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“Vou estar atento e acompanhar de perto”, diz Weverton sobre empréstimo do MA…

Membro da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, parlamentar maranhense pode ser o relator da proposta ainda em discussão no Governo do Estado, que precisa resolver suas pendências com a União antes de buscar novo crédito

O senador Weverton Rocha (PDT) criticou nesta segunda-feira, 28, em entrevista à TV Mirante, a movimentação do governo Carlos Brandão (PSB) em busca de novo empréstimo internacional; segundo ele, o problema no estado é o aumento de despesas na atual gestão.

– Você não pode simplesmente usar um dinheiro que você não tem. Então como é que você aumenta suas despesas? – questionou o senador, com base nas informações da semana passada, dando conta de que o Maranhão foi o estado que mais aumentou as suas despesas em 2023.

– Antes de pensar m novo empréstimo, o estado precisa rever seus custos – orientou Weverton.

O senador é membro da Comissão de  Assuntos Econômicos do Senado e deve assumir a relatoria do empréstimo, caso este chegue mesmo a ser libertado pelos organismos internacionais.

– Certamente eu vou estar atento e vou acompanhar de perto – ressaltou…

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A imagem que Flávio Dino quis produzir no Palácio dos Leões…

“Uma foto para a história”; assim anteviu este blog Marco Aurélio d’Eça, ainda na sexta-feira, 25, sobre a imagem construída em detalhes pelo ministro da Justiça Flávio Dino – num recado direto ao governador Carlos Brandão – durante evento no Palácio dos Leões ao lado do vice-governador Felipe Camarão e do senador Weverton Rocha

 

Weverton, Camarão e Dino: o recado a Carlos Brandão foi exposto em cores vivas dentro do Palácio dos Leões

Este blog Marco Aurélio d’Eça fez a seguinte assertiva logo na abertura do post “O cachimbo da paz entre Flávio Dino e Weverton Rocha”, publicado às 7h da sexta-feira, 25: “a imagem dos três juntos precisa ser guardada para a história (…)”.

E era exatamente esta imagem – sem o governador Carlos Brandão (PSB) – que o ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) quis produzir com seu evento no Palácio dos Leões, ocorrido horas depois da postagem.

Para isso, o ex-comunista usou sem pudores tanto o governador em exercício Felipe Camarão (PT) quanto o senador Weverton Rocha (PDT), que nem se fizeram de rogados.

A foto produzida no Palácio dos Leões é uma espécie, não de “imagem do dia”, como costuma postar este blog Marco Aurélio d’Eça, mas de uma “imagem do futuro”, que aponta para 2026.

Perceba que nela falta um personagem, já que a chapa na sucessão daquele ano terá um candidato a governador e dois candidatos a senador.

No projeto de Flávio Dino, um destes candidatos ao Senado pode ser o próprio Brandão; ou não!

Tudo dependerá do governador…

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Carlos Brandão também em paz com Flávio Dino

Mesmo de férias e fora do Maranhão, governador usou as redes sociais para agradecer ao ministro da Justiça pela entrega de viaturas, equipamentos e dispositivos nos setores da Segurança Pública e da Educação, em mais uma demonstração da reaproximação entre os dois líderes políticos

 

Postagem de Brandão nas redes sociais agradecendo ao minsito9r da Justiça Flávio Dino: pacto pela segurança

O governador  Carlos Brandão (PSB) manifestou-se em agradecimento público ao ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) nesta sexta-feira 25, após entrega de viaturas, equipamentos e assinatura de convênios nas áreas de Educação e  Segurança Pública.

Brandão, que está de férias, não participou da solenidade no Palácio dos Leões – presidida pelo governador em exercício Felipe Camarão (PT) – mas publicou partes do evento em seu perfil no Instagram.

– Gratidão ao presidente Lula, ao Flávio Dino, que retorna ao Maranhão com um pacote de ações para fortalecer a segurança – disse Brandão, ao postar imagens das viaturas e da solenidade .

Na semana passada, o blog Marco Aurélio d’Eça publicou post revelando uma conversa telefônica entre Brandão e Flávio Dino que significou o início da reaproximação entre os dois.

Nesta sexta-feira, 25, após a solenidade, Flávio Dino reforçou que não há nenhum tipo de estremecimento entre ele e o governador; e atribuiu as informações neste sentido às especulações.

Aguarda-se, agora, encontro publico dos dois, de forma espontânea e sem formalidades.

De qualquer forma, a movimentação de  Flávio Dino – que trouxe em sua comitiva também o senador Weverton Rocha (PDT), outro com quem está em processo de reaproximação, como revelou o blog Marco Aurélio  d’Eça – aponta, de fato, para um fim na crise. 

E sendo assim, fica “tudo como dantes no quartel de Abrantes”…

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O cachimbo da paz entre Flávio Dino e Weverton Rocha…

Afastados desde as eleições de 2022 – quando o senador decidiu lançar-se ao Governo do Estado e o agora ministro decidiu-se pelo apoio ao governador Carlos Brandão – os dois líderes políticos estão em processo de rearticulação e reunificação de grupos, o que deve resultar em projetos eleitorais já em 2024, com foco principal em 2026

 

A velha e boa agenda de esquerda reaproximou Weverton de Flávio Dino, história que começa a ser contada novamente nesta sexta-feira, 25

O ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT) estarão juntos nesta sexta-feira, 25, em uma solenidade no Palácio dos Leões com o governador em exercício Felipe Camarão (PT); a imagem dos três juntos precisa ser guardada para a história, assim como alertou este blog Marco Aurélio d’Eça, ontem, no post “Sem Brandão, Flávio Dino volta ao Palácio dos Leões…”.

Dino e Weverton estão em franco processo de refazer as pazes, estão de novo mais juntos no debate político, conversam como líderes partidários e de grupos que são; e devem estar aliançados – ou no mínimo próximos – já nas eleições de 2024.

O blog Marco Aurélio d’Eça ouviu durante toda a semana aliados de Dino e de Rocha – prefeitos, deputados, líderes partidários, militantes políticos – e soube diversas histórias sobre esta reaproximação.

Segundo interlocutores de ambos, o senador e o ministro já se reuniram fora da agenda e já dividiram a mesma mesa de jantar; a solenidade desta sexta-feira, 25 no Palácio dos Leões, porém, é a primeira agenda oficial em que os dois dividem os holofotes.

Mas terá simbolismo ainda maior por que, com eles, estarão seus principais aliados partidários e políticos, apontando para um caminho futuro; gente do PSB, do PCdoB, do PDT e também do PT.

História na agenda de esquerda

Em maio de 2021, o blog Marco Aurélio d’Eça publicou o post “pauta de esquerda tende a unificar agenda de Flávio Dino e Weverton…”. À época, o senador ainda alimentava a esperança do apoio do ainda governador ao seu projeto de poder.

Mas Dino optou por Brandão e a história desta decisão ainda está sendo contada aos maranhenses.

Já em 2023, novo post em Marco Aurélio d’Eça, desta vez em tom mais crítico, mostrando a ilusão de Weverton em estar em uma mesma chapa que Dino em 2026.

Mas o que parecia ilusão começa a tornar-se fato; e hoje se desenha em cores mais reais no Palácio dos Leões.

Simples assim…

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Fábio Câmara reafirma permanência no PDT e quer partido forte em 2024…

Ex-vereador diz que tem compromisso de honra com o senador Weverton Rocha e vê caminhos importantes para a legenda na sucessão municipal, tanto com candidaturas próprias quanto em aliança com outros candidatos, incluindo o atual prefeito Eduardo Braide; “não fechamos portas”, diz o ex-parlamentar

 

Fábio Câmara vai estar ao lado do senador Weverton Rocha no PDT nas eleições de 2024

O ex-vereador e ex-candidato a prefeito de São Luís Fábio Câmara manifestou-se nesta quinta-feira, 10, com exclusividade ao blog Marco Aurélio d’Eça sobre o futuro do PDT maranhense;  além de reafirmar seu compromisso de honra com o senador Weverton Rocha, Câmara reafirmou que permanece no partido, por onde pretende disputar as eleições de 2024.

– Meu compromisso com o senador Weverton Rocha é nacional, por isso permaneço no PDT; e vejo o partido novamente grande em 2024, podendo optar por candidatura própria, por que tem nomes de peso para isso, ou mesmo firmar alianças com qualquer um dos candidatos – afirmou o ex-vereador, que também já disputou a Prefeitura de São Luís.

Fábio Câmara filiou-se ao PDT em 2021, legenda por onde concorreu à Câmara Federal em 2022, alcançando a segunda suplência; ele rechaça a ideia de esvaziamento do partido, possibilidade já apontada inclusive no blog Marco Aurélio d’Eça. (Relembre aqui)

Embora haja movimentos de pedetistas em sentido contrário, Fábio Câmara não descarta aliança com nenhum dos candidatos, nem mesmo com o prefeito Eduardo Braide (PSD) ou com o deputado federal Duarte Júnior (PSB).

Mas lembra que há pedetistas prontos para encarar a prefeitura.

– É preciso entender que o PDT tem quadros. O próprio senador Weverton tem cacife eleitoral para concorrer em São Luís; Temos o deputado Osmar Filho; eu próprio já concorri à prefeitura. E não descartamos nenhuma aliança. Todos os candidatos sabem o tamanho eleitoral do PDT em São Luís – afirmou.

Para o ex-vereador, no entanto, o projeto inicial é mesmo buscar o retorno à Câmara de São Luís, sobretudo, analisa ele, em um momento de pouca credibilidade e participação do parlamento na vida do povo.

– Não me preocupo com o Câmara, me preocupo com a Câmara. É preciso um parlamento que tenha capacidade de discussão e entendimento dos problemas de São Luís. Se analisarmos os últimos oito anos, tudo o que se discute hoje, não apenas aqui, mas no mundo, são pautas que eu comecei a debater lá atrás; por que, enquanto os outros buscam a verba, eu estudo a cidade para ter o verbo – provocou.

Fábio Câmara avalia que o partido terá uma nominata forte para disputar as vagas no parlamento, mas ressalta o debate nacional de federalização com o PSB, que pode mudar toda a configuração da campanha eleitoral.

– Mas isso, como diz o próprio blog Marco Aurélio d’Eça, é uma outra história – brinca o pedetista…

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PDT corre risco de esvaziamento em 2024…

Partido que protagonizou as eleições em São Luís entre 1988 e 2020 entrou em processo de autofagia desde o resultado das eleições de 2022 – por falta de projeto eleitoral e posicionamento político – e pode ter sua bancada reduzida na Câmara Municipal antes mesmo do início da campanha municipal

 

A forte campanha de 2022 deixou frustrados tanto Weverton quanto o PDT, que aprecem não conseguir reencontrar o rumo político

Análise da notícia

Sem perspectiva majoritária para as eleições municipais e sem um rumo político definido, o PDT corre o risco de desaparecer da Câmara Municipal antes mesmo do início da campanha de 2024.

Em 2023 o PDT completa 35 anos de protagonismo absoluto nas eleições da capital maranhense, desde a época de Jackson Lago, quando tinha um projeto político-ideológico claro no estado; mas em 2024 deve estar fora de qualquer debate majoritário.

A imprensa política vem tratando nos últimos dias da ameaça de debandada de vereadores, suplentes de vereadores e pré-candidatos à Câmara Municipal por falta de consistência na chapa que pretende disputar o pleito do ano que vem. (Leia aqui e aqui)

Histórico no partido, o ex-vereador Ivaldo Rodrigues já anunciou filiação ao PSDB; outro ex-vereador, Fábio Câmara, também não pretende concorrer às eleições pela legenda.

Hoje, a bancada do PDT está restrita aos vereadores Pavão Filho, Nato Júnior e Raimundo Penha; os dois primeiros também podem deixar o partido na janela partidária de abril para tentar salvar a reeleição. Embora continue filiado, Penha já está integralmente envolvido na campanha do colega Paulo Victor, que se filia nesta sexta-feira, ao PSDB.

Acéfalo desde que perdeu as eleições de 2022, o PDT não se reúne e não discute o processo eleitoral na capital maranhense.

Dirigente maior do partido, o senador Weverton Rocha está em compasso de espera por que aposta suas fichas em um rompimento entre o ministro Flávio Dino e o governador Carlos Brandão (ambos do PSB), na ilusão de estar na chapa do ex-comunista em 2026.

Sem essa garantia, o PDT vai vendo o tempo passar, com um forte processo de autofagia entre as lideranças; nomes como o ex-presidente da Famem, Erlânio Xavier, e o deputado Glalbert Cutrim mostram claro afastamento de Weverton, segundo revelara a mídia de São Luís. (Saiba mais aqui e aqui)   

Internamente, as lideranças históricas reclamam da falta de diálogo e debates nos diretórios; e da falta de um projeto claro de poder discutido com a militância, sobretudo em São Luís.

Sem força na capital, os olhos do senador-presidente têm se voltado para o interior, onde fortalece prefeitos e pré-candidatos a prefeito com articulação de emendas e recursos.

É a partir do interior que ele pretende retomar o protagonismo perdido a partir de 2022…

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Flávio Dino quer base com Duarte em 2024 para barrar Brandão em 2026…

Ministro da Justiça decidiu pressionar os partidos mais próximos do seu espectro político com o argumento de que tendo o vice-governador Felipe Camarão e o eventual prefeito de São Luís na sucessão estadual impedirá uma debandada do aliado do Palácio dos Leões, que aposta em outras candidaturas na capital maranhense

 

Com Duarte tendo o apoio de Lula em 2024, Dino entende que pode frear o projeto de Brandão para 2026

O grupo do ministro da Justiça Flávio Dino iniciou uma ofensiva nos partidos à esquerda para garantir uma base de apoio ao deputado federal Duarte Jr. (PSB) nas eleições de 2024; além do próprio PSB, já estão certos na coligação o PT, o PCdoB e o PV, que formam a federação Brasil-Esperança.

Dinistas falam ainda do PDT, do senador Weverton Rocha, hoje convencido de que pode ter um palanque com Dino em 2026; mas já trabalham também para ter o PL, do deputado Josimar de Maranhãozinho, e o PP, cujo presidente estadual André Fufuca é cogitado para o ministério.

Dino percebeu que Duarte Jr. seria sua única opção na sucessão do prefeito Eduardo Braide (PSD) ao ver a movimentação do governador Carlos Brandão (PSB) por alternativas próprias em São Luís, como o deputado estadual Neto Evangelista (União Brasil) e o vereador Paulo Victor (futuro PSDB).

Com Duarte eleito prefeito, entende o ministro da Justiça, Brandão teria ainda mais dificuldades, caso decida repetir o gesto de José Reinaldo Tavares, 20 anos depois, e ficar no governo até o final, inviabilizando o vice Felipe Camarão (PT) e apoiando outro candidato a governador.

Já está certo, por exemplo, que caberá à federação Brasil-Esperança o vice de Duarte Jr., provavelmente do PT, para envolver o presidente Lula diretamente na campanha; foi por isso que o PV decidiu barrar a entrada do ex-prefeito Edivaldo Júnior, que já não atende aso interesses políticos diretos de Dino.

O reforço à campanha de Duarte pressiona também o próprio Brandão a decidir-se logo sobre 2024; caso decida manter o palanque com Dino, garante as condições de eleger-se senador na chapa do candidato a governador, que, neste caso, seria, naturalmente, Felipe Camarão.

Neste momento da pré-campanha, no entanto, Brandão parece ter outros planos. Além do União Brasil, de Neto, e do PSDB, de Paulo Victor, o governador já conta com MDB e Podemos; e no Palácio dos Leões não se descarta, inclusive, uma aproximação com Eduardo Braide.

Mas esta é uma outra história…

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O Globo só disse de Flávio Dino e Brandão o que este blog diz desde o fim da eleição…

Matéria do jornal carioca confirmando o afastamento entre o ministro da Justiça e o governador do Maranhão ganhou interpretação de acordo com a identificação ideológica de cada analista, mas nenhuma delas consegue mais esconder o óbvio, revelado pelo blog Marco Aurélio d’Eça ainda durante a transição: os dois já não são mais aliados nos mesmos níveis de outrora, como mostra a linha do tempo desde a pré-campanha de 2022

 

Visita de Brandão a Sarney em São Luís; ex-presidente é hoje a opção do governador para furar o bloqueio criado por Flávio Dino em torno de Lula

Análise da Notícia

Ganhou uma forte repercussão no Maranhão a matéria do jornal O Globo desta segunda-feira, 14, confirmando o afastamento político entre o ministro da Justiça Flávio Dino e o governador Carlos Brandão (ambos do PSB); a matéria é, na verdade, uma compilação de diversas situações ocorridas ao longo dos últimos dois anos, a maioria delas tratadas pelo blog Marco Aurélio d’Eça.

O fato incontestável confirmado por O Globo, tratado pelos analistas maranhenses que abordaram a matéria do jornal carioca e que já havia sido antecipado nesta página: Flávio Dino e Brandão já não rezam a mesma cartilha.

O afastamento começou a ganhar cores públicas em março, quando Brandão decidiu afastar de sua gestão os principais operadores de Flávio Dino, a exemplo do ex-chefe da Casa Civil, Diego Galdino, do então secretário de Segurança, coronel Sílvio Leite e, principalmente, do presidente da Emap, Ted Lago.

A exoneração de Lago do comando do Porto do Itaqui, aliás, foi destrinchada pelo blog Marco Aurélio d’Eça em post próprio, em janeiro, com o título “Demissão de Ted Lago foi a maior pera de Flávio Dino no governo Brandão…”.

Mas o clima já não vinha bom desde o fim da campanha, com a reaproximação pública do governador, agora reeleito, e o grupo Sarney, relação avalizada no início pelo próprio Dino, que depois passou a reclamar a aliados no Maranhão e em Brasília.

Brandão abraçou os Sarney, levou diversos membros do grupo para o coração do governo e estreitou ainda mais a relação que já era íntima entre Dino e o grupo Mirante, braço de comunicação da família do ex-presidente da República.

Outro golpe do governador nas pretensões de hegemonia do grupo dinista se deu na eleição da Assembleia, novamente antecipada pelo blog Marco Aurélio d’Eça.

Ainda em novembro, quando toda a mídia maranhense reforçava uma possível reeleição do presidente Othelino Neto (PcdoB) – ou, no máximo, uma disputa deste com decanos, tipo Antonio Pereira (PSB) ou Arnaldo Melo (PP) – o blog Marco Aurélio d’Eça trouxe a informação definitiva, no post “Brandão quer homenagear mulheres com Iracema Vale no comando da Assembleia…”.

Iracema foi eleita presidente da Assembleia em fevereiro; e reeleita em junho para um segundo mandato a ser iniciado apenas em 2025, fato contestado no Supremo Tribunal Federal, como uma espécie de troco de Dino, assim como apontado no post “Tese contra reeleição de Iracema foi levandata pelo próprio PSB…”.

Esvaziado no governo, Flávio Dino decidiu dedicar suas atenções para o governo Lula, no qual fora alçado ministro da Justiça.

E desde então criou uma espécie de muro entre Brandão e Lula; para não ficar sem acesso ao presidente em Brasília, o governador procurou quem? Ninguém menos que o próprio Sarney, história também contada no blog Marco Aurélio d’Eça, no post “A guerra entre Flávio Dino e Sarney por Brandão em Brasília…”.

Os Sarney deram a Brandão o comando do MDB maranhense, numa movimentação que passa pelas eleições municipais de 2024, mas tem como pano de fundo a ainda distante sucessão de 2026.

Três dias antes da reportagem de O Globo – e seis dias depois do post do blog Marco Aurélio d’Eça sobre a guerra entre Dino e Sarney por acesso de Brandão a Lula – Brandão gerou a imagem que ilustra este post, com uma visita pessoal ao ex-presidente Sarney, que estava se recuperando de uma queda em sua casa.

Esta é a linha do tempo da relação de Flávio Dino e Carlos Brandão, história que também foi antecipada no blog Marco Aurélio d’Eça, ainda em maio de 2021, no visionário post intitulado “Pauta de centro-esquerda tende a aproximar agendas de Flávio Dino e Weverton Rocha…”.

Mas esta é uma outra história…

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Jackista diz que PDT perdeu até o direito de sentar à mesa das eleições 2024

Histórico no partido, ex-secretário Abdelaziz Santos faz em artigo críticas duras às lideranças – umas por omissão e falta de diálogo com a militância, outras por apostar em candidaturas sem discussão prévia com os movimentos organizados – e lamenta que, com um senador, um deputado federal, quatro deputados estaduais e três vereadores em São Luís a legenda “pareça cambalear”, “sem norte político”

 

Weverton, por omissão, e Penha, por posição pessoal, são os alvos principais de Aziz Santos pela letargia do PDT em São Luís

O ex-secretário Abdelaziz Santos – que comandou a Administração e o Planejamento nas gestões de Jackson Lago em São Luís e no Governo do Estado – voltou neste fim de semana a criticar a letargia do seu partido, o PDT, no debate sobre as eleições de 2024.

Sem citar nomes, Aziz Santos critica duramente “lideranças que falam apenas com quem querem e não ouvem a militância” e outras que “apostam em candidaturas deste ou daquele sem discussão prévia com movimentos organizados”.

O artigo “O PDT e suas idiossincrasias”, de Aziz, foi publicado nos principais jornais e  páginas de internet no sábado, 15 e domingo, 16.

– Tantas batalhas, tanto tempo de combate, de repente tudo isso jogado fora como se nada tivesse valido a pena. Ainda há tempo, senhores. Precisamos urgentemente sair desse pântano de areia movediça, convidar os movimentos organizados e a militância em geral para traçarmos os nossos rumos, a nossa caminhada – afirmou o líder jackista.

Embora não tenha citado nomes, tudo indica que o artigo de Abdelaziz é um recado direto ao senador Weverton Rocha e ao vereador Raimundo Penha, as lideranças mais expostas do PDT – por ação ou omissão – no que diz respeito à sucessão do prefeito Eduardo Braide (PSD).

A crítica a Weverton se dá pela omissão do debate, por “falar apenas com quem quer” e “não ouvir a militância”; já a provocação a Penha é por conta de sua insistência em tirar o PDT do jogo da sucessão e defender pessoalmente a candidatura do colega Paulo Victor (sem partido), “não se sabe bem o por quê”, segundo afirmou Aziz.

– Se pensarmos no cenário de São Luís, a nossa Capital, após o PDT ter comandado exitosamente o município por décadas, o quadro é de uma tristeza sem precedentes. Não há conversa, não se tem notícias de diálogo – afirmou o ex-secretário.

Este blog Marco Aurélio d’Eça também tem feito ponderações a respeito da postura do PDT na sucessão de Braide; a legenda, hoje comandada por Weverton Rocha está no poder em São Luís desde 1988, seja com prefeito próprio, seja participando de gestões.

Mas desde o fracasso nas eleições de 2022, parece ter perdido o rumo e ressentindo-se de falta de liderança e diálogo, vivendo uma inédita “divergência conceitual interna…”.

– O PDT tem história ímpar e quadros excelentes para uma boa disputa eleitoral. Temos 4 deputados estaduais, 3 vereadores em São Luís, 1 deputado federal e 1 senador. Somos muitos. Falta diálogo, falta liderança. Apenas isso – desabafou o ex-auxilair de Jackson Lago.

No artigo “O PDT e suas idiossicrasias”, Aziz Santos aponta a artilharia também para Braide, que “no segundo turno ajudamos a eleger” em 2020.

– Se é verdade que este deixou de cumprir compromissos com o Partido, poderá ter o mesmo fim da Conceição, do Tadeu e do Holandinha. Se existiram politicamente ninguém sabe, ninguém viu – bateu Aziz.

O ex-secretário cobra postura das lideranças e recolocação do PDT nos trilhos do debate eleitoral, para evitar o fim melancólico do partido.

– Fala-se que o PDT hoje perdeu até o direito de sentar-se à mesa de negociações sobre as próximas eleições, tudo isso porque as lideranças não nos apontam caminhos – avalia.

Abaixo, a íntegra do artigo de Abdelaziz Santos:

O PDT e suas idiossincrasias

No passado, o PDT e o PT tinham uma coisa em comum: os governos do Brasil geralmente se inclinavam à direita e os partidos mais à esquerda abraçavam a política sem o desejo prematuro de poder. Posteriormente, ambos ganharam eleições importantes. O PT então encantou-se com o poder e decidiu abandonar seu Projeto de Nação ainda não consolidado, fixando-se num Projeto de Poder que o mantém até hoje na política brasileira, agora cada vez mais fragilizado. Sua liderança máxima, o Lula, aonde vai no exercício da Presidência é falando coisas de arrepiar: casos da Ucrânia, Venezuela, democracia relativa e outras bobagens que tais. A última é que o Governo está vivendo sua melhor fase com o Legislativo. Quer dizer, o Centrão manda e desmanda e isso é bom para o Governo, segundo o Presidente. Ficamos livres do Bolsonaro, mas não de bobagens

Já o PDT, diferentemente do PT, quando assumia funções de governo mostrava que era pela educação que se resolveria o nó górdio do atraso do Brasil e, exercendo ou não o poder, sempre empunhava as bandeiras do desarmamento mundial, da superação do subdesenvolvimento econômico e tecnológico do Terceiro Mundo, da garantia da soberania dos povos e, especialmente, em relação ao Brasil, da educação libertária. Enfim, o seu Projeto de Nação era a bússola, e mais importante do que o Poder.

Ocorre que, tendo perdido a alma com a morte do Brizola, o PDT perdeu-se nos descaminhos  da política. Mais recentemente ensaiou a candidatura de Ciro Gomes à Presidência e, não obstante, tudo o que este disse do PT e do Lula na campanha de nada serviu, pois o Partido resolve ironicamente compor o seu ministério, ao invés de adotar uma posição crítica ao governo, oferecendo sua contribuição ao Brasil, agora a partir do PND do Ciro. Triste!

Aqui, no Maranhão, vivemos tempos gloriosos sob a liderança do Jackson Lago, que perdia e ganhava eleições até assumir o Governo, logo deposto pelos Sarneys, servindo-se de golpe judiciário que manchou a biografia de vários ministros do TSE. O seu Projeto de Maranhão era claro. Com ou sem mandato, ao ser indagado qual o caminho a percorrer, a resposta era cristalina, ou seja, no caminho em que sempre estivemos, contrário às oligarquias que ajudaram a empobrecer a população que vivia – e vive – à margem do ciclo econômico do minério de ferro e da monocultura, e outros grupos que depredam a natureza em benefício dos seus próprios interesses, e a favor  da educação, da produção a partir do desenvolvimento local e da  inclusão das massas populares.

Testemunhei a firmeza de princípios de Jackson Lago ao recusar acenos de aproximação ao grupo Sarney.  Jamais rendeu-se ao canto das sereias! Preferiu imolar-se a ser criminosamente ceifado em vida, por via dos que pregam a capitulação dos ideais a um projeto de poder. Faltam-nos, no Brasil e no Maranhão, homens dessa têmpera.

Após a morte do nosso grande  líder das oposições maranhenses, o PDT parece cambalear, não se vislumbra o norte político.  O que ouço diariamente dos pedetistas que me visitam é que as nossas principais lideranças regionais falam apenas com quem querem, não ouvem a militância, preferem submeter-se ao jogo tradicional da política menor.

No plano municipal a desgraça se repete. O pior de tudo é que se percebe uma espécie de medo da militância na interlocução com as lideranças do partido. Os que dele dependem para sobreviver merecem nossa compaixão. E os outros, que têm vida própria, silenciam por quê?

Se pensarmos no cenário de São Luís, a nossa Capital, após o PDT ter comandado exitosamente o município por décadas, o quadro é de uma tristeza sem precedentes. Não há conversa, não se tem notícias de diálogo. Fala-se que o PDT hoje perdeu até o direito de sentar-se à mesa de negociações sobre as próximas eleições, tudo isso porque as lideranças não nos apontam caminhos. Aqui e acolá, um ou outro dirigente sai na frente, não se sabe se autorizado ou não, a apostar em candidatura deste ou daquele personagem, sem discussão prévia com os movimentos organizados, não se sabe bem  o porquê. Triste!

Nas eleições passadas, mesmo sem candidatura própria, fizemos um bom primeiro turno e, no segundo, ajudamos a eleger o Braide. Se é verdade que este deixou de cumprir compromissos com o Partido, poderá ter o mesmo fim da Conceição, do Tadeu e do Holandinha. Se existiram politicamente ninguém sabe, ninguém viu.

E nosso legado? Tantas batalhas, tanto tempo de combate,  de repente tudo isso jogado fora como se nada tivesse valido a pena. Ainda há tempo, senhores. Precisamos urgentemente sair desse pântano de areia movediça, convidar os movimentos organizados e a militância em geral para traçarmos os nossos rumos, a nossa caminhada. O PDT tem história ímpar e quadros excelentes para uma boa disputa eleitoral. Temos 4 deputados estaduais, 3 vereadores em São Luís, 1 deputado federal e 1 senador. Somos muitos. Falta diálogo, falta liderança. Apenas isso.

Abdelaziz Santos

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A guerra entre Flávio Dino e Sarney por Brandão em Brasília…

Ministro da Justiça tenta criar a ideia de que só ele é o caminho para Lula na capital federal – e até tem convencido disso algumas lideranças; mas o governador maranhense tem recorrido ao ex-presidente, que ainda mostra forte influência e já teve a primeira vitória contra o comunista, garantindo no CNJ o caminho que o Palácio dos Leões queria para a vaga de desembargador no TJ-MA

 

Flávio Dino, que sonha ser o novo Sarney em Brasília, enfrenta o prestígio do próprio Sarney em Brasília

Ensaio

O ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) tem tentado desde o início do mandato construir um muro na relação entre o presidente Lula (PT) e o governador  maranhense Carlos Brandão (PSB); Dino quer vender à classe política e à imprensa maranhense a ideia de que só ele é o caminho para Lula em Brasília.

Esta tese até tem convencido algumas lideranças, como os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), que hoje veem em Dino as esperanças de reeleição em 2026.

Mas Brandão tem buscado outro caminhos, como o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), que também furou o cerco de Dino e é hoje forte interlocutor no Palácio do Planalto.

O governador também tentou o próprio Weverton Rocha, inclusive, sem sucesso, e encontrou no ex-presidente José Sarney o seu principal porto seguro; é Sarney e seus aliados – e não Dino – quem tem aberto portas para o governador maranhense na capital federal.

E já conseguiu até impor uma derrota ao ministro.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio d’Eça, tem o dedo de Sarney na decisão do Conselho Nacional de Justiça que anulou as decisões do Tribunal de Justiça do Maranhão sobre a eleição do desembargador indicado pela OAB-MA; essa decisão garante a Brandão o caminho que ele quer na escolha da lista tríplice.

Outra batalha de Sarney com Dino por Brandão ocorre no Supremo Tribunal Federal, por conta da reeleição da deputada Iracema Vale (PSB) ao comando da Assembleia Legislativa. Dino é contra esta reeleição e seu partido, o PSB, é autor da tese que serve de inspiração para a ação que tramita no STF.

O curioso é que o próprio Dino – assim como toda a oposição anti-Sarney no Maranhão – passaram cerca de 30 anos acusando o ex-presidente de monopolizar o acesso aos poderes em Brasília; tendo ou não razão a acusação, o fato é que este blog Marco Aurélio d’Eça já escreveu diversos posts mostrando o sonho de Flávio Dino de ser um novo Sarney no Maranhão.

Carlos Brandão mostra frieza e inteligência emocional, coisa que Dino não tem, ao buscar caminhos para evitar a tutela absoluta do ministro da Justiça.

Mas Sarney e seu grupo político ainda na ativa também têm seus interesses; um deles é a indicação da advogada Anna Graziella Neiva ao TJ- MA, para onde Brandão quer mandar o advogado Flávio Costa.

E se eles quiserem cobrar agora esta fatura?!?