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Mesmo boicotada pelo dinismo, Eliziane segue competitiva ao Senado…

Enquanto os remanescentes do ex-governo Flávio Dino tentam tirá-lo da disputa para entregar o PT a Braide, senadora, que é candidata de Lula, mostra-se embolada entre os primeiros colocados

 

ELIZIANE DEMONSTRA FORÇA ELEITORAL DO APOIO DE LULA EM PESQUISA, mesmo diante do boicote dos dinistas, que querer dar o PT a Eduardo Braide

A senadora Eliziane Gama (PT) vive um momento curioso na disputa pela reeleição ao Senado.

  • ela foi amplamente abraçada pelo PT após declaração de apoio de Lula e se mostra competitiva;
  • mas os chamados dinistas tentam afastá-la da disputa por que querem o PT com Eduardo Braide.

Mesmo com o boicote dos dinistas, a pesquisa Real Time Big Data, divulgada nestas quarta-feira, 8, mostra Eliziane em condição de empate técnico com os demais adversários, tanto como opção de primeiro quanto de segundo voto. 

Detalhe: a pesquisa inclui entre os candidatos a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e o ex-senador  Roberto Rocha (Novo), que provavelmente não estarão na disputa, situação que embaça o resultado real.

  • Eliziane Gama tem feito uma campanha solitária com a militância do PT;
  • e tem conseguido apoio de prefeitos e líderes de segmentos sindicais e sociais.

Os remanescentes do ex-governo Flávio Dino já canibalizaram a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) e praticamente inviabilizaram sua candidatura ao governo, como mostra a mesma pesquisa Real Time Big Data.

Agora, seguem canibalizando Eliziane Gama.

Que resiste junto com os petistas…

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O deprimente fim do dinismo no Maranhão…

Ainda à espera de o ex-prefeito Eduardo Braide decidir se os aceita ou não no palanque, aliados do ministro Flávio Dino caminham para uma derrota histórica, qualquer que seja o resultado das eleições de outubro

 

OS DINISTAS SE OFERECEM HÁ MESES PARA BRAIDE, QUE FEZ PESQUISA PARA SABER se é bom ou não tê-los em seu palanque

A coluna Estado Maior, do portal imirante.com, revelou nesta terça-feira, 7, que os remanescentes do ex-governo Flávio Dino estão esperando o resultado de uma pesquisa qualitativa encomendada pelo ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), para que ele, Braide, possa dizer se os aceita em seu palanque de candidato a governador.

  • de acordo com o portal, são os números que vão dizer se ter o PT em sua aliança será bom ou não para Braide;
  • só após isso, o ex-prefeito dirá aos dinistas se os aceita na coligação – ou no palanque – de sua candidatura.

“O vice-governador Felipe Camarão não animou os petistas e nem os dinistas com sua candidatura ao governo – mesmo com direito a vídeo do presidente Lula declarando apoio. Na verdade, nem o próprio Camarão se animou com a situação após perceber as dificuldades com falta de estrutura e apoio para colocar sua ‘banda’ na rua”, afirmou a coluna Estado Maior. (Leia a íntegra aqui)

Nem o PT, nem os dinistas desmentiram a coluna do imirante.com.

Este blog Marco Aurélio d’Eça vem mostrando desde o fim da janela partidária, em abril, os aliados do ex-governador Flávio Dino trabalham por uma aliança com Braide, mesmo após lançamento da candidatura de Camarão (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) 

  • Braide resiste à aliança – mesmo querendo o tempo do PT – por que teme desgaste ao ligar-se aos petistas e ao presidente Lula;
  • ele só assumirá os oferecidos dinistas – mas sem declaração pública – se essas qualitativas disserem que não haverá esse desgaste.

Na semana passada, este blog Marco Aurélio d’Eça publicou com exclusividade que o presidente Lula vetou a entrega do PT a Braide, que considera de direita e próximo do bolsonarismo.

A espera por uma decisão do ex-prefeito é o fim deprimente do chamado dinismo, período político controlado pelo agora ministro do Supremo Tribunal Federal.

Rompidos com o governo Brandão, eles apostaram na candidatura de Felipe Camarão, que não vingou; agora, se submetem à espera de Eduardo Braide dizer se aceita ou não suas presenças em palanque e em campanha.

Neste caso, já estarão derrotados, qualquer que seja o resultado das eleições de outubro.

É simples assim…

Dinistas tomam PSDB de Roberto Rocha; Juscelino Filho assumirá o partido…

Ex-senador atribui a perda da legenda – que havia recebido do secretário Sebastião Madeira – a movimentações de bastidores; e diz que vai em busca de um partido “menos sujeito a ameaças supremas”

 

ROBERTO ROCHA PERDEU O PSDB PARA JUSCELINO FILHO, mas vê movimentos de dinistas contra si…

Menos de 15 dias depois de tomar o partido do chefe da Casa Civil Sebastião Madeira, o ex-senador Roberto Rocha perdeu o PSDB para o deptuado federal Juscelino Filho (União Brasil). O próprio Rocha confirmou a mudança a este blog Marco Aurélio d’Eça.

  • a cúpula do PSDB quer fortalecer o partido na Câmara por medo de não alcançar a cláusula de barreira;
  • em eterna disputa no União Brasil com o colega Pedro Lucas Fernandes, Juscelino ganha o próprio partido.
  • para Roberto Rocha, a movimentação que lhe tirou o ninho tucano parte dos aliados do ministro Flávio Dino.

“Eles não admitem que um candidato de direita, sem aliança com ninguém, neutro no processo, possa estar liderando a corrida pelo Senado no Maranhão. A tomada do PSDB é uma clara tentativa de me tirar da disputa”, afirmou o ex-senador.

Excluído das pesquisas desde 2023, Roberto Rocha passou a ser incluído nos levantamentos a partir de dezembro; e desde então aparece sempre nas primeiras colocações, como provável dono de uma das vagas no Senado pelo Maranhão.

Rocha não tem relações com o dinismo, nem com o governo Brnadão, muito menos com o grupo Sarney.

“Eles não vão me tirar da disputa. Vou em busca agora de um novo partido. E vou procurar uma legenda que esteja fora dos riscos das supremas ameaças”, provocou o ex-parlamentar.

Juscelino Filho ainda nãos e manifestou sobre a ida para o PSDB…

Fortalecido, Felipe Camarão vai a Caxias como “candidato do PT a governador”…

Com candidatura garantida pela direção nacional do partido, vice-governador lança o “Diálogos pelo Maranhão” representando a base do governo Lula, agora com apoio do PCdoB e do PSB

 

DA BASE LULISTA. Felipe Camarão inaugura o “Diálogos pelo Maranhão” agora como candidato do PT, do PCdoB e do PSB

O vice-governador Felipe Camarão (PT) fecha a semana na condição de pré-candidato do PT ao Governo do Estado, posto reafirmado pela própria direção nacional do partido; e desembarca nesta condição em Caxias, onde lança o projeto “Diálogos pelo Maranhão”, que vai embalar sua candidatura.

  • Camarão esteve no meio da semana em Brasília, onde conversou com Lula e foi recebido pelo presidente petista Edinho Silva;
  • o próprio Edinho Silva publicou em suas redes sociais a garantia de que o vice-governador é o candidato do PT ao governo do MA.

“Almoçando em Brasília com meu companheiro e amigo Felipe Costa Camarão, vice-governador do Maranhão, nosso pré-candidato a governador. Uma liderança que muito nos orgulha”, postou o presidente petista.

Mas Felipe voltou de Brasília não apenas com a garantia de que será mesmo o candidato do PT a governador.

  • ele foi recebido pela deputada Luciana Santos, presidente do PCdoB, que garantiu a aliança com o PT;
  • e se reuniu com a senadora Ana Paula Lobato, que declarou apoio do PSB, partido que ela vai presidir.

O vice-governador maranhense encerra a semana, portanto, não apenas como candidato do partido de Lula.

Mas também com o palanque que reúne toda a base progressista do governo Lula no Maranhão…

Estratégia do PSD no Nordeste pode levar o PT a apoiar Braide…

Partido vai apoiar candidatos petistas em vários estados, em troca de reciprocidade, como no caso do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que pode ter aliança com o partido do presidente Lula

 

NORDESTE NO FOCO. Kassab quer troar apoio do PSDE ao PT no Nordeste pelo apoio do partido de Lula a Braide no Maranhão

Análise da Notícia

O PSD decidiu sua estratégia eleitoral para 2026, e vai focar no Nordeste para se fortalecer no cenário nacional; para isso, busca aliança de reciprocidade com o PT, do presidente Lula.

A ideia é apoiar candidatos petistas em alguns estados, em troca de apoio do PT em outros.

  • o partido de Gilberto Kassab deve apoiar a reeleição dos governadores do PT na Bahia, no Ceará e no Piauí;
  • em troca vai buscar apoio do PT para Raquel Lira, em Pernambuco, e para Eduardo Braide, no Maranhão.

“No Maranhão, o Braide se reelegeu prefeito de São Luís com quase 80% dos votos e é fortíssimo candidato a governador; está a frente em todas as pesquisas. Candidato a governador. Fortíssimo”, diz Kassab, sobre a candidatura do prefeito de São Luís.

Na estratégia do PSD, a prioridade não é eleger governadores, mas deputados federais e senadores, com objetivo de se tornar ainda mais relevante na correlação de forças políticas no Congresso Nacional, “mas mantém no radar a possibilidade de voo solo em alguns estados”, segundo aponta reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. (Saiba mais aqui)

  • dentro destas possibilidades é que Braide e a senadora Eliziane Gama passam a ser prioridade;
  • o prefeito de São Luís lideraria chapa com Eliziane, abrindo duas vagas para o PT: vice e Senado.

“Caso haja uma aproximação com o grupo de Flávio Dino, a outra vaga de senador pode ser oferecida a Felipe Camarão, o que contempla o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Camarão, no entanto, pode também compor a chapa novamente como vice”, revelou este blog Marco Aurélio d’Eça ainda em junho, no post exclusivo “Kassab reúne Braide e Eliziane em São Paulo…”. 

A estratégia do PSD no Nordeste confirma toda esta movimentação, e agrada também a cúpula do PT nacional. (Entenda aqui)

E está no radar também dos remanescentes do dinismo no Maranhão….

Com informações de O Globo e O Estado de S. Paulo

 

Brandão oferece vaga de deputado federal a Camarão; vice diz que não renunciará…

Convicto de sua eleição garantida ao Senado, governador tentou demover o companheiro de chapa de continuar no mandato, mas recebeu negativa, sob argumento de que não pode confiar em quem não confia nele

 

CADA UM POR SI. Brandão quer se eleger senador; Felipe quer ser governador. A falta de confiança, porém, impede reaproximação

O governador Carlos Brandão (PSB) fez uma última tentativa de convencer o vice-governador Felipe Camarão (PT) a renunciar ao mandato, junto com ele, em abril de 2026; a renúncia de Camarão garantiria a Brandão a condição de disputar o Senado tendo um aliado no comando do estado.

  • sem o vice, quem assumiria o governo seria a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB);
  • no cargo, a deputada teria 30 dias para convocar eleição indireta, na qual ela mesma poderia disputar;
  • nesse caso, Iracema concorreria ao governo, provavelmente com Orleans Brandão (MDB) na chapa.
  • haveria a opção de Iracema ficar no governo e apoiar Orleans, sacrificando o seu futuro político.

“Se eu não sou confiável pra apoiar o governador para o Senado por que confiaria em ele me apoiar comigo fora do governo?!?”, foi a resposta dada por Felipe Camarão, segundo este blog Marco Aurélio d’Eça confirmou com fontes ligadas tanto ao vice-governador quanto ao governador.

NO CARGO, ATÉ O FIM. Felipe Camarão fala sobre as regras da sucessão estadual e diz que fica no cargo

Nesta segunda-feira, 21 – provavelmente após a recusa do vice – o governador voltou a indicar que ficará no mandato até o final e elegerá o sucessor; o vice-governador, por usa vez, postou vídeo em que explica as regras da sucessão e da inelegibilidade, indicando que não renunciará ao mandato.

Os movimentos de Brandão e de Camarão mostram, apesar da guerra dura entre dinistas e brandonistas, ainda há, no horizonte, perspectivas de realinhamento, de lado a lado; Ainda que em condições cada vez mais hostis.

E com perspectivas cada vez mais remotas…

Os dinistas que já viraram brandonistas…

A “caça às bruxas” iniciada pelo governador Carlos Brandão deve poupar ex-aliados do governador Flávio Dino que passaram a rezar de joelhos na cartilha do Palácio dos Leões

 

ELES PODEM ESCAPAR DA FACA. Surgidos a partir do dinismo, Rubem Jr., Duarte Júnior, Bira e Robson estão  com Brandão

O governador Carlos Brandão (PSB) iniciou na sexta-feira, 4, o processo de demissão de gente ligada ao ex-governador Flávio Dino, como revelou em primeira mão este blog Marco Aurélio d’Eça no post “Brandão começa a demitir dinistas do governo…”.

Mas há ex-dinistas que devem escapar do rapa.

Trata-se de pessoas indicadas por deputados federais, estaduais e secretários que eram dinistas de quatro costados e se transformaram em “brandonistas desde criancinha”.

  • nessa lista estão os deputados federais Duarte Júnior (PSB) e Rubens Pereira Júnior (PT);
  • também figuram como “neobrandonistas” os secretários Rubens Pereira e Bira do Pidaré;
  • há especulações, a confirmar, de que o secretário Robson Paz já teria deixado o dinismo.

Por enquanto, segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça, foram demitidas pessoas ligadas ao deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) e aos deputados estaduais Rodrigo Lago (PCdoB), Carlos Lula (PSB) e Júlio Mendonça (PCdoB), nas secretarias de Cidades, de Agricultura familiar e na Articulação Política.

Segundo revelou o blog Marrapá, o titular da Gasmar, Alan Kardec Barros, e o titular da Igualdade Racial, Gerson Pinheiro – ambos comunistas históricos – articulam em Brasília para permanecer nos cargos. (Leia aqui)

No Palácio dos Leões a ordem é clara: qualquer um indicado por aliados de Flávio Dino terá a “cabeça cortada” de cargos no governo.

O Diário Oficial deve trazer esses cortes ao longo da semana…

Brandão começa a demitir dinistas do governo…

Governador assinou nos últimos dias diversas exonerações de ocupantes de cargos no terceiro e segundo escalões, entre eles o irmão do deputado federal Márcio Jerry, que atuava na Secretaria de Agricultura Familiar

 

CABEÇAS ROLAM. Irmão de Márcio Jerry, Samuel Barroso é aliado e defensor de Flávio Dino

O Diário Oficial do Estado começou a publicar, a partir desta sexta-feira, 4, uma série de demissões no primeiro e segundo escalões do governo Carlos Brandão (PSB); são todos ocupantes de cargos comissionados indicados pelo grupo do ex-governador Flávio Dino.

A demissão de cargos indicados por dinistas era o último passo do governador para consolidar o rompimento com o grupo de Flávio Dino, assunto que foi, inclusive, tratado neste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Eles que saiam!!!; ele que nos tire…”.

  • entre os nomes conhecidos está o de Samuel Barroso, irmão do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB);
  • Samuel ocupava o cargo em comissão de Assessor Especial na Secretaria de Agricultura Familiar.

“Acredito que foi devido minha ligação com Rodrigo Lago, coordenei campanha dele no sertão”, explicou Samuel Barroso, cuja exoneração ilustra este post. Barroso é servidor de carreira do Ifma.

COMEÇA O RAPA!!! Demissão de Samuel Barroso foi publicada na edição de sexta-feira, 4, do DOE

Este blog Marco Aurélio d’Eça apurou que o governador passou os últimos dias assinando exonerações de gente indicada por todos os chamados dinistas – deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores e lideranças políticas que defendem o legado do governo comunista.

De acordo com o que foi publicado na mídia digital nos últimos dias, são mais de 500 cargos ocupados por remanescentes do dinismo.

  • há cargos de primeiro e segundo escalões na Secretaria de Cidades;
  • também uma infinidade de postos em todos os setores da Saúde;
  • e diversas nomeações da Educação na capital e no interior. 

A partir de agora, os dois grupos seguem caminhos diferentes…

“Cada dia com sua agonia”, diz Márcio Jerry, sobre passos para 2026…

Presidente do PCdoB no Maranhão, deputado federal reafirma projeto com Felipe Camarão e diz que “cenas de momento não definem cenários do ano que vem”

 

TEMPO DE REFLEXÃO. Para Márcio Jerry, o momento atual é de observação dos movimentos com foco no objetivo final

O deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB no Maranhão, reagiu à postagem deste blog Marco Aurélio d’Eça, intitulada “Lahésio tende a ser o principal adversário de Orleans…”. 

“Felipe Camarão tem rota própria para disputar. Cenas de momento não definem cenários de ano que vem. Muitas águas para passar sob as pontes, águas claras e turvas também”, afirmou o parlamentar, um dos principais interlocutores do chamado dinismo junto ao governo Carlos Brandão (PSB).

  • Jerry discorda que os remanescentes do grupo de Flávio Dino estejam emparedados pelo brandonismo;
  • para ele, o grupo do ex-governador tem caminhos e estruturas próprias para a sucessão estadual de 2026. 

“O central, considero, é que Felipe Camarão tem atributos políticos que o credenciam a liderar um processo político com imenso espaço a ocupar, crescer e vencer!”, prega o parlamentar.

Questionado sobre a ausência de reações efetivas às ações do Palácio dos Leões e seus aliados, Márcio Jerry citou passagem do Eclesiastes, que fala do “tempo para tudo na face da terra” e foi lacônico:

“Cada dia com sua agonia”, disse ele…

Em resposta a Márcio Jerry, Yglésio diz que Flávio Dino não soube preparar um novo ciclo

Em artigo encaminhado a este blog Marco Aurélio d’Eça, deputado estadual reconhece os fundamentos da era dinista, mas entende que o grupo do ex-governador se perdeu no caminho e hoje briga por um projeto sem pernas

 

PRESOS AO PASSADO. Dr. Yglésio entende que os dinistas precisam se desconectar das lembranças de um governo que já não existe mais

Em contundente artigo-resposta ao deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) fez um apanhado histórico do governo Flávio Dino e chegou à conclusão que essa era “perdeu o vínculo com a população e transformou a máquina pública em palanque permanente de manutenção de cargos, não de ideias”.

“Flávio Dino foi, sem dúvida, um personagem de ruptura em 2014. Mas o tempo passou. A liderança que soube chegar não soube sair, e muito menos preparar um novo ciclo. O que vemos hoje não é um grupo que anda pra frente. É um espólio órfão de rumos, onde a velha guarda tenta empurrar com os ombros um projeto sem pernas” afirmou Yglésio, em artigo intitulado “Pra frente é que se deve andar? – ou a marcha lenta do espólio de Flávio Dino”.

  • para Yglésio, Márcio Jerry e aliados, erram ao não reconhecer os limites do ciclo dinista;
  • reconhecendo os avanços deste tempo, Yglésio diz que é preciso se desamarrar do passado.

O artigo de Márcio Jerry confrontado por Yglésio foi publicado neste blog Marco Aurélio d’Eça em post com o título “O passado derrotado pelo povo não pode ressuscitar…”. Nele, Jerry faz uma espécie de alerta aos brandonistas – e aos próprios dinistas – sobre os riscos da ruptura com o lego do governo Flávio Dino. Sobre isso, Yglésio é duro:

“Jerry lista iniciativas relevantes do período em que Dino foi governador. Algumas dessas ações, de fato, lançaram fundamentos importantes, como a expansão da rede educacional e a interiorização de serviços de saúde. Mas não se pode confundir estrutura com vitalidade. Muito do que foi implantado precisa ser continuamente renovado, e isso só ocorre quando há liderança conectada com o presente – e não presa ao passado”, diz o deputado estadual.

  • Yglésio lembra em seu texto que o discurso dos dinistas segue o mesmo, mas o Maranhão mudou;
  • o erro deles, destaca o parlamentar, foi ter se desconectado da base social e não cultivar lideranças.

Dr. Yglésio conclui apontando que, sob o comando de Carlos Brnadão, o Maranhão avançou em indicadores como emprego, alfabetização e gestão fiscal, mas esses progresso, afirma, nãos e devem à herança estática de 2014. A conclusão do parlamentar, é ainda mais contundente;

“Sim, o Maranhão precisa seguir em frente. Mas talvez isso só seja possível depois que o espólio de Flávio Dino aceitar que já não é mais motor de nada ; é apenas bagagem pesada”.

Leia abaixo a íntegra do artigo de Dr. Yglésio:

 

“Pra frente é que se deve andar?” – ou a marcha lenta do espólio de Flávio Dino

O deputado federal Márcio Jerry, fiel escudeiro de Flávio Dino, publicou recentemente um artigo exaltando o legado do hoje ministro do STF como se ainda estivéssemos em 2014. O texto, impregnado de saudosismo, tenta manter viva uma narrativa que já não dialoga com a realidade política, administrativa e social do Maranhão de 2025. A pergunta que não quer calar: quem é que realmente anda pra frente?

Em vez de reconhecer os limites do ciclo dinista, Jerry tenta resgatar sua mística revolucionária como se estivéssemos às vésperas de uma nova primavera. Ignora, porém, o óbvio: o grupo político liderado por Dino estagnou, perdeu o vínculo com a população e transformou a máquina pública em palanque permanente de manutenção de cargos – e não de ideias.

Flávio Dino foi, sem dúvida, um personagem de ruptura em 2014. Mas o tempo passou. A liderança que soube chegar não soube sair, e muito menos preparar um novo ciclo. O que vemos hoje não é um grupo que anda pra frente. É um espólio órfão de rumos, onde a velha guarda tenta empurrar com os ombros um projeto sem pernas.

Jerry lista iniciativas relevantes do período em que Dino foi governador. Algumas dessas ações, de fato, lançaram fundamentos importantes, como a expansão da rede educacional e a interiorização de serviços de saúde. Mas não se pode confundir estrutura com vitalidade. Muito do que foi implantado precisa ser continuamente renovado, e isso só ocorre quando há liderança conectada com o presente – e não presa ao passado.

Nos últimos anos, o Maranhão avançou em indicadores como emprego, alfabetização e gestão fiscal, especialmente sob o comando do atual governador. Esses progressos, contudo, não se devem à herança estática de 2014, mas à capacidade de adaptar a máquina pública aos desafios atuais – coisa que o espólio político de Dino parece incapaz de fazer.

Pra frente é que se anda, diz Jerry. Mas o que temos visto é justamente o contrário: o grupo que se dizia sinônimo de mudança hoje se comporta como guardião de um legado cada vez mais distante da realidade. O discurso é o mesmo; o Maranhão, não.

Enquanto Jerry e sua turma vivem do passado, o povo clama por um novo futuro. E esse futuro não será construído pelos mesmos que, ao longo dos últimos anos, perderam a capacidade de escutar a base social, cultivar lideranças novas ou renovar o projeto político com autenticidade.

Sim, o Maranhão precisa seguir em frente. Mas talvez isso só seja possível depois que o espólio de Flávio Dino aceitar que já não é mais motor de nada – é apenas bagagem pesada.