Fortalecido, Felipe Camarão vai a Caxias como “candidato do PT a governador”…

Com candidatura garantida pela direção nacional do partido, vice-governador lança o “Diálogos pelo Maranhão” representando a base do governo Lula, agora com apoio do PCdoB e do PSB

 

DA BASE LULISTA. Felipe Camarão inaugura o “Diálogos pelo Maranhão” agora como candidato do PT, do PCdoB e do PSB

O vice-governador Felipe Camarão (PT) fecha a semana na condição de pré-candidato do PT ao Governo do Estado, posto reafirmado pela própria direção nacional do partido; e desembarca nesta condição em Caxias, onde lança o projeto “Diálogos pelo Maranhão”, que vai embalar sua candidatura.

  • Camarão esteve no meio da semana em Brasília, onde conversou com Lula e foi recebido pelo presidente petista Edinho Silva;
  • o próprio Edinho Silva publicou em suas redes sociais a garantia de que o vice-governador é o candidato do PT ao governo do MA.

“Almoçando em Brasília com meu companheiro e amigo Felipe Costa Camarão, vice-governador do Maranhão, nosso pré-candidato a governador. Uma liderança que muito nos orgulha”, postou o presidente petista.

Mas Felipe voltou de Brasília não apenas com a garantia de que será mesmo o candidato do PT a governador.

  • ele foi recebido pela deputada Luciana Santos, presidente do PCdoB, que garantiu a aliança com o PT;
  • e se reuniu com a senadora Ana Paula Lobato, que declarou apoio do PSB, partido que ela vai presidir.

O vice-governador maranhense encerra a semana, portanto, não apenas como candidato do partido de Lula.

Mas também com o palanque que reúne toda a base progressista do governo Lula no Maranhão…

Estratégia do PSD no Nordeste pode levar o PT a apoiar Braide…

Partido vai apoiar candidatos petistas em vários estados, em troca de reciprocidade, como no caso do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que pode ter aliança com o partido do presidente Lula

 

NORDESTE NO FOCO. Kassab quer troar apoio do PSDE ao PT no Nordeste pelo apoio do partido de Lula a Braide no Maranhão

Análise da Notícia

O PSD decidiu sua estratégia eleitoral para 2026, e vai focar no Nordeste para se fortalecer no cenário nacional; para isso, busca aliança de reciprocidade com o PT, do presidente Lula.

A ideia é apoiar candidatos petistas em alguns estados, em troca de apoio do PT em outros.

  • o partido de Gilberto Kassab deve apoiar a reeleição dos governadores do PT na Bahia, no Ceará e no Piauí;
  • em troca vai buscar apoio do PT para Raquel Lira, em Pernambuco, e para Eduardo Braide, no Maranhão.

“No Maranhão, o Braide se reelegeu prefeito de São Luís com quase 80% dos votos e é fortíssimo candidato a governador; está a frente em todas as pesquisas. Candidato a governador. Fortíssimo”, diz Kassab, sobre a candidatura do prefeito de São Luís.

Na estratégia do PSD, a prioridade não é eleger governadores, mas deputados federais e senadores, com objetivo de se tornar ainda mais relevante na correlação de forças políticas no Congresso Nacional, “mas mantém no radar a possibilidade de voo solo em alguns estados”, segundo aponta reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. (Saiba mais aqui)

  • dentro destas possibilidades é que Braide e a senadora Eliziane Gama passam a ser prioridade;
  • o prefeito de São Luís lideraria chapa com Eliziane, abrindo duas vagas para o PT: vice e Senado.

“Caso haja uma aproximação com o grupo de Flávio Dino, a outra vaga de senador pode ser oferecida a Felipe Camarão, o que contempla o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Camarão, no entanto, pode também compor a chapa novamente como vice”, revelou este blog Marco Aurélio d’Eça ainda em junho, no post exclusivo “Kassab reúne Braide e Eliziane em São Paulo…”. 

A estratégia do PSD no Nordeste confirma toda esta movimentação, e agrada também a cúpula do PT nacional. (Entenda aqui)

E está no radar também dos remanescentes do dinismo no Maranhão….

Com informações de O Globo e O Estado de S. Paulo

 

Brandão oferece vaga de deputado federal a Camarão; vice diz que não renunciará…

Convicto de sua eleição garantida ao Senado, governador tentou demover o companheiro de chapa de continuar no mandato, mas recebeu negativa, sob argumento de que não pode confiar em quem não confia nele

 

CADA UM POR SI. Brandão quer se eleger senador; Felipe quer ser governador. A falta de confiança, porém, impede reaproximação

O governador Carlos Brandão (PSB) fez uma última tentativa de convencer o vice-governador Felipe Camarão (PT) a renunciar ao mandato, junto com ele, em abril de 2026; a renúncia de Camarão garantiria a Brandão a condição de disputar o Senado tendo um aliado no comando do estado.

  • sem o vice, quem assumiria o governo seria a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB);
  • no cargo, a deputada teria 30 dias para convocar eleição indireta, na qual ela mesma poderia disputar;
  • nesse caso, Iracema concorreria ao governo, provavelmente com Orleans Brandão (MDB) na chapa.
  • haveria a opção de Iracema ficar no governo e apoiar Orleans, sacrificando o seu futuro político.

“Se eu não sou confiável pra apoiar o governador para o Senado por que confiaria em ele me apoiar comigo fora do governo?!?”, foi a resposta dada por Felipe Camarão, segundo este blog Marco Aurélio d’Eça confirmou com fontes ligadas tanto ao vice-governador quanto ao governador.

NO CARGO, ATÉ O FIM. Felipe Camarão fala sobre as regras da sucessão estadual e diz que fica no cargo

Nesta segunda-feira, 21 – provavelmente após a recusa do vice – o governador voltou a indicar que ficará no mandato até o final e elegerá o sucessor; o vice-governador, por usa vez, postou vídeo em que explica as regras da sucessão e da inelegibilidade, indicando que não renunciará ao mandato.

Os movimentos de Brandão e de Camarão mostram, apesar da guerra dura entre dinistas e brandonistas, ainda há, no horizonte, perspectivas de realinhamento, de lado a lado; Ainda que em condições cada vez mais hostis.

E com perspectivas cada vez mais remotas…

Os dinistas que já viraram brandonistas…

A “caça às bruxas” iniciada pelo governador Carlos Brandão deve poupar ex-aliados do governador Flávio Dino que passaram a rezar de joelhos na cartilha do Palácio dos Leões

 

ELES PODEM ESCAPAR DA FACA. Surgidos a partir do dinismo, Rubem Jr., Duarte Júnior, Bira e Robson estão  com Brandão

O governador Carlos Brandão (PSB) iniciou na sexta-feira, 4, o processo de demissão de gente ligada ao ex-governador Flávio Dino, como revelou em primeira mão este blog Marco Aurélio d’Eça no post “Brandão começa a demitir dinistas do governo…”.

Mas há ex-dinistas que devem escapar do rapa.

Trata-se de pessoas indicadas por deputados federais, estaduais e secretários que eram dinistas de quatro costados e se transformaram em “brandonistas desde criancinha”.

  • nessa lista estão os deputados federais Duarte Júnior (PSB) e Rubens Pereira Júnior (PT);
  • também figuram como “neobrandonistas” os secretários Rubens Pereira e Bira do Pidaré;
  • há especulações, a confirmar, de que o secretário Robson Paz já teria deixado o dinismo.

Por enquanto, segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça, foram demitidas pessoas ligadas ao deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) e aos deputados estaduais Rodrigo Lago (PCdoB), Carlos Lula (PSB) e Júlio Mendonça (PCdoB), nas secretarias de Cidades, de Agricultura familiar e na Articulação Política.

Segundo revelou o blog Marrapá, o titular da Gasmar, Alan Kardec Barros, e o titular da Igualdade Racial, Gerson Pinheiro – ambos comunistas históricos – articulam em Brasília para permanecer nos cargos. (Leia aqui)

No Palácio dos Leões a ordem é clara: qualquer um indicado por aliados de Flávio Dino terá a “cabeça cortada” de cargos no governo.

O Diário Oficial deve trazer esses cortes ao longo da semana…

Brandão começa a demitir dinistas do governo…

Governador assinou nos últimos dias diversas exonerações de ocupantes de cargos no terceiro e segundo escalões, entre eles o irmão do deputado federal Márcio Jerry, que atuava na Secretaria de Agricultura Familiar

 

CABEÇAS ROLAM. Irmão de Márcio Jerry, Samuel Barroso é aliado e defensor de Flávio Dino

O Diário Oficial do Estado começou a publicar, a partir desta sexta-feira, 4, uma série de demissões no primeiro e segundo escalões do governo Carlos Brandão (PSB); são todos ocupantes de cargos comissionados indicados pelo grupo do ex-governador Flávio Dino.

A demissão de cargos indicados por dinistas era o último passo do governador para consolidar o rompimento com o grupo de Flávio Dino, assunto que foi, inclusive, tratado neste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Eles que saiam!!!; ele que nos tire…”.

  • entre os nomes conhecidos está o de Samuel Barroso, irmão do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB);
  • Samuel ocupava o cargo em comissão de Assessor Especial na Secretaria de Agricultura Familiar.

“Acredito que foi devido minha ligação com Rodrigo Lago, coordenei campanha dele no sertão”, explicou Samuel Barroso, cuja exoneração ilustra este post. Barroso é servidor de carreira do Ifma.

COMEÇA O RAPA!!! Demissão de Samuel Barroso foi publicada na edição de sexta-feira, 4, do DOE

Este blog Marco Aurélio d’Eça apurou que o governador passou os últimos dias assinando exonerações de gente indicada por todos os chamados dinistas – deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores e lideranças políticas que defendem o legado do governo comunista.

De acordo com o que foi publicado na mídia digital nos últimos dias, são mais de 500 cargos ocupados por remanescentes do dinismo.

  • há cargos de primeiro e segundo escalões na Secretaria de Cidades;
  • também uma infinidade de postos em todos os setores da Saúde;
  • e diversas nomeações da Educação na capital e no interior. 

A partir de agora, os dois grupos seguem caminhos diferentes…

“Cada dia com sua agonia”, diz Márcio Jerry, sobre passos para 2026…

Presidente do PCdoB no Maranhão, deputado federal reafirma projeto com Felipe Camarão e diz que “cenas de momento não definem cenários do ano que vem”

 

TEMPO DE REFLEXÃO. Para Márcio Jerry, o momento atual é de observação dos movimentos com foco no objetivo final

O deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB no Maranhão, reagiu à postagem deste blog Marco Aurélio d’Eça, intitulada “Lahésio tende a ser o principal adversário de Orleans…”. 

“Felipe Camarão tem rota própria para disputar. Cenas de momento não definem cenários de ano que vem. Muitas águas para passar sob as pontes, águas claras e turvas também”, afirmou o parlamentar, um dos principais interlocutores do chamado dinismo junto ao governo Carlos Brandão (PSB).

  • Jerry discorda que os remanescentes do grupo de Flávio Dino estejam emparedados pelo brandonismo;
  • para ele, o grupo do ex-governador tem caminhos e estruturas próprias para a sucessão estadual de 2026. 

“O central, considero, é que Felipe Camarão tem atributos políticos que o credenciam a liderar um processo político com imenso espaço a ocupar, crescer e vencer!”, prega o parlamentar.

Questionado sobre a ausência de reações efetivas às ações do Palácio dos Leões e seus aliados, Márcio Jerry citou passagem do Eclesiastes, que fala do “tempo para tudo na face da terra” e foi lacônico:

“Cada dia com sua agonia”, disse ele…

Em resposta a Márcio Jerry, Yglésio diz que Flávio Dino não soube preparar um novo ciclo

Em artigo encaminhado a este blog Marco Aurélio d’Eça, deputado estadual reconhece os fundamentos da era dinista, mas entende que o grupo do ex-governador se perdeu no caminho e hoje briga por um projeto sem pernas

 

PRESOS AO PASSADO. Dr. Yglésio entende que os dinistas precisam se desconectar das lembranças de um governo que já não existe mais

Em contundente artigo-resposta ao deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) fez um apanhado histórico do governo Flávio Dino e chegou à conclusão que essa era “perdeu o vínculo com a população e transformou a máquina pública em palanque permanente de manutenção de cargos, não de ideias”.

“Flávio Dino foi, sem dúvida, um personagem de ruptura em 2014. Mas o tempo passou. A liderança que soube chegar não soube sair, e muito menos preparar um novo ciclo. O que vemos hoje não é um grupo que anda pra frente. É um espólio órfão de rumos, onde a velha guarda tenta empurrar com os ombros um projeto sem pernas” afirmou Yglésio, em artigo intitulado “Pra frente é que se deve andar? – ou a marcha lenta do espólio de Flávio Dino”.

  • para Yglésio, Márcio Jerry e aliados, erram ao não reconhecer os limites do ciclo dinista;
  • reconhecendo os avanços deste tempo, Yglésio diz que é preciso se desamarrar do passado.

O artigo de Márcio Jerry confrontado por Yglésio foi publicado neste blog Marco Aurélio d’Eça em post com o título “O passado derrotado pelo povo não pode ressuscitar…”. Nele, Jerry faz uma espécie de alerta aos brandonistas – e aos próprios dinistas – sobre os riscos da ruptura com o lego do governo Flávio Dino. Sobre isso, Yglésio é duro:

“Jerry lista iniciativas relevantes do período em que Dino foi governador. Algumas dessas ações, de fato, lançaram fundamentos importantes, como a expansão da rede educacional e a interiorização de serviços de saúde. Mas não se pode confundir estrutura com vitalidade. Muito do que foi implantado precisa ser continuamente renovado, e isso só ocorre quando há liderança conectada com o presente – e não presa ao passado”, diz o deputado estadual.

  • Yglésio lembra em seu texto que o discurso dos dinistas segue o mesmo, mas o Maranhão mudou;
  • o erro deles, destaca o parlamentar, foi ter se desconectado da base social e não cultivar lideranças.

Dr. Yglésio conclui apontando que, sob o comando de Carlos Brnadão, o Maranhão avançou em indicadores como emprego, alfabetização e gestão fiscal, mas esses progresso, afirma, nãos e devem à herança estática de 2014. A conclusão do parlamentar, é ainda mais contundente;

“Sim, o Maranhão precisa seguir em frente. Mas talvez isso só seja possível depois que o espólio de Flávio Dino aceitar que já não é mais motor de nada ; é apenas bagagem pesada”.

Leia abaixo a íntegra do artigo de Dr. Yglésio:

 

“Pra frente é que se deve andar?” – ou a marcha lenta do espólio de Flávio Dino

O deputado federal Márcio Jerry, fiel escudeiro de Flávio Dino, publicou recentemente um artigo exaltando o legado do hoje ministro do STF como se ainda estivéssemos em 2014. O texto, impregnado de saudosismo, tenta manter viva uma narrativa que já não dialoga com a realidade política, administrativa e social do Maranhão de 2025. A pergunta que não quer calar: quem é que realmente anda pra frente?

Em vez de reconhecer os limites do ciclo dinista, Jerry tenta resgatar sua mística revolucionária como se estivéssemos às vésperas de uma nova primavera. Ignora, porém, o óbvio: o grupo político liderado por Dino estagnou, perdeu o vínculo com a população e transformou a máquina pública em palanque permanente de manutenção de cargos – e não de ideias.

Flávio Dino foi, sem dúvida, um personagem de ruptura em 2014. Mas o tempo passou. A liderança que soube chegar não soube sair, e muito menos preparar um novo ciclo. O que vemos hoje não é um grupo que anda pra frente. É um espólio órfão de rumos, onde a velha guarda tenta empurrar com os ombros um projeto sem pernas.

Jerry lista iniciativas relevantes do período em que Dino foi governador. Algumas dessas ações, de fato, lançaram fundamentos importantes, como a expansão da rede educacional e a interiorização de serviços de saúde. Mas não se pode confundir estrutura com vitalidade. Muito do que foi implantado precisa ser continuamente renovado, e isso só ocorre quando há liderança conectada com o presente – e não presa ao passado.

Nos últimos anos, o Maranhão avançou em indicadores como emprego, alfabetização e gestão fiscal, especialmente sob o comando do atual governador. Esses progressos, contudo, não se devem à herança estática de 2014, mas à capacidade de adaptar a máquina pública aos desafios atuais – coisa que o espólio político de Dino parece incapaz de fazer.

Pra frente é que se anda, diz Jerry. Mas o que temos visto é justamente o contrário: o grupo que se dizia sinônimo de mudança hoje se comporta como guardião de um legado cada vez mais distante da realidade. O discurso é o mesmo; o Maranhão, não.

Enquanto Jerry e sua turma vivem do passado, o povo clama por um novo futuro. E esse futuro não será construído pelos mesmos que, ao longo dos últimos anos, perderam a capacidade de escutar a base social, cultivar lideranças novas ou renovar o projeto político com autenticidade.

Sim, o Maranhão precisa seguir em frente. Mas talvez isso só seja possível depois que o espólio de Flávio Dino aceitar que já não é mais motor de nada – é apenas bagagem pesada.

Em artigo, Márcio Jerry alerta: “O passado derrotado pelo povo não pode ressuscitar…”

Em mais um de seus escritos semanais publicados em setores da imprensa, deputado federal comunista alerta aliados e ex-aliados sobre a necessidade de reconstrução de rumos políticos

 

OBSERVADOR DE CENÁRIOS. Jornalista, o deputado Márcio Jerry atua como uma espécie de documentarista da conjuntura política

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) publicou nesta quinta-feira, 5, em mais um de seus artigos semanais, uma espécie de alerta para aliados e ex-aliados sobre os riscos que se apresentam no cenário eleitoral de 2026.

“O passado derrotado pelo povo não pode ressuscitar, sob pena de se jogar fora todo o acúmulo e esforço de muitos líderes e da imensa maioria do nosso povo naquelas jornadas memoráveis”, apontou Jerry, numa espécie de balanço dos últimos 10 anos na política maranhense, desde a vitória de Flávio Dino, em 2014.

  • Jerry lembrou que Dino construiu as bases de um Maranhão novo, implantando as bases estruturantes;
  • para ele, essa base, construída nos últimos nove anos, no curso do tempo, mudarão os indicadores do MA.

Segundo o deputado comunista – principal interlocutor político do agora ministro do  Supremo Tribunal Federal Flávio Dino – as lembranças dos últimos 10 anos servem como uma espécie de balanço para construção de rumos políticos.

  • o comunista lembra que tudo o que se vive hoje é fruto de sementes plantadas em 2014 com a vitória sobre o grupo Sarney;
  • Jerry entende que essa história surgiu do enfrentamento de Flávio Dino – mesmo com um vitória improvável – ainda em 2010.

“Recuperar fatos recentes, e há tantos, recomenda refletir seriamente sobre a necessidade de reconstruir caminhos que reconectem o agora com o que se propôs e especialmente se fez nesse período mencionado”, disse o parlamentar.

O artigo que publica em portais como o Vermelho, do PCdoB, e outros sites, Jerry encaminha como mensagem e e-mail aos colegas deputados, lideranças políticas, chefes partidários, prefeitos e ao próprio governador Carlos Brnadão (PSB), como espécie de memórias políticas.

Que ele espera façam refletir sobre o futuro…

Abaixo, a íntegra do artigo:

Pra frente é que se anda!

O exame da última década na política maranhense sem dúvida alguma coloca em destaque o papel desempenhado pelo ministro do STF, Flávio Dino, como líder de um movimento forte de renovação e mudanças. Por qualquer janela que se examine se chegará a essa conclusão solidamente confirmada nos fatos concretos.
Ao se candidatar em cenário de improvável vitória em 2010, Flávio Dino percorreu o Maranhão com uma mensagem que tocou os corações e mentes do nosso povo, encorajou, espantou a acomodação, acendeu esperanças e deixou plantadas sementes que em 2014 germinaram com uma histórica vitória em primeiro turno com mais de 62% dos votos.

No centro da elaboração programática de compromissos com o Maranhão, uma questão política sempre emergiu como decisiva que era derrotar uma estrutura de poder assentada por décadas na conformação familiar e patrimonialista, a partir do que o grupo dominante liderava a chamada classe política e dava as cartas no Maranhão.
Flávio Dino se lançou contra essa estrutura e contra a classe politica tradicional. Com fortes atributos pessoais, força biográfica, vindo de exuberante atuação como deputado federal, Flávio Dino despertou o povo e liderou uma mobilização que se estabeleceu com força em 2010 para vencer em 2014.

No governo, em 7 anos e 3 meses, implantou bases estruturantes para no curso do tempo necessário mudar os indicadores sociais do Maranhão. Ergueu uma potente rede educacional em tempo integral, construiu e fez funcionar bem uma rede de hospitais macro-regionais, implantou policlínicas, ampliou exponencialmente a saúde bucal, instituiu uma vigorosa política de segurança alimentar com os restaurantes populares, enfim, fez a máquina pública se mover na direção de atender as necessidades dos maranhenses.

E isso tudo num ambiente político instável, tenso e muito hostil a partir do golpe que em 2016 apeou a então presidenta Dilma Roussef do comando da República. E com uma carga pesadíssima de pagamentos semestrais de 50 milhões de dólares referentes a débitos herdados do governo anterior com o Bank Of América, pra ficar num exemplo.

Essa lembrança vem a propósito de debates, balanços e construção de rumos políticos e administrativos no Maranhão. Recuperar fatos recentes, e há tantos, recomenda refletir seriamente sobre a necessidade de reconstruir caminhos que reconectem o agora com o que se propôs e especialmente se fez nesse período mencionado.

Pra frente é que se anda ou pra frente é que se deve andar. O passado derrotado pelo povo não pode ressuscitar, sob pena de se jogar fora todo o acúmulo e esforço de muitos líderes e da imensa maioria do nosso povo naquelas jornadas memoráveis.

Dinistas ainda apostam na saída de Brandão para o Senado

Mesmo diante de todas as manifestações em favor do sobrinho, Orleans Brandão, aliados do vice-governador Felipe Camarão acreditam que o governador repensará sua posição

 

POSIÇÃO DE MOMENTO. Dinistas entendem os fatos atuais em torno de Orleans, como gestos de Brandão para quebrar resistências

Remanescentes do grupo do agora ministro Flávio Dino e aliados do vice-governador Felipe Camarão (PT) vêem as atuais manifestações do governador Carlos Brandão (PSB) como gestos para tentar quebrar resistências ao seu projeto de ter o próprio sobrinho, Orleans Brandão (MDB), como candidato a governador.

Para os chamados Dinistas, no entanto, esta posição de Brandão não se sustenta em longo prazo, por dois motivos:

  • 1 – o PT nacional já decidiu que Felipe é o candidato a governador no Maranhão; e não cogita abrir mão por um projeto familiar do governador;
  • 2 – o próprio núcleo familiar de Brandão – esposa e filhos – pressionam para que ele assuma o Senado e volte a morar integralmente em Brasília.

A questão da família de Brandão é um dos aspectos que têm mexido com os bastidores do Palácio dos Leões.

A ideia de ficar no cargo e eleger o sucessor é uma aposta dos irmãos, Marcus e Zé Henrique, mas não da esposa e dos filhos.

A queda de braço tácita entre eles deve perdurar até abril de 2026.

Exatamente o prazo previsto pelo dinismo…

Enquanto isso, Braide avança…

Alheio às idas e vindas do governador Carlos Brandão na relação com seus aliados remanescentes do dinismo – o que prejudica o avanço de um candidato da base – prefeito de São Luís costura alianças em todo o estado

 

EXEMPLO EM TODO O MARANHÃO. Eduardo Braide com a amiga Cleide Coutinho: apoios e influência vão se enfileirando em todas as regiões do estado

Editorial

A indefinição do governador Carlos Brandão (PSB) em relação ao candidato de sua base para a sua sucessão em 2026 trava o avanço tanto do vice-governador Felipe Camarão (PT) quanto do secretário Orleans Brandão (MDB); mas esta postura claudicante favorece, sobretudo, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

  • líder em todas as pesquisas, Braide supera os 70% dos votos na Grande São Luís;
  • uma vitória na região metropolitana pode tornar irreversível a vitória no interior.

Sem liberdade para discutir alianças e projetos, nem Camarão, nem Orleans conseguem avançar em conversas de apoios eleitorais, já que não sabem se terão o apoio de Brandão. Essa insegurança deixa também os partidos – PT e MDB – sem saber como atuar na pré-campanha.

Enquanto Brandão trava sua própria base, Braide organiza agenda no interior maranhense; ele já construiu base sólida em Imperatriz, Balsas e caminha para se consolidar também na região de influência de Caxias.

Segundo especialistas em análise de pesquisas eleitorais, o prefeito de São Luís torna-se praticamente imbatível se superar a casa dos 40% de intenção de votos antes das convenções; nos dias atuais ele tem entre 30% e 35%, mas mostra potencial para crescimento.

  • a indefinição de Brandão quanto ao governo leva a uma dúvida também em relação às vagas de senador;
  • com a força eleitoral do candidato a governador, a oposição pode ter força para eleger também os senadores.

Governador, pré-candidatos a governador e a senador, aliados políticos de todas as correntes ainda têm tempo de sentar à mesa e tentar equacionar o palanque de 2026, seja ele com que candidato for.

Mas este tempo está passando rapidamente e os adversários avançando na mesma velocidade.

É simples assim…