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Oriente Médio em Chamas: Poder, Imperialismo e a Crise da Ordem Internacional…

Ação dos Estados Unidos contra um regime teocrático e autoritário consolida uma ordem em que a vontade das grandes potências se sobrepõe às regras coletivas

 

Por Marcos Soares, professor, escritor e ativista social

A recente ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel inaugurou um novo e delicado capítulo da instabilidade no Oriente Médio. Neste último fim de semana, autoridades iranianas confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, figura central da República Islâmica desde 1989. O episódio não apenas altera o equilíbrio regional, como simboliza o encerramento de um ciclo político marcado por tensões permanentes, autoritarismo interno e enfrentamento externo.

A morte de Khamenei representa mais do que a perda de uma liderança longeva.

  • ela escancara as fragilidades de um regime fortemente centralizado e aprofunda as incertezas sobre o futuro político do Irã e da região.
  • Trata-se de um fato que exige leitura histórica e política, articulando democracia, direito internacional, fundamentalismo religioso e a política externa das grandes potências.

Em suas análises sobre o Oriente Médio, Leonardo Trevissam aponta para o esgotamento da chamada ordem liberal internacional.

Para ele, o discurso da defesa da democracia e dos direitos humanos tem sido reiteradamente instrumentalizado para legitimar ações militares unilaterais, enquanto normas básicas do direito internacional são relativizadas diante dos interesses estratégicos das superpotências. A guerra deixa de ser exceção e passa a integrar o cotidiano da política externa global.

Essa leitura dialoga com Jayme Brener, autor de “Ferida Aberta: O Oriente Médio e a nova ordem mundial”, ao evidenciar que a região permanece submetida a uma lógica de instabilidade estrutural, produzida por décadas de intervenções externas, disputas geopolíticas e controle de recursos estratégicos.

  • Oriente Médio não é apenas cenário de conflitos, mas elemento central de uma engrenagem internacional marcada pela assimetria de poder.
  • no plano interno iraniano, a obra de Osvaldo Coggiola, “A Revolução Iraniana”, ajuda a compreender os paradoxos do regime.

A revolução de 1979 nasceu como reação ao autoritarismo do xá Reza Pahlevi e ao imperialismo ocidental, mas resultou na consolidação de uma teocracia que restringiu liberdades civis, cerceou a liberdade de expressão e fundiu religião e Estado de forma autoritária. O fundamentalismo religioso, quando convertido em projeto político, tende a sufocar o pluralismo e a criminalizar o dissenso.

A ausência de Khamenei aprofunda essas contradições. Sua liderança simbolizou, simultaneamente, resistência ao domínio externo e repressão interna. O vácuo político que se abre amplia o risco de disputas internas, radicalização e prolongamento da instabilidade, com impactos diretos sobre o Oriente Médio e o sistema internacional.

No plano externo, a atuação norte-americana reafirma um padrão de política externa beligerante.

  • a orientação adotada por Donald Trump expressa uma concepção de mundo baseada no unilateralismo, na imposição da força e no enfraquecimento dos organismos multilaterais;
  • como observa Trevissam, essa prática corrói os fundamentos do direito internacional e consolida uma ordem em que a vontade das potências se impõe sobre regras coletivas.

Os efeitos dessa instabilidade extrapolam o campo político e alcançam a economia global.

O Oriente Médio concentra rotas estratégicas do comércio internacional e parcela significativa da produção e do escoamento de energia. A intensificação do conflito amplia a volatilidade dos mercados, pressiona cadeias logísticas, eleva riscos inflacionários e aprofunda incertezas em um cenário econômico mundial já fragilizado.

Nesse contexto, a posição do Brasil assume relevância.

  • ao condenar os ataques, defender a soberania do Irã e pedir prudência às nações envolvidas, o país reafirma uma tradição diplomática baseada no multilateralismo, na solução pacífica dos conflitos e no respeito ao direito internacional;
  • trata-se de uma postura coerente com os interesses nacionais e com o papel histórico do Brasil como ator moderador em um sistema internacional tensionado pela lógica da força.

O Oriente Médio segue, assim, como uma ferida aberta da política mundial.

Entre fundamentalismos religiosos, autoritarismos internos e interesses imperialistas externos, a população civil continua sendo a principal vítima.

A história demonstra que a força militar não constrói democracia nem estabilidade duradoura. Sem diplomacia, respeito às normas internacionais e compromisso real com a autodeterminação dos povos, a guerra tende a se normalizar como método de organização da ordem global.

Este blog na companhia de Nicolás Maduro no Palácio dos Leões…

Mais antigo em atividade no Maranhão, página assinada pelo jornalista Marco Aurélio d’Eça foi testemunha ocular da história, quando o presidente da Venezuela – hoje sequestrado pelos EUA – esteve no Maranhão, no governo Jackson Lago

 

NICOLÁS MADURO EM REGISTRO DESTE BLOG, em março de 2008, ocasião da passagem de Hugo Chávez pelo Maranhão

História

Criado em setembro de 2006 – poucos dias antes do primeiro turno daquelas eleições, vencidas em primeiro turno pelo pedetista Jackson Lago – este blog Marco Aurélio d’Eça foi um dos poucos ainda em atividade a testemunhar uma passagem histórica do presidente sequestrado da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo Maranhão.

Era março de 2008. Jackson Lago estava no poder, mas tinha o mandato questionado na Justiça Eleitoral pela então senadora Roseana Sarney (MDB)), segunda colocada nas eleições de dois anos antes

  • numa espécie de tentativa de reafirmação de sua política, o então governador convidou o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez;
  • à época, Chávez era referência na esquerda mundial, por fazer frente ao imperialismo americano e entregar resultados na Venezuela.

“O gesto de Jackson foi considerado uma insanidade em uma época em que os países procuram cada vez mais se integrar, principalmente na área comercial, setor no qual os EUA figuram entre os principais parceiros do Brasil”, opinou o blog do jornalista Daniel Matos, outro dos poucos a registrar pessoalmente a passagem da comitiva venezuelana.

Este blog Marco Aurélio d’Eça voltou a registrar a passagem de Maduro pelo Maranhão por ocasião da morte da Chávez, em 5 de março de 2013, como foi tratado na postagem “Memória: Hugo Chávez no Maranhão…”.

“A visita [de Chávez e Maduro] a Jackson não deu em nada, além dos discursos raivosos contra o imperialismo e contra o grupo Sarney”, destacou este blog, na ocasião.

  • na época da visita ao Maranhão, Nicolás Maduro já era homem-forte de Hugo Chávez;
  • era ele quem cuidada das relações exteriores do regime que dominava a Venezuela.

O presidente venezuelano foi sequestrado pelos Estados Unidos no último sábado, 3, após bombardeio e invasão do país.

E este blog Marco Aurélio d’Eça segue naõ apenas acompanhando, mas analisando a história.

Como faz há quase vinte anos…

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Eliziane destaca estratégia vitoriosa de Lula contra tarifaço de Trump…

Senadora maranhense viu muita eficiência na forma usada pelo presidente brasileiro para enfrentar as imposições, que culminaram na conversa com o presidente americano

 

ELIZIANE COM LULA. Reconhecimento à postura diplomática do presidente brasileiro

A senadora Eliziane Gama (PSD) destacou nesta segunda-feira, 27, o encontro ente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o americano Donald Trump, no último domingo, 26, em  Kuala Lumpur, na Malásia; Para a parlamentar maranhense, o entendimento entre estados Unidos e Brasil é fruto direto da estratégia de Lula contra o tarifaço imposto em julho.

“Com maestria, o presidente Lula soube, de forma altiva, conduzir o país num processo complexo. Ao mesmo tempo, o líder brasileiro adotou medidas eficientes para mitigar os efeitos do tarifaço. Foi contundente, ao não se curvar diante da empreitada trumpista que prejudicou diversos setores produtivos do nosso país”, acrescentou Eliziane.

  • o encontro da Malásia foi o marco inicial das negociações entre os dois países;
  • a expectativa é que Trump anuncie nos próximos dias a redução das tarifas. 

Para Eliziane Gama, a diplomacia brasileira também teve um excelente papel na condução da crise tarifária.

“Nosso diplomacia também foi muito feliz em conduzir com responsabilidade essas negociações até aqui. Esperamos que nos próximos dias ocorra um bom acordo”, disse Eliziane.

Donald Trump disse nesta segunda-feira, 27, que a reunião com o presidente brasileiro foi “muito boa” e voltou a elogiar Lula. 

Eliziane também felicitou o presidente brasileiro por meio de mensagens postadas nas redes sociais…

O risco de fuga de Bolsonaro…

Morando em um condomínio de Brasília a menos de 1 quilômetro da Embaixada dos Estados Unidos, ex-presidente – que está em prisão domiciliar – não tem qualquer tipo de acompanhamento policial além do monitoramento da tornozeleira eletrônica

 

DE OLHO NELE. Preso em casa, com tornozeleira, mesmo assim, Bolsonaro tem chances de fugir para a Embaixada dos EUA

A Procuradoria-Geral da República pediu nesta segunda-feira, 25, o acompanhamento integral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por agentes da Polícia Federal; com o início do julgamento por golpe de estado marcado para a próxima terça-feira, 2, o Ministério Público quer dobrar a segurança para evitar uma eventual fuga.

  • o alerta sobre os riscos envolvendo Bolsonaro foi feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ);
  • o parlamentar gravou vídeo em que mostra proximidade da casa do ex-presidente e a embaixada dos EUA.

“Acabamos de protocolizar no Supremo o pedido de prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Está claro, em toda a fundamentação da Polícia Federal, o indiciamento, que ele tem descumprido medidas cautelares”, declarou o líder petista em entrevista a jornalistas na Câmara.

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PERTO DOS EUA. Lindbergh Farias mostra que a casa de Bolsonaro está a apenas 10 minutos da Embaixada Americana

Há duas semanas, ao cumprir Mandado de Busca e Apreensão na casa de Bolsonaro, a Polícia Federal encontrou um esboço de pedido de Asilo Político à Argentina; em 2024 ele chegou a passar alguns dias na Embaixada da Hungria, dando sinais de que não pretende cumprir uma eventual pena no Brasil. 

“Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas”, diz a PGR na manifestação.

Além da prisão domiciliar, Bolsonaro cumpre uma série de medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

As medidas continuarão mesmo durante o julgamento…

“A complicação é que hoje são muitos doidos”, diz Flávio Dino, ao corroborar fala de Sarney…

Ministro do Supremo Tribunal Federal reforçou a solidariedade do ex-presidente a Alexandre de Moraes e homenageou juristas americanos que, na sua visão, devem estar vivendo muitas dificuldades sob o domínio de Trump

 

“DE DOIDO NÃO SE CORRE ATRÁS”. Sarney e Dino fizeram discursos parecidos, lamentando o domínio de Trump nos Estados Unidos

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino foi um dos palestrantes do Encontro de Presidentes de Tribunais de Justiça, nesta quarta-feira, 30, em São Luís; ao lado do ex-presidente José Sarney, Dino também fez referências ao momento político mundial, em que o presidente americano Donald Trump representa uma ameaça à paz global.

Em sua fala, Sarney manifestou solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes; e, sem citar nomes – lembrando seu avô – ensinou, numa referência indireta a Trump: “não se corre atrás de doido por que doido não sabe onde vai”. (Veja o vídeo aqui)

“O avô dele [de Sarney] era do tempo que havia apenas um doido. A complicação é que hoje são muitos doidos. E isso dificulta até distinguir como nós conseguimos nos posicionar diante de tantas dificuldades”, completou Flávio Dino, corroborando a fala do ex-presidente. (Veja o vídeo acima)

  • no início de sua palestra Dino se solidarizou também com o povo americano;
  • segundo ele, sobretudo o juristas dos EUA vivem momentos de incertezas.

“Faço uma homenagem ao juristas dos Estados Unidos da América. Eles devem viver um momento de muitas dificuldades. E portanto eu me solidarizo com eles, homenageando um dos pais da pátria, Hamilton: ‘a independência rigorosa dos tribunais é particularmente essencial em um regime constitucional’. Então eu desejo, muito vivamente, que os federalistas, os pais da pátria nos EUA voltem a ser lidos e voltem a ser reverenciados naquele quadrante do planeta”, pontuou Dino. (Conheça aqui a história de Alexander Hamilton)

O ministro maranhense é um dos atingidos pelas sanções de Donald Trump e teve o visto americano revogado.

Ele já havia se solidarizado com Alexandre de Moraes, que teve sanções ainda mais duras…

Editorial: Lambe-botas de tirano…

Ver jornalista festejar as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes como se fosse um título da seleção brasileira em Copa do Mundo é constatar o declínio desta formação profissional

 

SERVILISMO AO IMPERIALISMO. Acatar como cachorrinhos tudo o que se impõe de fora para dentro é ser vira-latas como essência

Editorial

A primeira capacidade que um jornalista precisa ter é senso crítico. E a visão crítica é, por sua própria natureza, forjada na rebeldia, na contestação.

É naturalmente impossível ao jornalista estar do lado dos que batem. Se isso ocorre, é preciso revisar com absoluto critério todo o processo de formação deste profissional.

  • ver jornalista festejar as sanções dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes é constatar o mais inatingível fundo do poço da profissão;
  • é preciso gritar o mais rápido possível pelo fim do processo de formação alienante aberto com a profusão de cursos nesta área específica.

“Escrever sabendo não haver jornalismo neutro ou imparcial. O campo de jogo nunca é nivelado, mas sempre inclinado a favor dos ricos e poderosos. A verdadeira objetividade está em tentar compensar essa desigualdade estrutural, tomando sempre o partido do oprimido. E, mais do que isso, que fazê-lo requer uma identificação aberta com, e participação nas lutas daqueles que tentam pôr fim à exploração e opressão”, ensina o pesquisador John Rees, no livro “Imperialismo e Resistência”, ainda sem tradução no Brasil. (Veja aqui)

O Maranhão vive esse drama!!!

A abertura incondicional do processo de formação e a liberdade experimentada pelas redes sociais – que não são um mal por si só – levaram às antigas redações e aos “modernos” estúdios de podcast, “jornalistas” sem a menor capacidade de exercer a profissão e que se tornaram, de uma hora para oura “analistas políticos” e “comentaristas da sociedade”.

  • o imperialismo político e econômico é uma perversidade mundial que precisa ser combatida;
  • aplaudir o imperialismo – e aplaudi-lo por interesses pessoais – mais do que alienação, é idiotia.

“A intensificação dos processos de alienação dados pelo capitalismo em momento de plataformização do trabalho acomete os jornalistas do ponto de vista não só do enfraquecimento de sua subjetividade e corrosão de seu papel enquanto sujeito histórico, mas também de um conjunto de epifenômenos que se manifestam na condição precária da profissão”, aponta o professor Rafael Bellan Rodrigues de Sousa, do Centro de Pós-Graduação da Universidade Federal do Espírito Santo, em seu livro “Jornalismo, Trabalho e Marxismo“. (Editora Edufes).

Não há nenhuma dúvida social, econômica, política ou estrutural de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família fizeram mal, muito mal ao Brasil.

E são eles, não os que o denunciam, acusam e os julgam, que precisam ser banidos do país.

Para o bem até dos alienados, jornalistas ou não…

Editorial!!! O mal que os Bolsonaro fazem ao país…

Traição à pátria e conspiração com os Estados Unidos são apenas a culminância da vida de uma família acostumada a se beneficiar pessoalmente das instituições e das riquezas brasileiras

 

THE GODFATHER. Filhos, mulher e ex-mulheres foram todos ensinados por Bolsonaro a viver do dinheiro público

Editorial

Alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, 18, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda nem começou a pagar pela vida dedicada a se beneficiar e a conspirar contra o Brasil.

  • na vida militar, Bolsonaro conspirou contra o próprio Exército que o formou;
  • em 28 anos no subterrâneo da Câmara Federal abusou do próprio mandato;
  • na presidência envolveu filhos, esposa e ex-esposas nas benesses do poder.  

O clã Bolsonaro faz mal, muito mal ao Brasil.

Desde que surgiu como “liderança” de fanáticos religiosos, extremistas de direita e aproveitadores de toda sorte – ainda em 2013, quando começou o golpe para tirar a presidente Dilma e o PT do poder – Bolsonaro e sua família receberam muito mais do que deram ao país.

Esta história foi contada neste blog Marco Aurélio d’Eça em 2020, no post “Os passos do golpe que resultou em Jair Bolsonaro…”.

  • houve um tempo de batalhas políticas intensas, nos anos 90, entre PT e PSDB;
  • mas essas batalhas ocorriam apenas no campo das ideias, sem atrapalhos ao país;
  • Bolsonaro nem ideia tem; é um ignorante acostumado a viver do dinheiro público.

A vida política brasileira vem polarizada desde 2018, quando – por um arroto da história – elegeu o ex-capitão a presidente.

Desde então, o clima no país é de guerra, uma guerra militar e, inclusive, religiosa, por que envolve igrejas católicas e evangélicas, segmentos beneficiados com o dinheiro público e desmoralizados pelo próprio Bolsonaro.

Essa polarização vai continuar se o eleitor brasileiro não consolidar o processo democrático em 2026; é preciso reeleger Lula para decretar definitivamente o fim do ciclo bolsonarista na política brasileira.

Qualquer outra escolha eleitoral manterá o mal que os Bolsonaro oferecem ao país.

É simples assim…

Donald Trump de olho até no Pix brasileiro…

Serviço de pagamentos criados pelo Banco Central – e que é sucesso de adesão no Brasil – incomoda os Estados Unidos, cujo mercado financeiro ganhava fortunas com as taxas cobradas de usuário de bancos

 

DE OLHO NO LUCRO. Em suas chantagens ao Brasil em favor de Bolsonaro, Trump mira o Pix, em busca de lucro para as empresas americanas

Em seu pedido de investigação das operações financeiras do Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataca, principalmente, o sistema de transferências e pagamentos criado pelo Banco Centra, conhecido por Pix, que é sucesso de adesão no país.

  • Trump abriu as investigações comerciais contra o Brasil para chantagear o governo Lula em favor da família Bolsonaro;
  • o Pix, que é gratuito, incomoda operadoras como Mastercad, Visa e serviços como o WhatsApp Pay, todo americanos;
  • em outras palavras: os Bolsonaro atuam contra os interesses do próprio país para atender seus interesses pessoais.

“O Pix se converteu em um concorrente direto das empresas americanas Visa, Mastercard e Amex, já que pode ser um substituto dos cartões, especialmente de débito”, diz reportagem da revista Veja. (Leia aqui)

As chantagens do presidente americano contra o Brasil envolvem desde o tarifaço de 50% nas transações comerciais entre os dois países até a pressão sobre o mercado financeiro brasileiro, que compete diretamente com os americanos.

Os bancos e as bandeiras de cartões de crédito lucravam bilhões com as taxas por transferências bancárias tipo TED e DOC, que foram substituídas pelo Pix, gratuito para pessoas físicas.

O próprio Jair Bolsonaro tentou aparecer como criador do Pix em sua campanha de reeleição, em 2022.

Agora, seus filhos usam o mesmo sistema para tentar livrar o pai da cadeia.

E, ao mesmo tempo, dar lucro aos Estados Unidos..

Moraes agradece apoio de Dino e elogia o Maranhão como exemplo de luta por independência

Ministro se manifestou em sessão do Supremo Tribunal Federal  diante dos ataques que vem sofrendo por parte de políticos americanos ligados ao presidente Donald Trump e insuflados por “patriotas” da extrema direita brasileira

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes manifestou-se publicamente nesta quinta-feira, 27, sobre os ataques promovidos por políticos norte-americanos ligados ao presidente Donald Trump. 

Ao agradecer o apoio do ministro Flávio Dino, ele reforçou seu compromisso com a Constituição Brasileira e destacou a luta do povo maranhense por independência e autodeterminação, registrada na história do Brasil, sobretudo no episódio conhecido por Balaiada, no século XIX.

“Respeito a autodeterminação dos povos e a igualdade entre os países, como proclamado, inclusive, pelo artigo 4º da nossa Constituição Federal,  e bem lembrado hoje em mensagem do ministro Flávio Dino, a quem agradeço, e digo, será um grande prazer conhecer a Carolina do Maranhão, que vossa excelência tão bem governou por dois mandatos”, declarou o ministro.

  • Em sua mensagem, Dino propôs ao colega conhecer a cidade de Carolina como alternativa aos estados americanos de memso nome;
  • insuflados por “patriotas” brasileiros, republicanos tentam aprovar na Câmara Federal dos EUA a proibição de Moraes entrar no país.

INDEPENDÊNCIA E AUTODETERMINAÇÃO. Moraes agradeceu ao apoio de Flávio Dino e disse que pretende conhecer a cidade de Carolina, no Maranhão

Em sua manifestação aos colegas da Corte Suprema, o ministro elogiou o Maranhão, estado de Flávio Dino, como exemplo da coragem na luta por independência.

“Estado esse que é exemplo de coragem e luta por independência e autodeterminação do povo brasileiro, na  defesa da cidadania, como demonstra a história na revolta da Balaiada, entre dezembro de 1838 e fevereiro de 1841”, destacou Alexandre de Moraes.

O ministro recebeu apoio também dos demais membros do STF…

As juras do STF são à Constituição do Brasil, não à dos EUA, indica Flávio Dino…

Em solidariedade ao colega de Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes – ameaçado por políticos norte-americanos – ministro maranhense reafirmou que a autodeterminação do povo brasileiro são compromissos indeclináveis

 

ANTIMPERIALISMO. Flávio Dino sai em defesa do colega Alexandre de Moraes, alvo de ataques de políticos americanos

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino postou em suas redes sociais nesta quinta-feira, 27, mensagem de ironia e autoafirmação patriótica em relação à recentes ações de políticos norte-americanos e personagens do governo Donald Trump contra o também ministro Alexandre de Moraes.

Declarando Solidariedade a Moraes, Flávio Dino indicou que o compromisso do ministro deve ser coma Constituição Brasileira, o que é jurado na ascensão ao STF, e não à Carta Americana.

“Os ministros do STF, ao tomarem posse no cargo, juram defender a Constituição brasileira. Nela está escrito: ‘Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: III – autodeterminação dos povos; IV – não-intervenção; V – igualdade entre os Estados’”, afirmou Dino.

  • políticos trumpistas dizem que o ministro brasileiro afrontou a Constituição Americana ao banir perfis de redes sociais no Brasil (?);
  • deputados republicanos aprovaram em uma das Comissões da Câmara Federal dos EUA projeto que pode proibir Moraes de entrar no país;
  • liderados pelo multitriliardário Elon Musk, membros do governo Donald Trump tentam abrir processo contra o ministro Corte americana.

“Tenho certeza de que ele permanecerá proferindo ótimas palestras em todo o território brasileiro, assim como nos países irmãos. E se quiser passar lindas férias, pode ir para Carolina, no Maranhão. Não vai sentir falta de outros lugares com o mesmo nome”, ironizou Dino, certamente referindo-se aos Estados da Carolina do Norte e Carolina do Sul.

Alexandre de Moraes não comentou as ações dos políticos estadunidenses…