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Novo vídeo de Braide causa rebuliço na classe política…

Peça publicitária espalhada por aliados nas redes sociais apresenta o prefeito de São Luís como esperança do Maranhão e acena para uma possível entrada na disputa pelo governo

 

AINDA SEM RESPOSTA. O prefeito de São Luís segue em silêncio sobre as eleições, mas cada sinal de que pode concorrer deixa a classe política em polvorosa

Um banner intitulado “O Maranhão te espera” – protagonizado pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) – causou fortes rumores na classe política no final da noite desta terça-feira, 26.

  • o banner intitulado “O Maranhão te espera”, acena com uma possível data para anúncio do prefeito sobre candidatura ao Governo do Estado;
  • a peça publicitária apresenta Braide como “esperança da população”, faz críticas ao governo Brandão e deixa a entender uma possível candidatura.

“O maranhense, cansado de promessas vazias, de passar fome, de viver sem saneamento e de perder vidas por falta de atendimento médico, agora enxerga uma pontinha de esperança. Pela primeira vez na história é o povo escolhendo pelo próprio povo. Ele ainda não disse sim, mas o coração do maranhense já o escolheu. O nosso estado tem pressa, mas pode esperar pela resposta de quem vai mudar os rumos da nossa história. O Maranhão te espera”, diz o vídeo, de cerca de 30 segundos. (Veja abaixo)

Este blog Marco Aurélio d’Eça postou o vídeo em suas principais linhas de transmissão do Whatsapp, formadas por políticos, jornalistas, lideranças e observadores da cena política. E foi um verdadeiro rebuliço, com perguntas sobre os caminhos do prefeito.

O vídeo também foi postado por diversos aliados, auxiliares e simpatizantes da candidatura de Braide nas redes sociais.

E tem repercutido fortemente desde então.

Um dinista de base…

Companheiro do ministro do STF desde os tempos de estudante, ex-presidente da OAB-MA seguiu fiel ao aliado; neto de Maria Aragão, foi presidente da OAB-MA e tentou a carreira política, mas se frustrou com as disputas no grupo

 

DINISTA DESDE O INÍCIO. Companheiro do ex-governador desde o movimento estudantil, Mário Macieira foi pouco aproveitado na militância partidária

Ele foi o mais próximo companheiro do hoje ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino no movimento estudantil, tanto no Ensino Médio quanto na Universidade Federal do Maranhão; ativistas políticos, os dois atuaram fortemente no Diretório Acadêmico de Direito.

  • uniam-se pelos laços ideológicos e de concepção política, além  da atividade no Direito;
  • como muitos desta época, Macieira também ajudou na construção do político Flávio Dino.

Ainda chegaram a atuar juntos em escritório de advocacia, até Dino passar no concurso de Juiz Federal; Macieira seguiu a vida na advocacia e na cátedra, até se eleger presidente da seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil.

  • filho do ex-prefeito Roberto Macieira e da vereadora Simone Macieira;
  • neto de Maria Aragão, sempre carregou na veia o sangue progressista.

“Nos conhecemos ainda bem moços dividindo sonhos e lutando no movimento estudantil. Mário, nosso eterno Marinho, construiu uma trajetória vitoriosa e de muita competência como jurista e ativo militante dos direitos para todos”, conta o deptuado federal Márcio Jerry (PCdoB), amigo desde menino.

A relação com este blog Marco Aurélio d’Eça sempre foi conturbada, embora de respeito e admiração mútuas.

A posição crítica de sua passagem pela OAB-MA gerou além de ações judiciais – todas fracassadas, diga-se – também animosidade política. (Relembre aqui, aqui e aqui)

A chegada de Flávio Dino ao poder político no Maranhão levou diversos atores jurídicos que começaram com ele a também tentar a carreira eleitoral; Márcio Macieira estava entre eles.

  • em 2015, filiou-se ao PT e chegou a ser cogitado para o secretariado de Dino; (Relembre aqui)
  • na campanha de 2016 apareceu cotado para disputar a Prefeitura de São Luís pelo partido; (Releia aqui)

“Projeto do governador Flávio Dino é consolidar o PT na chapa do prefeito de São Luís, como parte do seu projeto para 2018, onde pretende formalizar aliança mais à esquerda na disputa pela reeleição”, revelou este blog Marco Aurélio d’Eça, em 10 de junho de 2016, no post “Mário Macieira deve ser vice de Edivaldo Jr.”

Frustrado em suas pretensões políticas, o advogado chegou a mostrar-se chateado com o próprio Dino e foi deixando lentamente a cena pública, muito pelos seus problemas de saúde, devido à obesidade.

Em 2023, com Flávio Dino senador e ministro da Justiça, ex-colegas e ex-alunos dele passaram a ser cotados para postos de poder na República, entre eles Márcio Macieira, como revelado por este blog Marco Aurélio d’Eça no post “Confraria de Flávio Dino busca vaga em diversos tribunais…”.

Mas uma vez não deu certo e o ex-presidente da OAB-MA começou a se recolher mais em casa; seus problemas de saúde se agravaram em 2024 e ele foi internado há alguns meses.

Mário de Andrade Macieira morreu nesta quinta-feira, 31, aos 54 anos…

Econométrica inclui Flávio Dino em pesquisa eleitoral no Maranhão…

Instituto que faz levantamento sobre a sucessão estadual quis saber a percepção do eleitorado maranhense sobre a participação política do ministro do Supremo Tribunal Federal

 

INTERFERÊNCIA. Para mais da metade do eleitorado maranhense, Flávio Dino continua se envolvendo em política partidária

Um dado curioso consta da pesquisa do Instituto Econométrica, divulgada nesta segunda-feira, 14, sobre a corrida eleitoral no Maranhão: o levantamento quis saber do eleitorado maranhense a opinião sobre a participação política do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino no estado.

O envolvimento de membros do Judiciário em política é proibido pela Constituição Federal.

  • a Econométrica perguntou se o eleitor acha que Dino faz política no Maranhão
  • para 54,5% dos maranhenses, o ministro faz política; 35,1% disseram que não.

As notícias divulgadas sobre a pesquisa Econométrica não trazem maiores detalhes sobre o objetivo da pergunta, mas revela incômodo da classe política com o envolvimento de Flávio Dino na disputa eleitoral.

Os números da Econométrica mostraram também que o prefeito Eduardo Braide (PSD) lidera a disputa pelo governo, com 30,6% das intenções de votos, tendo Orleans Brandão (MDB), com 22,4%, e Lahésio Bonfim (Novo), com 20,7%, empatados em segundo lugar.

O vice-governador Felipe Camarão aparece com 12,5%…

Brandão festeja “100 prefeitos recebidos em audiência” no Palácio dos Leões…

Governador recebeu gestores nos últimos dias alcançando a marca de uma centena de articulações que garantem investimentos no interior em troca de compromissos políticos

 

BRANDÃO COM PREFITOS NO PALÁCIO. Demandas, presentinhos e perguntas sobre a sucessão estadual

O governador Carlos Brandão (PSB) comemorou nesta quarta-feira, 27, o total de 100 prefeitas e prefeitos recebidos em audiência no Palácio dos Leões; segundo ele, todos são atendidos em suas demandas.

  • nestas audiências, além de ouvir as demandas, os prefeitos são questionados sobre eleições;
  • este blog Marco Aurélio d’Eça revelou com exclusividade em abril, a pergunta feita aos prefeitos.

“Nesta terça-feira e na quarta totaliza 100 prefeitos e prefeitas recebidos em audiência. Todos trazendo suas demandas importantes para melhorar a vida das pessoas no município”, disse o governador, em vídeo postado em suas redes sociais.

100 PREFEITOS. Brandão quer controlar toda a base governista na sucessão
  • Brandão garante que já adquiriu 280 ambulâncias para todos os municípios;
  • 800 equipamentos para a segurança, entre caminhões, motos e viaturas

A articulação política do governador visa fortalecer sua base para as eleições de 2026; ele pretende fazer um grande encontro com a classe política, ainda em junho, para apresentar seu projeto eleitoral. 

No vídeo, ele chama esses encontros de “Escutas Territoriais”, espécie de orçamento participativo, com eventos em diversas regiões do estado.

Serão 32 no total, em que articula prefeitos e vereadores…

Um Brandão precisa ensinar o outro Brandão…

Ao pregar que não é hora de discutir política, governador vai de encontro às suas próprias ações, marcadas por declarações de forte simbolismo político, inclusive eleitoral

 

DOIS PERFIS. o Brandão sereno dos gabinetes precisa ensinar ao Brandão falastrão dos palanques no interior…

Análise da Notícia

A mídia maranhense repercute desde o domingo, 11, fala do governador Carlos Brandão (PSB) entendida como um recado à classe política, de que não é hora de se falar em disputas eleitorais.

“Esse não é momento de disputa política. É momento de governar, de cuidar do nosso povo e de transformar o Maranhão. E é isso que a nossa gestão tem feito: transformar vidas no social e no econômico. Nosso foco é trabalho. Nosso compromisso é com o povo. Aqui se arregaça as mangas e se entrega resultado. Disputa política não é o nosso caminho, transformar vidas é”, disse o governador, textualmente.

  • ora, o primeiro a falar ininterruptamente de política é o próprio Brandão;
  • só na semana passada foram pelo menos duas declarações-bomba na política.

No domingo, 4, em Bacabal, o governador deu a primeira declaração-bomba contra a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT):

“Não vou entregar para quem não pode fazer um bom governo. Tem que ser alguém afinado com os nossos amigos. Não adianta entregar o governo para quem vai perseguir nossos aliados, para quem não sabe tocar o governo. Eu preciso entregar o governo para quem realmente saiba tocar e tirar do papel”.

Três dias depois, na quarta-feira,7, o governador deu, de novo, declarações políticas em Cajapió, defendendo subliminarmente a candidatura do sobrinho, Orleans Brandão (MDB), a governador:

“Marcone eu quero te parabenizar por que você foi um dos melhores prefeitos de Cajapió, mas teve essa sabedoria de escolher um sobrinho. Um sobrinho para dar continuidade a esse eu trabalho, por que a gente não pode entregar para qualquer um, né?”.

Ninguém, além de Brandão, tem dado tantas declarações políticas de repercussão; o Brandão falastrão precisa aprender com o Brandão líder, sensato. 

Se, de fato, o governador não tem foco em disputas políticas nesse momento, mas sim, em “transformar vidas”, ele precisa se olhar no espelho diariamente.

E antes de sair de casa, precisa colocar freio na própria língua.

É simples assim…

Brandão fica?

“Se levarmos em consideração que há agentes políticos naturalmente mais flexíveis, pacientes e dedicados, adaptáveis a situações complexas e aos desafios da vida pública, recrutados a cumprir missão tanto no executivo quanto no legislativo, nos virá a pergunta coletiva e uníssona”

 

Por Stenio Rezende*

O assunto toma cada vez mais amplitude com a proximidade do ano eleitoral.

Os eleitores brasileiros voltarão às urnas em 2026. No próximo pleito, serão escolhidos presidente da República, governadores dos Estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais e distritais.

O foco da temática, no plano estadual maranhense recai sobre a disputa ao Senado ou permanência do Governador Carlos Brandão (PSB) no Governo do Estado, cumprindo integralmente seu mandato.

O cenário político, na sucessão estadual, tem se evidenciado mais nítido a partir das ações do governador, liderança que se reveste cada vez mais de influência na política do Estado. Basta se verificar os ganhos nas eleições municipais do ano passado.

O estilo Brandão de seriedade, dedicação e compromisso, selou alianças numa pluralidade de matizes partidárias, inclusive opostas, como destacado pelos órgãos de imprensa: No primeiro turno, os candidatos apoiados por Brandão foram eleitos em 157 municípios. Esse número representa 72% das 217 prefeituras do estado. Além disso, 16 das 20 maiores cidades escolheram prefeitos alinhados à sua base, prova de que o governador vem conduzindo seu mandato de forma municipalista e integrada.

Em semelhante perspectiva e atentos à melhora progressiva da condição de vida dos maranhenses e desenvolvimento do Estado, espera-se que o Maranhão, em 2026, desempenhe um papel ainda mais relevante no Senado Federal, representado por lideranças que priorizem o bem-estar da população, promovam o desenvolvimento sustentável e garantam que o estado esteja cada vez mais integrado ao progresso do país.

Daí então, se levarmos em consideração que há agentes políticos naturalmente mais flexíveis, pacientes e dedicados, adaptáveis a situações complexas e aos desafios da vida pública, recrutados a cumprir missão tanto no executivo quanto no legislativo, nos virá a pergunta coletiva e uníssona: – Brandão fica?

Ex-deputado estadual, médico e agropecuarista

Imagens do dia: símbolos da pacificação…

O prefeito de Bacabal Roberto Costa não apenas reuniu número recorde de prefeitos – 178 votos –  em sua aclamação para presidente da Famem como também levou à sede da entidade sarneysistas, dinistas, pedetistas, brandonistas e até um prefeito Eduardo Braide em animada conversa com aliados do governador

 

BRANDONISTAS, DINISTAS E SARNEYSISTAS. A festa política em que se transformou a aclamação do prefeito dE Bacabal Roberto Costa (MDB) à presidência da Famem atraiu para a sede da entidade figuras política de todos os matizes; na imagem acima é possível ver, juntos, o brandonista Rubens Pereira, o dinista Felipe Camarão (PT), Roseana  Sarney e seu sempre aliado João Alberto (ambos do MDB, ao lado da prefeita de direita Maura Jorge (PP), junto com Roberto, Dr. Júnior e outros prefeitos.

FESTA MULTI-IDEOLÓGICA. Até o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) marcou presença, mostrando-se à vontade em conversas com Roberto Costa, o líder do governo Brandão, Neto Evangelista (União Brasil), e a presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB), em ambiente multi-ideológico raramente visto no Maranhão.

O RECADO DOS PREFEITOS. Coube ao prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão (PSB) mandar o recado dos prefeitos aos demais setores da classe política – governador, ministros, deputados federais, estaduais e secretários: “Queremos paz, queremos harmonia, queremos o Maranhão seguindo em frente. Vamos Juntos”, disse Aragão. 

VOZ DINISTA PRESENTE. Aqui os novos líderes da Famem Roberto Costa e Dr. Júnior, de Peritoró, ladeiam o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB); um dos principais líderes do dinismo Jerry chegou a mostrar entusiasmo com a candidatura de Júnior, na virada do ano, mais foi entusiasta também da unidade pela pacificação.

TODOS NA MESMA SINTONIA. Nesta imagem, também simbólica do momento de pacificação, é possível ver o secretário Orleans Brandão (MDB) – sobrinho do governador – em atenta conversa com prefeito, cercado pelo pedetista Glalbert Cutrim e Roseana Sarney. Na conversa também o Dr. Júnior e Roberto Costa.

Se não havia clima para pacificação, ele foi criado nesta quarta-feira, 15, com a manifestação de prefeitos e classe política.

É aguardar e conferir os próximos passos da unidade…

As revoltas de Eduardo Braide…

Prefeito que declarou em vídeo não ter nenhum tipo de relacionamento com o próprio irmão, também não se relaciona com a Câmara Municipal, com a classe política, com a imprensa e com jornalistas; e já chegou a negar o próprio pai, durante investigação de escândalo de corrupção em Anajatuba

 

O prefeito de São Luís não se relaciona com ninguém e hostiliza até a própria família em nome da política

Ensaio

Ao afirmar em coletiva de imprensa, após conversa com delegados da SEIC, que o carro em nome da mãe do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), não é usado apenas pelo irmão do prefeito, “mas por toda a família Braide”, os advogados de Tonho Braide jogaram luz sobre um estranho comportamento do gestor.

  • em 2016, no auge do escândalo da “máfia de Anajatuba”, Braide chegou a declarar não ter relação com o próprio pai, Carlos Braide;
  • ele também não fala com a grande maioria dos vereadores, desde o início do mandato, e não se relaciona com a Câmara Municipal;
  • não tem qualquer tipo de relacionamento com a maior parte da imprensa e dos jornalistas; e não tem sequer secretário para a área de comunicação;
  • o prefeito de São Luís não tem qualquer tipo de relação com a classe política e com partidos, nem se relaciona lideranças políticas.

Este blog Marco Aurélio d’Eça já tratou desse comportamento de Eduardo Braide em pelo menos dois posts, em momentos distintos da vida política maranhense:

1 – em 1º de novembro de 2023, em texto mais complacente, este blog Marco Aurélio d’Eça publicou o post “Um Braide da classe política; um Braide da população”.

Há dois Eduardos Braide governando São Luís, um na visão da classe política e outro na visão popular, nas comunidades, nos grandes centros, em todos os setores sociais da cidade”, analisava o post.

2 – em 14 de maio de 2024, já percebendo mais claramente a nocividade político-social da postura do prefeito, este blog Marco Aurélio d’Eça publicou o post “Eduardo Braide paga o preço do desprezo pela Comunicação…”.  

Eduardo Braide não dá a mínima para a imprensa, tem pouca relação com emissoras de rádio e TV, despreza e desdenha de jornalistas, e vê com forte animosidade blogueiros e digitais influencer’s”, revelava o texto.

O escândalo do “Carro do Milhão”, só estourou no final de julho, quando o prefeito de São Luís começou a viver o seu pior momento no cargo, o que foi analisado por este blog Marco Aurélio d’Eça no post “Eduardo Braide está só…”. Foi quando o prefeito revelou também não se relacionar com o próprio irmão Tonho Braide.

Eduardo Braide pode escolher suas amizades, se relacionar com quiser e manter ou não distância da família, é um direito seu; mas este comportamento, quando se generaliza, leva naturalmente a uma pergunta:

Será que todo mundo está errado e só ele é que está certo?!?

Eduardo Braide está só…

Isolamento político, desprezo pela comunicação e pela imprensa, arrogância com partidos políticos, aliados ou adversários, dificuldade de relacionamento com a própria família foram apostas pessoais do próprio prefeito de São Luís, que estão cobrando um alto preço no momento mais difícil de sua trajetória política

 

Eduardo Braide escolheu seguir sozinho; agora paga o preço deste isolamento político e midiático

Editorial 

Qual liderança estadual saiu em defesa do prefeito Eduardo Braide (PSD) nesta crise envolvendo o escândalo do carro do milhão? Que deputado federal ressaltou suas qualidades? quantos deputados estaduais o defenderam na Assembleia Legislativa?!? Quantos vereadores estão dispostos a quebrar lanças por ele?!?

O prefeito de São Luís está só! Absolutamente só, em seu momento mais difícil da carreira política.

Mas isto tudo é resultado de uma escolha dele próprio. Foi Braide quem quis se isolar de todo mundo; nunca quis aliados políticos, nunca deu importância à imprensa, pouco ligou para as estruturas partidárias.

Este blog Marco Aurélio d’Eça vem analisando desde 2021 esta postura política do prefeito; em 11 de novembro de 2023, mostrou que ele agia de um jeito com a classe política, mas nadava de braçada com a população, no post “Um Braide da classe política, um Braide da população…”.

Mais tarde, já às vésperas da campanha, em maio de 2024, o blog Marco Aurélio d’Eça mostrou que ele começava a sucumbir ao isolamento, no post “Braide paga o preço do desprezo pela Comunicação…”.

Eduardo Braide ainda tem todas as condições de vencer as eleições, até mesmo em primeiro turno.

Mas nenhum analista, mesmo os aliados, será capaz de negar o estrago que o escândalo do Carro do Milhão está fazendo em sua imagem.

E ainda tem muita coisa para aparecer…

No fundo, no fundo, Flávio Dino foi expurgado da Política…

Em nove meses de Ministério da Justiça – achando que Brasília era o Maranhão – ministro chegou a um nível de desgaste que tornava inviável sua convivência com os pares do governo ou mesmo com os pares do Congresso Nacional, o que tornou contados os seus dias na pasta; para evitar ainda maior desgaste pessoal e político, a solução do presidente Lula foi mandá-lo para o STF, no maior estilo “cair pra cima”

 

Autointitulado “super-herói” em Brasília, Flávio Dino foi criando antipatias que inviabilizaram sua permanência no núcleo de poder político

Ensaio

O ainda ministro da Justiça Flávio Dino tinha os dias contados no Ministério da Justiça.

Desgastado no governo e na classe política, ele próprio tornou insustentável sua permanência na pasta, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitava demiti-lo para não desmoralizar publicamente um aliado.

A solução foi mandá-lo para o Supremo Tribunal Federal.

Ex-deputado federal, ex-governador e atual senador pelo Maranhão, Dino sempre foi um corpo estranho na política, embora tenha exercido tal prática ao longo de sua carreira acadêmica e judiciária.

No Maranhão se impôs pelo medo, como sentenciou por diversas vezes este blog Marco Aurélio d’Eça. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui)

Flávio Dino sempre foi mais temido que amado entre aliados e adversários.

Construiu esta imagem no Maranhão por que tinha o controle absoluto das instituições; tentou fazer o mesmo em Brasília e construiu uma rede de adversários que vão de bolsonaristas a petistas, passando por membros do próprio Congresso Nacional e do governo Lula.

Este blog Marco Aurélio d’Eça já alertava sobre isso, em setembro, no post “Flávio Dino cada vez mais inviabilizado em Brasília…”.

Era gente do peso do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, do líder do governo no Senado, Jaques Wagner – ambos do PT da Bahia – e do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL); foi, aliás, as operações policiais contra aliados de Lira em Alagoas e, mais recentemente, no Maranhão, a gota d’água para sua sentença no Ministério da Justiça.

O blog Marco Aurélio d’Eça contou esta história ainda em junho, no post “Arthur Lira, a pedra no sapato de Flávio Dino…”.

Há pelo menos um mês Lula percebeu que não tinha mais como sustentar a permanência de Flávio Dino no Ministério da Justiça, mas era preciso afastá-lo sem jogá-lo aos leões no Congresso Nacional e na imprensa.

Juntou-se o útil ao agradável.

Adoentado, pressionado pela família que não suporta o dia-dia da confusão política da capital federal, e sem apoio político no Ministério, recorreu aos aliados no STF para convencerem Lula a dar a ele a vaga de Rosa Weber no Supremo.  

Flávio Dino foi expurgado da vida política; ou “cuspido”, como preferiu usar o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (ainda no PSB), seu ex-aliado e hoje um dos principais desafetos no Maranhão.

O indicado de Lula para a vaga no STF recebeu felicitações e parabenizações até de gente que nunca lhe trocou palavras, mas por trás da festa pela sua indicação está outra, pelo livramento da política maranhense.

A festa é tão intensa no íntimo da classe política – apesar de contida publicamente – que Dino deverá ter muitos votos até de bolsonaristas, que esperam vê-lo longe das lides políticas pelos próximos 20 anos.

Flávio Dino foi buscado do Judiciário para a Política em 2006, quando inventaram sua candidatura a deputado federal.

E agora a Política devolve Flávio Dino para o mesmo Judiciário.

É simples assim…