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Flávio Dino não é Bolsonaro…

Em artigo sobre a situação da Caema, sindicalista critica duramente diretores indicados pelo governador Flávio Dino e cobra deste ações de respeito aos trabalhadores

 

Por Marcos Silva

Hoje completou dois anos que o governo de Flávio Dino colocou na Diretoria de Operação e Relacionamento com os clientes da CAEMA uma pessoa de sua mais alta confiança, e a partir de janeiro de 2019 essa pessoa se tornou Diretor Gestão Administrativo-financeiro e de Pessoal.

André de Paula tinha tudo para usar a sua capacidade técnica para ajudar a empresa ser eficiente, reduzindo as Perdas Reais e as Perdas Aparentes, além de fazer avançar na atualização e expansão do cadastro de usuários ampliando o Faturamento e diminuindo a inadimplência e sugerido alternativas de garantir os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário para os que se encontram na linha da pobreza com o governo instituído programas que assegure de forma assistencial os serviços sem prejuízo para as finanças da CAEMA.

Porém, André de Paula fez uma opção pelo lado mais fácil que é justamente atacar aos Direitos dos trabalhadores desmontando o Acordo Coletivo de Trabalho- ACT e se recusando a conceder o reajuste salarial com base na inflação acumulada de maio de 2018 a abril de 2019.

Vale lembrar mais uma vez que toda essa estrutura de conquistas trabalhistas dos empregados da CAEMA resulta de décadas de luta dos trabalhadores organizados no Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários- STIU-MA.

Confesso que é difícil acreditar que tais ataques acontecem em um governo que se diz oposição ao governo de Bolsonaro, e que tem tido uma postura no cenário nacional que fortalece as esquerdas contra o governo do Bolsonaro e sua milícia familiar. Do qual tenho simpatia e respeito a essa atitude do Flávio Dino em liderar uma resistência ao governo miliciano do Bolsonaro que nos coloca nas trevas.

Entretanto, não podemos aceitar calado e sem resistência a essa humilhação que André de Paula faz aos trabalhadores da CAEMA em nome do governador Flávio Dino.

Se Flávio Dino é o mentor dessa infame ideia de lascar com os empregados da CAEMA onde a maioria recebem baixos salários e enfrentam péssimas condições de trabalho. Pois certamente não estar honrando sua própria história.

Trabalho há quase 13 anos na CAEMA e nunca assistir tamanha desgraça proposta aos empregados dessa empresa.

Também digo que mesmo o governo Flávio Dino destroçando os direitos dos trabalhadores e piorando as condições de trabalho, pois a CAEMA não sairá da crise e o governo será condenado a realmente iniciar uma fase de fracasso.

Portanto deixo o ultimo apelo público para que Flávio Dino reveja essa postura que não combina com quem quer enfrentar o governo de Bolsonaro e as reformas neoliberais.

Nenhum direito a menos! A Caema é viável e pode ter eficiência financeira.

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O Ministério Público hoje revelado e a história…

Por Marcos Lobo

Quem hoje se surpreende com o Ministério Público revelado pelas mensagens enviadas ao site The Intercept Brasil é porque não conhece a história.

Saulo Ramos conhecia e bem disse do que o Ministério Público já foi capaz e, pelo visto e revelado pelo site The Intercept Brasil, ainda é.

Como disse Saulo, não são todos do Ministério Público que praticaram/praticam irregularidades/ilicitudes contra investigados e acusados, mas que é uma prática histórica e recorrente, parece que não se tem mais dúvidas.

Melhor deixar que Saulo Ramos fale e revele o que sabia. Segue o texto abaixo:

“ARQUIVOS DA DITADURA

Texto de Saulo Ramos

Publicado na Coluna IN VOGA (Revista Jurídica Consulex, ano IX, n° 192, 15 de janeiro de 2005)

Neste abre e não abre os arquivos do governo militar, as entrevistas dos governantes atuais advertindo que os perseguidos, isto é, as vítimas serão mais comprometidas do que os perseguidores, esquerdistas dedos duros, a decisão de um tribunal convocando reunião de ministros e comandantes militares para indicarem onde estão os corpos de guerrilheiros assassinados pelo batalhão Heróis do Jenipapo, pessoas pedindo transferência, militares achando que começou o revanchismo, a lei de anistia foi para os dois lados, gente pedindo paz, deixa disto, já passou, somos irmãos – em toda essa fervura, ninguém diz uma palavra sobre o que mais terrível tivemos naqueles anos de chumbo, segundo definição de um historiador, o Ministério Público.

Quietinho, hoje mais ou menos herói nacional, sem jenipapo, com reais serviços prestados à sociedade e à lei, o Ministério Público não deve desejar que remexam no passado, porque, mais que os militares, seus membros, em grande parte, foram, na época, inquisidores fanáticos, arbitrários, subservientes, submissos à ditadura, terríveis.

Os militares abriam o IPM (Inquérito Policial Militar) e faziam barbaridades sustentadas pelo respaldo jurídico do respectivo Ministério Público. Depois as peças do IPM eram remetidas à Justiça Comum (quando acabaram as auditorias de guerra) e caiam na mão do Ministério Público Estadual, devidamente orientado e instruído pelo militar da área. Denúncias por ter assistido filme da Checoslováquia, por ter lido um livro de conotações esquerdistas, por ser amigo de um primo de um sujeito que era parente de um comunista.

Criaram a doutrina do medo, que até hoje existe de certa forma: ameaçavam os juízes com cassação sem aposentadoria. Atualmente não existe mais a cassação, mas os juízes, por tradição, conservaram o medo. Sobretudo, os federais. Sempre ressalvadas as honrosas exceções.

No caso do assassinato de Wladimir Herzog, nas masmorras do Dói/Codi, o Ministério Público sustentou a tese de suicídio com o maior cinismo. E fez mais: quando foi datilografada a sentença na ação proposta pela viúva, Sra. Clarice Herzog, o Ministério Público requereu mandado de segurança contra o juiz para impedi-lo de ler a sentença no dia marcado. No Tribunal Federal de Recursos um Ministro deu a liminar e me contou, depois, ou a liminar ou a cassação.

A liminar foi mantida até a aposentadoria do juiz, um mês depois. O Procurador da República envolvido ficou uma fera, porque o juiz substituto prolatou a sentença em favor de Dona Clarice. Não teve medo algum.

No caso Panair, o Ministério Público executou a intervenção decretada pelos militares e acabou com a companhia. Praticou todas as ilegalidades possíveis. Quando era muito acintoso o ato contrário à lei vigente, providenciava para que fosse feita outra e os militares baixavam decreto-lei atendendo ao pedido do fiscal da ordem jurídica. Quando a Panair, em processo de falência, demonstrou que seus ativos eram maiores que o passivo, requereu concordata suspensiva para evitar a dilapidação de seu patrimônio entregue ao Ministério Público. A pedido da nobre instituição, o governo baixou o Decreto-Lei n° 669. de 3 de junho de 1969, dispondo que “não podem impetrar concordata as empresas que, pelos seus atos constitutivos, tenham por objeto, exclusivamente ou não, a exploração de serviços aéreos de qualquer natureza ou infra-estrutura aeronáutica”. Na medida exata.

Felizmente as nova geração do Ministério Público, tanto o federal, como dos estaduais, melhorou muito, aprendeu um pouco de democracia, acabou entendendo o que é Estado de Direito, tem se conduzido com austeridade no combate ao crime. Mais ainda cai em tentação política quando abusa de suas competências em ações civis públicas e alguns, poucos é verdade, servem a interesses que nada têm que ver com a defesa da lei. O arquivamento dos casos de abusos de policiais militares, noticiados pela Folha, faz, de certa forma, lembrar os velhos tempos. Pode ser que sim, pode ser que não.

Mas se abrirem os arquivos da ditadura, a surpresa maior para os historiadores e famílias das vítimas será a atuação dos Procuradores da República e dos promotores públicos. Os militares, sobretudo os antigos e velhos, são aquilo que nós conhecemos. Gostavam de golpe legal, chamavam juristas para fundamentar seus atos arbitrários, acreditavam piamente estar defendendo a Pátria contra os comunistas e subversivos, que era ético matar a liberdade em nome da segurança contra a ameaça soviética, tinham a cabeça feita pelos Estados Unidos e queriam que tudo fosse praticado dentro da lei, inclusive a tortura e as mortes, embora não tivéssemos lei que as autorizasse. O Ministério Público interpretava a lei de acordo com esse desejo para que a consciência da ditadura dormisse em paz. Se abrirem os arquivos da ditadura, todos vão ter surpresas, menos nós os velhos advogados.

Saulo Ramos

é advogado, foi consultor-geral da República e Ministro da Justiça”

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O Luís Fernando de ontem; o Luís Fernando de hoje.

De revelação da política maranhense na década passada – com perspectivas até de ser governador – prefeito de Ribamar chega ao final desta década com mancha de covarde, traidor e destemperado no trato com populares

 

Recorte de vídeo em que o prefeito de Ribamar parte pra coma de comunitários: destempero emocional

Vez por outra, surgem notícias em blogs e sites da Grande São Luís e do interior dando conta de um bate-boca entre populares e o prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando Silva (PSDB), apontando forte desgaste do gestor. (Leia aqui, aqui, aqui e aqui)

Sensação política na década passada, exemplo de gestão e cogitado até para o Governo do Estado, a imagem do prefeito Luís Fernando de hoje contrasta radicalmente com a imagem que ele forjou em seu primeiro mandato.

Este blog tem isenção para analisar o perfil de Luís Fernando porque já fez críticas duras ao seu comportamento autoritário e arrogante, mas reconheceu sua capacidade de gestão. (Reveja aqui e aqui)

Aliás, este post tem um post gêmeo, com o mesmo título, publicado em 23 de agosto de 2017, que já apontava a diferença entre o Luís Fernando do passado – na pujança com apoio de Roseana – e o de agora, após aderir ao comunista Flávio Dino, no pós-arrego da eleição de 2014.

O Luís Fernando que emergiu do comunismo – após sucumbir à covardia e não disputar o governo, em 2014 – e ora comanda São José de Ribamar, não é nem sombra daquele Luís Fernando de 2004 a 2009, que transformou Ribamar em exemplo para o Maranhão.

Na pós-adesão ao comunismo de Flávio Dino, o ex-quase-candidato a governador vive o ocaso político e administrativo

Mas há explicação para o contraste entre os dois Luís Fernando.

Em seu primeiro mandato, embora este fato tenha ficado escondido nas prateleiras das conveniências políticas, o atual prefeito de Ribamar contou com uma estrutura de apoio com gente do quilate de Roseana Sarney, Edison Lobão, Nice Lobão e tantas outras lideranças capazes de dar a ele as condições para virar exemplo de gestão.

Roseana, por exemplo, viabilizou quilômetros e quilômetros de asfalto, garantiu infraestrutura nos bairros e povoados e ajudou na construção da imagem de gestor brilhante.

Dona Nice Lobão é a responsáveis pelos Liceus ribamarenses, que tanto destaque ganhou na mídia.

Hoje, isolado após arregar ao governo e se alinhar ao comunista que um dia ele próprio classificou de “político de gogó”, Luís Fernando virou o que se vê no dia a dia de Ribamar.

E a São José que tanto brilhou nos idos da primeira década dos anos 2000 é hoje apenas restos do que sobrou.

E Luís Fernando de 2018 apenas uma sombra do Luís Fernando de 2008…

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A mídia equivocada de Roberto Rocha…

Filho de ex-governador, com a infância passada no Palácio dos Leões, candidato do PSDB ao governo tem perfil aristocrata mantido pelas próprias circunstâncias; e a cada vez que tenta vender uma imagem de popular, acaba virando caricatura de si mesmo

 

MOCOTOZADA. Pela empunhadura da colher percebe-se quem tem experiência na arte da panelada; não é o caso do senador tucano

Editorial

O ar professoral e metódico é uma característica do perfil do senador Roberto Rocha (PSDB), qualquer que seja o interlocutor perguntado.

Filho de ex-governador, ele passou a infância no Palácio dos Leões e sempre teve posses para estudar bem, viver bem, viajar bem e morar bem.

Soa, portanto, caricatural a tentativa do tucano de parecer popular, afeito às questões mais básicas da população, apenas em períodos eleitorais.

A imagem divulgada esta semana, em que Roberto Rocha aparece comendo uma “pratada de mocotó” – ao lado dos também tucanos Waldir Maranhão e Wellington do Curso – soa tão artificial quanto aquela do governador Flávio Dino (PCdoB) batendo matraca com chapéu de boiero em pleno carnaval. (Relembre aqui)

E soa artificial não porque Rocha não possa comer um mocotó – pelo contrário, recomenda-se sempre! -, mas pelo fato de ele próprio cultivar uma imagem tradicionalista durante todos os anos de sua vida, beirando o popularesco em épocas de eleição.

PÉS-FRIOS? Imagem divulgada por Rocha logo após derrota da seleção brasileira na copa

Mas parece estar sendo uma rotina na agenda eleitoral do tucano a divulgação de imagens equivocadas e fora de contexto.

O que dizer da foto ao lado de Alckimin e dos demais tucanos, paramentados de patriotas canarinhos justamente no dia em que a seleção brasileira foi eliminada da Copa da Rússia pela Bélgica?

Roberto Rocha é um dos principais candidatos a governador no Maranhão, não se pode negar, mas precisa corrigir o timming e a oportunidade de suas divulgações.

Para não cair no ridículo ou virar caricatura.

Simples assim…

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As castas Judiciais do Brasil…

Decisão do ministro Edson Fachin, que reconhece a ilegalidade do ato do procurador Marcelo Miller, mas, mesmo assim, prende apenas seus cúmplices, expõe mais uma vez a ditadura do Judiciário na sociedade brasileira

 

No Brasil de castas, há cidadãos maiores e menores diante do Judiciário

Editorial

No Brasil de castas, juízes, desembargadores e ministros do Judiciário podem ter filhos assessorando políticos e esposas em escritórios de defesa de políticos que eles próprios julgarão.

No Brasil de castas, um desembargador, juiz ou ministro pode processar jornalista e ainda ter o caso julgado por um juiz de primeira instância de sua própria área de influência, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

No Brasil de castas de  Gilmar´s Mendes, Rodrigo’s Janot e Sérgio’s Moro, defendidos – até com agressividade – por associações extremamente corporativistas e reacionárias, o Judiciário se põe, por si mesmo, acima do bem e do mal.

Leia também:

O risco iminente de golpe do Judiciário…

Ministério Público e autoritarismo…

O absolutismo do Judiciário…

E a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de prender os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud – criminosos contumazes, que só estavam soltos pela benevolência do próprio Judiciário – exibe diferenciação que o Judiciário faz dos cidadãos comuns e de suas castas de juízes e promotores.

Fachin deixa claro que os empresários receberam “aconselhamento ilegal” do ex-assessor de Rodrigo Janot, procurador Marcelo Miller.

Mas o mesmo Fachin decidiu manter livre o “aconselhador ilegal”.

É assim que funciona no Brasil de castas do Judiciário.

Simples assim…

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O péssimo trabalho da Caema em São Luís…

Companhia responsável pelo saneamento e abastecimento d’água não consegue, sequer, fazer um serviço de qualidade nas tampas de esgoto na capital maranhense

 

Resultado do serviço de “nivelamento” das tampas de esgoto feitas pela Caema na Lagoa da Jansen

A propaganda institucional do Governo do Estado anuncia revitalização da Lagoa da Jansen, com construção de praças e recuperação do asfalto das vias que cortam o local.

A mesma propaganda governista também anuncia que a Caema – após o serviço de asfaltamento – “está nivelando as tampes de esgotos”.

Mas as imagens distribuídas pela própria companhia mostra a péssima qualidade do serviço.

As tampas chegam a ficar quase 5 centímetros acima do nível da rua, gerando riscos aos carros que trafegam pelo local, e assentada por uma massa disforme cimento, sem o mínimo de acabamento.

A tampa do bueiro é a imagem crua e acabada da própria Caema em São Luís…

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A dissonância cognitiva Dinista…

Por Enésio Matos

O termo dissonância cognitiva significa uma expressão da ciência administrativa consistente na investidura de pessoas certas nos cargos e/ou funções erradas.

Analisando-se a composição do secretariado estadual, constata-se a existência de um governo dissonante cognitivamente. Senão vejamos:

A Secretaria de Saúde é dirigida por um advogado incipiente. Não se está a avaliar a competência jurídica do secretário em questão, contudo sua capacidade administrativa para conduzir uma pasta de tanta relevância para os maranhenses.

Corroborando com essa assertiva, ao analisar a quantidade de escândalos de lá oriundos – e sempre a mesma justificativa – contratos remanescentes da desastrosa administração anterior, ou seja, argumentos que não convencem mais ninguém.

A capacidade do gestor, bom, esse quesito parece que ninguém avalia.

Ocorre que a falta de experiência e de traquejo são latentes. Nem as terceirizações criminosas implantadas por Ricardo Murad, ele conseguiu extirpar da administração da saúde.

Paro por aqui para não ser redundante.

E a Educação?

O Secretário dessa pasta, comenta-se ser um bom gestor, todavia os indicadores educacionais do Maranhão apontam em outra direção. É mais um advogado, dizem, de notável saber jurídico.

É um educador? Não sei. Comenta-se ser professor de cursos jurídicos. Nesse caso, creio que falta algo a mais para a ocupação de pasta tão significativa.

E a Transparência?

Essa Secretaria, também comandada por um advogado, vemos que  ainda não se demonstrou para que foi criada. Falam que foi somente com o objetivo de perseguir adversários políticos. Como os resultados, ao que tudo indica, ainda não aconteceram – trata-se de mais uma secretaria dissonante.

E a tal Secretaria de Articulação Política, comandada por Márcio Jerry – outro fiasco administrativo. E esse rapaz – também pelos resultados demonstrados – denota incompetência sem precedentes na história do Maranhão; isto é, outro desastre retumbante.

A Secretaria dos Esportes também merece um adendo neste texto.

O Ginásio Costa Rodrigues continua entregue às cobras. Os times maranhenses – sem patrocínio nem incentivos estatais. Parece que o Márcio Jardim está totalmente perdido no comando da referida pasta.

A Segurança Pública é outro fiasco dessa administração. O Jeferson Portela, em que pese ser delegado de carreira, está mais perdido que cego em tiroteio.

Vou ficar por aqui.

No próximo ensaio, analisarei as demais pastas.

Creio que o governador Flávio Dino precisa ser melhor orientado, senão o revés político é algo inevitável.

*Professor Especialista em Administração Escolar e Direito Público

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Após crítica do blog, grupo Sarney tenta repercutir pesquisa que guardou por quatro dias…

Só após o grupo do governador Flávio Dino divulgar números da Exata, o grupo da ex-governadora Roseana Sarney resolveu liberar levantamento da Escutec que a aponta à frente; já era tarde, e soou como contraponto

 

Roseana poderia ter saído na frente, mas claudicou e deixou Dino faturar com pesquisa

Blogs e sites independentes ou alinhados ao grupo da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) passaram o dia tentando repercutir pesquisa do Instituto Escutec que aponta vantagem em relação ao governador Flávio Dino (PCdoB) em todos os cenários das eleições de 2018.

Mas a divulgação só ocorreu após este blog analisar como erro primário a recusa em não divulgar os números, em poder do grupo desde sexta-feira, 16.

E depois de o Instituto Exata, contratado por Flávio Dino, divulgar números que dão vantagem ap comunista.

Este blog não divulgou nenhum dos números; apenas reafirma a opinião de erro primário do grupo da ex-governadora, que acabou saindo atrás quando poderia ser destaque desde o fim de semana.

Amanhã, blog volta ao tema, mas apenas com a opinião dos envolvidos sobre a pesquisa, para o governo e para o Senado.

É aguardar e conferir…

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“Os maranhenses não aguentam mais Flávio Dino”, diz Andrea Murad…

Andrea criticou programa do PCdoB que exalta Flávio Dino

Em seu discurso na sessão plenária de segunda-feira, 27, a deputada Andrea Murad criticou o programa nacional do PCdoB e avaliou que o governador Flávio Dino foi a maior decepção para os maranhenses.

– Este é o ‘governo de todos nós’, mas é o ‘governo de todos nós na pior’. Este é o governo Flávio Dino que tem a coragem de ir a um programa nacional querer se lançar presidente, naquela de ‘vai que cola’. O ego dele é grande demais, ele ousa. E aí os maranhenses, nós, maranhenses, iríamos dar graças a Deus. Levem-no! Levem-no, porque nós não aguentamos mais. Os maranhenses não aguentam mais essa pouca vergonha, os maranhenses não aguentam mais Flávio Dino. Uma decepção para os maranhenses. Nada além disso – disse Andrea Murad.

Ao criticar o governador a parlamentar ressaltou que governo comunista está deixando as unidades estaduais de ensino caírem aos pedaços, a exemplo de Coroatá.

– O que são essas escolas do Maranhão? Governador, tenha vergonha de falar o que o senhor falou. Convido os jornalistas nacionais para me acompanharem em visitas nas escolas estaduais, para verem a realidade que passa os estudantes, os professores, escolas imundas, sujas, sem carteiras, banheiros degradantes. E ele no programa nacional conseguiu a proeza de falar em educação como se fosse um exemplo a ser seguido. O Maranhão não está satisfeito, o povo não está satisfeito. Você é um péssimo gestor! Você é um péssimo Governador e o Maranhão vai agradecer na hora que você sair deste Governo – finalizou a parlamentar.

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Edilázio Júnior repudia manobra e falta de transparência do Governo…

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) repudiou, na manhã de hoje, manobra do Governo na Assembleia Legislativa para evitar que informações sobre a construção de uma praça pública na Lagoa da Jansen fossem repassadas ao Parlamento.

O parlamentar havia solicitado informações a respeito do processo de licitação da obra ao secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto (PCdoB), na ocasião da sabatina a que o comunista foi submetido.

Os dados, contudo, jamais foram repassados ao Poder Legislativo. Edilázio protocolou então requerimento junto à Mesa Diretora da Casa pedindo encaminhamento de expediente ao secretário com a solicitação das informações. O pleito foi negado na semana passada. Ontem, na votação de um recurso interposto por Wellington do Curso (PP), a base governista voltou a barrar as informações, após manobra do Palácio dos Leões.

“Venho aqui neste momento falar da minha decepção que não é nenhuma surpresa, com relação ao Governo e com relação à bancada governista. Primeiramente, o que nós estamos vendo aqui é um Governo que fala uma coisa e que na prática é totalmente diferente […] se o Governador criou uma Secretaria de Transparência, nós aprovamos a Lei de Transparência aqui nesta Casa, qualquer cidadão, independentemente da Lei, pode ter acesso a qualquer licitação do Estado”, disse.

Ele lamentou a postura do Governo Flávio Dino (PCdoB) e cobrou seriedade do Palácio dos Leões no trato da coisa pública. Ele criticou a falta de informações a respeito da licitação de uma obra pública.

“O governador Flávio Dino, quando veio ler sua mensagem aqui nesta Casa, colocou os secretários à disposição, e é nosso dever fiscalizar. Mas além de fiscalizar, estou apenas fazendo um pedido de informação a respeito de uma licitação que o secretário se propôs a ser solícito a esta Casa e de me encaminhar, só que nunca encaminhou. Já está fazendo quase 30 dias e nunca encaminhou a licitação da Praça da Lagoa”, completou.

O parlamentar assegurou que amanhã vai protocolizar, pessoalmente, pedido de informações sobre a licitação, na sede da Sinfra, com base na Lei de Acesso à Informação.