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Haroldo Sabóia aponta Flávio Dino candidato a federal

Ex-deputado federal analisa que o resultado das eleições municipais fortaleceu o projeto do senador Weverton Rocha, mas garantiu certa ampliação do vice-governador Carlos Brandão, “que imagina poder enfrentar Weverton sentado na cadeira dos Leões com a caneta dos convênios na mão”

 

Haroldo Sabóia acha que Flávio Dino vai deixar “triste legado” no Maranhão

O ex-deputado federal Haroldo Sabóia ampliou os efeitos da derrota do governador Flávio Dino (PCdoB) para além de 2020; Para Sabóia, a vitória de Eduardo Braide (Poddemos) pode levar o comunista a repensar sua candidatura ao Senado e optar por uma vaga de deputado federal.

– A disputa pelo governo do Estado em 2022, entre o Senador Weverton Rocha (PDT) e o vice governador Carlos Brandão (Republicanos), além de provocar uma grave fissura na base de apoio do governador Flávio Dino pode levá-lo a abandonar sua candidatura ao Senado para concorrer à Câmara Federal – avaliou o ex-deputado, em artigo no Facebook intitulado “Flávio Dino candidato a deputado federal em 2022?”.

Na avaliação de Haroldo Sabóia, a vitória de Eduardo Braide fortaleceu o projeto de Weverton Rocha, sobretudo pela importância do apoio de Neto Evangelista (DEM), lançado pelo senador pedetista.

Mas Sabóia não descarta o peso de Carlos Brandão, que, na avaliação do ex-deputado, ampliou sua base, sobretudo com o apoio do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e da senadora Eliziane Gama (Cidadania).

– Sentado na cadeira dos Leões e com a caneta dos convênios em mãos – [Brandão] imagina reunir forças suficientes para enfrentar o senador Weverton Rocha – avaliou.

Apontando outros grupos com interesse na disputa de governo em 2022, Haroldo Saboia cita o MDB de João Alberto e Roseana Sarney, o PSDB, do senador Roberto Rocha – que ele vê cada vez mais diminuto no estado – e os partidos mais à esquerda, como PSOL e PCB.

Outro imbróglio, segundo o ex-deputado,  será a disputa pela única vaga de senador – esta, na avaliação do ex-parlamentar sem a presença de Flávio Dino.

– Por exemplo, na coligação em torno do senador Werverton (PDT), a legenda de apoio mais forte é o DEM, dirigido por Juscelino Filho. Já o partido mais forte na base de sustentação do futuro governador e candidato a reeleição, o atual vice Carlos Brandão, não é nem o PCdoB, de Flavio Dino, nem o CIDADANIA, da senadora Eliziane Gama, e sim o PL do deputado federal Josimar do Maranhãozinho – aponta Haroldo.

E é por causa destes aspectos, que Sabóia afirma a candidatura de Flávio Dino a deputado federal, não a senador.

– Candidato a deputado federal, Dino poderá ter uma imensa votação que viabilize a reeleição dos atuais deputados do PCdoB, Marcio Jerry e Rubem Jr., além de eleger os seus secretários mais próximos, já anunciados candidatos, Carlos Lula, Clayton Noleto e Jeferson Portela – aponta.

Mas o ex-deputado não vê esta articulação de Dino de forma virtuosa, mas com certa crítica ao legado que o comunista pode deixar ao Maranhão.

– Triste legado, após oito anos de mandato, de um governo que se anunciou capaz de iniciar nova era de desenvolvimento econômico e de superar as terríveis desigualdades sociais no pobre Estado do Maranhão – concluiu Haroldo Sabóia.

Veja abaixo a íntegra do comentário:

DINO CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL EM 2022?
(notas sobre o triste quadro político-eleitoral da triste e antiga Província do Maranhão)

A disputa pelo governo do Estado em 2022, entre o Senador Weverton Rocha (PDT) e o vice governador Carlos Brandão (Republicanos), além de provocar uma grave fissura na base de apoio do governador Flávio Dino pode levá-lo a abandonar sua candidatura ao Senado para concorrer à Câmara Federal.

Embora derrotado no primeiro turno nas eleições de São Luís, Weverton sai fortalecido com a vitória de Eduardo Braide (PODEMOS). Todos reconhecem que o apoio de Neto Evangelista (DEM), candidato lançado pelo pedetista, foi decisivo para o resultado do pleito.

Carlos Brandão, por sua vez, apesar da derrota de Duarte, (filiado ao REPUBLICANOS do vice governador) conseguiu ampliar a base de sustentação de sua candidatura ao governo. Com o apoio do PL do deputado Josimar do Maranhãozinho, do CIDADANIA, de Eliziane Gama e do PCdoB de Flavio Dino, Carlos Brandão – sentado na cadeira dos Leões e com a caneta dos convênios em mãos – imagina reunir forças suficientes para enfrentar o senador Weverton Rocha.

É absolutamente improvável, todavia, que o cenário de 2022 fique restrito a essas duas candidaturas.
Duas outras legendas deverão ter candidatos majoritários no primeiro turno: o MDB (de João Alberto, Roseana Sarney, Hildo Rocha e João Marcelo) e o cada vez mais diminuto PSDB (do senador Roberto Rocha).

Bem à esquerda, teremos um nome apoiado pelo PSOL, pelo PCB e pela UP – organizações bem pequenas no Maranhão, mas fortalecidas nacionalmente pelo excelente desempenho de Guilherme Boulos nas eleições paulistanas.

Não podemos esquecer legendas com efetiva presença eleitoral no Estado, detentoras de mandatos na Assembleia e na Câmara Federal, que não deverão lançar candidatos majoritários. À direita, o PTB (Pedro Fernandes), o PP (André Fufuca), o PSC (Aluísio Mendes) PATRIOTA (Marreca Jr) e PSD (Edilázio Jr.). Ao centro-esquerda, também ausentes das disputas majoritárias, o PT (José Carlos da Caixa) e o PSB (Bira do Pindaré).

Essa plêiade, esse punhado de legendas, da direita ao centro esquerda, estarão em busca de acordos com os partidos que se colocarem na disputa para os Leões: PDT (com Weverton), REPUBLICANOS (com Brandão), MDB (com Roseana???) e PSDB (com Roberto Rocha ???).

Composições que – a exemplo daquelas feitas nas eleições municipais de São Luís – não obedecerão a quaisquer critérios políticos ou ideológicos. Nelas, bolsonaristas, sarneysistas, dinistas e outros quejandos, estarão entrelaçados, atados ou desatados sem qualquer pudor, ao sabor das circunstâncias.

Assim, serão alianças feitas com base no mais abjeto pragmatismo, no vale tudo da disputa pelo poder sem qualquer compromisso com os clamores populares por mudanças sociais. Serão balizadas pela corrida em busca de mandatos (federais e estaduais) pelos “donos” das legendas e “gestores” de fundos eleitorais milionários, em um quadro em que as conquistas de mandatos se tornam mais difíceis devido à proibição de coligações partidárias.

Em meio a tamanho imbróglio, outro elemento perturbador será a luta, nas diferentes coligações, pela outra candidatura majoritária : a disputa para única vaga ao Senado. Por exemplo, na coligação em torno do senador Weverton (PDT), a legenda de apoio mais forte é o DEM, dirigido por Juscelino Filho. Já o partido mais forte na base de sustentação do futuro governador e candidato a reeleição, o atual vice Carlos Brandão, não é nem o PCdoB, de Flavio Dino, nem o CIDADANIA, da senadora Eliziane Gama, e sim o PL do deputado federal Josimar do Maranhãozinho.

Nesse cenário, para assegurar a vitória de Carlos Brandão, seu vice e fiel escudeiro, além de contribuir para que o seu PCdoB possa superar a cláusula de barreira (feito que não conseguiu lograr em 2018) é bem provável que o governador Flávio Dino dispute uma vaga de deputado federal e apoie, em 2022, para Senador, o atual deputado do PL, Josimar do Maranhãozinho.

Candidato a deputado federal, Dino poderá ter uma imensa votação que viabilize a reeleição dos atuais deputados do PCdoB, Marcio Jerry e Rubem Jr., além de eleger os seus secretários mais próximos, já anunciados candidatos, Carlos Lula, Clayton Noleto e Jeferson Portela

Triste legado, após oito anos de mandato, de um governo que se anunciou capaz de iniciar nova era de desenvolvimento econômico e de superar as terríveis desigualdades sociais no pobre Estado do Maranhão.

Haroldo Sabóia

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“Flávio Dino levou ‘taca’ nas eleições no Maranhão”, diz Edilázio

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD) avaliou hoje, em pronunciamento na Câmara Federal, como vexatório o desempenho do governador Flávio Dino (PCdoB) – enquanto líder de um grupo político -, nas eleições municipais do Maranhão.

O parlamentar lembrou que em 4 dos 5 maiores colégios eleitorais do estado – aí incluída a capital, São Luís, o governador não obteve êxito com os seus candidatos a prefeito. Para Edilázio, Dino saiu menor destas eleições.

“Venho aqui destacar as derrotas do Partido Comunista do Brasil no estado do Maranhão. O governador Flávio Dino saiu pequeno das eleições deste mês de novembro. Flávio Dino perdeu em quatro das cinco maiores colégios eleitorais do nosso estado”, disse.

E completou: “Ele perdeu em São Luís. No primeiro turno o candidato dele [Rubens Júnior], teve míseros 10% dos votos. No segundo turno o governador apareceu na televisão mais do que o próprio candidato [Duarte Júnior] e coagiu funcionários e secretários para que trabalhassem pelo candidato, rachou o grupo dele e ainda assim entrou na taca onde a ‘Ilha Rebelde’ mostrou mais uma vez que não aceita cabresto”.

Edilázio lembrou que além de São Luís, Dino perdeu a eleicao em Imperatriz, em Caxias e em São José de Ribamar. “E a única cidade dos 5 maiores polos em que ele se saiu vitorioso foi no município de Timon, onde ele obteve apenas 40% dos votos. Ou seja, 60% dos munícipes de Timon também disse não à gestão comunista e aos aliados do governo comunista”, completou.

Edilázio ainda enfatizou, antes de concluir o seu pronunciamento, que Dino acumulou outras duas derrotas significativas no Maranhão: Lago da Pedra, que tem como prefeita eleita Maura Jorge e São Pedro dos Crentes, onde o prefeito reeleito Lahesio Bonfim obteve mais de 90% dos votos válidos, com a maior votação proporcional do Maranhão. Os dois combatem o comunismo no Maranhão de forma expressiva.

Ele também enfatizou que em 2016 o PCdoB encerrou o pleito com 45 prefeitos eleitos. Em 2020 esse número baixou para 22, a maioria em municípios pequenos.

“Em 2020 o Maranhão já mostrou que não quer mais esse tipo de governo, que coage, que persegue que usa a polícia de forma opressiva. O governador sai pequeno, se vende como um grande líder nacional, mas lá no seu quintal pegou taca de cabo a rabo no estado do Maranhão”, finalizou.

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Com apoio de Paulo Victor, Osmar inviabiliza oposição na Câmara

Articulação do vereador pedetista – que teve a participação  da base do prefeito eleito Eduardo Braide – impediu que aliados do deputado Josimar de Maranhãozinho e do vice-governador Carlos Brandão criassem corpo para uma disputa que poderia levar a novo racha no governo Flávio Dino

 

Paulo Victor fechou com Osmar em nome da continuação da aliança capitaneada pelo Governo Flávio Dino

Com extrema habilidade – fortalecida pela articulação que garantiu o apoio do PDT ao prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) – o vereador Osmar Filho (PDT) construiu, em menos de uma semana após o resultado das urnas a sua reeleição à presidência da Câmara Municipal.

Coma  adesão nesta quarta-feria, 2, do vereador Paulo Victor (PCdoB), Osmar inviabilizou qualquer tentativa de oposição à sua recondução ao cargo.

Victor vinha sendo insuflado por aliados do vice-governador Carlos Brandão e do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) a reunir um grupo governista capaz de peitar a candidatura de Osmar Filho.

A articulação foi desautorizada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que sofreu forte desgaste com a derrota no segundo turno.

O apoio da  base de Bradei a Osmar Filho faz parte dos desdobramentos do apoio do PDT, que pode resultar, inclusive, em aliança em 2022.

Mas esta é uma outra história…

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Preservada da disputa em 2020, Eliziane aponta para 2022

Senadora maranhense até apoiou candidatos nas eleições de São Luís, mas ficou longe da guerra fratricida e do desgaste na base do governo Flávio Dino; e sempre bem avaliada nas pesquisas de intenção de votos, também é nome para a sucessão

 

Eliziane Gama pouco se envolveu na disputa em São Luís, apesar de apoiar dois candidatos; e tem recall eleitoral em pesquisas para estar no debate pela sucessão de Flávio Dino

Política com forte viés espiritual, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) parece ter sido protegida do desgaste nas eleições de 2020.

Embora também tenha apoiado os candidatos Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e Duarte Júnior (Republicanos), Eliziane acabou preservada do ônus da dupla derrota, que pesou apenas nos ombros do governador Flávio Dino (PCdoB) e de seu vice, Carlos Brandão (Republicanos).

Sempre bem avaliada em pesquisas de intenção de votos – em algumas ela aparece em primeiro lugar – Eliziane agora caminha para a sucessão de Flávio Dino.

E pode, inclusive, ser beneficiada com a guerra fratricida na base.

Para isso, basta estar mais efetiva no debate político.

E fortalecer politicamente seu partido, o Cidadania…

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Futuro de Carlos Brandão pode ser no TCE…

Se não conseguir superar o senador Weverton Rocha nas pesquisas de intenção de votos, vice-governador pode ter como garantia pós-mandato em 2022, uma vaga de conselheiro, solução vista por Flávio Dino como ideal para diminuir a tensão na base

 

Weverton e Brandão são os candidatos da base de Flávio Dino, que quer apenas um candidato no grupo; resultado: o vice pode ir para o TCE

Uma das saídas buscadas pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para evitar o aumento da tensão em sua base, é ter apenas um candidato do grupo a governador, corrigindo o erro de 2020, em que diversos candidatos se engalfinharam no mesmo grupo, acirrando os ânimos, sobretudo entre o senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão (PRB).

Nesta terça-feira, 2, o governador reuniu a base e revelou a intenção de arrefecer os ânimos entre Brandão e Weverton. Entre as propostas, ter apenas um candidato a governador em 2022 apoiado pelo Palácio dos Leões. 

Coincidentemente, no dia anterior, o blog Marco Aurélio D’Eça havia publicado o post “É hora de Flávio Dino mostrar inteligência…”

Mas o que fazer com Weverton ou Brandão, caso um dos dois não seja o escolhido?

Segundo apurou o blog com alguns dos que estiveram na reunião, a questão passa por uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. E neste caso, a questão passa, então, pelo próprio Brandão.

Dino quer convencer o vice-governador a aceitar a vaga no TCE e garantir o apoio a Weverton, que aparece mais bem posicionado nas pesquisas.

Ainda segundo apurou o blog, o próprio Brandão já teria aceitado a ideia, desde que permaneça os nove meses como governador, em 2022, assumindo a vaga logo depois de deixar o cargo. Nesse caso, levando em conta a vitória do grupo, seria nomeado pelo próprio Weverton Rocha.

O plano só daria errado se o grupo de Dino perdesse a eleição; mas, para isso, seria necessário o surgimento de um candidato de peso na oposição, o que não se vislumbra no horizonte a curto e médio prazo.

Até por que, diante das articulações de 2020, é provável que o próprio prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) esteja na articulação envolvendo o PDT em 2022.

Mas esta é uma outra história…

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Aliados de Brandão e Josimar forçam novo racha na base de Flávio Dino

Câmara Municipal e Famem elegem sua diretoria em janeiro – o que tem vinculação direta com as eleições de 2022 – razão pela qual secretários, aliados e jornalistas ressentidos com a derrota em São Luís querem forçar o governador a quebrar novas lanças contra o grupo que apoiou Eduardo Braide

 

Weverton apoia tanto Osmar Filho, na Câmara, quanto Erlânio Xavier, a Famem, o que incomoda aliados do vice-governador Carlos Brandão e do deputado federal Josimar de Maranhãozinho

A nova postura de conciliação do governador Flávio Dino (PCdoB) vai enfrentar desafios em janeiro, quando a Câmara Municipal de São Luís e a Federação dos Municípios (Famem) vão eleger seu comando.

Até agora, o vereador Osmar Filho (PDT) na Câmara Municipal, e Erlânio Xavier (PDT), na Famem, caminham como favoritos em suas respectivas instâncias de poder,

Mas os aliados diretos do vice-governador Carlos Brandão (PRB) e do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), ressentidos pela derrota de Duarte Júnior (Republicanos) querem insuflar disputa, o que pode gerar novo racha na base de Flávio Dino

Na Câmara, por exemplo, tentam insuflar vereadores do PCdoB e dos partidos ligados a Josimar de Maranhãozinho (PL) a formar resistência contra a reeleição de Osmar Filho (PDT), que já tem maioria consolidada, com apoio, inclusive, da base do prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos).

O motivo principal da “tentativa de vingança” é a ligação de Osmar e Erlânio com o senador Weverton Rocha (PDT), líder do grupo que decidiu apoiar Braide – e adversário de Brandão e Josimar na corrida pela sucessão de Flávio Dino.

O governador já avisou aos aliados que não pretende esticar a corda com a parte do grupo que decidiu apoiar Braide (Podemos); para ele, o melhor é que essas próximas disputas sejam decididas interna corporis, sem influencia do governo.

Até por que, se resolver quebrar novas lanças, o comunista corre sério risco de novas derrotas.

Além de consolidar o esfacelamento da própria base para as eleições de 2022…

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“O leão já não morde o tanto quanto imaginava”, diz César Pires

César Pires detonou Flávio Dino na tribuna da Assembleia Legislativa

Nesta terça-feira (1º), quando da realização da primeira sessão da Assembleia Legislativa do Maranhão, alguns deputados estaduais utilizaram a Tribuna para comentar o resultado das urnas no 2º Turno e parabenizar o prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos).

O deputado César Pires (DEM), que apoiou Braide desde o 1º Turno, fez uma abordagem interessante sobre o pleito eleitoral. O parlamentar optou em fazer uma reflexão sobre a tentativa do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em tentar modificar o cenário eleitoral, “caindo de cabeça” no 2º Turno e arregimentando os secretários do Governo para a eleição, que por sua vez foram acusados de assédio contra servidores públicos estaduais de São Luís.

Para César Pires, a eleição em São Luís, que culminou com a derrota do comunista, mostrou que o leão já não morde o tanto que imaginava.

“O leão que rugiu, o povo do Maranhão subtraiu os seus caninos e deixou o leão banguelo, e agora o leão já não morde tanto quanto imaginava. As garras felinas também já não amedrontam ninguém, que a imposição não é importante para o povo do Maranhão, e, sobretudo, para o povo de São Luís. O senhor governador deu passos equivocados, fez ranços, beicinhos, ameaçou, fez tudo o que era possível e imaginário, que eu diria assim, para uma deselegância política. Aquilo que tente vender a nível nacional, aqui na forma tupiniquim, ele tenta fazer diferente, mas o povo do Maranhão deu resposta”, afirmou.

César Pires disse que espera que Flávio Dino tenha aprendido a lição e possa rever a sua forma de fazer política, principalmente aqui no Maranhão.

“Senhor governador, repense os seus modus operandi, a sua forma de fazer política, Vossa Excelência imaginou que o nível de aceitação que Vossa Excelência supostamente tem nas pesquisas, acontecem por uma razão, simplesmente, porque Vossa Excelência ainda não tem o adversário, mas a hora que tiver o adversário, fique certo que Vossa Excelência vai desidratar, definhar e vai ser colocado num local correto”, destacou.

O deputado César Pires finalizou confirmando que estava feliz com a eleição de Braide, mas também pela resposta das urnas pelos servidores públicos estaduais da capital maranhense.

“Estou muito feliz pela vitória do Braide, mas também feliz pela decisão do povo de São Luís, principalmente os funcionários públicos que foram obrigados a adesivarem carros, a irem para reuniões, mostrar apoio ao candidato do governador nas redes sociais, mas a resposta veio das urnas, veio através do voto no 19, no Eduardo Braide”, finalizou.

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Conceição Andrade de volta à política e à gestão de São Luís…

Ex-prefeita teve papel importante na campanha do prefeito eleito Eduardo Braide, tanto no primeiro quanto no segundo turno, e é nome de peso para gerenciar ações importantes da nova gestão a partir de janeiro

 

 

Conceição Andrade em ação na campanha, participação que mereceu elogio público de Eduardo Braide em suas redes sociais

A ex-prefeita de São Luís Conceição Andrade é lembrada como espécie de mulher-forte da campanha do prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos).

Gestora com acentuado perfil gerencial e forte liderança, a ex-prefeita coordenou ações de Braide em várias regiões do estado e ganhou espaço importante no staff da campanha.

É hoje um dos nomes mais cotado para na equipe do futuro prefeito, como espécie der mulher-forte da gestão.

Conceição foi prefeita de São Luís entre 1993 e 1996; também foi gerente regional de Itapecuru no governo Roseana Sarney e secretária de Agricultura no governo José Reinaldo Tavares.

Para os aliados de Braide, a ex-prefeita deve ter papel fundamental na condução do governo, deixando ao prefeito tarefas estratégicas, e dando a ele a condição de planejar o desenvolvimento de São Luís e os projetos que fortalecerão a imagem da gestão.

Ainda não há nomes divulgados por Braide para com por sua equipe, mas ele vem analisando perfis.

Curiosamente, com auxílio também da própria Conceição Andrade…

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Parceria entre Prefeitura e Porto São Luís leva ações de saúde ao Cajueiro

Mais uma ação social levou serviços de saúde para as comunidades do Cajueiro por meio de parceria do Porto São Luís com a Prefeitura de São Luís (Semus) e a empresa terceirizada MRS. Dezenas de moradores da área do Cajueiro, na região da Vila Maranhão/Itaqui-Bacanga, foram atendidos. As atividades ocorreram na União dos Moradores Proteção de Jesus do Cajueiro.

“Sou operado de glaucoma e não estava conseguindo atendimento para fazer a revisão e meus exames. Hoje medi a glicemia, a pressão, o médico me examinou e ainda peguei a requisição para fazer meus exames, tudo perto de casa. Foi muito bom”, afirmou seu João Carvalho da Silva, 70 anos, morador do Cajueiro.

Para dona Flor de Lis, 54 anos, também moradora do Cajueiro, a ação foi boa porque ela atualizou várias vacinas, como a de gripe, antitetânica e contra hepatite. “Fui picada três vezes, mas valeu a pena. Também aproveitei para medir minha pressão e fazer o teste de glicemia”, explicou a moradora.

Houve vacinação de crianças e adultos, consultas médicas com dois clínicos gerais, serviços de higiene bucal e testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais, além de glicemia e medição da pressão arterial. As ações de saúde foram realizadas por médicos, uma odontóloga, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Em boa hora

A analista de gestão ambiental e comunicação social da MRS Ambiental, empresa terceirizada do Porto São Luís, Quilana Viégas, explicou que a ideia inicial do Porto São Luís era uma ação de vacinação para atualizar a carteirinha das crianças.

 

 

“A ação cresceu e contemplou mais serviços, graças à parceria com a Secretaria de Saúde do Município. Os atendimentos chegaram em boa hora, pois com a pandemia muita gente está com medo de ir às unidades de saúde devido ao risco de contaminação, principalmente os idosos”, observou Quilana.

“Esta foi mais uma ação social de iniciativa do Porto São Luís em parceria com a Prefeitura e a MRS para trazer benefícios aos moradores do entorno do empreendimento. Seguimos todos os protocolos sanitários e os moradores das comunidades do Cajueiro vieram e aprovaram a iniciativa, realizada num momento tão delicado como este de pandemia. Com certeza outras ações semelhantes a estas virão”, afirmou a assistente social do Porto São Luís, Débora Rodrigues.

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De como Roberto Costa realinhou o MDB e pôs o partido no debate político

Deputado estadual inseriu a legenda no ciclo eleitoral de 2020 e de 2022, com alianças de peso e reforço ao nome da ex-governadora Roseana Sarney, que deve manter o nome como opção na sucessão do governador Flávio Dino

 

Ao lado de Eduardo Braide no segundo turno, Roberto Costa levou a militância do MDB às ruas e ajudou a garantir a vitória

Maior partido da oposição ao governo Flávio Dino, o MDB conseguiu se manter no debate eleitoral mesmo sem nomes de peso em São Luís – o que resultou, inclusive, na não eleição de vereadores.

Sob a liderança do vice-presidente estadual, deputado Roberto Costa, a legenda teve forte presença na campanha de Neto Evangelista (DEM) no primeiro turno e sentou de igual para igual com Eduardo Braide (Podemos) no segundo turno.

Aberto ao diálogo, Costa suplantou discursos já ultrapassados de outras lideranças do partido, que insistem no sectarismo, e avançou em discussões envolvendo tanto a oposição quanto o governo.  

Ao lado do PDT, do DEM e do PTB, o MDB foi fundamental na construção do muro de arrimo em torno de Braide, evitando as investidas da máquina do governo Flávio Dino em favor de Duarte Júnior (Republicanos).

– O MDB tem força política para dialogar político-eleitoralmente. Não pode ficar restrito a um sectarismo já ultrapassado – afirmou o deputado.

Roberto mostrou força sobretudo na região do Centro de São Luís, em que ficou responsável por manter acesa a chama que elegeu Braide

Costa hoje fala de igual pra igual no grupo que tem o senador Weverton Rocha (PDT) como líder e reúne nomes como o de Neto Evangelista (DEM), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Juscelino Filho (DEM), Osmar Filho (PDT), Erlânio Xavier (PDT) e Othelino Neto (PCdoB).

Inserido no contexto das negociações com Braide, Roberto Costa pretende manter a presença do MDB no debate eleitoral de 2022, e já decidiu que o partido lançará a ex-governadora Roseana Sarney ao governo.

– É com o nome de Roseana que iremos para 2022 – afirmou o parlamentar.