuteiras penduradas.

O grande legado da gestão de Flávio Dino é o aumento da miséria e o fracasso no combate à fome.

E este legado atinge Brandão em cheio, deixando o vice-governador estagnado nas pesquisas e sem poder atender a aliados sedentos de espaços de poder e dinheiro.

A divisão da comunicação em dois grupos distintos – dinistas e sarneysistas – um comandado por Ricardo Capelli e outro por Sérgio Macedo, tem tornado ainda mais difícil a vida do governador-tampão.

Seguindo as ordens de Flávio Dino, Capelli insiste em vincular o atual governo com o antecessor, tentando mostrar que Brandão é a continuidade de Dino; isso irrita a família do tampão, que usa Macedo para tentar vender a imagem de um novo governo, todo novo, embora com velhas práticas.

Quinze dias depois de assumir o mandato, Brandão ainda não se decidiu se é governador ou candidato, confundindo as agendas e a própria população, boa parte sem saber ainda quem é que continua mandando.

E ele só tem mais 75 dias para dar sua imagem ao Maranhão…