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Lideranças progressistas em atos contra privilégios de políticos

Da senadora Eliziane Gama ao deputado federal Márcio Jerry – passando por deputados estaduais e lideranças de esquerda – maranhenses foram às ruas contra PEC Blindagem e PL da Anistia

 

QUESTÃO DE VISÃO. Eliziane, Márcio Jerry, Carlos Lula e Franklin Douglas mostraram a cara contra a blindagem

As manifestações deste domingo, 21, contra a PEC da Blindagem e o Projeto de Lei da Anistia mobilizou diversas lideranças do chamado campo progressista em São Luís, seja nas ruas, ao lado dos ativistas, seja nas redes sociais, com mensagens de apoio.

  • a PEC da Blindagem tenta dificultar investigações, processos e até prisão de parlamentares;
  • a PL da Anistia prevê o perdão para os golpistas do 8 de janeiro, incluindo os comandantes.

“Hoje foi dia de mobilização contra a PEC da Blindagem. O ato em São Luís-MA aconteceu no centro da cidade! Estamos firmes para barrar essa proposta já na CCJ do Senado.”, disse a senadora Eliziane Gama (PSD), que participou dos atos em São Luís.

Além dela, manifestaram-se nas ruas o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), o deputado estadual Carlos Lula (PSB) e o presidente do PSOL, Franklin Douglas.

A senadora Ana Paula Lobato (PSB) e o deptuado estadual Othelino Neto (Solidariedade) manifestaram-se pelas redes sociais, com publicação de imagens dos atos e mensagens críticas aos dois projetos.

As manifestações ocorrem em todo o Brasil, e mostraram a força da sociedade contra privilégios de políticos…

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Editorial!!! O começo do fim do bolsonarismo…

Decisão do STF para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro é a etapa inicial para varrer um dos períodos mais nefastos da história do Brasil; o ato final precisa ser sua derrota nas urnas

 

É SÓ O COMEÇO. Bolsonaro na cadeia não representa o fim do bolsonarismo; é preciso derrotá-lo nas urdas de 2026

Editorial

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por golpe de estado – pouco importa o tamanho de sua pena – é só a primeira etapa de um movimento necessário para varrer do país um dos períodos mais nefastos de sua história.

  • o bolsonarismo foi o pior mal surgido no país desde a sua descoberta;
  • uma desgraça causada pela ambição das elites econômicas e intelectuais;
  • e o preço que o Brasil paga ainda está sendo cobrado pela história mundial.

É fundamental que Bolsonaro vá para a cadeia.

Mas é ainda mais fundamental que o bolsonarismo seja varrido da política nas urnas de 2026; é preciso derrotar seus filhos, sua família e, sobretudo, aqueles que ainda insistem em envergar seus postulados autoritários da extrema direita reacionária.

  • ninguém que represente bolsonarismo deve ser levado em conta eleitoralmente no país em 2026;
  • só com esta postura, o eleitor consciente e saudável pode reabrir o Brasil, de fato, à democracia.

Bolsonarismo representa radicalismo, violência, agressividade, morte, medo, terror.

Derrotá-lo em 2026 reabre no Brasil a chance de uma eleição verdadeiramente política, em que as doutrinas ideológicas digladiam dentro do respeito mútuo.

Sempre foi assim no Brasil nos períodos de democracia.

É assim que precisa ser…

“A complicação é que hoje são muitos doidos”, diz Flávio Dino, ao corroborar fala de Sarney…

Ministro do Supremo Tribunal Federal reforçou a solidariedade do ex-presidente a Alexandre de Moraes e homenageou juristas americanos que, na sua visão, devem estar vivendo muitas dificuldades sob o domínio de Trump

 

“DE DOIDO NÃO SE CORRE ATRÁS”. Sarney e Dino fizeram discursos parecidos, lamentando o domínio de Trump nos Estados Unidos

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino foi um dos palestrantes do Encontro de Presidentes de Tribunais de Justiça, nesta quarta-feira, 30, em São Luís; ao lado do ex-presidente José Sarney, Dino também fez referências ao momento político mundial, em que o presidente americano Donald Trump representa uma ameaça à paz global.

Em sua fala, Sarney manifestou solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes; e, sem citar nomes – lembrando seu avô – ensinou, numa referência indireta a Trump: “não se corre atrás de doido por que doido não sabe onde vai”. (Veja o vídeo aqui)

“O avô dele [de Sarney] era do tempo que havia apenas um doido. A complicação é que hoje são muitos doidos. E isso dificulta até distinguir como nós conseguimos nos posicionar diante de tantas dificuldades”, completou Flávio Dino, corroborando a fala do ex-presidente. (Veja o vídeo acima)

  • no início de sua palestra Dino se solidarizou também com o povo americano;
  • segundo ele, sobretudo o juristas dos EUA vivem momentos de incertezas.

“Faço uma homenagem ao juristas dos Estados Unidos da América. Eles devem viver um momento de muitas dificuldades. E portanto eu me solidarizo com eles, homenageando um dos pais da pátria, Hamilton: ‘a independência rigorosa dos tribunais é particularmente essencial em um regime constitucional’. Então eu desejo, muito vivamente, que os federalistas, os pais da pátria nos EUA voltem a ser lidos e voltem a ser reverenciados naquele quadrante do planeta”, pontuou Dino. (Conheça aqui a história de Alexander Hamilton)

O ministro maranhense é um dos atingidos pelas sanções de Donald Trump e teve o visto americano revogado.

Ele já havia se solidarizado com Alexandre de Moraes, que teve sanções ainda mais duras…

“Sarney 9.4: a política brasileira nunca precisou tanto”, diz articulista

João Carlos Silva, do Diário do Poder, lembra os 40 anos da redemocratização brasileira – a serem completados em 15 de março – fala de sua importância histórica e ainda tem espaço para falar do Chicobol, lendário espaço de lazer e cultura capitaneado por Chiquinho Escórcio

 

NO EIXO DA DEMOCRACIA. Sarney travou uma solitária batalha para conciliar os interesses dos militares e a necessidade premente de eleições diretas no Brasil

O articulista João Carlos Silva, do portal Diário do Poder, lembrou em artigo publicado na última quinta-feira, 27, a importância do ex-presidente José Sarney (MDB) para a história política e para o momento atual do Brasil; para o jornalista, o Brasil nunca precisou tanto de Sarney e de sua sabedoria.

“Na política, vale sua direção. É através dela que o Brasil vai entender seu futuro. Nesses 40 anos de redemocratização, José Sarney lá está aos 94 iluminados”, destacou João Carlos. (Leia a íntegra aqui)

  • Sarney foi o primeiro presidente civil após 20 anos de ditadura militar;
  • ele conduziu a história para garantir a primeira eleição direta, em 1989.

No último sábado, 21, este blog Marco Aurélio d’Eça publicou artigo do próprio Sarney, em que ele faz um alerta sobre o momento político vivido na atualidade.

“Escrevo sobre a divisão que vemos hoje no Brasil: a casa está dividida, justamente pelo ódio que perpassa pela política brasileira. E uma casa dividida não prospera. Disso já sabemos nós, cristãos”, destacou o ex-presidente. O jornalista do Diário do Poder completa: “Era um tempo de outro Brasil. Nada como ler e conhecer história”.

No artigo, o jornalista lembra do Chicobol, espaço de cultura, lazer e esporte capitaneado pelo ex-senador Chiquinho Escórcio (MDB) um dos mais antigos e leais aliados do ex-presidente. O  Chicobol é frequentado pelas principais figuras do poder em Brasília.

“O mundo político brasileiro lá se reúne para ouvir ” causos ” de Francisco Escorcio , o Chiquinho. O lugar está no Google. Virou referência nacional. Francisco Escorcio foi tudo na vida pública. Muito querido por todos. Ele conhece José Sarney como ninguém. No Chicobol toda enciclopédia se completa pela trajetória da vida democrática brasileira. Sarney está incluso em todas suas páginas. Nesses momentos de polarização, suas palavras enriquecem conciliações. Precisamos disso. Seus 94 anos muito nos importa”, ressaltou.

No momento de reafirmação da democracia e na luta contra o ressurgimento de golpistas, as homenagens pelos 40 anos de redemocratização tornam Sarney essencial neste momento político. “A política brasileira nunca precisou tanto como agora. E José Sarney com seus 9.4 está aí para ajudar o navio não entrar em águas turbulentas”.

O aniversário da redemocratização deve ser comemorado no Congresso Nacional em 15 de março…

“Brandão não impõe, ele conquista”, ressalta Marcus Brandão, em reunião com vereadores

Usando o mesmo argumento do presidente da Câmara Municipal, Paulo Victor, presidente do MDB ressaltou a postura democrática do governador maranhense

 

HOMENS DE BASTIDORES. Marcus Brandão falou aos vereadores como é sua maneira de fazer política 

O presidente regional do MDB Marcus Brandão esteve nesta terça-feira, 28, em reunião com o grupo de vereadores alinhados ao governo Carlos Brandão (PSB); e reforçou a unidade e o acolhimento aos parlamentares de São Luís.

  • o presidente da Casa, Paulo Victor, já havia reforçado o caráter democrático e de acolhimento do governador;
  • para reforçar essa postura, o emedebista usou o mesmo argumento de Victor para falar com os vereadores.

“Como o Paulo Victor sempre fala: ‘Irmão, o Brandão não impõe, ele não compra, ele conquista’”, disse o presidente estadual do MDB, para reforçar: “a caraterística da nossa família é atender bem”.

BASE ALIADA NO PALÁCIO. Presidente do MDB falou aos vereadores alinhados ao governador Carlos Brandão

A reunião com os vereadores que compõem base do governo Brandão se deu cinco dias antes do início dos trabalhos na Câmara Municipal.

Além de reforçar o papel democrático de Brandão, Marcus Brandão fez questão de comentar questionamentos judiciais à sua atuação política, lembrando que ela nãos e resume à condição de irmão do governador.

  • “Eu sou presidente de um partido, onde tem 37 prefeitos na nossa base”, disse.
  • “A maior bancada de vereadores do Maranhão é do MDB”, enumerou ele.

O encontro com os vereadores ocorreu no Palácio dos Leões e contou com presença do governador.

A cadeirada de Braide no eleitor de São Luís…

Ao desprezar os debates com os adversários, prefeito de São Luís desdenha do próprio cidadão, exibe uma arrogância incompatível com a carreira pública e debocha de si mesmo, que fez de tudo para entrar no debate de 2016, situação que o levou a estar hoje no comando da gestão municipal

 

Editorial

Em 2016, o então deputado estadual Eduardo Braide (ainda no PMN) decidiu-se candidatar a prefeito em cima da hora, sem qualquer perspectiva eleitoral; esta situação foi interpretada por este blog Marco Aurélio d’Eça em 4 de maio daquele ano, o post “O fator Eduardo Braide…”.

Às vésperas do último debate, na TV Mirante, Braide apresentava apenas 3% das intenções de votos e iria ficar fora do programa, não fosse uma articulação da imprensa – este blog Marco Aurélio d’Eça incluído – que o levou  a 5% e garantiu sua presença. (Relembre aqui, aqui e aqui)

  • E foi assim que, hoje, Eduardo Braide é o prefeito de São Luís já em busca da reeleição;
  • Mas o próprio Eduardo Braide tem desprezado sua história nestas eleições de 2024. 

Ao se esconder dos debates, o prefeito desdenha dos adversários, debocha do eleitor e mostra desprezo pela democracia que o fez chegar onde chegou; é uma cadeirada no rosto de toda a sociedade, como bem definiu o candidato Fábio Câmara (PDT) durante o debate da TV Difusora, nesta sexta-feira, 20.

Há oito anos atrás, Braide pediu para o povo uma oportunidade, e o povo deu. Entrou na Justiça para participar do debate. Hoje, o prefeito dá uma cadeirada, não nas costas da população, mas ele dá uma cadeirada nos nossos rostos”, refletiu Fábio. (Veja o vídeo acima)

A cadeira vazia de Braide no imirante – depois também na Difusora – foi uma cadeirada no eleitor de São Luís, avaliou Fábio Câmara

Três emissoras já realizaram debates nestas eleições; Braide faltou em todos:

  • do primeiro debate, na TV Alternativa, em 6 de setembro, ele sequer participou da reunião;
  • para o de quinta-feira, 19, no imirante.com, seus assessores chegaram a assinar sua presença;
  • e chegou a pedir as regras do debate da TV Difusora, nesta sexta-feira, 20, mas não participou.

A campanha no primeiro turno tem ainda dois debates:

  • o da TV Cidade/Record está marcado para o próximo sábado, 28;
  • o da TV Mirante/Rede Globo acontece no dia 3 de outubro. 

Braide pode corrigir os estragos na imagem comparecendo para falar dos problemas da cidade com os demais candidatos.

Por que a fuga, além de covarde, reflete muito mais arrogância.

É simples assim…

Fernando Braide defende escolha democrática de nome para TCE

A poucos dias da votação para eleger o novo conselheiro do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), o deputado estadual Fernando Braide (PSD) defendeu que a escolha do nome ocorra de forma mais democrática. Em sua fala, durante a sessão plenária desta terça-feira (27), o parlamentar pontuou a necessidade de uma disputa ampla, para além das indicações que, normalmente, partem do poder executivo estadual.

“A Casa tem uma tradição de eleger, sempre, o candidato indicado pelo Governo do Estado, o que acaba criando uma barreira para quem almeja disputar o cargo”, disse Fernando Braide se referindo ao posto de conselheiro do TCE.

“Precisamos quebrar esta tradição, até porque temos, juridicamente, condições para isso. Além disso, esta pode ser uma disputa saudável para a Casa e, principalmente, para a população do nosso estado”, destacou.

O parlamentar também chamou atenção para a necessidade de votação secreta para evitar retaliações contra aqueles que se opõem às indicações governistas.

“Fui o único deputado que não votou na indicação do governador e, até hoje, sinto que sofro represálias por esta escolha. Por isso, reforço a importância de que o voto seja secreto”, declarou o deputado.

O processo de escolha de conselheiros para o Tribunal de Contas é definido em votação aberta pelos 42 deputados da Assembleia Legislativa. A nova vaga para o TCE é resultado do pedido de antecipação de aposentadoria do conselheiro Washington Oliveira, com início a partir de 1º de março. Esta é a terceira alteração na composição do órgão nos últimos dois anos.

Da assessoria

Márcio Jerry alerta para gravidade da participação direta de Bolsonaro em tentativa de golpe

Polícia Federal revelou que o ex-presidente atuou pessoalmente para influenciar as ações que culminaram na invasão da Praça dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro, e resultaram em vandalismo na sede do STF, no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto

 

Márcio Jerry pediu punição rigorosa a Bolsonaro pelo crime de tentativa de golpe de Estado; ex-presidente foi alvo da Polícia Federal

O coordenador da bancada maranhense no Congresso Nacional, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), pediu a punição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por participação direta nos atos que culminaram na tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro de 2023.

Bolsonaro foi alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira, 8, por envolvimento pessoal na articulação dos atos que culminaram com a invasão e vandalismo na sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciario.

– Tudo bem orientado, tudo planejado, tudo estimulado. Acampamentos, ataques na diplomação de Lula, plano sinistro para explosões no aeroporto de Brasília, ataques no 8 de janeiro. Essa gente toda tem que pagar pelo que fez, inclusive o chefe, mentor e organizador Bolsonaro – publicou  Jerry, em su perfil na rede X (antigo twitter).

Na operação desta quinta-feira, 8, a Polícia Federal determinou a apreensão do passaporte de Bolsonaro, que tem 24 horas para entregá-lo á sede da instituição, em Brasília; ele também está proibido de manter contato com os demais envolvidos no caso, muitos deles presos na operação de hoje.

Em outra publicação, Márcio Jerry também enfatizou a gravidade dos fatos revelados e defendeu a democracia.

– As revelações da PF e da imprensa mostram a gravidade do que ocorreu e o quanto é importante reafirmarmos todo apoio à nossa democracia. Após uma sucessão de crimes contra a Pátria, Bolsonaro e sua turma tentaram o golpe para perpetuar crimes e impunidade. Absurdos inaceitáveis, total repúdio – frisou o parlamentar maranhense.

Ministro Juscelino Filho participa do ato Democracia Inabalada

O evento, realizado no Salão Negro do Congresso Nacional, relembrou os atentados de 8 de janeiro do ano passado e reforçou a defesa nas instituições da República brasileira

 

 

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, participou nesta segunda-feira (8) do ato Democracia Inabalada, em alusão ao atentado contra o Estado Democrático de Direito, ocorrido há exatamente um ano. O evento, realizado no Salão Negro do Congresso Nacional, reuniu os chefes e principais líderes dos Três Poderes da República, além de membros dos Judiciários, governadores, ministros, parlamentares e muitas outras autoridades.

“Juntamente com o presidente Lula e chefes dos demais Poderes, lembramos os absurdos ataques promovidos aos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, naquele 8 de janeiro de 2023, que jamais podem ser esquecidos. Mais do que isso, porém, foi um ato em que reforçamos que a democracia prevaleceu e prevalecerá, e que defendê-la e fortalecê-la é um dever permanente de todos nós”, disse Juscelino Filho.

Em seu discurso, o presidente Lula defendeu a punição de todos os envolvidos no atentado de 8 de janeiro passado.

“Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos. Não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra o seu próprio povo. O perdão soaria como impunidade. E a impunidade, como salvo conduto para novos atos terroristas”, frisou.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), assegurou que o parlamento é esteio seguro da democracia.

“Estaremos sempre abertos ao debate, ao pluralismo e ao dissenso. Mas nunca toleraremos a violência, o golpismo, o exercício arbitrário de razões, o desrespeito à vontade do povo brasileiro. Há algo urgente que anda ao lado da defesa da democracia e que demanda igualmente nossa atenção: precisamos trabalhar para garantir o bem-estar da população brasileira”, afirmou.

Em ato simbólico antes do ato Democracia Inabalada, o presidente Lula, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, participaram da reintegração ao patrimônio público de uma tapeçaria de Burle Marx e de uma réplica da Constituição Federal de 1988. A obra de Marx é de 1973 e foi vandalizada durante a invasão ao Congresso, enquanto a réplica da Carta Magna foi recuperada após ser furtada do Supremo.

Da assessoria

2024: ninguém diz nada, mas há sinais…

Embora as aparentes águas tranquilas navegadas pelo governador Carlos Brandão neste fim de 2023 apontem para a hegemonia do Palácio dos Leões nas eleições do ano que vem, há um efetivo e crescente movimento de marés interessado na sucessão municipal; mas – mais que isso – interessado, sobretudo, na sucessão do próprio governador, em 2026

 

Há um crescente movimento de contraponto político no Maranhão, que pode ou não se sustentar ao longo dos anos; mas há…

Editorial

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), e sua mulher, a senadora Ana Paula Lobato (PSB), mostraram a cara e se movimentaram.

No navegar das águas tranquilas controladas pelo Palácio dos Leões – capitaneadas pelo governador Carlos Brandão (PSB) à frente de um grupo hegemônico a partir de São Luís – há outros personagens nadando, alguns de braçadas, outros em maré-mansa; mas todos prontos para os embates de 2024 e 2026.

O título deste post usa uma expressão atual – que virou meme nas redes sociais – para mostrar que os movimentos de deputados federais, deputados estaduais, senadores e lideranças políticas já estão alinhados com os projetos de poder desenhados na era pós-Dino, que deu ao Maranhão o governo Carlos Brandão.

Há, sim, um contraponto político à hegemonia do Palácio do Leões; haverá democracia no Maranhão, preocupação demonstrada por este blog Marco Aurélio d’Eça ainda em fevereiro, no post “Sem oposição não há democracia…”.

Na virada de 2023 para 2024 ainda pode ser cedo para elencar personagens, delinear perfis e apontar lideranças, mas é claramente possível ver que o foco a partir de onde se sustentará todo o contraponto aos projetos hegemônicos no Maranhão surge na bancada maranhense no Senado Federal.

O governador Carlos Brandão quer tornar a eleição de 2024 um confronto direto entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís, situação a partir de onde, ele próprio, pretende controlar as alternativas para 2026.

Há quem concorde com isso, há quem aceite, há quem ache bom para o Maranhão.

Mas não é.

Citados na primeira linha deste texto, há Othelino Neto e sua mulher, Ana Paula Lobato; mas no contexto há também o senador Weverton Rocha e o seu PDT. Há o deputado federal Márcio Jerry, os estaduais Rodrigo Lago e Júlio Mendonça (ambos do PCdoB), Leandro Belo (Podemos), Carlos Lula (PSB) e Osmar Filho (PDT); e há o prefeito Eduardo Braide (PSD).

Os movimentos de 2023 já acabaram, e começam a dar lugar às ações de 2024; nesse ano que se aproxima haverá movimentos no governo Lula (PT) que se entrelaçam com a ações do Congressso Nacional, do TSE, do STJ e do STF.

E todas essas ações dizem respeito ao Maranhão, tanto em 2024 quanto em 2026.

Ninguém diz nada, mas há sinais…