O dilema na atuação dos comunistas na Assembleia…

Formando bloco com o Solidariedade, deputados do PCdoB terão que se equilibrar entre a postura declaradamente oposicionista do deputado Othelino Neto e a advertência pró-governo do presidente da legenda, Márcio Jerry

 

COMO FICAM OS DEPUTADOS?!? Márcio Jerry mantém porta aberta para o governo Brandão; Othelino já rompeu desde o ano passado

O deputado estadual Othelino Neto é o articulador do bloco entre o seu partido, Solidariedade, e o PCdoB na  Assembleia Legislativa.

  • mas o parlamentar deixa claro, desde o ano passado, sua condição de oposicionista ao governo Carlos Brandão (PSB);
  • Othelino defende abertamente o afastamento do governo, que, segundo ele, destruiu o legado do governo Flávio Dino.

Por outro lado, o presidente do PCdoB no Maranhão, deputado federal Márcio Jerry, diz que o PCdoB não faz oposição ao governo Brandão.

“Este bloco reúne desde o PL até o PCdoB, mas isso não significa que todos seguirão a mesma posição política em relação ao governo”, disse Jerry a este blog Marco Aurélio d’Eça na última segunda-feira, 27, ainda sem ambos saberem que o PL formaria um bloco próprio na Casa. (Relembre aqui)

Diante da dicotomia entre Othelino e Jerry, os deputados Rodrigo Lago, Júlio Mendonça, Ana do Gás e Ricardo Rios precisarão se equilibrar em suas posições na  Assembleia Legislativa.

Mas só o tempo dirá se eles estão com Brandão ou na oposição…

Os novos blocos parlamentares na Assembleia Legislativa

Nova formação partidária que marcará o plenário a partir da próxima segunda-feira, 3, tem dois grupos ligados ao governo Carlos Brandão, dois grupos independentes e o deputado Wellington do Curso isolado

 

NOVO PERÍODO. As bancadas da Assembleia Legislativa voltam a ser ocupadas a partir da próxima segunda-feira, 3

Quando reabrir os trabalhos parlamentares a partir da próxima segunda-feira, 3, a Assembleia Legislativa terá um novo agrupamento partidário em plenário.

  • serão dois blocos governistas e dois blocos independentes;
  • único deputado do Novo, Wellington do Curso ficará isolado.

A partir dos blocos partidários é que os deputados garantem participação nas comissões técnicas permanentes e em outros colegiados regimentais; sem participação em nenhum bloco – caso de Wellington – o deputado não pode fazer parte de comissões.

Os dois blocos governistas são:

  • o Bloco Juntos Pelo Maranhão, o maior da Casa, com  17 deputados: Antônio Pereira (PSB), Andréia Rezende (PSB), Ariston (PSB), Arnaldo Melo (PP), Carlos Lula (PSB), Catulé Júnior (PP), Daniella (PSB), Davi Brandao (PSB), Yglésio (PRTB), Edson Araújo (PSB), Florêncio Neto (PSB), Francisco Nagib (PSB), Hemetério Weba (PP), Iracema Vale (PSB), Júnior França (PP), Eric Costa (PSD) e Mical Damasceno (PSD);
  • formado por 12 parlamentares, o bloco Unidos Pelo Maranhão: Keke Teixeira (MDB), Neto Evangelista (União Brasil), Osmar Filho (PDT), Cláudia Coutinho (PDT), Guilherme Paz (PRD), Janaína (Republicanos), Ricardo Arruda (MDB), Drª Viviane (PDT), Edna Silva (PRD), Glalbert Cutrim (PDT), Leandro Bello (Podemos) e Júnior Cascaria (Podemos).

Outros 12 parlamentares decidiram se abrigar em blocos de viés mais independente:

  • o PL reúne seis deputados: Cláudio Cunha, Abigail Cunha, Aluízio Santos, Fabiana Vilar, João Batista Segundo e Solange Almeida.
  • no bloco Solidariedade/PCdoB estão Fernando Braide, Othelino Neto, Júlio Mendonça, Rodrigo Lago, Ricardo Rios e Ana do Gás.

Esta última formação ainda pode sofrer contestações, uma vez que o PCdoB é federalizado com o PT e com o PV.

Mas esta é uma outra história…

Filiação de Fernando ao Solidariedade aproxima mais Othelino de Braide…

Deputado estadual tem reagido às especulações de que projeta 2026 ao lado do prefeito de São Luís, mas seus movimentos indicam exatamente este novo caminho eleitoral

 

PROJETO ELEITORAL. Othelino diz que entrada de Fernando Braide no Solidariedade tem a ver apenas com a Alema, mas adversários veem movimento eleitoral

A filiação do deputado estadual Fernando Braide ao Solidariedade – confirmado na mídia digital neste fim de semana – reforça a ideia de que o também deputado estadual Othelino Neto, presidente do partido, estaria em novo aminho eleitoral no Maranhão.

Desde o fim das eleições municipais de 2024, Othelino tem se aproximado do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), irmão de Fernando, o que levou a várias especulações sobre seu posicionamento em 2026. (Reveja aqui, aqui e também aqui)

  • o deputado não gosta da perspectiva de que poderá apoiar Eduardo Braide na eleição de governador por questões politicamente estratégicas;
  • e tem reagido à ideia de que, para seu projeto, uma vitória de Braide seria para ele mais vantajosa que a do vice-governador Felipe Camarão (PT).

Othelino justifica que a filiação de Fernando Braide visa meramente a formação de um bloco na Assembleia, mas não esconde seu posicionamento de oposição ao governo Carlos Brandão (PSB); e diz que manterá esta posição mesmo com uma eventual realiança dos chamados dinistas com os brandonistas.

– Não se faz aliança dando as costas para a sociedade”, disse o parlamentar, em postagem deste blog Marco Aurélio d’Eça – no início do mês – intitulada “Os dinsitas anti-Brandão…”.

Essa questão envolvendo o Solidariedade e os irmãos Braide tem levado a especulações de que todos os dinistas estariam vendo em Braide uma alternativa.

Mesmo por que o próprio Braide tem empecilhos no PSD, hoje comandado no Maranhão pela senadora Eliziane Gama.

O partido de Othelino seria, então, uma porta nova para o projeto do prefeito.

É aguardar e conferir…

Os dinistas anti-Brandão…

Operadores que buscam a reunificação dos grupos do ministro e do governador devem enfrentar dificuldades com a base parlamentar que mostra contrariedade em Brasília e no Maranhão

 

O TIME DO CONTRA. Carlos Lula, Rodrigo Lago, Othelino Neto e Ana Paula não veem razão para reaproximação; há outros que pensam igual

Na mesma sexta-feira, 3, em que o vice-governador Felipe Camarão (PT) e a senadora Eliziane Gama (PSD) postaram as imagens de um encontro entre eles – em mais um capítulo da busca pela realiança entre os grupos do ministro Flávio Dino e do governador Carlos Brandão (PSB) – a foto acima foi postada em colaboração nas redes sociais pela senadora Ana Paula Lobato (PDT) e pelos deputados estaduais Othelino Neto (SDD), Rodrigo Lago (PCdoB) e Carlos Lula (PSB).

A imagem chamou a atenção deste blog Marco Aurélio d’Eça, que encaminhou o seguinte comentário-pergunta aos parlamentares:

Vi uma postagem-colab no mesmo dia em que aparece Eliziane Gama com Felipe Camarão na busca de uma reconciliação com Brandão! Também vejo Camarão e Marcus Brandão em busca da reconciliação! Diante disso, pergunto: É certo chamar esse grupo de parlamentares de “os dinistas anti-Brandão?!?” Quero fazer uma postagem sobre o tema. Significa que os operadores da reconciliação vão ter dificuldades com esses parlamentares?!?”.

A resposta do deputado Othelino Neto foi a mais direta:

Sem dúvida que terão [dificuldades]. Não se faz aliança dando as costas para a sociedade”, disse o parlamentar.

Para este blog Marco Aurélio d’Eça a resposta de Othelino reflete também a da senadora, com quem é casado; já os deputados Rodrigo Lago e Carlos Lula deram respostas que minimizaram o episódio, mas também curiosas, por serem exatamente idênticas.

“Somos amigos de longas datas e de longas caminhadas”, resumiu Lago.

“Somos amigos de muitos anos. Esse tipo de visita é natural”, completou Lula.

Entre dinistas e brandonistas há outros protagonistas nesta fase da relação entre o ministro e o governador:

  • o ministro André Fufuca (PP), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) e os secretários Sebastião Madeira (PSDB) e Orleans Brandão (MDB) são todos publicamente pró-unidade;
  • mas os deputados estaduais Leandro Bello (Podemos), Júlio Mendonça (PCdoB), Ricardo Rios (PSB) e Francisco Nagib (PSB) se mostram mais alinhados aos anti-Brandão.

O que ficou claro na postagens dos parlamentares na sexta-feira, 3, é que os operadores da reconciliação têm um obstáculo há mais para refazer a unidade do grupo.

E essa base na Assembleia já mostrou que pode mesmo fazer zoada; muita zoada…

A oposição está à espreita…

A “guerra fria” na base do governo Carlos Brandão interessa a grupos políticos não-alinhados ao Palácio dos Leões e ao ministro Flávio Dino; e esses políticos veem a ruptura como oportunidade de poder em 2026

 

TODOS DE OLHO NO GOVERNO. Eduardo Braide, Dr. Lahésio, Roberto Rocha e Weverton Rocha veem de camarote a guerra no governo

A batalha interna na base do governador Carlos Brandão (PSB) é uma guerra de confrades, disputa de interesses e de poder entre aliados, que pode gerar duas candidaturas ao Palácio dos Leões – uma governista e outra de ex-governistas.

A ruptura, no entanto, jamais vai gerar uma oposição, apenas uma dissidência do governo.

A oposição maranhense é outra, que está à espreita, só de olho no que vai acontecer:

  • o prefeito de São Luís Eduardo Braide se movimenta para ocupar exatamente o vácuo da falta de um candidato definido na base governista;
  • o ex-candidato a governador Dr. Lahésio Bonfim (Novo) também aposta em reacender o recall de 2022 e garantir competitividade em 2026;
  • o ex-senador Roberto Rocha analisa os movimentos da cizânia governista como oportunidade para a oposição garantir uma vaga no senado;
  • e ainda tem o atual senador Weverton Rocha (PDT) em cima do muro, só esperando o melhor momento para escolher de que lado vai pular.

Isso seria extraordinário. Uma chapa do governo com os candidatos do governador e a outra com os candidatos do ex-governador. A oposição lançaria pelo menos dois candidatos, e o 2⁰ turno estaria garantido. Um de cada lado. Um de dentro e outro de fora da ‘bolha política'”, é o que acredita Rocha, não o Weverton, mas o Roberto.

O grande risco da batalha entre dinistas e brandonistas é a indefinição sobre os candidatos a governador.

Faltando menos de um ano e meio para que Brandão decida se fica ou sai do governo até o final, ele nem tem um candidato próprio ao governo, nem deixa o seu vice, Felipe Camarão (PT), se viabilizar como a opção natural. 

Essa indefinição gera um vácuo de poder; e em política não existe vácuo.

É a oposição quem tende a ocupar o espaço vazio.

Simples assim…

Othelino faz o que outras lideranças não fizeram…

Parlamentar conseguiu o que poderia ser feito por diversos outros políticos diante do vácuo criado pela saída de Flávio Dino da política; e já articula suas próprias alianças para a sucessão estadual

 

AVAL PARTIDÁRIO. Othelino Neto tem o apoio incondicional do presidente do seu partido, deputado federal Paulinho da Força

Seus movimentos são claramente políticos e calculadamente pensados para gerar resultados políticos. Sem entrar no mérito de suas ações, é dentro deste quadrado que atua atualmente o deputado estadual Othelino Neto (Solidariedade).

  • embora ligado politicamente a Flávio Dino, Othelino tem a sua própria agenda política no Maranhão;
  • presidente do Solidariedade e com a mulher senadora, ele se conduz com autonomia buscando alianças;
  • é hoje o principal líder oposicionista ao Palácio dos Leões e constrói pontes com outros setores independentes.  

Nas últimas semanas, Othelino Neto já esteve em reuniões com o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), levou o grupo do deputado estadual Francisco Nagib (PSB) a Brasília e também recebeu no gabinete da senadora Ana Paula Lobato (PDT) o deputado federal Josimar Maranhãozinho e a esposa, também deputada, Detinha (ambos do PL). 

Conversamos sobre projetos e obras estruturantes para o estado e sobre a política no Maranhão”, é assim que Ana Paula Lobato define as conversas políticas que o casal tem, em Brasília e em São Luís.

É verdade que Othelino Neto tem apenas buscado ocupar o vácuo deixado pela saída de Flávio Dino da política e pela omissão de outras várias lideranças que já poderiam ter ocupado este vácuo; mas engana-se quem pensa que essa movimentação é inédita e ocasional.

Em novembro de 2020, este blog Marco Aurélio d’Eça já havia mostrado esta mesma movimentação do deputado, em post sobre a sucessão de 2022: “Othelino caminha em faixa própria…”.

ALIANÇAS PRÓPRIAS. Com a esposa Ana Paula, o deputado tem buscado sua própria agenda política para a sucessão estadual

Pelos caminhos imprevisíveis da política, Othelino chegou ao atual momento em condições privilegiadas para a disputa de poder no Maranhão.

  • Controla um partido com forte participação política no país;
  • é consorte de um mandato no Senado que vai até fevereiro de 2031;
  • tem uma base de prefeitos aliados em diversos municípios maranhenses.

Othelino é uma importante liderança do Maranhão e que tem fortalecido ainda mais o nosso partido no estado”, define o presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força (SP).

Não há dúvidas de que o parlamentar é do grupo chamado dinista e tem relação próxima com o ministro Flávio Dino e os remanescentes deste grupo, mas ele navega em faixa própria rumo às eleições de 2026.

O que isso vai significar em termos práticos, só o tempo dirá…

Qual é a oposição no Maranhão?!?

Racha interno que tem levado à crise na base do governo Carlos Brandão tem confundido analistas e observadores da cena política, mas os adversários do governador e dos eu grupo estão à espreita apostando na divisão interna para ocupar os espaços de poder

 

RACHA É SÓ RACHA. O que restar de um eventual rompimento entre dinistas e brandonistas é apenas mais um lado da base governista; a oposição está no outro lado do espectro

A mídia digital que acompanha a política, analistas e observadores da cena política acostumaram-se a chamar de oposição, nos últimos meses, o grupo formado por deputados federais e estaduais ligados ao agora ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino.

Trata-se de um equívoco. 

O que existe é um governo – o de Carlos Brandão (PSB) – na iminência de sofrer um racha em sua base, que vem sofrendo fissuras desde o início do mandato.

  • oposição no Maranhão, hoje, é o prefeito Eduardo Braide (PSD), que vem ocupando de forma habilidosa o vácuo deixado por este racha;
  • oposição é Dr. Lahésio Bonfim (Novo), embora não tenha construído bases nas eleições municipais e esteja mudo no processo;
  • oposição seria o senador Weverton Rocha (PDT), que se mantém calado a espera da melhor barca eleitoral para pular para dentro. 

A oposição terá o seu lado definido nas urnas. O governo é representado por quem está no governo, ficando ou não no cargo. Se fica no mandato, representa um lado, mas significa que este lado rachou e vai rachado, mas o mesmo lado. O outro lado é a oposição, não representada por A ou B, mas por um sentimento que alguém interpreta na campanha”, explica o ex-senador Roberto Rocha.

Por este entendimento de Rocha, haveria então três vias no atual processo:

  • 1 – um candidato oficial do governo, com apoio da máquina do Palácio dos Leões;
  • 2 – um candidato do que resultou do racha do governo, reunindo os insurgentes governistas;
  • 3 – um candidato da chamada oposição, aquele que representar projeto antagônico ao que está no poder.

Em outras palavras, levando em consideração a eleição nacional, será um candidato vinculado diretamente ao presidente Lula (PT), que pode ter ou não apoio do Palácio, e um candidato do projeto oposto ao de Lula, mais de centro-direita.

O que restar desses dois lados, estará entre os insurgentes.

Mas não necessariamente representarão a oposição.

Simples assim…

O futuro da relação de Flávio Dino e Brandão: repactuação ou desenlace?!?

Retorno do governador ao comando do estado na mesma semana em que o agora ministro do STF se movimenta para o casamento, pode ser decisivo para definir o fim ou o recomeço da parceria entre os dois

 

A ESTRADA, ONDE VAI DAR?!? Na condição de governador, cabe a Brandão apontar aos caminhos, que podem levar à glória ou à ruina em 2026

O governador Carlos Brandão (PSB) retoma seu expediente público nesta segunda-feira, 25, em um ambiente político absolutamente diferente daquele que deixou 15 dias atrás, quando partiu para um período de férias.

  • Brandão deixou o Maranhão no mesmo dia da “batalha do 21X21 na  Assembleia”, que expôs a ameaça de uma oposição significativa no Poder Legislativo;
  • neste mesmo período, o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) avançou em um projeto de poder para 2026 que deve ter fortes desdobramentos políticos;
  • nos bastidores, aumentaram rumos de rompimento definitivo entre Brandão e o ministro do STF Flávio Dino, o que pode ser evidenciando esta semana.

Ao mesmo tempo em que surgem mais personagens nos bastidores do Palácio dos Leões a decretar o fim irreversível da parceria entre Brandão e Dino, um movimento em sentido contrário também aumentou, defendendo que o rompimento levará, automaticamente, à derrota nas eleições de 2026.

A direita está à espreita; Flávio Dino e Brandão, seus aliados e parentes precisam entender que um precisa do outro e que só há saída em 26 com a manutenção da chapa original, estabelecida ainda antes das eleições de 2022; sem essa unidade, os dois grupos sucumbirão na sucessão estadual”, analisam dinistas e brandonistas ouvidos por este blog Marco Aurélio d’Eça.

  • “A saída”, neste caso, seria a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao governo, tendo Brandão como principal candidato a senador;
  • a chapa se completaria com a adesão de um ou outro aliado, no caso os pré-candidatos a senador Weverton Rocha, André Fufuca e Eliziane Gama.

Os rumores políticos, no entanto, parecem tornar cada vez mais difícil essa equação.

Um desses rumores é o suposto namoro entre Braide e o grupo de Flávio Dino, que o tornaria candidato alternativo nas eleições de 2026, tendo Camarão e um desses outros personagens como candidatos a senador.

Brandão ainda precisa vir a público nesta semana de retorno ao trabalho para dar suas impressões sobre a “batalha do 21X21 na  Assembleia”, sobre a votação do ICMS e sobre a movimentação de aliados e adversários.

Ao mesmo tempo, Flávio Dino mostrará em seu casamento, no sábado, 30, em que pé está sua relação com o governador.

Repactuarão as alianças ou consolidarão o desenlace?!?

Vantagem de Braide para 2026 é navegar sem adversários…

Além de dar liberdade ao prefeito de São Luís para se mostrar ao eleitor do interior, indefinição do governador Carlos Brandão sobre seu candidato impede, também, o próprio vice-governador Felipe Camarão de se movimentar como opção

 

EM MEIO AO POVO. Sem adversários no front, prefeito de São Luís avança ao seu modo com candidatura ao governo

Único nome já em movimentação na sucessão estadual, o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) ganha espaço na mídia com uma vantagem inicial nesta largada: ele não tem adversário conhecido no front.

Faltando menos de um ano e meio para decidir se deixa ou fica no mandato até o final, o governador Carlos Brandão (PSB) resiste a definir um nome para sua sucessão, o que impede, também, o próprio vice-governador Felipe Camarão (PT) – que seria candidato natural – de se apresentar em campanha ao eleitor.

  • Eduardo Braide reelegeu-se prefeito com mais de 70% dos votos, segunda maior votação do país;
  • sem um nome para fazer contraponto ao seu projeto, ele larga na frente e pode se consolidar.

Em algumas pesquisas de municípios ele já está aparecendo; e bem!”, é o que tem dito a interlocutores, em linhas gerais, o presidente do MDB maranhense, Marcus Brandão, segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça.

Mas o próprio Marcus, que é irmão do governador Carlos Brandão (PSB), mostra-se contrário à liberação da campanha do vice-governador.

  • os Brandão entendem que podem eleger um “poste” se o governador permanecer no mandato até o final;
  • a história mostra esta possibilidade, desde que o governo esteja consolidado na política, o que não é o caso;
  • para ter um candidato competitivo, é necessário que ele seja mostrado pelo menos dois anos antes do pleito.

O governo já se perdeu neste prazo e segue em divisão sobre a candidatura de Felipe Camarão ou a de outro nome mais próximo do governador, embora já haja quem defenda, de lado a lado, a repactuação do projeto de 2026 como forma de salvar a eleição.

Enquanto isso, Eduardo Braide vai navegando sozinho.

Em céu de brigadeiro…

Pela 6ª vez, Wellington defende a população e vota contra aumento de impostos

 

Na sessão plenária desta quinta-feira, 21, o deputado estadual Wellington do Curso votou contra o Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre alterações no Sistema Tributário do Estado do Maranhão, para modificar as alíquotas do ICMS e do ITCD. Entre as alterações propostas pelo Governo do Estado, está o aumento da alíquota modal do ICMS de 22% para 23%, um acréscimo que afetará praticamente todos os produtos consumidos no estado.

Ao justificar o seu voto contrário, Wellington disse que os reajustes trarão aumentos que irão prejudicar o trabalhador maranhense.

“O que o Governo propõe, na verdade, é aumentar a tributação em diversas outras frentes. O Maranhão já possui uma das maiores cargas tributárias do país. Nossa população, que enfrenta diariamente o desafio de sobreviver com salários baixos e custo de vida alto, não pode arcar com mais aumentos de impostos. Por isso, mantive a coerência e, pela 6ª vez, votei contra essa proposta de aumento de impostos. Há outras medidas que o Estado deveria adotar, a exemplo da redução de secretarias e cargos comissionados. Essa sempre será a nossa luta!”, disse Wellington.

Veja as principais alterações:

  • 1. Aumento da alíquota modal do ICMS de 22% para 23% – um acréscimo que afetará praticamente todos os produtos consumidos no estado;
  • 2. Criação de uma alíquota elevadíssima de 30,5% para diversos produtos, incluindo itens de amplo consumo;
  • 3. Ampliação significativa da base de produtos sujeitos ao adicional de 2% do FUMACOP, atingindo desde veículos até produtos alimentícios;
  • 4. Criação da Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização Ambiental das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Ouro (TFO), que certamente será repassada ao consumidor final;
  • 5. Alterações nas alíquotas do ITCD que podem impactar significativamente a transmissão de patrimônio entre famílias maranhenses.

Apesar do voto contrário do deputado Wellington e de outros parlamentares, o projeto foi aprovado.

Da Assessoria, com edição do blog